Diplomacia económica privada. Lê-se e pasma-se.
No Correio da Manhã (7.12.08)
"Em Dezembro de 2007, dois meses antes de Oliveira e Costa deixar a presidência do BPN, o Banco Insular enviou para o Brasil 4,3 milhões de euros.
Foi á última operação financeira.
A primeira tinha acontecido em 2003.
Dinheiro transferido em 5 anos
BPN envia 439 milhões para o Brasil
O Grupo Banco Português de Negócios (BPN) transferiu para o Brasil, entre Abril de 2003 e Setembros de 2008, mais de 439 milhões de euros. Só o Banco Insular, um dos alvos das investigações do Banco de Portugal e do Ministério Público, enviou para aquele país da América do Sul uma verba superior a 232 milhões de euros - montante que representa 64 por cento do seu próprio buraco financeiro, de 360 milhões de euros, e 33 por cento do prejuizo oficial, 700 milhões de euros.
Revelações surpreendentes como estas, sugerem que se diga o seguinte:
BPN envia 439 milhões para o Brasil
O Grupo Banco Português de Negócios (BPN) transferiu para o Brasil, entre Abril de 2003 e Setembros de 2008, mais de 439 milhões de euros. Só o Banco Insular, um dos alvos das investigações do Banco de Portugal e do Ministério Público, enviou para aquele país da América do Sul uma verba superior a 232 milhões de euros - montante que representa 64 por cento do seu próprio buraco financeiro, de 360 milhões de euros, e 33 por cento do prejuizo oficial, 700 milhões de euros.
Revelações surpreendentes como estas, sugerem que se diga o seguinte:
1. Se um jornalista, sabedor disto e que algum momento, entre Abril de 2003 e Outubro de 2007, tivesse revelado os factos, teria sido rapidamente condenado, neste momento estaria preso e amaldicionado pelos familiares.
2. Se um jornalista, sabedor disto e que em algum momento entre Abril de 2003 e Março de 2007, tivesse tentado revelar os factos mas sem êxito no seu exercício de divulgação, teria sido no mínimo transferido para a secção de desporto ou de - publicações especiais -, ou, como regra, teria visto o seu contrato rescindido sem saber como. E recebendo algum dinheiro, vegetaria; não recebendo nenhum ou pouco, seria hoje mais um mendigo, embora com a consciência limpa.
In "Notas Verbais"

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