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domingo, 1 de fevereiro de 2009

AUMENTO DE FALÊNCIAS EM PORTUGAL

FALÊNCIAS, EM PORTUGAL, EM FLECHA
É a pura realidade aquilo que está acontecendo em Portugal...
Ouvimos há uns dois anos o PM José Sócrates, delirante, anunciar a formação de uma empresa em 24 horas!
Claro que desde logo, futurei, não haver senso nas suas palavras,fantasmagóricas, que soprava para a praça pública.
Parece-me que José Sócrates via nisso a salvação, já débil, da economia portuguesa.
Destes alardes estou eu bem farto e o público, com dois olhos de ver, que se trata de demagogia do "preço da uva mijona" que os poucos esclarecidos a engolem. No tempo do Governo do António Guterres, no ano 1998, também sem senso ou ponta por onde se lhe pegasse (houve festa, discursos e copos à mistura), anunciou que iriam ser enviados para os estrangeiro 400 jovens, estagiários licenciados, para junto aos gabinetes do ICEP (alguns em empresas de países da UE) sediados no estrangeiros, se treinassem em cima das relações internacionais.
António Guterres via nisso a incrementação das exportações de Portugal para o exterior.
Era, no seu modo de ver, a alavanca, para o desenvolvimento da economia portuguesa.
Para Banguecoque e de quando eu era o representante do ICEP, alternamente, enviaram 3.
Durante uns tempos quedavam-se em Banguecoque, junto ao Gabinete do ICEP e na empresa "Abrantina" (o escritório num quarto de hotel de 3 estrelas), que nunca aqui fez obra nenhuma, tão-pouco registada no Governo da Tailândia como construtora; outras partiam para a mesma empresa, em Kual Lumpur (Malásia), onde pouco ou mesmo nada tenha feito obras.
Não sei se ainda se queda por lá com escritório aberto.
Aparte de dois jovens, muito ambiciosos, um outro foi passando o tempo, montando uma moto desportiva, dando boleia a suas namoradas e pedir-me o montantes para pagar a ligação à Internet.
Aconselhava-me que deveria colocar no mercado tailandês os chocolates, os rebuçados, os chupa-chupas portugueses e outros produtos, de impossível colocação.
Porém o estagiário tanto me falava na promoção dos chocolates e dos chupa-chupas que um dia já meio irritado respondo-lhe: "se pretende aprender algo sobre aquilo que Portugal pode exportar para a Tailândia, deve correr os supermercados de Banguecoque verificar, nas prateleiras, onde os chocolates, os rebuçados, os chupa-chupas, os sabonetes e os detergentes são fabricados".
Era nessa altura o ministro da economia o Pina Moura.
Pelos anos de 1988 programou uma viagem, turística, à Ásia.
Com ele uma comitiva, integrada, onde se incluia o vice-presidente do ICEP, o meu velho amigo engenheiro Diogo Tavares, que hoje dado ser "gente grande" da GALP, deixou de me conhecer...!!!
Teria que haver uma concentração, em Macau, dos delegados do ICEP no famoso Hotel Oriental.
Eu como representante para os países do Sudeste Asático, onde o embaixador estava acreditado, recebi uma comunicação para seguir para Macau.
O embaixador Mesquita de Brito, não ficou com ciúmes, de tão grata honra, tinha sido contemplado, em gozar uns dias (4), no famoso "Oriental de Macau" à borla.
Houveram várias reuniões (jantei na mesa do General Rocha Vieira no Palácio de Santa Sancha), com os delegados do ICEP na Ásia: Pequim, Tóquio, Macau no Oriental.
Apenas assisti a uma (exclusivamente para mim), para dar conta do comércio da Tailândia e países vizinhos.
Forneci a Pina Moura tal qual a realidade.
E que Portugal deveria continuar apostar na área em franco desenvolvimento económico.
Recebi uma total desilusão sobre a sua orientação, puramente académica/política e distante do conhecimento da realidade do comércio nos países da Ásia do ministro Pina Moura.
Um desgosto enorme e uma decepção tida de Pina Moura, dado que é beirão, como eu, de Seia e eu de Gouveia a escassos quilómetros da minha terra.
Pina Moura era nem mais nem menos um "lagareiro" que não percebia, nadinha, sobre o mister da produção e funcionamente de um lagar de azeite!
José Martins

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