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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

NÃO PODEM CONNOSCO

Habituei-me a ler os artigos de Miguel Castelo Branco desde que tive conhecimento de seu blogue http://combustoes.blogspot.com , que presentemente se encontra na Tailândia e, talvez, o país onde tenha encontrado, alguma, paz de espírito. Um Miguel de um perfil, académico, raro que tenho conhecido. Entre mim o Miguel de facto não tem havido relacionamento e já não vemos a face um do outro, na proximidade de um ano, embora já o tivesse convidado para almoçar em minha casa. Ainda não calhou, mas certamente dia menos dias vai acontecer. Bem vindo seja por bem. A sua última peça intitulada "Não podem connosco" deixou-me um pouco confuso e chego a não saber quais foram os "tipos" que não aguentam com os "portuguesinhos", se holandeses, franceses, ingleses ou os homens de saias do Vaticano. (os castelhanos não contam porque os "portuguesinhos" nunca se borraram a eles). Dos alemães sei que não... (Até porque os alemães não são culpados que tenha nascido uma besta quadrada chamada Hitler). Descreve os piratas que chegaram ao Sião e, creio se referir (aos gentlemen piratas) ao mais antigo, país, aliado dos "portuguesinhos"; os holandeses que falam uma língua enferma da garganta. Porém os portugueses também tiveram dois piratas na Ásia, o António Faria e Fernão Mendes Pinto que andaram pelos mares da China a piratiarem uns juncos para sobreviverem. Naufragaram depois de terem pifado uns quintais de pimenta e deixaram a profissão. Claro que o portugueses são uns "tipos" cheio de qualidades (a ver a semente espalhada pelos sete continentes), só que na seara medra o trigo e o joio e, esta erva, parasita e abafa o trigo!
Quanto aos alemães não tenho nada contra eles... Trabalhamos juntos em Cabora Bassa (Kruger); na Rodésia e fomos amigos do Wolfgang representante de um estaleiro de Hamburg que se quedava em Banguecoque por períodos de seis meses, (falava o português) e vendeu uns barcos, ao Governo tailandês, para dragar as areias do rio Chao Prya.
Reunimo-nos muitas vezes num restaurante, perto da embaixada, que já desapareceu. O Wolfagang depois de fazer os negócios partiu. De quando em quando vinha a Banguecoque e lá estava ele no portão da embaixada a procurar por mim e convidar-me para almoçar. Dos ingleses, aqueles com quem trabalhei tenho fraca memória... Uma vez na Turquia disseram-me que os portugueses eram iguais aos paquistaneses... Enganaram-se (somos idênticos humanos) mas de diferente etnia e na cor da pele... Eu até sabia o que eles me queriam dizer com isso... Mas o "calado" é bom homem. Por último se estamos assim na Ásia a culpa não é dos portugueses, mas dos "calaceiros" que com oportunismos vieram para esta área em procura do "El Dourado" e menos fazer algo por Portugal e andarem por aqui a beijar o "rabo" e cederem aos países irmãos da Europa.
José Martins