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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

MARIO SOARES AVISA....

Mário Soares avisa que falta de transparência pode gerar clima de revolta em Portugal
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Lisboa, 11 Fev (Lusa) - O ex.Presidente da República Mário Soares advertiu terça-feira à noite que sem transparência no País, particularmente no sector da banca, Portugal poderá a prazo um clima de revolta e acontecimentos de gravidade.
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O aviso de Mário Soares foi feito na primeira conferêncai promovida pela Fundação INATEL que aconteceu no Teatro da Trindade, cujo o tem foi: Novas respostas e novos desafios".
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Após uma intervenção inicial, Mário Soares respondeu a questões da plateia sobre a saúde dos partidos, apoios concedidos à banca pelo Estado e sobre a situação do Banco Privado Português (BPP) e Banco Português de Negócios (BPN).
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"Espero que se saiba o que se passou no BPP e no BPN. Tudo tem de ser esclarecido. É preciso transparência no País, se não é impossível haver confiança. Isso gera revolta - e não estamos imunes que isso aconteça em Portugal", declarou o fundador do PS, que também fez alusão aos recentes protestos violentos ocorridos na Grécia e em outros países europeus.
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Respondendo a perguntas de jornalistas, Mário Soares acrescentou que "é preciso que o País saiba o que se passou" com aqueles dois bancosa, "porque, no fundo, o dinheiro dos contribuintes está ali"
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É preciso que digam porque razão gastaram nisso [BPN e BPP] e quem dirige aquilo. Eu não sei nada disso ninguém sabe", disse.
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Mário Soares Afirmou depois estranhar " o clima de silêncio" existente a propósito destes casos com o BPP e BPN.
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"Espero que não haja opacidade. As pessoas têm de saber o que se passou", insistiu.
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O ex.Presidente da República falou também sobre a necessidade de transparência a propósito dos partidos, fazendo depois neste contexto críticas à comunicação social, sobretudo "aos jovens jornalistas".
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"Os partidos têm de se abrir.Têm que se tornar transparentes e tem de se perceber de onde vem o dinheiro", sustentou.
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Antes Mário Soares tinha advertido que era "totalmente favorável ao sistema de partidos, embora sabendo que os partidos não esgotam a democracia" e que o seu único cargo político era ser membro co Conselho de Estado por inerência - órgão que, "por sinal, não se tem reunido muito ultimamente".
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Sobre a comunicação social em Portugal, o ex-Presidente da república começou por dizer que, "em geral, há excelentes jornalistas, embora alguns deles estejam já na prateleira".
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"Mas há muitos jovens jornalistas que chegam com a pergunta estúpida, para depois tirarem dali ilações e arranjarem sarilhos. Estão convencidos que é preciso ganhar dinheiro e fazer vender mais os jornais. Isso é o que eu chamo a pequena política", atacou.


ASSIM VAI A ECONOMIA MUNDIAL

Canadá: Governador do banco central confirma entrada em recessão.
Otava, Candá 11.02.0 (Lusa) - O Governador do Banco do Canadá confirmou na terça-feira que a economia do país irá entrar em recessão, reiterando a previsão de quebra de 1,9 por cento no Produto interno bruto em 2009.
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Numa inquirição na Comissão de Finanças do Parlamento canadiano, em Otava, Mark Carney considerou que uma inversão na trajetória de declínio da economia canadiana dependerá muito das medidas de apoio ao sector financeiro que forem tomadas pelas economias mundiais.
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Em particular, Carney realçou a importância das decisões já tomadas no âmbito do G7 - os sete países mais ricos do mundo - para evitar o colapso da banca, mas sublinhou que a tarefa está longe de concluída.
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Quanto ao Canadá, Carney elogiou o pacote de estímulo, contido no Orçamento federal aprovado, o qual comtempla a 40 mil milhões de dólares canadianos (25 mil milhões de euros) em dois anos.
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Quando instado sobre as projecções para a economia canadiana em 2010, Carney reafirmou que sofrerá ainda o impacto das dificuldades, mas admitiu que deverá observar um crescimento real de 3,8 por cento no próximo ano.
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Alguns parlamentares criticaram estas últimas projecções apontando-as como "optimistas", ao que Carney retorquiu que o Banco do Canadá não é "optimistas", ao que Carney retorquiu que o Banco do Canadá não é nem optimista ou pessimista, mas sim realista.
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Só em Janeiro passado o Canadá contabilizou uma perda de 129 mil empregos, o que fez subir a taxa de desemprego para 7,2 por cento, resultado que recua aos piores níveis de há três décadas.
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Desde Outubro de 2003, o total de perda de empregos atingiu 231 mil no país.
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Mário Soares diz que Tratado de Lisboa está desactualizado com a crise
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Lisboa, 11 Fev~(Lusa) - Mário Soraes considerou hoje que o Tratado de Lisboa da União Europeia está "desactualizado" com a presente crise e lamentou que a maioria dos socialistas em Portugal se tenha deixado "colonizar" pelo neoliberalismo.
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Entretanto Marios Saores defendeu que o Tratado de Lisboa não pode ficar esquecido e advertiu que seria "grave se não houver uma mudança" nas instituições políticas europeias, que considerou "paralizadas",
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"Mas teremos de reconhecer que o Tratado de Lisboa, nestes últimos meses de crise, perdeu actualidade. Os problemas e os desafios de hoje são outros e a forma de os encarar também é diferente", sustentou.
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Em relação à União Europeia, Mário Soares criticou a falta de coordenação política "e também de liderança fortes, consequentes e respeitadas, o que representa um ´handicap`muito perigoso quando se procura encarar o futuro".
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Na continuação de sua intervenção, o fundador do PS deixou também críticas aos dirigentes socialistas que se deixaram aliciar pela "Terceira Via" do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, defendendo um regresso aos valores dos socialistas das décadas anteriores.
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"Infelizmente, o trabalhismo, a social-democracia e a própria Internacional Socialista foram desprestigiados na última década do século XX - e assim continuaram até hoje - com a Terceira Via de Blair, [Anthony] Schroeder, dos socialistas franceses, dos italianos e praticamente dos outros europeus e extra-europeus, como colonização edeológica do neoliberalismo" apontou.
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Quase a terminar Mário Soares deixou um apelo: "Deixemos cair o blairismo e tudo o que seja e lembre a colonização ideológica neoliberal, em que tantos socialistas se deixaram imbuir".
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Durante duas horas de debate, para além do diagnóstico cinzento traçado pelo ex-chefe de Estado sobre a actual situação mundial, houveram momentos de humor.
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Um jornalista, aposentado pediu a palavra e resolveu dirigir-se à mulher de Mário Soares, Maria de Jesus Baroso.
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"A drª Maria de Jesus Barroso que me desculpe mas o dr. Mário Soares é um pai para mim", disse.
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Mário Soares de imediato reagiu, citando o antigo actor Vasco Santana: "Vá chamar pai a outro!"

MANOEL DE OLIVEIRA - A MINHA ESPERANÇA DE VIDA!

Manoel de Oliveira - Minha esperança de vida!


Manoel de Oliveira está na "Bienal de Berlil 59" e vai de certeza ganhar mais qualquer coisa para Portugal.
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Não sou adepto de seus filmes.
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Gostei do "Aniki Bóbó", o seu primeiro trabalho, em 1942 porque os actores, miúdos da Ribeira, eram muitos semelhantes a mim.
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Eu cheguei ao Porto passado 3 anos e de quando me iniciei na vida como "marçano" a carregar, à cabeça, tabuleiros de queijo desde a rua do Loureiro ao Marquês, Amial e Areosa.
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Em 1997, um artigo meu "O Porto da Minha Infância" foi publicado na última página do "Jornal de Notícias" com honras de um desenho de um magala e uma sopeira na Ribeira, com a ponte de D.Luis como pano de fundo.
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Passado uns três anos o Manoel de Oliveira produziu um filme "O Porto da Minha Infância" e logo aventei: "O Manoel de Oliveira plagiou-me...", leu a minha peça no JN (ver www.aquimaria.com/html/forum.html ), mas até fiquei contente, porque não é um "gajo" qualquer que tem o privilégio de ser plagiado por um realizador de filmes, famoso, como o Manoel de Oliveira.
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Tomei-o agora como a minha esperança de vida e vontade de chegar aos 100 anos, como ele, para levar a cabo o muito que ainda me falta fazer!
José Martins

O VILHENA DO DIA 11..02.09 E O NUNO NO NORTE DA TAILÂNDIA

O VILHENA DE 11.02.09 e o NUNO NO NORTE DA TAILÂNDIA


ASSIM VAI A ECONOMIA - EUROPA - JAPÃO

Bruxelas: Durão Barroso apela aos países da UE para que evitem medidas proteccionistas
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O presidente da Comissão Europeia, Durão Baroso, apelou hoje para que os países da União Europeia evitem os sistemas proteccionistas no combate à crise económica global.
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"É muito importante que mantenhamos uma aproximação comunitária que respeite os princípios da União Europeia e que resistamos à tentação protecionista em todos os sectores da economia",, afirmou Durão Barroso, à margem de uma conferência de imprensa depois de um encontro com o primeiro-ministro sueco, em Bruxelas.
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O presidente da Comissão Europeia não referiu nenhum caso particular mas a presidência checa acusou Sarkozy de ceder ao proteccionismo como o seu plano de ajuda para o sector automóvel nacional.
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Mirek Topolanek, primeiro-ministro checo, criticou na segunda-feira, em Praga, as últimas "declarações proteccionistas, feitas pelo presidente francês, entre outros", tendo ministra da Economia de França, Christina Lagarte, rejeitado todas as críticas de que o seu país foi alvo.
Lusa/Fim
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G7/Finanças: Japão anuncia que vai opor-se a medidas proteccionistas dos EUA
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Tóquio, 10 Fev (Lusa) - O Japão opõe-se às medidas proteccionistas dos EUA para combate à crise económica e vai manifestá-lo no próximo fim-de-semana em Roma, na reunião dos ministros das Finanças dos G7, anunciou hoje o ministro Shoichi Nakagawa.
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"Aprendemos com a Grande Depressão que, se um texto semelhante ao da lei Smoot-Hawley viesse a ser aprovado, isso conduziria a um desaire", disse Nakagwa em conferência de imprensa "Discutiremos os meios para impedir que isso aconteça".
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O ministro japonês das Finanças referia-se a uma lei norte-americana de 1930 que impôs enormes direitos alfandegários a numerosos produtos importados, desencadeando mecanismos de retaliação e agravando a crise económica internacional.
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"Ignoro qual será o tipo da cláusula "Buy American" no plano da recuperação, mas as reuniões anteriores do G7 e do G20 confirmaram que não devemos enredar-nos no proteccionismo", disse Nakagawa.
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Segundo afirmou, o respeito pelos países membros da Organização Mundial do Comércio das regras estabelecidas constitui "um postulado de base".
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Qualquer medida protecionista nos Estados Unidos seria particularmente nefasta para o Japão, cuja economia depende consideravelmente das exportações.
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Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) encontram-se no sábado em Roma, tendo já conversado entre si pelo telefone.
Lusa/Fim