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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

VIAGEM SEM DESTINO RODANDO PELO CENTRO NORTE DA TAILÂNDIA

Lá vou eu desaparecer, por 10 dias, de Banguecoque seguindo, parte, do caminho que percorreu o Fernão Mendes Pinto.
Viajo só entre estradas excelentes e outras menos. A minha curiosidade leva-me, muitas vezes, a enfiar-me em caminhos e atalhos.
Mas se da estrada observo um templo erigido na montanha lá estou eu a ver lá do cimo as terras, verdes, planas,
Não percorro os habituais roteiros turísticos, mas aqueles que poucos "farangues" (estrangeiros) conhecem.
Viajar pelo interior da Tailàndia é um prazer que vale a pena experimentar para quem nunca o tenha feito e a oportunidade.
Não viajo com pressas, mas com velocidade moderada para observar o cenário para além das bermas da estradas.
O tráfego automóvel é pouco nessas vias rurais.
Porém agora vale a pena viajar de automóvel porque a gasolina baixou de preço e custa a que o meu carro consome o litro 16.3 bates (pouco mais de um terço do que custa aos portugueses!)
Ninguém me molesta e viajo na máxima tranquilidade,
As gentes, tailandesas, dos meios rurais, são simples e até me distribuem sorrisos no meu correr, quantas vezes, sem destino.
Vou chegar a Lampang, tomando o caminho de Sokhothai, pelas estradas, tortuosas das montanhas que separam o primeiro Reino do Sião e desço para uma pequena cidade da Tailândia e a mais sossegada que conheço.
Lampang está carregada de história e onde os portugueses, uns pelo lado do Reino do Pegú e outros pelo do Sião lutaram contra os outros.
Há 10 anos que não viajo para aquelas bandas e confesso que tenho saudades...
Lá irei ao local, a 15 quilómetros da cidade, onde os portugueses pelejaram e reportar aquilo que o meus olhos vão ver depois de 21 anos ali ter estado.
Talves já tudo diferente...
Pouco me importa, o que me interessa é estar lá.
Comigo segue a biblía, que sempre me tem acompanhado nas minhas viagens pela Tailândia, a "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto. Algumas vezes meto na pele a personagem desse "vagabundo", português que descreveu o Reino do Sião como ninguém.
A "Peregrinação" tem sido a fonte ( a minha também) onde historiadores, portugueses e estrangeiros, mergulham nela e saciam a sua sede, cozinhando, depois, os seus escritos partir dessa genial obra.
Vão na minha bagagem as novas tecnologias de comunicação para de qualquer ponto me encontre possa escrever e inserir na internet.
Espero que a "modem - wireless" não pife como a última vez aconteceu.
Mas suceder a minha viagem, com desgosto, será encurtada, porque nunca me adaptei às lojas da internet.
José Martins