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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

CORRUPÇÃO, POLÍTICA, EM ESPANHA - BALTASAR GARZÓN ATENTO!

O diário El País noticia (6.2.09) que 5 personalidades,influentes na vida social e de negócios, urbanística, por "cambalachos" corruptivos, foram detidos, por ordem do famoso juiz Baltasar Garzón, acusados de actos ilícitos em cinco províncias espanholas: Madrid, Valencia, Marbela e Cadiz.
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As acusações recaiem em cima de tráfico de influências, braqueamento de dinheiro, delitos fiscais e associações criminosas.
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Os cincos detidos em Madrid, entre eles, conta-se o empresário Francisco Correia, proprietário da empresa "Orange Market" que entre a sua clientela se conta o Partido Popular (PP), para o qual tem organizado reuniões e festa de caracter de propaganda política.
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Francisco Correia é amigo de Alejandro Agag, genro de José Maria Aznar (ex-PM de Espanha) que viria a ser o padrinho do casamente, com uma filha deste.
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O genro de José Azanar é detentor de várias concessões de urbanização em várias juntas de freguesia da área de Madrid, controladas, polticamente, pelo o partido PP.
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Juntamente com o influente empresário Francisco Correia foram detidas mais quatro pessoas, em Madrid: Maria del Carmem Rodrigues Quijano, Plabo Crespo, ex-secretário político para as acções de PP na Galiza: Felisa Jordán Goncet e António Sánches.
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Os crimes de que são acusados e suspeitos:" delitos fiscais, tráfico de influências, branqueamento de dinheiro, actos ilícitos, corrupção urbanística e a adjudicação de contratos públicos".
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À margem: Lá como cá (Portugal) o crime está institucionalizado na classe política que mercê de suas influências e poder se bem podem classificar de "marginais" e desrespeito pelas leis que eles mesmo a legislaram.
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Porém Baltasar Garzón não "brinca" em serviço e com o cumprimento das leis das quais ele é um agente.
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O cumprimento da Lei em Portugal (sem ofender o sistema judicial português), me parece que tem sido usado, apenas, para o pobre do ladrão "reles" que até não se sabe se "pilhou" para matar a fome.
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Exemplo similar às detenções, de momento, em Madrid, há dois anos, uns "capangas" engravatados da estância balneária de Marbella, onde se incluia o presidente da câmara, cujos delitos conjugavam-se com a penetração em reservas, ambientais, classificadas; concedidas uma empresa construtora.
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O caso de corrupção, em Marbela, (luvas) envolveu milhões de euros e parte do montante, além de despendido na construções de apartamentos e casas, de grande luxo, para os corruptos, outro teria sido para festas, megalómanas, em Marbela, com a presença de figuras sociais e políticas, artistas, cantores de alto nível e, ainda, branqueado com transferências para bancos estrangeiros.
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"Por detrás de uma fortuna há um grande crime"- Honoré de Balzac
José Martins

EMBAIXADAS E CONSULADOS DE PORTUGAL - PIOR A EMENDA DO QUE O SONETO

ASSIM VÃO AS EMBAIXADAS E OS CONSULADOS PORTUGUESE NO MUNDO


Chegou-me uma notícia publicada, em 27 de Janeiro último, no "Mundo Português", na "Secção Comunidades" que pelo interesse do conteúdo, transcrevo parte:

SINDICATO CONTRA A CONTRATAÇÃO DE TRABALHADORES TEMPORÁRIOS PELO MNE

" A denúncia é do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE): há embaixadas e consulados portugueses com falta de funcionários depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) não ter renovado os contratos de 44 trabalhadores a termo certo, que terminava no final de 2008. O MNE teria pedido ao Ministério das Finanças o "descongelamento" da situação dos funcionários e a sua contratação sem termo mas o MF não teria dado a autorização a tempo. Como solução, o MNE avançou com a possibilidade da "contratação de empresas de trabalho temporário", afirma o STDCE. Ao sindicato, o Secretário-Geral do MNE afirmou que aquele ministério continua a fazer esforços para ultrapassar o problema, com a abertura de concursos, como revelou ao Mundo Português o secretário-geral do STCDE, Jorge Veludo"
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Não adianto mais nada da continuação da peça que segue com outras declarações de Jorge Veludo.
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Mas terei que me referir a uma entrevista que o embaixador Tadeu Soares concedeu à Lusa, em 23 de Janeiro, último, onde informava que não havia diplomatas suficientes no MNE e que havia, no presente, 410 funcionários diplomáticos e que deveria estender-se, pelo menos, a 600.
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Escrevi uma peça neste blogue (ver peças de Janeiro) em que criticava o facto e numa passagem dizia: "tanto chefe para tão-pouco índio".
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As embaixadas e consulados de Portugal, espalhados pelos cinco continentes, não necessitam de mais diplomatas, mas uma premente necessidade de ter funcionários qualificados (mangas de alpaca), absolutamente formados e do quadro.
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Mas o que mais me surpreende é a previsível, possibilidade da "contratação de empresas de trabalho temporário", o que prevejo ser para proceder ao funcionamento dos consulados e embaixadas, das que estão com escassez de funcionários.
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O que me diz que as representações de Portugal no estrangeiro, sendo assim, estarão sujeitas à infiltração de pessoas estranhas ao serviço (sem conhecimento do funcionamento), mais ou menos como uma empresa, que entrega a outra a limpeza das suas instalações.
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Eu como funcionário que fui da Embaixada de Portugal em Banguecoque, por cerca de duas dezenas de anos, conheço muito bem o funcionamento de uma representação diplomática no estrangeiro, que bem se pode considerar um departamento do Estado Português de máxima segurança e não pode ser espaço que possa ser permitido qualquer "valdevinos", como seja, igual ao guarda do portão, dentro dele.
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A Embaixada de Portugal, em Banguecoque, não tem um funcionário (manga de alpaca) sequer qualificado ou vinculado ao funcionalismo público.
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Não tem um vice-cônsul desde há 10 anos; um chanceler desde há 7; e nenhum administrativo (dois designados para a missão).
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Não me vou referir às pessoas que permanecem a exercer funções, que (penso contratados a longo ou curto prazo), mas refiro-me que a missão tem dois diplomatas, chefe de missão e o número dois, que bem poderia, apenas, ter o chefe de missão, um vice-cônsul, o chanceler e os dois administrativos em falta para a missão funcionar perfeitamente.
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Bem é que o ordenado do número 2 (profissionalmente fraco,antipático e sem vocação diplomática), suportava o ordenado dos 4 funcionários em falta na missão.
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Atendendo que o chefe de missão tem umas poucas missões a levar a cabo nos países, no sudeste asiático, onde está acreditado (não residente), que por norma não se queda por lá mais de uns três dias, o vice-cônsul bem pode ficar "encarregado do arquivos" durante a sua ausência.
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Mas igual ao caso de falta de pessoal que existe em Banguecoque há outras missões em igual condições noutros países.
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Entregar a empresas, a particulares. a contratação para superar a falta de pessoal nas embaixadas e consulados não tem senso algum.
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Me parece que passam a ser casas do Estado Português passarem para o "funcionamento à balda". Assim e como tem seguido o funcionamento das embaixadas e consulados de Portugal é o mesmo que afirmar a decadência de um país perante outros países e pelas comunidades portuguesas, de emigrantes, no estrangeiro.
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Para terminar: Portugal, económicamente, não navega num mar de camélias e se o Ministério das Finanças não descongela, verbas, para suportar concursos e nomeações de "manga de alpacas", certamente que não falha, o descongelamento, para pagar "excelentes" salários para os diplomatas, que alguns saiem de Lisboa para uma permanência, turística, de três e mais anos.
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Os tempos são de poupanças e não estar, o contribuinte português, a pagar ordenados a "boys" e suportar-lhes férias no estrangeiro.
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Um aspirante a diplomata nos meus cálculos (sem me distanciar muito) custa ao contribuinte, em Banguecoque, cerca de 10 mil euros por mês.
José Martins

NOTICIAS DA MANHÃ DE 06.02.09

Coisas sérias de Portugal










Grafia de e responsabilidade das legendas: José Martins