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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

COITADO DO VELHO...MORREU...PAZ À SUA ALMA

Morreu um velho... o BID (Boletim de Informação Diplomática) dos claustros das Necessidades... Conheci-o de menino foi crescendo, chegou a jovem; a velho relho e acabou por morrer. Nunca serviu para "nadinha", a não ser para a máquina copiadora, lá do quarto, imprimir milhares de folhas e negócio para o fornecedor de papel. Toneladas de papel enviadas pelas malas diplomáticas e até conheci um chefe de missão que mandava o maço semanal, direitinho, para o cesto dos papeis... O conteúdo, noticioso era tão ultrapassado que já se sabia há 8/15 dias as notícias daquelas folhas de papel A4.
Mas agora para onde são enviados, nas Necessidades, os aspirantes a diplomatas?
É que quanto estes rapazes (agora já entram muitas raparigas), iniciam a carreira mandavam-nos para lá ou para o Serviço de Expediente (secção de envio e recepção de malas) e... vejam lá! Sem saberem dobrar uma folha de papel, começavam, desde logo, a carreira de chefe!
Mas alguns, ambiciosos, ainda por lá faziam qualquer coisita...
Outros não!
É que quando foram miúdos a brincar com os garfos engoliram um, e coitados deles deixaram de poder vergar a espinha...
Ficam depois, alguns, uns "sacanitas" e quando são despachados para o estrangeiros, já levam, na barriga, "um embaixador pequenino". Porque leram o "Manual Diplomático - Direito diplomático - Prática diplomática" do Embaixador José Calveto de Magalhães, já pensam que são aquilo, que só se é por vocação e durante a "carreira" ser aplicado, educado e modesto.
Não sabem nada de nada (muito menos de diplomacia) e quando entram na missão diplomática, no estrangeiro, ninguém pode com esses (alguns) , nem tão-pouco lhes cabe um "chícharro" no rabo...
Se há embaixadores (daqueles de antigamente) trata-os um pouco acima de "cachorro", mas também há aqueles que não se desviam um milímetro do fundamentalismo e da doutrina (defender a classe miúda) dos claustros e deixam-nos, andar, a provocar e a humilhar, os mangas de alpaca com anos de serviço que até lhes podem ensinar a ser um diplomata, no futuro, "nice" e não, como um, que conheci: uma "besta quadrada".
José Martins