Há países a quererem cancelar entrega de vacinas
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Espanha e Alemanha tentam renegociar com laboratórios redução das encomendas, apesar de o contrato não prever. Portugal pode seguir-se
São os primeiros países a voltar atrás nas encomendas feitas para a pandemia. A Espanha e a Alemanha estão a negociar com os laboratórios a possibilidade de cancelar ou devolver as doses de vacinas contra a gripe A que sobrarem devido à fraca adesão das populações. Em Portugal, a ministra Ana Jorge tem referido até agora apenas o alargamento da imunização a faixas que inicialmente não estavam cobertas. Mas a renegociação com o fornecedor pode vir a ser analisada na reunião sobre o assunto marcada para a próxima semana.
O contrato assinado no Verão entre a GlaxoSmithKlein e os diferentes países para o fornecimento da Pandemrix não prevê qualquer renegociação. Mesmo assim, os países estão confrontados com um problema: desde que a Agência Europeia do Medicamento decidiu que basta uma dose para imunizar um adulto, em vez das duas previstas inicialmente, as vacinas são mais do que a encomenda.
Agora, estudam formas de minimizar os prejuízos de ficar com vacinas na prateleira. A ministra da Saúde alemã, que encomendou 50 milhões de doses, adiantou à Reuters que alguns estados estão em negociações com a Glaxo, mas que até agora não há resultados. E, em Janeiro, o governo federal vai tentar vender parte das remessas a outros países. Caso haja interessados.
Em Espanha, onde as autoridades compraram doses para 40% da população, "há várias hipóteses em estudo, uma delas vender as vacinas nas farmácias", refere o governo. É uma espécie de tudo por tudo para não perder dinheiro. Só contando com estes dois países, a devolução das embalagens em excesso representaria uma perda de 15% das receitas previstas pelos laboratórios que desenvolveram o produto (a Glaxo, a Novartis e a Sanofi-Aventis). Outros países que encomendaram vacinas para toda a população, ou para a esmagadora maioria, como a Noruega, estão a doar doses à Organização Mundial de Saúde para serem distribuídas pelos países pobres.
Se no início da campanha de vacinação, a adesão já foi difícil, a redução de casos que tem ocorrido nas últimas semanas e o fim da primeira onda poderão ser um novo factor dissuasor para a população e uma dor de cabeça acrescida para as autoridades. Até agora, o discurso oficial português é o de que nada se perde e as pessoas poderão ser vacinadas mesmo depois do Inverno. Mas há quem questione um investimento de 45 milhões de euros feito com a pandemia.
Miguel Oliveira da Silva, presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, defende que "é consensual que se exagerou nas encomendas". "Não sei se o contrato prevê renegociação, mas se outros estados o estão a fazer por alguma razão será". E lembra que o prejuízo das contas da saúde triplicou este ano e "45 milhões de euros gastos com a epidemia foi excessivo".
Até há uma semana, Portugal tinha recebido 311 mil doses e utilizado cerca de 240 mil. As outras que faltam para chegar aos seis milhões são esperadas para os primeiros três meses de 2010.
Qual a sua reacção: ImportanteDivertidoAssustadorEscandalosoIncrívelInovador.Tags: gripe a, vacinas.
São os primeiros países a voltar atrás nas encomendas feitas para a pandemia. A Espanha e a Alemanha estão a negociar com os laboratórios a possibilidade de cancelar ou devolver as doses de vacinas contra a gripe A que sobrarem devido à fraca adesão das populações. Em Portugal, a ministra Ana Jorge tem referido até agora apenas o alargamento da imunização a faixas que inicialmente não estavam cobertas. Mas a renegociação com o fornecedor pode vir a ser analisada na reunião sobre o assunto marcada para a próxima semana.
O contrato assinado no Verão entre a GlaxoSmithKlein e os diferentes países para o fornecimento da Pandemrix não prevê qualquer renegociação. Mesmo assim, os países estão confrontados com um problema: desde que a Agência Europeia do Medicamento decidiu que basta uma dose para imunizar um adulto, em vez das duas previstas inicialmente, as vacinas são mais do que a encomenda.
Agora, estudam formas de minimizar os prejuízos de ficar com vacinas na prateleira. A ministra da Saúde alemã, que encomendou 50 milhões de doses, adiantou à Reuters que alguns estados estão em negociações com a Glaxo, mas que até agora não há resultados. E, em Janeiro, o governo federal vai tentar vender parte das remessas a outros países. Caso haja interessados.
Em Espanha, onde as autoridades compraram doses para 40% da população, "há várias hipóteses em estudo, uma delas vender as vacinas nas farmácias", refere o governo. É uma espécie de tudo por tudo para não perder dinheiro. Só contando com estes dois países, a devolução das embalagens em excesso representaria uma perda de 15% das receitas previstas pelos laboratórios que desenvolveram o produto (a Glaxo, a Novartis e a Sanofi-Aventis). Outros países que encomendaram vacinas para toda a população, ou para a esmagadora maioria, como a Noruega, estão a doar doses à Organização Mundial de Saúde para serem distribuídas pelos países pobres.
Se no início da campanha de vacinação, a adesão já foi difícil, a redução de casos que tem ocorrido nas últimas semanas e o fim da primeira onda poderão ser um novo factor dissuasor para a população e uma dor de cabeça acrescida para as autoridades. Até agora, o discurso oficial português é o de que nada se perde e as pessoas poderão ser vacinadas mesmo depois do Inverno. Mas há quem questione um investimento de 45 milhões de euros feito com a pandemia.
Miguel Oliveira da Silva, presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, defende que "é consensual que se exagerou nas encomendas". "Não sei se o contrato prevê renegociação, mas se outros estados o estão a fazer por alguma razão será". E lembra que o prejuízo das contas da saúde triplicou este ano e "45 milhões de euros gastos com a epidemia foi excessivo".
Até há uma semana, Portugal tinha recebido 311 mil doses e utilizado cerca de 240 mil. As outras que faltam para chegar aos seis milhões são esperadas para os primeiros três meses de 2010.
Qual a sua reacção: ImportanteDivertidoAssustadorEscandalosoIncrívelInovador.Tags: gripe a, vacinas.
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À MARGEM: Tudo que está acontecer já se previa. As massas foram esclarecidas acerca da propaganda que foi feita à pandemia da gripe A.
O mesmo já tinha acontecido com a "Gripe das Aves" que fez (teria sido a causa?) cerca de duas centenas de vítimas mortais.
Porém as vítimas foram as galinhas, os patos e outras aves que milhões delas foram abatidas inocentemente.
O capitalismo quando se vê em apuros inventa, faz lhe publicidade para balançar os seus dinheiros.
O diabolismo existe e este pode ser na propaganda de gripe, outros males ou mesmo bombas para matar gente.
José Martins


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