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domingo, 7 de junho de 2009

OS FASCÍNIOS DO MIGUEL CASTELO BRANCO EM BANGUECOQUE

Certo que todos os dias vou ao blogue do Miguel Castelo Branco http://combustoes.blogspot.com e ver como vai seguindo nas "verduras", na área dos seus desenvolvimentos dentro da historiografia, de suas investigações.
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Fico, algumas vezes, confuso como é possível o Miguel conseguir ter na "pinha" imensa matéria. Não vou aqui escrever que descuro o seu perfil literário e ânsia de pretender descobrir mais um mundo, entre os tantos, que em diversos mares tem navegado.
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Mas porém não deixo de aqui teclar que graças à Internet têm surgido no quotidiano os valores, imaginários, "abichando" neste meio, espantoso, de comunicação que por vezes deixa os incautos, maravilhados, por um valor que na realidade não existe.
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Já li e não me lembro aonde umas frases da escritora Augustina Bessa Luis que os tais valores, para impor aos outros, para impressionar aquilo que não são, entregam-se ao "copismo", uma forma de "plágio", sofisticado, mais ou menos como um cozinheiro dá o mesmo sabor a um prato com outros ingredientes culinários.
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Evidentemente que no tempo de Camilo Castelo Branco, do Eça de Queirós e outros grandes vulgos da literatura portuguesa não existia a Internet, pois se ela já circulasse publicaram o dobro ou mais das obras que escreveram.

O Miguel Castelo Branco já chegou demasiadamente tarde a Banguecoque para dar a entender, a quem lê o seu blogue, que chegou à capital tailandesa para descobrir coisas novas relacionadas com as relações, históricas, entre Portugal e o Sião.
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Já outros, antes do Miguel, descobriram tudo e mais que tudo, pedra por pedra e colocam-nos no anonimato como espécie de conveniência.
Mas eu sei, que os novos historiadores (do colarinho branco) portugueses, que ultimamente, surgiram na Tailândia, vão "abichando", para se elevarem ou atingirem a glória vã, nas dezenas de "peças" que ao longo de anos e anos escrevi por amor e nunca em procura de "mordomias" ou "bronzes" no peito colocados pelos "maiorais" e donos da história, no "Dia de Portugal" que pomposamente lhe deram o nome de Camões e hoje (me parece) das Comunidades Portuguesas.
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A fonte de agua cristalina onde mergulham e saciam suas sedes tem sido no que tenho desenvolvido, (sem valor ortográfico que mereça e bem o sei) no website www.aquimaria.com e nos blogues http://portugalnatailandia.blogspot.com , http://maquiavelices.blogspot.com http://aquitailandia.blogspot.com , cujas pestanas tenho queimado desenvolvendo-os.

Para levar a cabo este meu longo trabalho, nunca me arrastei ou beijei os pés do Poder para "abichar" migalha de pão que fosse, caida de suas mesas, como recompensa.

O orgulho e a puresa do meu ser não me permite lidar com com a hipocresia. Construiu o meu mundo sem "golpes" de machado.


O pequeno texto do Miguel, publicado, a seguir bem nos diz até que ponto vão as suas ambições. Informo (bem ele o sabe) que toda a informação em cima das relações de Portugal e o Reino do Sião, felizmente, estão comigo e não em bibliotecas ou arquivos de Portugal e foi um trabalho de amor e árduo durante 26 anos.

"Quanto mais vou abrindo caminhos na investigação que aqui desenvolvo sobre as relações entre Portugal e o Sião nos séculos XIX e XX, as certezas com que vim armado vão-se desvanecendo perante bibliografia inacessível na Europa...."

Porém o propósito desta pequena croniqueta é relacionada com um artigo que o Miguel publicou, no seu Combustões, com a data de ontem (6.6.09) "Lembrando 6 de Junho de 1944: o estranho contrário" http://combustoes.blogspot.com/2009/06/lembrando-6-de-junho-de-1944-o-estranho.html , que me deixou confuso, como o Miguel Castelo Branco tem conhecimento de tanto!!!

Chegando à conclusão que o Miguel escreve coisas "lindas" inspirado naquilo que outros já escreveram e publicado na Internet.

Uma das fontes, entre outras, onde o Miguel foi beber, para escrever o artigo acima referido, teria sido a do endereço da internet a seguir http://www.angkor.com/2bangkok/2bangkok/forum/showthread.php?t=1250. José Martins

P.S. Não deixa de ser curioso (sem necessitar de tal), que um blogue meu que em tempo esteve lincado ao seu Combustões, o tenha retirado... Porque teria sido? eu sei e regulo-me pelo ditado: "Quem é o teu inimigo? O oficial do teu ofício!"

4 comentários:

Combustões disse...

José Martins
Fico embasbacado com a novidade que me dá. Pois, não vi coisa alguma na internet antes de me indicar essa referência - aliás com informação retirada da contracapa da obra que cito - pois está lá toda mastigada essa informação sucinta. O livro de Wicha está à venda no Paragon e consultei-o para retirar a foto do autor numa biblioteca que frequento.
EU NÃO FAÇO PLÁGIO, NUNCA FIZ e até já tive problemas com um fulano que me usou dois textos meus(previamente publicados pelo Fine Arts Department)e que depois foram usados numa tese de doutoramento na Universidde do Porto ! Uma das regras básicas da honestidade académica é citar as fontes. No caso do Wichai fi-lo, pois a informação do "forum" que o José Martins retira da internet está toda no livro, dados simples, biográficos. Só falta dizer que os restantes 95% do texto do meu artigo foram "copiados" da internet ! Em História não há donos de nada. O trabalho historiográfico faz-se com recurso a fontes primárias e secundárias, mais interpretação. E foi isso que fiz.

Combustões disse...

Quanto mais vou abrindo caminhos na investigação que aqui desenvolvo sobre as relações entre Portugal e o Sião nos séculos XIX e XX, as certezas com que vim armado vão-se desvanecendo perante bibliografia inacessível na Europa...."
Só mais um acrescento. De Anake Nawigamune comprei os dois volumes de Farang thii Kiawkap Siam, que estou custosamente a traduzir para português, pois o domínio do thai escrito é-me por ora terreno adverso. Lá estão, com abundante safra documental tailandesa, três capítulos sobre os diplomatas portugueses no Sião. Não me diga que o Anake foi ao Aqui Maria ! Temos de trabalhar em comunidade: trocar informação, trocar impressões, corrigir imprecisões não implica GUERRA, mas convergência e partilha.

Jose Martins disse...

Miguel, O meu amigo é rápido!

Gaita ainda estou a revisar o artigo já o meu considerado amigo publicou dois comentários...

Não vamos, de certeza absoluta, andar à "bengalada" numa rua de Banguecoque.

Vamos continuar a ser amigos, mas terá de desculpar-me as minhas críticas, as opiniões e tirar fora de mim aquilo que me vai na alma!

O mundo será melhor com críticas e na procura da transparência
Abraço
José Martins

Combustões disse...

Claro, transparência mas não má fé. Lembro que quando aqui vim há 3 ou 4 anos para colaborar naquela conferência sobre a visita de Rama V a Portugal passei dois meses agarrado aos velhos jornais da Biblioteca Nacional, mais meia dúzia de idas ao Arquivo Histórico Diplomático e o Senhor Martins ter afirmado que lhe "roubara" informação do Aqui Tailândia ou Aqui Maria ! Fiquei siderado. Se preciso de informação, pergunto, não roubo. Esta dos historiadores de colarinho é demais . Quer que vá trabalhar de calções e chinelas? Olhe que tenho encontrado muito documento que nunca passou pelas mãos de historiador português algum. Não os revelo no meu blogue, claro, pois sei distinguir o trabalho de investigação de um mero blogue. Em 2011 terei todo o gosto de lhe oferecer um exemplar do meu livro.

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