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domingo, 8 de fevereiro de 2009

O MISTÉRIO DO ´S´ DO CINTO E A SORAIA CHAVES



Um gajo como eu, sem ter porrinha nenhuma que faça (o drama de um reformado), respiga todos os jornais "online" portugueses e estrangeiros.
Quase por obrigatoriedade tenho que ir ao DN e ver que opinão o meu amigo jornalista Ferreira Fernandes botou para a "manada".
O Ferreira Fernandes, há 16 anos, veio despachado de Lisboa, para Bangguecoque, para reportar os incidentes políticos/sociais de Maio de 1992.
De Lisboa já trazia o meu número de telefone para o assistir.
Já era eu nessa altura um "gajo" famoso na Tailândia...
Claro, também devo ter as minhas vaidades!
O Ferreira Fernandes telefonou-me do velho aeroporto "Don Muang" e eu respondi-lhe: "você está com azar...a guerra já terminou!"
Depois da tempestade tinha chegado a bonança.
O jornalista, já que estava em Banguecoque tinha que justificar a viagem.
No dia seguinte levei-o a Ayuthaya, ensinei-lhe o que havia dos portugueses.
No regresso a Banguecoque passamos pelos bairros portugueses da Imaculada Conceição e o de Santa Cruz.
Fez bonecos e partiu para Lisboa.
Alas!
Dedicou duas páginas no DN e encabeça o artigo (com fotografia): "O Nosso Homem em Banguecoque", que era mais nem menos que eu!
Enchi-me de proa, como é natural, com o meu nome, em letras garrafais, no DN, não é para qualquer um!
Amigos meus de Lisboa mandaram me as páginas, diminuidas, pelo fax!
Já levo muita treta a contar a passagem do Ferreira Fernandes e os mimos que me envaideceu, ou se seria para me pagar o combustível que meti no Volvo, que tinha na altura, a bater lata por toda a carroceria, para o transportar durante a sua estadia na Tailândia.
Amor com amor se paga...
Mas a sua opinião de hoje (9.2.09) refere-se aos amores de Salazar e me parece a estar a ser exibido, um filme, na SIC.
Ora o Salazar, como bom beirão, teve muitos amores de alcova, enquanto outros garanhões lá das beiras, faziam amor onde o amor se disposesse a fazê-lo que poderia ser entre as giestas, os fetos ou encravados entre dois penedos, os amororoso, no pinhal de onde os dois amores saim dali a coçarem-se para suprimir a alergia provocada pelo pó das malditas lagartas dos pinheirais.
Ninguém topava os do amor de céu aberto.
Porém o Salazar, apesar de ter os PIDES para tratar de sua segurança, também espiavam as suas surtidas platónicas na sua casa do Vimieiro, em Santa Comba Dão, ou no forte onde passava férias.
O malandro que o espiou e lhe tirou fotografias foi o pide Rosa Casaco: "De casaco branco todo embebecido, a arrastar a asa à francesa Christina Garnier".
Chama-se à atitude do Casaco, uma conspiração e um "empata" amor.
Depois de Salazar dar o "badagaio" vêm com a história "A Vida Privada de Salazar" e que a letra "S", do cinto dos lusitos, da Mocidade Portuguesa, era o símbolo da Soraia Chaves.
A terminar: "A Soraia Chaves nasceu numa data errada"!
Porque se fosse no tempo do Salazar...
E porque não ser conquistada pelo ditador?
A Soraia bem sabe que só há uma vida...
O objecto lavadinho com sabonete "Lux" e enxuto com uma toalha de felpo fica novinho em folha!
Pronto, novamente, a ser usado.
José Martins

O NUNO EM VIAGEM

Registamos com prazer


É com muita satisfação que registamos a saída de Banguecoque, de Nuno Caldeira da Silva, para desintoxicar o espírito (o fígado também) da ociosidade de vida e dos copos que tem levado na "City of Angels", para a exploração do norte da Tailândia.
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O Nuno que não tem feito "porra" nenhuma em Banguecoque, além de andar a "meter" o nariz em "buracos" que não lhe pertencem e até lhe podem vir cheirar a "merda" que tresanda.
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O viajante incansável e homem dos "sete instrumentos e outros tantos pífaros" esperamos que não chegue do norte do "Land of Smiles" e venha com "merdas" das habituais, insípidas e fedorentas, críticas sociais/políticas.
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Esperamos boa e séria prosa e os desejos de umas deliciosas "espetadas" de carne em Lampang.

O VILHENA DO DIA

Enquanto tivermos, disponível, desenhos do José Vilhena vamos publicar o "Vilhena do Dia"

Grafismo: José Martins

LAMENTAMOS A CATÁSTROFE NA AUSTRÁLIA




ASSIM VAI O MUNDO

Sinanoga vandalizada em Caracas (Venezuela)
"A euforia do "muchacho" Hugo Chavez está a produzir efeitos. Entre os 11 vândalos detidos, estão 5 polícias ba "bófia" metropolitana da capital".

"FREEPORT" NOVELA RESUMIDA

Isto é muita fruta!!!







HÁ BANDIDOS À SOLTA EM LISBOA... AGARREM-NOS!


OS ESTRAGOS DO LOUREIRO!


O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO

A saga da pouca sorte dos portugueses continua.
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Esta já vem dos anos de 1500 de quando foram, os primeiros emigrantes, do mundo, que se fixaram em África e Ásia.
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Fugiram de Portugal onde a fome, as doenças e as pestes dizimavam as pessoas.
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Lá partiam as caravelas do Tejo , com os porões carregados de gente (a maior parte enfermos) que iam morrendo pelo caminho e atirados ao mar, amarrados com uma pedra para adormecerem para sempre nas entranhas do oceano.
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Poucos regressaram, mais tarde. à Pátria e ficaram onde calhou enterrados na mata ou em cemitérios, que o capim tomou conta deles.
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O imaginário do Eldorado, foi sempre a tentação dos portugueses de séculos que nunca o acharam e terminaram uns Zés de nada.
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Bem me lembro e outros milhares de portugueses, poucos já vivos embarcamos nos barcos da esperança em procura do Eldorado, de quando eclodiu a guerra em Angola.
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No meu barco da esperança, o paquete Pátria, que por desgraça tinha o nome da Pátria que me tinha parido e depois "bastardado", porque me obrigou a sair dela por nela não haver meios que me permitisse sobreviver com decência.
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Era a época, chamada a dos colonizadores portugueses, onde os aguilhões das varas de países, estrangeiros, nos aguilhoavam o corpo porque escravizamos os negros.
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Nunca escravizei ou segreguei negro nenhum...
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Os brancos da minha pátria é que me tinham escravizado!
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Cheguei a Luanda eu e os outros que iam comigo, mais ou menos como os emigrantes de Ferreira de Castro.
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Seguimos para o interior e vivemos na mata.
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Matavam por lá brancos, portugueses, como o dono, se desfazia de um cão "tinhoso".
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Depois de 16 anos regressei a Portugal, da Rhodésia, com uma caixa de ferramenta de mecânico e mil dólares americanos no bolso.
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Tive sorte ainda cheguei com alguma coisa para comer e ferramenta para trabalhar, que fosse a oficina, sob sombra de uma árvore.
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Mas outros, portugueses, como eu que tinham ido em procura do Eldorado, tiveram pior sorte...
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Não trouxeram mil dólares, uma caixa de ferramenta, mas uma pouca roupa no corpo.
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Tinham sido escorraçados de Angola, Moçambique porque tinham sido colonizadores e "filhos da mãe" por ter andado a explorar os negros.
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O feitiço virou-se contra o feiticeiro...
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Agora não vão não nada em procura de Eldorado nenhum, mas para os seus corpos e suas almas ser colonizados pelos negros.
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É o correr da história e o virar do tempo: " O Feitiço contra o Feiticeiro"
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"Para compor o ramo vale a pena aqui registar as palavras de Basílio Horta o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo (AICEP):
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" E o futuro trará mais oportunidades aos portugueses como o afirmou, ao Jornal de Notícias, Basílio Horta".
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José Martins
P.S. A palavra negro não tem sentido xenófobo ou o propósito de ofender os que nasceram nesta cor.