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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

UM OLHAR PARA O LUGAR DO BOM GARFO



A notícia não é nossa, mas do Correio da Manhã que publicou na edição de hoje (24.10.2008 com o genérico: "Gestores gastaram 64 mil euros em almoços".
O caso do exorbitante gasto em comida está nas mãos da Polícia Judiária.
Designa os nomes dos membros da administração da "Gebalis": José Francisco Rocha Borges Reis Ribeiro, Clara Regina Machado Costa e Mário Jorge Ribeiro Peças.
Eram assim três amigos que passavam largos períodos em almoçaradas, com boas entradas, peixe grelhado, boa bifalhada, regada de vinhos tinto e branco (reservas), um doce para a sobremesa e para terminar, café expresso e conhaque de "truz-truz" de orígem francesa. Foram tratados com todos os "miminhos" pelos criados de mesa e este no fito de uma "gruja" de um bilhete de 10 ou mais euros. Esta gente "fina" da praça Portugal gerem uma empresa da Câmara Municipal de Lisboa e trata de qualquer coisa como seja a de habitações para gente jovem até aos 35 anos http://www.gebalis.pt . Porém ainda não satisfeitos com as almoçaradas, onde a palavra "PÁ" é proferida no constante, adquiriram bens de luxo, onde se contam aquelas comidas de gente tipo "ié-ié" (para levar para casa gourmet), discos DVD, livros (não foram técnicos) mas de ficção e CD de música.
Cada refeição, em média, custou 173 euros!
Pelos nossos cálculos os garfos e as colheres devem ter sido fabricados de prata fina e com aqueles modos, imbecis, do criado de mesa a polir, com um guardanapo, a "garfalhada" e a "colherada". Os restaurantes, entre outros, destacam-se: "o Gambrinos, o Ritz Four Seasons e a Fortaleza do Guincho".
Não podem ficar ignoradas as "grujas": 53 euros na Varanda da União; 39 euros no Gambrinos e 38,8 no Porto de Santa Maria.
Todas estas despesas eram pagas com o cartão de crédito da Gebalis e muitas refeições custaram, cada, uma, 400 euros ao erário público.
Compara-se o cartão de crédito como o gato que esconde a cabeça, no buraco e deixa o rabo de fora e, está o pobre do "bichano" identificado.
A ambição e a gulozeima dos cartões de crédito têm "tramado" muita gente que anda por aí a passar por gente honesta, possuindo um desses cartões de plástico, com nomes: "Gold, Platinum, Executivo e sabemos lá que mais nomes!"
Cartões que pelo abuso de poder foram solicitados a bancos e as despesas, feitas em almoços, passeatas e os outros regalos que a vida moderna, oferece aos honestos e desonestos sejam debitadas em cima de contas públicas.
Quem pratica estes actos, ilegais, não é bem um "salteador de caminhos" do séculos XIX que por vezes voltava violento.
Os salteadores/as (dos dinheiros públicos), não são nada disso.
Sorriem-se com inocência, são actores perfeitos que bem sabem representar o seu papel no palco da "roubalheira".
Mas nos parece que a aragem está a favor deles...
A corrupção atingiu tais médias que até quem a pratica perdeu a vergonha...
Está na moda!
Os casos descobertos e seguem para os meandros da Justiça, demoram anos e como o ditado: "enquanto o pau sobe e desce descansam as costas...".
Li há uns anos uma máxima do Rei Narai, quando lhe perguntaram porque não metia os ladrões na cadeia.
O monarca respondeu: "Se vou mandar todos os ladrões para a cadeia, não tenho pessoas para cortar a erva para alimentar os elefantes..."
O mesmo se, em Portugal, meterem os corruptos detrás das grades não há cadeias que cheguem para acomodar todo este pessoal.
José Martins

RECADO AO MINISTRO LUIS AMADO

Sr. Ministro acabo de ler no Correio da Manhã que vai ser a aberta uma Representaçã0 Diplomática em Singapura e que ficará associada ao Centro de Negócios (AICEP).
Vou contar-lhe uma história passada, durante a Cimeira ASEM (Ásia Europa) realizada em Banguecoque em 1-2 de Março de 1996. Portugal participou com uma larga delegação, chefiada pelo então PM Eng. António Guterres. Foi durante essa reunião que se iniciou o processo da autodeterminação de Timor-Leste de quando houve aquela famosa "mãozada" entre o PM Eng.António Guterres e o Presidente Suharto da Indonésia. Nessa altura o Eng. Guterres deu uma conferência de imprensa, onde estive presente e anunciou que em curto espaço de tempo iria abrir uma embaixada de Portugal em Kuala Lumpur (Malásia). A informação foi publicada em todos os jornais da região e de Portugal. Já lá vão 12 anos e a missão diplomática nunca foi aberta e até nem era necessário. Abrir uma embaixada em Singapura será um erro porque não justifica. Até posso afirmar sem ponta de dúvida alguma que não justificam as depesas com a abertura de um representação comercial, na cidade ilha, que custa os olhos da cara ao contribuinte e em tempo de vacas magras.
Por experiência conhecemos os mercados do Sudeste Asiático e aquilo que Portugal tem vendido desde há mais de duas dezenas de anos. A embaixada de Portugal, em Banguecoque, já há muitos anos tem sido o centro comercial, consular e diplomático para sete países. O sr. Ministro Luis Amado, antes de tomar a decisão, deverá contactar o serviço consular do seu ministério e informar-se que número de vistos foram concedidos a cidadãos dos sete países do sudeste asiático E, também, consultar as estatísticas de exportação e importação, balança de pagamentos, entre Portugal e os sete países: Myanmar, Laos, Vietname, Cambodja, Malásia, Singapura e Tailândia. Chegará à conclusão que não justifica a abertura de uma embaixada de Portugal em Singapura. Lembro ao sr. Ministro que a embaixada de Portugal em Banguecoque não tem o quadro de funcionários preenchido: o Vice-Cônsul exonerou-se no ano 2000 (não foi substituído), o chanceler atingiu a idade ao fim de 50 anos de serviço, foi descansar (2001) para casa (não foi substituído), o assistente administrativo principal, era eu, entrou na reforma (não foi substituído) . Falta, ainda, mais pessoal que não vou aqui mencionar e o que está por lá, umas vezes por contrato, outras sem ele etc.etc.. Ora sendo a embaixada de Banguecoque uma missão com 188 anos, de vida (não paga aluguer de instalações) teria de ser esta equipada, conveniente, de pessoal e a base diplomática, consular e comercial para a Malásia e Singapura. A Birmânia, o Laos, o Vietname e o Cambodja há muitos anos nem a parte diplomática, comercial ou consular o movimento, embora não seja nulo, é quase isso. Sr. Ministro abrir-se hoje uma embaixada ( o mesmo da sorte que teve a de Manila) e depois amanhá encerrá-la não dá e despesas desnecessária. Aceite sr. Ministro um conselho de um homem que conhece esta área como as suas mãos e 24 anos a trabalhar, eventual, assalariado e depois vinculado ao funcionalismo público, na embaixada de Banguecoque. A abertura de uma missão diplomática, em Singapura, é um erro grosso se for levado a efeito.
José Martins

P.S. Enviado, o texto, por e-mail, directo ao gabinete do Sr. Ministro

CENA TRISTE (PERDERAM A VERGONHA!)

Na televisão estava sentado a uma mesa um senhor anunciado como ministro da Solidariedade (?) Social. O senhor Vieira da Silva falava baixinho, quase imperceptível, de olhos em baixo. Nunca olhou para a câmara e o que disse sobre a questão grave que lhe tinham colocado foi zero. Deveria estar a dar explicações sobre a perda de milhões de euros do Fundo de Pensões da Segurança Social. Não percebi aquele ar envergonhado e de inaptidão do ministro para nos explicar por que razão o Fundo tinha perdido tanto dinheiro. Afinal parece que de crime se tratou. É absolutamente proibido que alguém pegue no dinheiro que os pensionistas descontam durante anos e anos e que o coloquem em ´jogadas´de alto risco, tipo casinos bolsistas. Então, não é que acabam de me confirmar que o Governo ´atirou´com muitos milhões do Fundo para investimentos bolsistas, algo que seria de todo inimaginável. O resultado das bolsas está à vista: a falência do sistema está perto. E o dinheiro do Fundo evaporou-se. O ministro não se demitiu. Vale tudo.
Publicado pelo João Severino - http://pauparatodaaobra.blogspot.com