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sábado, 13 de dezembro de 2008

VIAGEM SEM DESTINO RODANDO PELO CENTRO NORTE DA TAILÂNDIA -PRIMEIRA PERNA

A cidade de Banguecoque amanheceu sorridente com o azul do céu.
As chuvas foram-se com a monção. Para meados de Abril, no Songkran a Festa da Água voltarão.
Estamos na Primavera na Tailândia com uma temperatura amena e até, da parte da manhã, se veste uma roupa por cima da camisa.
Saí de casa por volta das 10 da manhã (13.12.08) e iniciar a minha viagem sem destino e de tempo, de regresso, incerto pelas terras do centro e norte da Tailândia.
Um reformado deixou de ter horas a cumprir, voltou independente, mandou colher urtigas aos "chefes" e se fiquem a coçar da comichão.
Me parece que na Tailândia só há dois reformados portugueses, um sou eu e o outro o senhor Campos, que embora more para os meus lados raramente nos vemos.
Com a recente, criada "mafia portuguesa" em Banguecoque (apesar de não ser violenta), não me vou ligar de certeza.
Se ainda por aqui houvessem uns quatro nos entreteríamos, montando banca num jardim e, ali, passaríamos o tempo jogando uma "suecada" e a "lerpa" nem que fosse a amendoins.
E, quem sabe, entre outras coisas que os portugueses deixaram na Tailândia, bem poderíamos, nós os reformados, contemporâneos lusos, deixar o jogo da "sueca", o mata-máguas, dos "dois-dois", das rabugices dos velhos, a cair aos bocados, de Portugal.
Como não tenho mais três parceiros para jogarmos uma "suecada" tenho que arranjar forma de matar o tempo; colocar a rabugices e os "doi-dois" de lado e fazer alguma coisa.
Viajo pela Tailândia...
E como para o mês de Dezembro, a Caixa Geral de Pensões, teve a generosidade de me pagar mais um mês, as boroas, do Natal, venho estafar umas fatias sentado no "cockpit" do tracção às quatro rodas Vitara japonês, rodando pelas boas estradas deste Reino, o da Tailândia, onde por estranho que pareça não se paga nada e ter aquela chatice, de Portugal, a perda de tempo nos quiosques montados à entrada das vias.
Nunca me largou a taradice de me armar em correspondente e ser um "tipo" famoso, nem que seja o teclar "José Martins", no fim do texto e vos peço perdão pela chatice e alguma paciência, que hajam tido, em ler o que escrevo.
Ora um funcionário (manga de alpaca) reformado, do Ministério dos Negócios dos Estrangeiro não se pode dar a luxos, de alargar-se em cavalarias altas, como aquela rapaziada, muito bem arranjadinha que nunca fez "porrinha" que valesse, ao país e lauteiam-se com reformas num mês aquela que recebo em três anos...
Haverá de facto globalização na democracia em Portugal?
Uma ova!
Nada disso...
Cada um avia-se o mais que pode e que se lixe o parceiro do lado.
Vejam lá, os meus leitores, que afinal aquele ditado bem antigo continua a viver: "A sopa não é para quem a miga, mas para quem a come"!
Pois foi por causa disso que a Maria, a cozinheira do senhor visconde das "Terras Frias", se vingou!
Quando mandava a canja para a mesa do visconde, que andava a cavalgar, à sucapa, a rapariga na casa da lenha, seguia condimentada com umas cuspidelas.
Os homens da política na Tailândia, depois da tempestade estão acomodar-se na harmonia, mas este assunto não são contas do meu rosário e não me meto em quezílias de casa que não é minha.
Deixo isso para o Nuno Caldeira da Silva http://frombangkok.blogspot.com/ que não perde "pitada" das ocorrentes, manobras "politiqueiras".
O Nuno Caldeira da Silva, um romântico bronzeado, noutras eras, nas praias do Algarve, a fazer concorrências aos "engates" do Zé-Zé Camarinha, optou pelas de água, mais morna, da Tailândia.
O Nuno depois de tanto se tenha revelado como homem dos "sete instrumentos" pelo correr de sua vida, bem vivida e melhor "benzida", viria, agora, a iniciar a sua carreira jornalística e analista das recentes contendas entre dois partidos tailandeses.
Portugal que precisa tanto de homens "porreirinhos" como o Nuno, para indireitar a nação, foi mais um cérebro de valor ("drain brain") perdido a juntar, ao Durão Barroso, a "botar" figura na Europa; o Eng. António Guterres, homem do mundo e dos refugiados a beijar criancinhas, nos campos de acolhimento; o Dr. Jorge Sampaio, o da irradicação, no mundo, da tuberculose e o "paizinho" discursador que os seus "falatórios" até embalam e dão aso para dormir, aos que o ouvem.
Tanto, estes homens, ofereceram à Pátria Portuguesa e quando mais necessitava destes valores lusitanos rasparam-se...!!!
Quando começo a descrever as tão proeminentes e honradas figuras da minha pátria, envaideço-me tanto que gostaria de continuar a descrição destes "ditosos" homens, paradigmas da Grei, que um dia serão contemplados com uma estátua de bronze, assente num pedestal do melhor mármore numa das praças centrais de Lisboa.
E para que estas gradas figuras, produto da democracia portuguesa e monstros sagrados, não sejam "cagadas" as suas esfinges de bronze, pelos pombos do Rossio e da outra banda do Tejo, deverão ser protegidas.
Não vou falar no nosso (mais bom) PM José Sócrates, pelo facto de ser meia-noite, na próximidade de ir dormir, e posso vir a ter umas indesejáveis insónias!
E como são horas de dormir, vou embrenhar-me num sono profundo, no hotel dos "macacos" em Lop Buri (Lopburi Inn), onde me hospedei, a 150 quilómetros de Banguecoque.
Um bom domingo para aí.
Amanhã há mais para contar.
José Martins