Translator

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

DE REGRESSO DO RIO KWAI

Mais uma vez visitei a cidade de Kanchanaburi.
Sou conservador e acomodo-me no "Jolly Frog", uma simpática estância balneária, situada na rua Rio Kwai que principia junto à infamosa ponte (Bridge Over the River Kwai), com uma extensão de cerca de uns 3 quilómetros.
Antes de uns 300 metros do términus da rua ao lado direito está o "Jolly Frog" (Júlia Rã).
A rua Rio Kuwai, margina o rio do mesmo nome; de correr de água mansa, onde durante o dia os barcos compridos (long tail) numa correria transportam turistas.
A estância compôm-se de 60 "bengalôs", cujos preços vão de 180 bates(arejados com ventoinha) e 290 bates (com ar condicionado).
Os empregados são simpáticos desfazem-se em amabilidades para com a clientela.
Comida excelente onde podem ser escolhidos pratos de iguarias tailandesas ou ocidentais.
A população que reside, na rua Rio Kwai, o seu viver depende do turismo, proprietários de pequenos bares, aluguer de carrinhas, mini-buses veículos de duas rodas a pedal ou motorizadas e lojas de serviços de "Internet" a 30 bates a hora.
Há umas duas ou três dezenas de bares, ao longo da rua, a maior parte construídos de canas de bambú e cobertura de folhas de ávores.
Não são daqueles bares considerados de "alterne", mas onde se pode beber uma cerveja e jantar num ambiente de bem estar.
A cidade de Kanchanaburi é uma urbe que não se distancia da vida,normal, de outras do sul ao norte da Tailândia.
Por mais estranho que possa parecer, depois dos acontecimentos políticos e sociais que ocorreram na cidade de Banguecoque, alguns "Velhos do Restelo" consideraram os efeitos da crise que motivada pelo encerramento de dois aeroportos, internacionais, na capital tailandesa, semelhante à hecatome "Tsunami" ocorrida em 26 de Dezembro de 2004, que viria atingir as praias do sul.
De facto, de quando o encerramento (estive nessa altura no Rio Kwai) dos aeroportos, fomos encontrar escassez de turistas e uma fraca percentagem de ocupação na "Jolly Frog".
Na altura perguntei à recepcionista que taxa de ocupação havia e mostrou-me uma "cambulhada" de chaves que foi o mesmo, responder-me, quedar-se fraca.
Na minha permanência de agora, uma semana completa, o "Jolly Frog" encontrava-se a 90% e um corrupio de chegadas e partidas de turistas, estrangeiros, de "mochila" (gente jovem).
Por curiosidade, todos os dias às 7 da manhã, dirigi-me para a área da ponte e verificar a afluência de visitantes.
A esta hora ainda é cedo para os turistas chegarem...
Lá para junto às 9 horas estarão ali os primeiros para atravessarem a ponte. Posso afirmar que durante uma semana foi o primeiro "farang" a caminhá-la nos dois sentidos.
Algumas manhãs corria, nos dois sentidos, 3 vezes.
Dá-me prazer, assim como qualquer outra pessoa lhe daria, fazer este excercício matinal, cuja frescura apetecível, vinda do rio, que conforta o caminhante.
Lá do alto, que não devem ser 10 metros, entre o tabuleiro e o curso do rio, entre os arcos e as barras de ferro bruto que compôem aquela estrutura que foi de sacrifico e de morte de dezenas de milhares de soldados, prisioneiros do exército imperial do Japão, temos pela frente uma paisagem deslumbrante com a verdura das duas margens do rio; as pequenas ilhas no curso, onde crescem as plantas, aquáticas, os lótus e os jacintos.
Do lado direito e esquerdo da ponte estão as altas cordilheiras de montanhas na direcção terras da Birmânia.
Ainda só há uma meia dúzia de pessoas, a quais residentes no local; surge o homem das "bandeirinhas", avisar os passeantes matinais para que desloquem para os abrigos, lateriai, da ponte.
Está a chegar o comboio!
Junto às nove da manhã chega outro comboio mas este é o luxuoso "Express Oriental", para turistas endinheirados.
Sai de Banguecoque, ao princípo de domingo e chega a Kanchanaburi pela manhã de segunda-feira; atravessa a ponte em cima do rio Kwai e mais à frente tem outra espectacular, construída com toros de árvores teca, a ponte Wong Po, que segue junto à margem do rio Kwai até ao final da linha férrea, em Nam Tok.
Regressam à ponte em Kanchanaburi e ficam por ali, assistidos por guias especializados que os levam aos pontos, principais, que merecem ser visitados onde se inclui um passeio de barco pelo rio Kwai.
Ao principio da noite partem para a Malásia.
Não deixa de ser curioso mencionar os preços do "Express Oriental" que só gente abastada poderá utilizar este meio de transporte: "Pullman Superior" 2.210, "Cabine Especial" 3140 e Suite Presidencial" 4.420, montantes em dólares americanos.
Enquanto não chega o grosso da coluna de visitantes, para caminhar ao longo da ponte, dei um salto ao "cemitério de guerra" situado à saída da cidade de Kanchanaburi, onde estão assinalados em placas de bronze e gravados os nomes dos soldados, prisioneiros dos japoneses, vitímas de febres, má nutrição, durante a construção do caminho de ferro, chamado de morte e a infamosa ponte em cima do rio Kwai. Este cemitério que honra os nomes dos militares caídos e incorporados nas "Forças Aliadas", estacionados no Sudeste Asiático, Indonésia e Hong Kong contra a ocupação das tropas imperiais japonesas é frequentemente visitado por familiares, chegados da Europa, Austrália, Nova Zelândia e América.
Na altura que cheguei ao cemitério ainda por ali não havia visitantes, que por curiosidade ali vão para colher imagem e até deu para eu meditar: "porque razão as guerras acontecem e encontrar o porquê de se ter sacrificado vidas humanas ontem e que, actualmente, os "massacres" continuam...".
Caminhei entre os corredores de relva bem tratada, ladeadas de placas onde há nomes, gravados, de militares que eram jovens quando partiram.
Dezenas deles com 2o e uns poucos de 18 anos.
Entrou, pela porta principal do campo de repouso, um grupo de visitantes de uma dúzia de pessoas.
Segue à frente um homem que se dirige para um ponto que bem me pareceu conhecer o local e quedou-se, mais o grupo, em frente de uma placa.
Bastante distante observei toda aquela gente com os olhos fixos no chão.
Retirei a lente, 16.70, da Nikon F70 e em lugar desta coloquei uma zoom de 80-200, fiz umas poucas fotografias, distante para não perturbar, a romagem de homenagem a um familar caído havia 66 anos.
Partiram e dirigi-me o local e fiz mais uma imagem à placa em memória do Sargento Andersen, cujo número lhe tinha sido conferido de 5.355 e falecido no dia 11 de Setembro de 1943.
O sargento Andersen além de não ter tido uma morte digna, não teve, porém um funeral com a miníma decência, talvez cremado ou lançado o seu corpo, esquelético, sem vida para a vala comum, cavada entre a vasta e cerrada floresta que circunda a cidade de Kanchanaburi.
Para os leitores estarem ao corrente da história e daquilo se haja passado, na década quarenta do século XX, quer na construção da ponte, em cima do rio Kwai, ou do caminho de ferro, cujo a intenção dos japoneses seria ligar, Singapura à Birmânia e, ainda a ambição de seguir a construção, mais ao norte e atingir a Índia. Um clique: http://aquitailandia.blogspot.com/2008/04/ponte-do-rio-kwai.html .
Abandonei o cemitério, sei lá quantas vezes o visitei antes e, como sempre, com alguma emoção porque não é fácil, para quem tem sentimentos e respeito pela vida humana enfrentar as "animalidades" cometidas por outros seres humanos.
Volto para a entrada da ponte e ver que movimento de visitantes haveria por lá.
Vão chegando grupos pequenos, outros com cerca de umas 30 pessoas.
O maior quinhão são de orígem de países asiáticos.
Entre eles estão, muitos japoneses cujos seus antepassados foram os causadores da tragédia da ponte, mas que a estes não se lhe pode imputar culpa de tal facto.
É o mundo da política e dos conflitos que embora não seja fácil de perdoar pelas famílias dos atingidos, agora, no correr do tempo é mais uma página entre as muitas que narram episódios da "Segunda Guerra Mundial".
O passado em Kanchanaburi entre os anos de 1942 e 1945, ficará para sempre, a memória, num museu de guerra instalado junto à ponte que recomendamos aos visitantes do mundo lusófono o visitarem.
Durante o dia milhares de pessoas atravessam a ponte de um lado ao outro.
A invenção da máquina fotográfica digital permite aos caminhantes da ponte tirarem milhares de fotos em todos os ângulos em cima daquela estrutura, bruta, de ferro assente em sete pilares no leito do rio.
Junto à ponte chegam dois autocarros e principiam a sair, jovens estudantes, vestindo todos camisola da mesma cor.
Com eles, nas mãos um bloco de notas.
À frente, daquela "matulagen", escolar, dos dois sexos um jovem de uns 30 anos que nasceu "albino".
Gente nascida albina existe pelo mundo todo.
Cheguei a vê-la em África na terra de gente negra.
O homem, que sofreu da congenitização do albinismo, embora não muito acentuado, dado que suportava, bem de frente, os raios do sol, caminhava ladianamente entre o lastro da ponte.
Os estudantes, entre as idades de 16 aos 20 anos, iam parando em pontos que lhes ordenava e tirava-lhes fotografias.
Aproximei-me do jovem albino e fiz-lhe uma pergunta que não me lembro e responde-me, num puro inglês com um certo orgulho: I´m thai ! (eu sou tailandês!).
Entabulei conversação com o jovem professor, que trazia os seus estudantes para lhes mostrar a "Ponte do River Kwai".
Num dos desvios que há vários no correr da ponte, quedei-me a observar a alegria que enxameava a classe, de uma escola vocacional, na província de Ayuthaya, de bloco e esferográfica nas mãos.
Um jovem chegou-se junto a mim e pediu-me para lhe responder a perguntas que me iria fazer.
Estas seriam: A que país pertencia: a cores da bandeira; qual a frase, na minha lígua: "I love you" (eu amo-te); que impressões tinha das pessoas tailandesas; que lugares, tinha visitado e qual que tinha mais gostado e o prato preferido de culinária de seu país."
Todas as respostas solicitadas foram satisfeitas e terminou, em seguida com uma exclamação pelo grupo, que presenciou a minha questionabilização, quando os informei que vivia na Tailândia.
Teve que haver uma imagem da minha pobre e velha face entre os jovens. As estudantes do sexo feminino não param e sem descanso vão interpelando os turistas que vão chegando à ponte.
Veio à minha mente que as nações nascem e crescem conforme o cuidado dos cidadãos que nasceram sob a sua bandeira.
Entre a população tailandesa há o orgulho de ser TAI (tailandês) e para todo o visitante ao seu país há sempre um sorriso.
Sorriso que deve ser, filosóficamente, respeitado porque nem todos os sorrisos reluzem, igual, ao ouro.
Mas quando o sorriso é entendido e respeitado, temos pela frente, sem dúvida, que haja, um amigo para sempre.
Surpreende-me toda aquela disciplina dos estudantes, bem longe estão para o atingir os alunos das escolas portuguesas onde começa a não haver o respeito (segundo o que vou sabendo pela comunicação) para com o mestre.
Digno de realçar como os alunos de escolas são incentivados para promover o seu país, a Tailândia.
Deixa-me maravilhado o entusiasmo observado, como ainda muito jovens se interessam na divulgação de sua nação.
Junto à ponte são montadas bancas onde o turista pode a preço de "tuta e meia" comprar um refrigerante, uma garrafa de água, um coco de líquido fesquinho, ou uma espetada de galinha ou outra carne assada.
O fumo dos assados provindo das cozinhas ambulantes entra nas narinas e abre o apetite e um petisco a recomendar para enganar o estômago antes do almoço ou o jantar.
Passei o dia completo e em cheio entre pessoas, de várias nacionalidades e a poesia da ponte.
Lá do alto da ponte admira-se toda aquela beleza da corrente de um rio que se movimenta preguiçosamente em direcção do Golfo da Tailândia. Casa flutuantes, que considero de festa navegam rio acima e abaixo, durante ia e até à meia noite.
O sol aproximava-se do poente, é tempo de regressar ao "Jolly Frog" e tomar um reconfortante banho de chuveiro.
Antes de partir sento-me, por ali numa escada e bebo um a água de coco fresco.
Dou a última olhadela à ponte que depois de tantos martires, soldados, terem sucumbidos pela má nutrição e doenças tropicais, é hoje uma um ponto que atrai milhares de visitantes diariamente.
Desde as 10 da manhã até ao sol se esconder para lá das montanhas dos "Três Pagodes" o caminho dos turistas, em cima do tabuleiro, não estagna.
Vê-se, em alguns caminhantes um semblante carregado e poucas palavras ouvidas.
O espectro do passado que entra em cada um a guerra inútil para satisfazer as ambições dos homens. Levanto-me depois de uma curta meditação e vejo um grupo de estudantes do sexo feminino de outra escola que não era a dos que tinha estado pela manhã.
Chegam alegres a transbordar jovialidade.
Entre elas uma traz, pendurada ao pescoço, uma medalha.
Não era de ouro, nem de prata, mas talvez de bronze.
Fosse de metal que tenha sido cunhada. mas a medalha estava com ela a representar uma sua vitória.
Não lhe perguntei em que modalidade de desporto a tinha conquistado.
Deveria ter sido numa competição, organizada entre escolas.
Não resisti à tentação de pedir à rapariga que me autorizasse fazer-lhe uma fotografia com a sua medalha.
Era a minha participação no seu orgulho de campeã.
E quem sabe se a teremos, no futuro, uma atleta olímpica.
Para já a sua imagem ficou registado e o seu orgulho, nos meus arquivos fotográficos.
José Martins 31.01.09

O REI DA BOLOTA PARA A ENGORDA DE PORCOS E A CHATICE DO "FREEPORT"




Devemos dar todo o nosso conforto moral ao Zé
O Vencido da política a caminho da glória!

A SAGA DO "FREEPORT" CONTINUA!

DEPOIS DE TANTAS GLÓRIAS CONQUISTADAS O ZÉ ESTÁ NA "MERDA"

E no desemprego está um monte de "tipos" protegidos pelo Zé. Ministros, assessores de imprensa (4 !!!) e claro está a Rosinha Mota... Aquela, malandreca, que corria, sempre,sempre, ao lado do Zé nas maratonas. Eu como emigrante tenho muita "peninha" do Braga (o baixinho) das Comunidades... Onde será que vai cair morto?

VENHAM OS CAES FAREJAR....

Os "bifes" que mandem, a Portugal, os cães farejar e ver se encontram o cadáver de Zé Socrates. Dai-lhe senhor o eterno descanso entre os esplendores da luz perpétua amem.