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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A "FARSA"

PRIMEIRO DIA DA FESTA - AMANHÃ HÁ MAIS!

O Congresso do PS segue muito concorrido. Muitos camaradas a ouvirem o seu "chefe"; em tempo de crise há que bater palmas ao Zé. Não sabem aqueles, que vão perder o "tachito" depois das eleições...







BONECOS " OS SABATINOS"






Bonecos do Kaos. Um nosso fornecedor.

NÓS, OS PORTUGUESES, ATÉ SOMOS BONS!

E porque merece ser publicado um comentário de e um leitor, no jornal Expresso, que por razões que não entendemos escondeu o seu nome. Porém o comentário, com a data de 4 de Dezembro, último, vou transcrevê-lo na íntegra:


"Acabo de fazer um trabalho que revela números surpreendentes.Estão a trabalhar na Bélgica, Holanda e Noruega cerca de 1800 portugueses na exploração e refinação de petróleo e gaz.
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São na sua maioria homens com mais de 55 anos, 20% com mais de 65 anos nas profissões de soldadadores e tubistas. Na sua esmagadora maioria, ganham salários acima de 5000 euros, postos líquidos em Portugal, com comida e dormida no local de trabalho.
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Todos eles são oriundos de aprendizagem feita nas antigas Lisnave e Sorefane. Nunca receberam formação por parte de alguma entidade estatal e são completamente ignorados pelas autoridades nacionais e consulares. Contactados os engenheiros responsáveis, dizem-nos tratar-se dos melhores profissionais e que é pena não haver mais gente qualificada, como eles, no mercado.
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É lamanetável que estejam a chegar ao limite de idade sem que haja quem os substituir. É uma vergonha o desleixo que se constata nas nossas autoridades. Segundo os nossos compatriotas, recebem convites semanalmente desde a China ao Cazaquistão, do Brasil à Angola.
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As empresas contactadas, como por exemplo a SEGEMIP, sediada em Palme informou-nos que não conseguem do Estado um cêntimo para -Formação Profissional, embora tenham instalações para o efeito.
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Segundo o administrador, Joaquim Mestre, em Novembro tinham 300 trabalhadores na Bélgica e pagaram em 2008, 11.000.000 de euros em salários líquidos em Portugal. Também sempre ignorados pelas autoridades".
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À margem: Verdades nuas e cruas. A veracidade daquilo que eu observei, como mecânico, nos anos de 1975 de quando um grupo de seis soldadores portugueses (foragidos de Angola após a independência) , em tempo record construiram um pipe line de 65 quilómetros entre o rio Zambeze e o Yankee (ex.Rodésia do Sul), para alimentar de água uma central, eléctrica, térmica. Quanto a ignorados pelas autoridades, isso não é a verdade... Quando a pessoa tem trabalho e ganha bem, ignora as autoridades e estas, procuram nas alturas, económicas, difíceis pedirem-lhe encarecidamente para remeterem os seus salários para a terras onde nasceram. Assim aconteceu ña década de oitenta do século passado de quando o pm Mário Soares governava Portugal.

O MEDO DE PERDER O EMPREGO

Chama-me atenção hoje na primeira página do jornal o "Público", o começo de um artigo intitulado "O medo de perder o emprego...."
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O medo de perder o emprego atinge, psicológimente, o individuo de tal ordem que lhe tira noites de sono. Nas minhas andanças por este mundo adiante, por cerca de dois anos experimentei o "medo de perder o emprego".
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Isto aconteceu entre 1984 e 1986. Eu e mais outros cinco mil colegas não conhecíamos qual seria o nosso destino e quais, entre o número de 5 mil, teriam a sorte de permanecer na companhia. Era um jovem de pouco mais de 50 anos, com uma força tremenda de trabalhar, subir e saltar das máquinas, em pleno deserto da Arábia Saudita, para as reparar.
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A crise do preço das ramas do petróleo acontece no ano de 1984 e as companhias, gigantes, petrolíferas, principiaram a não dar áreas para a prospecção à minha companhia, de permanência de já, eu, de cerca de 8 anos, a "Geophisical Service Corporation" (do grupo Texas Instrumentos), na´Arábia Saudita.
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Começou então a companhia, sem desejar despedir ninguém, a enviar pessoal para várias países do mundo onde havia alguns trabalhos. Despacharam-me, primeiro, para Sfax (Tunísia), por uns meses e daqui para Turquia onde ainda estive por dois anos, nas montanhas do Curdistão.
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As neves cobriam as montanhas nos fim Novembro e a companhia enviava o pessoal para casa, durante quatro mêses até que a neve derretesse, daquelas enormes serras, e corresse até ao vale. Diziam-me que tinha sido ali que a Arca de Noé ancorou entre dois enormes penhascos.
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Mas no fim do mês de Setembro de 1986 terminámos um pequeno trabalho, encomendado pela "Turks Petrol". Passado dois dias tínhamos, no campo onde se instalada a brigada, vindo de Bedford (Inglaterra) o director de prospecção para a Ásia.
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Os 16 expatriados, jantavamos, como todos os dias na caravana "dinning room". O manager do campo avisou-nos que não saísse ninguém depois do jantar porque haveria "meeting". O director falou-nos e transmitiu a todos os presentes que iríamos para casa, com um bilhete de avião, sem retorno e que aguardassemos até sermos avisados se voltaríamos ao trabalho ou se despedidos.
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Nessa reunião, me lembro como se fosse hoje, o semblante de todos os presentes era carregado, porque nenhum deles sabia qual seria o seu futuro.
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Passado dois meses, tinha um telefonema, em Banguecoque, de Bedford de um dos directores, Tony Short a transmitir-me: "José, I´m sorry to tell that have no more job for you also for me" (José tenho pena em te transmitir que não há mais trabalho para ti e para mim igualmente").
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Terrível notícia mesmo com algumas economias amealhadas e sem compromisso para satisfazer.
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Porém a vida viria a continuar e o "mudar de vida"
José Martins