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iário "The Nation" da capital tailandesa, publica hoje (11.1.09) uma correspondência da "Deutsch Press Agentur", com declarações de José Ramo Horta, Presidente da República de Timor-Leste, que os Estados Unidos e a União Europeia deveriam rever a política de sanções económicas impostas à Junta Militar de Myanmar (Birmânia), considerado um governo pária e que abolição das mesmas seria a chave da estabilidade futura do país.
iário "The Nation" da capital tailandesa, publica hoje (11.1.09) uma correspondência da "Deutsch Press Agentur", com declarações de José Ramo Horta, Presidente da República de Timor-Leste, que os Estados Unidos e a União Europeia deveriam rever a política de sanções económicas impostas à Junta Militar de Myanmar (Birmânia), considerado um governo pária e que abolição das mesmas seria a chave da estabilidade futura do país. Acrescentando: "se nós não actuarmos com pragmatismo em cima das sanções impostas não haverá solução nenhuma a termo imediato ou a longo prazo".
Ramos Horta laureado em 1996 com o Prémio Nobel da Paz, reiterou a sua posição, controversa, que vão de encontro às sançoes económicas na Birmânia e em Cuba, que se viriam a tornar conhecidas as suas intervenções em fóruns nas Nações Unidas.
"Nós não podemos mais punir, a população de um país por causa dos pecados cometidos pelos seus líderes", disse ainda Ramos Horta".
Os Estados Unidos, impôs sanções económicas à Birmânia como uma medida de represália aos acontecimentos sangrentos de um movimento, para a instauração da democracia, em 1988, que teria causado inúmeras vítimas e cerca de 3000 mortos.
Mas além das sanções impostas pelos Estados Unidos o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o Banco de Desenvolvimento da Ásia cessaram (1988) todos os empréstimos. Por outro lado a União Europeia, viria a limitar a concessões de vistos de entrada no espaço europeu a líderes da Junta Militar birmanesa.
José Ramos Horta, em 2005, visitou a Birmânia e manteve o seu apoio a Aung Suu Kyi, também como ele, laureada com o Prémio Nobel da Paz.
Disse ainda: "que o processo da democratização da Birmânia segue com lentidão e que exigiria a participação das Forças Armadas que governa o país desde 1962".
Adiantando: "vocês podem analisar e tomar por exemplo a transição na Tailândia, nas Filipinas e na Indonésia. As Forças Armadas têm um quinhão na sociedade e são parte da composição de um país".
E continuou: "se vocês tiverem um mapa de uma estrada e lhes derem liberdade para a caminhar, mas ao chegar ao fim da mesma preservarem os interesses de quem o autorizou, certamente será encontrado um incentivo". Este é exactamente um esboço da constituição militar que garante, a abertura do diálogo.
Em Maio de 2008, após um plebiscito, duvidoso denominado ciclone Nargis, que viria a devastar parte do delta Irrawaddy e desabrigar milhões de birmaneses, sem uma abertura, de auxílio humanitário, à comunidade estrangeira.
A carta constitucional da Birmânia garante um papel dominante às Forças Armadas, através do Senado, à obstruição da legislação.
Programadas eleições para o ano 2010.
"Supor que as Forças Armadas cede o poder, nenhum líder eleito na Birmânia poderá sobreviver sem o apoio total destas" , afirmou, por último, Ramos Horta, um conhecido heroi da independência do seu país, Timor-Leste.
Ramos Horta era o Ministro dos Negócios Estrangeiros quando as Forças Armadas da Indonésia invadiram e anexaram Timor-Leste à Indonésia em 1975, passou 24 anos exilado e acusando as Forças Armadas da Indonésia de atrocidades e violação dos direitos humanos.
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José Ramos Horta, encontra-se em Baguecoque a convite da "International Peace Foundation" de 11 a 13 do corrente. Hoje discursou no "Clube dos Correspondentes Estrangeiros", pelas 10:30. Amanhã dia 12, conferencia e e dialoga, pelas 14:00, na Universidade de Ramkhamhaeng (acesso livre), em Banguecoque; no dia seguinte 13, na "New International School de Banguecoque (acesso reservado) onde travará diálogo com estudantes do ensino secundário.
José Martins
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