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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A TIA ELISA FERREIRA DAVA TUDO...

Hoje ao principiar o 2009 dou com uma notícia, publicada no "Jornal de Notícias", com honras de fotografia na primeira página, da tia Elisa Ferreira.
Mas depois do boneco, muito bem doutorado, segue-se uma notícia que depois de imprimida deu sete páginas A4.
Não vou ler a sua entrevista porque esta não é mais nem menos que "trampa" bem preparada e revisada para depois de ser publicada.
Não sei se o "Jornal de Notícias" está de bom relacionamento com o actual presidente da câmara do Porto, Rui Rio, ou se está a servir os seus interesses, dado que a vida está má; é preciso comprar papel para imprimir o popular diário e pagar os salários ao pessoal, diverso, do JN da Gonçalo Cristovão.
A tia Elisa Ferreira de facto foi uma "gaja" bonita e foi-se safando com a sua beleza nos meios politiqueiros do PS.
A Fatinha Felgueiras, sedutora como foi a Eva maldita do paraíso, também no correr dos anos se foi governando com a sua "treta" sedutora e fazer ajoelhar os homens a seus pés.
Se eu vivesse no Porto quem iria fazer concorrência à tia Elisa Ferreira na corrida à presidência da câmara do Porto era eu!
Isto porque eu conheço o Porto bem melhor que ela e até o Manuel de Oliveira plagiou, na realização do seu filme, "O Porto da Minha Infância", de minha autoria e publicado no "Jornal de Notícias" em 1996.
O jornalista Fernando Martins, creio, na altura, director do JN, gostou tanto da minha peça que a considerou um poema ao Porto!
E eu que de veia de poeta não tenho nadinha...

Para a tia Elisa Ferreira dar tudo pelo Porto tem que ir ao cruzamento da rua Escura/Bainharia/Pelames, discutir como uma "regateira" , levantar a saia, como essas criaturas o faziam, no "Porto da Minha Infância" nas discussões e mostrar o "pito".
Era o orgulho dessas regateiras, do meu tempo de quando eu ia ao carvoeiro da ruas dos Pelames comprar uns molhos de carqueja, mostrar o "pito" farfalhudo que era a honra dessa mulheres, do mercado da Rua Escura.
E por último a tia Elisa, está mesmo a ficar uma tia e as tias quando velhas já ninguém lhes quer o "pito" farfalhadudo ou careca.
José Martins

A TRAGÉDIA EM BANGUECOQUE - CLUB "SANTIKÁ"

Video da tragédia http://www.nationmultimedia.com/specials/nationvdo/showvdo.php?id=1803&name=News&cateid=13
A tragédia aconteceu no início do ano de 2009 em Banguecoque.

Resultou em 59 mortos e na hora que escrevo esta peça (8horas da manhã), não se sabe quantos feridos.
O local: a travessa número 9, da rua de Ekkamai um clube dos mais populares de Banguecoque, "Santiká".
Após o relógio consumir os últimos segundos do 2008, os frequentadores gritam 10,9,8,7,6,5,4,3,2,1 e seriam estes, para 59 pessoas, os últimos de suas vida, números noticiados, pela imprensa, até ao momento.
Quantos conseguirão resistir às horríveis queimaduras depois de hospitalizados?
A rua de Ekkamai, que por lá passei, desde há duas décadas, onde as elites Banguecoquianas construiram as suas casas depois da década 30 do século passado.
O local, arborizado, com largas residências e iguais jardins à frente que bem denotavam riqueza dos que lá vivem.
A rua Ekkamai com os anos e o desenvolvimento, da cidade, foi-se transformando.
Surgiram os carros de topo de gama guiados pelos filhos dos "pa-pás" ricos depois de 1980.
Era o nascer de uma cidade que por muitos anos se tinha conservado adormecida dentro da pacatez de ricos, remediados e de outra gente que nas redondezas vendia fruta, ou confeccionava comida nos passeios, na rua da Sukhumvit.
Em Banguecoque, na altura,havia uns poucos clubes, os designados "membership", com uma joia de entrada, muito elevada, cujo esta não estava acessível ao cidadão remediado, mas apenas a gente de posses.
Era a separação das elites das classes remediadas.
Os "membership clubes" que por uma meia dúzia de vezes ali estive, há uns 20 anos, convidado por um amigo tailandês, luxuosos, era um lugar tranquílo onde se poderia passar uns momentos agradáveis, na companhia de lindas mulheres.
O custo das bebidas, naquelas clubes de luxo, não estava de forma alguma acessível à minha carteira por ser demasiado alto.
A partir de 1980, a prever o futuro, principiam abrir outros clubes na rua Ekkamai e nas redondezas.
Deixam de ser clubes elitistas e passam para os ricos,menos ricos, remediados e até acessíveis a pobres desde que tivessem dinheiro para despender dentro deles.
Mas atrás de outros clubes abertos na Ekkamai e redondezas brotam como cogumelos, no Outono, por toda a cidade de Banguecoque, de uns cerca de 8 milhões (na altura) de residentes e arredores.
Com os clubes surgem as grandes discotecas, onde se conta a "Nasa", que albergaria uns dois ou mais milhares de pessoas.
Vêm depois as grandes superfícies e o adeus aos vestidos, compridos, trajados pelas lindas tailandesas que lhe chegavam até ao tornozelos.
Lá seguiam, quantas vezez as vi..., caminhando pelos passeios das ruas de Banguecoque, seguindo para seus empregos em escritórios ou bancos.
O tradicionalismo de uma gente, pacata e ainda desconhecer aquilo que acontecia no outro mundo que era o ocidental.
Os grandes cartazes a anunciar os filmes produzidos na Tailândia, parte deles partiram para dar lugar aos americanos e da Europa.
Surge então a cultura "choque" entre as famílias tailandesas.
Os jornais noticiam alguns suicídios de pais porque se sentiam abandonados pelos filhos.
Saiam de casa, durante a noite, para se divertirem nos clubes e discotecas.
É que os tailandeses e ainda hoje se pode verificar pelas provincias, por vários séculos a viver juntos, como num ninho vive o pássaro, durante a criação dos passaritos até que eles voem.
Os tailandeses são como os pássaros a cuidarem dos seus filhos.
Os pássaros ensinaram-me muito, porque em duas mangueiras do meu jardim há passáros que fazem ali ninho todos os anos.
Enquanto a mãe guarda os filhos o pai anda por ali a voar na procura de comida para os passaritos que instintivamente este ainda não lhes colocou a comida no bico já o têm aberto.
Aguardam o tempo de voar e junto aos filhotes os incitam a bater as asas e partirem para o vôo da vida.
Mas o caso do clube "Santiká", em Banguecoque, não é isolado!
Por esse mundo adiante surgem tragédias, semelhantes, onde morrem dezenas de jovens, pela o facto de terem demasiada pressa de viver!
Só me resta ter pena pela dor que vai dentro da alma dos pais pela perda dos seus "passaritos" que tiveram pressa de voar e partiram no vôo da morte no começo do ano 2009.
José Martins

O BAILE DE FIM DE ANO - O VENCIDO DA VIDA

O GRANDE BAILE dos Conselhos Gerais da Universidades
Apresentação: Mariano Gago
Convidados: Leonor Beleza, Paulo Teixeira Pinto, Loureiro dos Santos, Rui Machete, Henrique Granadeiro, Ferreira de Oliveira, Américo Amorim, Rui Nabeiro, Paquete de Oliveira, Arantes de Oliveira, Miguel Lobo Antunes, Severiano Pinto, Ferreira Gonçalves, Fernando Nobre, Paulo de Oliveira