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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

FUJAM! FUJAM!... ESTÃO AÍ OS FRANCESES!


Portugal defende-se das tropas de Napoleão (Jornal Expresso)
Está em curso a evocação dos 200 anos das lutas entre o exército anglo-luso e as tropas francesas que atacaram Portugal entre 1807 e 1812.
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À MARGEM; Boas razões tenho eu para não me acreditar na União Europeia. Chamou-me à atenção a peça, publicada no "Expresso" a evocar os 200 anos das invasões francesas a Portugal. Há anos li, muito á pressa, a obra de Raul Brandão " El-Rei Junot". Deixo de explicar as razões porque duvido do casamento, Portugal/União Europeia e vou, apenas, inserir alguns textos da obra do grande escritor:
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"Fujam! Fujam!... Na quarta-feira à noite juntam-se as riquezas das reais capelas, de Queluz, da Ajuda, da Bemposta e as do palácio real, as preciosidades, os tesouros que tinham celebridade na Europa. É um verdadeiro saque: calcula-se que vão para o Brasil mais de 80 milhões de cruzados. Deixa-se o calote, os empregados públicos por pagar, os cofres varridos, o papel-moeda depreciado em 30% - e a ralé para sofrer. Essa fica para o drama. E diz, olhando cheia de tristeza os reis, os fidalgos, as trouxas levadas de escantilhão para bordo:
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- Lá vai tudo para a Inglaterra!...
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O Príncipe geme. Na véspera tinha-lhe dado, mais violento um ataque de hemorroidal. E com a beiça caída, vágados, mal podendo sentar-se nos estofos, a mulher aos berros, a mãe aos gritos: - O inferno! o inferno!....
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- E a nobreza? «Os fidalgos (os que ficaram em Portugal) crescendo em delícias, crápula, ódio, moleza e jogo, não é de admirar que sejam brutais em seus apetites, incapazes de freios em seus transportes e mais dobradiços que uma cana ao sopro de alheia persuasão, mais porosos que as esponjas para sorver sem dificuldade todo o mal da maledicência, todo o ácido da inveja e o mais pestífero veneno dos aduladores e cortesã perfídia» Laura Junot afiança: « A nobreza não tem educação nem talento. Passa a vida em cortesias ridículas.» E Beckford completa o quadro comestas tintas: O arcebispo de Tessalonica chama para junto de si e do inglês, o visconde de Ponte de Lima, o marquês do Lavradio, o conde de Óbidos e mais alguns fidalgos de serviço, todo é claro de farda, e quem sabe se cobertos de veneras de alto e baixo - e apontando diz: - «Meu caro inglês, tudo isto ´~e uma súcia de marotos aduladores: não acredite nem uma palavra do que eles lhe disseram Apesar de brilharem como oiro, a lama não é mais vil: eu conheço-os bem.
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E para concluir: "Esta Lisboa fedorenta e devota - corre ainda a descoberto em grande parte da cidade o rego das inundices e de noites e de noite despejos ignóbeis são atirados para a rua - produz a sécia delambida, com ais, postiços, moscas de tafetá, o peralta, o bojudo frade, a velha alcoviteira, o desembargador, o poeta, o almiscarado cadete. A mescla de devassidão, da friovolidade, de grosseria, os saguões, O Manique, os fidalgos, a corte, a Igreja, os restos de grandeza da Índia - dão estes produtos singulares...Repicam sinos: são as trezenas em Santo António dos Capuchos, e lá vão a moça, o cadete e o frade para o namoro. Nenhuma sécia perde também a famosa Aleluia dos Paulistas, tão da moda. Passa a preta do mexilhão e apregoa: Erci tem aio aio e azeite de Santarém, passa o peralta de grandes fivelas nos sapatos.
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Abaixo um comentário de um leitor do Expresso.
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NADA TENHO CONTRA;ESSA DE REVER AS INVASÕES DOS BANDIDOS;DOS FRANCESES;OU SEJA DO ASSALTANTE;E BANDIDO DO NAPOLEÃO FRANCÊS;AO MEU PAÍS;E AO MEU POVO BOM PORTUGUÊS;POIS AS TAIS ELITES;COMO SEMPRE;JUNTAMENTE COM O TAL REI ;POIS INFELIZMENTE FUGINDO PARA A TAL COLÓNIA DA ÉPOCA DO BRASIL.;CHAMADO NA HISTÓRIA DE PORTUGAL;COMO D.JOÃO VI.QUANDO VIU O RABO A ARDER;NÃO FOI CAPAZ O SUFICIENTE VALENTE;PARA ENFRENTAR OS BANDIDOS DOS NAPOLEÓNICOS;NESSA TAIS INVASÕES;CHAMADAS DE FRANCESAS.ESPERO QUE A HISTÓRIA OFICIAL ENSINE A JUVENTUDE DO MEU PAÍS;A VERDADE SOBRE O QUE ACONTECEU AO MEU POVO PORTUGÊS;POIS,ESSAS TAIS INVASÕES;APENAS FORAM ;UMA AFRONTA PARA COM O MEU POBRE POVO.NUNCA VI LÁ NOS TEMPOS QUE EU ESTUDEI NAS ESCOLAS PORTUGUESAS;DIZEREM A VERDADE.AFINAL;QUANDO AS TROPAS DO BANDIDO DO NAPOLEÃO;CHEGARAM AO MEU PAÍS;FIZERAM UMA RAZIA;MATANDO;INCENDIANDO;E DESTRUINDO;TUDO NO SEU CAMINHO.ESTRUPARAM AS NOSSAS MULHERES;MATARAM VELHOS;CRIANÇAS;E TODOS AQUELES QUE LHES APARECIAM PELA FRENTE.E NÃO CONTENTES;COM ESSAS DESTRUIÇÕES;EM MASSA;ROUBARAM,E SAQUEARAM TUDO QUANTO ENCONTRARAM NOS MUSEUS;E TUDO QUANTO ENCONTRAVAM;EM CASAS PARTICULARES;OU PALÁCIOS;DO TAL REI COVARDE.D.JOÃOVI.EM VEZ DE TER FUGIDO;PARA O BEL PRAZER DA COLÓNIA BRASILEIRAÁ ÉPOCA;DEVERIA TER ORGANIZADO;UM EXÉRCITO;E ENFRENTADO AS TROPAS;DO TAL BANDIDO DO NAPOLEÃO.INFELIZMENTE;A HISTÓRIA OFICIAL;SEMPRE INVENTA UMA MANEIRA;DE CONSIDERAR;OS REIS,COMO HERÓIS.E AQUI TINHAM QUE ESTAR OS AMIGOS DOS INGLESES;RINDO Á TOA..
P.S. "El-Rei Junot" - Biblioteca de Autores Portugueses - Imprensa Nacional - Casa da Moeda

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