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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

OS NOSSOS AI FAIVES (HI5) NA TAILÂNDIA

Hoje deu-me na "telha" de entrar no Hi5 e verificar que personalidades portuguesas, residentes na Tailândia, estavam inseridas, na bem conhecida (interneteira) sala de encontros. Até ao momento só descobri as personalidades, nas imagens abaixo apostas. Vamos continuar (porque temos tempo) a nossa investigação HI5.







A DECEPÇÃO DE UM "AMIGO"

Nós os portugueses, residentes no estrangeiros, quando nos toca o nome de Portugal, seja o dos copos, da bola. da comida e do fado, ficamos em órbita, totalmente descontrolados e seja na localidade Portugal esteja, no país onde estamos acolhidos, teremos ir saudar a nossa Pátria.
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São isto os portugueses que nunca por nunca abdicam das suas raízes. Ora há uns 8 dias um amigo meu, dos copos e das namoradas deu-me o "lamiré" que na estância balneária de Pattaya tinha sido aberto um restaurante português. Quedei-me transbordante de alegria e para os meus botões:
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Até que em fim depois de 30 anos residente na Tailândia, tinha aberto, finalmente, um restaurante de gastronomia portuguesa.
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Desde logo eu e o meu amigo dos copos e das namoradas, fizemos projectos, para uma "valente" almoçarada, daquelas que ao fim sai mesmo "arroto", de satisfação e, saída do restaurante de palito no canto da boca, para sacar as "lascas" de bacalhau que ficaram entaladas entre os dentes.
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O meu amigo dos copos e das namoradas, através de um e-mail transmitiu a um outro nosso amigo qual o dia que estaría disponível para os três, que somos amigos dos copos, do garfo e do peito, viajarmos a Pattaya e no restaurante "Amigo" atacarmos o malvado desejo da culinária portuguesa.
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A ida ficou programada para ontem (19.02.09) e destinada a partida às 10:30 de Banguecoque e feitas as contas, mais ou menos minuto, estaríamos abancados, no restaurante "Amigo" por cerca do meio dia e meia hora.
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Somos amigos nos copos e na comida, mas torcemos por clubes difrentes: "Eu adepto do F.C. do Porto; outro ferrenho, de alma e coração do Sporting (não é o Nuno Caldeira da Silva) e outro do Benfica.Quando estamos envolvidos em eventos gastronómicos, não discutimos coisas da bola...
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Mas deixar de levar os cachecois é que nunca!
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Estes símbolos dos nossos clubes e da nossa alma clubista estão sempre em nossa companhia. Durante o percurso da viagem fomos fazendo os nossos projectos que ementa seria solicitada. Estamos de acordo na ementa, somos de bom dente e o que come um comem os outros.
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O caldo verde com a tora de chouriço (tanto nos faz ser ser de fumeiro alentejano ou de Trás-os-Montes), mas indispensável aquele pedaço de enchido esteja à tona do nosso bem português caldo verde.
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O enfarde, a seguir, optámos por uns carapaus sem pele, com umas rodelas de cebola.
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Vinho para acompanharmos as entradas e o bacalhau à lagareiro, a lista seria pedida, depois de conhecermos o "stock" da garrafeira do "Amigo", mas se por lá houvesse um "Alvarinho" seria ouro sobre azul.
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Ora, ora as entradas e o bacalhau cai-lhe à maneira um branco, produzido de uvas das ramadas do Minho.
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Havia o propósito de um almoço tranquílo, nada de pressas e ficarmos por ali, a olhar o mar e a receber a aragem, fresca, das águas do Golfo do Sião, com o perfume a iodo, até ao fim da tarde e o sol esconder-se no horizonte.
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Na escolha da ementa, havia a dúvida que escolheríamos uma rojoada, com batatinhas, louradas, em volta da travessa ou se iríamos para as alheiras de Mirandela. Depois de alguma hesitação, gastronómica, fomos unânimes em optarmos pelas alheiras de Trás-os-Montes.
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Para, acompanhar, a "alheirada" (à moda de Mirandela), a ideia seria um tinto do Douro, de uns 12,5 graus, macio e com sabores a muitas frutas.
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Esquecia-me de mencionar aqui: o amigo (rico, a quem eu e o outro, pobre, cravamos) do grupo, não se esqueceu de levar três "puros" de Cuba, para no fim do repasto fumarmos uma "charutada", na esplanada do "Amigo" e, entre a fumaradam beberem-se uns tragos de boa aguardente velha.



Uma boa almoçarada sem uma sobremesa bem portuguesa de arroz doce e um creme, levemente torrado, de forma que seja não pode faltar.
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E para acompanhar um cálice do generoso vinho, o famoso (da desgraça também) do Porto "Três Velhotes". A ementa, imaginária está completa.
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Uns 20 quilómetros antes de chegarmos aos previsível destino do "Restaurante Amigo" nenhum dos três sabía a sua localização...
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É aqui é para li é para "Jontien Beach"...
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Descobrir-se o "Amigo" a coisa não estava nada fácil... Eu já tinha o estômago, agarrado às costa e uma fome, suficientemente, que chegava para uma casa de família de quatro pobres famintos.
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Valeu-nos o telefone móvel e duas chamadas resolveram o problema da localização do "Restaurante Amigo".
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Foi achado, bonito, apresenta-se bem e excelentemente localizado, mesmo à beira do mar. No entanto a nossa decepção, porque o restaurante só tem algo de português e este é a palavra "Amigo".
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O ambiente interior é agradável e apetecível para ali se sentar e beber umas bebidas frescas, que pode ser umas canecas de cerveja à pressão.
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Na garrafeira do "Amigo Restaurant" não há sequer uma garrafa de vinho português. A comida de sabor, lusitano, nadinha. A nossa ementa planeada durante a viagem foi um autêntico "buraco".
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E já que ali estavamos pedimos "Bacalhau à Brás" que não tinha bacalhau que se mastigasse, paladar e aparência ao nosso, fiel amigo, internacionalmente conhecido; o caldo verde mais parecido um caldo de "farinha de pau", amarelado e com uns fios de rodelas de chouriço; a galinha à cafreal não era nada parecido; umas entradas de bolos de bacalhau que parecia ter sido confeccionados com um "esparregado" de peixe qualquer menos do fiel amigo.
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Não vou dizer bem nem mal do "Amigo Restaurant" que se afirma com pratos da culinária de Macau e da Tailândia. Tenho dúvidas se mesmo ali se cozinha a verdadeira e deliciosa comida macaense. Tailandesa estou convicto que sim que no "Amigo" será mesmo a tradicional.
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De Portugal ali, únicamente, como o escrevemos acima só o nome de amigo.
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No entanto o lugar é agradável e aprazível para as pessoas ali se quedarem a comer e beber um copo de cerveja fresca e admirar a panorâmica que têm pela frente o mar e mais distante as montanha.
José Martins