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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

QUE PORTUGAL EM PORTUGAL?

SERÁ QUE PORTUGAL EXISTE?

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Há uns meses vou seguindo o excelente blogue http://lisboasos.blogspot.com que vai denunciando a degradação do estado em que se encontra a capital de Portugal. Porém as fotografias agora inseridas são de facto chocantes. O frio de Janeiro chegou de enregelar os corpos e as almas de quem observa a pobreza que vai por Lisboa. Mas esta não está só em Lisboa estendendo-se ao todo Portugal. Na minha idade de 74 anos e bem vividos (com apenas de 25 anos em Portugal) nunca tanta pobreza haja observado em toda a minha vida.

Os cães sempre foram solidários com os homens e na pobreza deles

Em Portugal, desde há 34 anos, surgiram quatro sociedades: a de ideias que pretende fazer alguma coisa;a política; a oportunista e as dos pobres. A de ideias encontra barreiras burocráticas e falta de apoio; a política é composta de pessoas de cabeça vazia, mediocre e mentirosa; a oportunista, carraceira, espreita a cada momento onde pode penetrar e conseguir estar na vida; os pobres são os que lhe não deram oportunidades e quedam-se pessoas sem esperanças, segregados e tidos: "pobres de juizo". Rouba, se for necessário, para subsistir.



Paredes que foram orgulho e marcaram uma época. A desgraçada com os "trapos", os seus haveres de rua em rua..

Tenho, ultimamente, visto muita televisão e lido jornais, graças à Internet e escutado montes de "petas" dos políticos de uma mediocridade extrema que nos governam. Os compadrios são o quotidiano dessa genta que atingem as raias da escandaleira. A mentira, a vigarice, os esquemas estão institucionalizados em Portugal onde cada qual, como os animais da selva, procura vencer o seu rival. O patriotismo caldeou-se e está subjugado aos mais fortes da União Europeia; a nossa diplomacia segue imbecibilizada (uma Maria vai com as outras...) atrás dos seus colegas dos 27 (os mais ricos) e obedecem-lhe cegamente. Os ricos da Europa que a história bem no-lo diz: sempre cobiçaram Portugal.
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Olhos triste, uns tarecos, que recolheu num "lixeira" e uns cartões para servirem de abrigo e colchão.

Se novos homens não surgirem para que consigam limpar a joio, da seara, humana, que cresce por aí, não tarde que Portugal seja um país do passado e deixará de o ser no futuro. Os homens também são capazes de vender os países onde nasceram. E eles andam por aí, uns ocultos e outros bem à vista dos olhos de todos.
José Martins

APRENDER A VIVER COM ISTO...