A no
tícia não é nossa, mas do Correio da Manhã que publicou na edição de hoje (24.10.2008 com o genérico: "Gestores gastaram 64 mil euros em almoços".
O caso do exorbitante gasto em comida está nas mãos da Polícia Judiária.
Designa os nomes dos membros da administração da "Gebalis": José Francisco Rocha Borges Reis Ribeiro, Clara Regina Machado Costa e Mário Jorge Ribeiro Peças.
Eram assim três amigos que passavam largos períodos em almoçaradas, com boas entradas, peixe grelhado, boa bifalhada, regada de vinhos tinto e branco (reservas), um doce para a sobremesa e para terminar, café expresso e conhaque de "truz-truz" de orígem francesa. Foram tratados com todos os "miminhos" pelos criados de mesa e este no fito de uma "gruja" de um bilhete de 10 ou mais euros. Esta gente "fina" da praça Portugal gerem uma empresa da Câmara Municipal de Lisboa e trata de qualquer coisa como seja a de habitações para gente jovem até aos 35 anos http://www.gebalis.pt . Porém ainda não satisfeitos com as almoçaradas, onde a palavra "PÁ" é proferida no constante, adquiriram bens de luxo, onde se contam aquelas comidas de gente tipo "ié-ié" (para levar para casa gourmet), discos DVD, livros (não foram técnicos) mas de ficção e CD de música.
Cada refeição, em média, custou 173 euros!
Pelos nossos cálculos os garfos e as colheres devem ter sido fabricados de prata fina e com aqueles modos, imbecis, do criado de mesa a polir, com um guardanapo, a "garfalhada" e a "colherada". Os restaurantes, entre outros, destacam-se: "o Gambrinos, o Ritz Four Seasons e a Fortaleza do Guincho".
Não podem ficar ignoradas as "grujas": 53 euros na Varanda da União; 39 euros no Gambrinos e 38,8 no Porto de Santa Maria.
Todas estas despesas eram pagas com o cartão de crédito da Gebalis e muitas refeições custaram, cada, uma, 400 euros ao erário público.
Compara-se o cartão de crédito como o gato que esconde a cabeça, no buraco e deixa o rabo de fora e, está o pobre do "bichano" identificado.
A ambição e a gulozeima dos cartões de crédito têm "tramado" muita gente que anda por aí a passar por gente honesta, possuindo um desses cartões de plástico, com nomes: "Gold, Platinum, Executivo e sabemos lá que mais nomes!"
Cartões que pelo abuso de poder foram solicitados a bancos e as despesas, feitas em almoços, passeatas e os outros regalos que a vida moderna, oferece aos honestos e desonestos sejam debitadas em cima de contas públicas.
Quem pratica estes actos, ilegais, não é bem um "salteador de caminhos" do séculos XIX que por vezes voltava violento.
Os salteadores/as (dos dinheiros públicos), não são nada disso.
Sorriem-se com inocência, são actores perfeitos que bem sabem representar o seu papel no palco da "roubalheira".
Mas nos parece que a aragem está a favor deles...
A corrupção atingiu tais médias que até quem a pratica perdeu a vergonha...
Está na moda!
Os casos descobertos e seguem para os meandros da Justiça, demoram anos e como o ditado: "enquanto o pau sobe e desce descansam as costas...".
Li há uns anos uma máxima do Rei Narai, quando lhe perguntaram porque não metia os ladrões na cadeia.
O monarca respondeu: "Se vou mandar todos os ladrões para a cadeia, não tenho pessoas para cortar a erva para alimentar os elefantes..."
O mesmo se, em Portugal, meterem os corruptos detrás das grades não há cadeias que cheguem para acomodar todo este pessoal.
José Martins
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