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quinta-feira, 5 de março de 2009

EU E O DR: MONJARDINHO EM BANGUECOQUE E A LIVRARIA PORTUGUESA EM MACAU.

Sei lá com quantas pessoas, eu tenha lidado durante a minha permanência de uns 24 anos na embaixada de Portugal acreditada na capital tailandesa.
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Servi embaixadores, outros diplomatas, ministros, chefes de Estado do Exército, jornalistas, fotógrafos, alguns golpistas, gente ligada à cultura e claro arraia-miúda.
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Entre as tantas individualidades também me veio parar às mãos o Dr.Carlos Monjardino, por volta dos anos de 1993. Só o conhecia pelo nome e por artigo que já não me lembro da publicação, penso escrito por Marcelo Rebelo de Sousa, onde numa passagem lhe chamava "pulha".
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Parece que teria sido pelo facto de haver suspeitas de o Dr. Monjardino, numa viagem que efectuou de Macau a Lisboa ter feito escala numa cidade suiça e ter lá deixado, depositadas, num banco uns milhões de patacas.
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Toda aquela "patacada" que falaram que o Dr. Monjardino levou de Macau, tinha sido por engano e a "patacada" regressou a Macau; o Marcelo Rebelo de Sousa levou com um processo em cima do "lombo" e foi condenado a pagar uma indemnização ao Dr. Monjardino.
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O Presidente da Fundação do Oriente, carregou ao colo o "velhote" e o famoso pássaro, "tio Patinhas", Stanley Ho.
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Unha e carne os dois, lá isso até eram.
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O Dr. Monjardino, possuia um modesto Mercedes 500, na garagem, para quando o "tio Patinhas" se deslocasse a Lisboa ser transportado de "cu" tremido.
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Sempre duvidei se aquela coisa da Fundação Oriente, quando foi fundada, se era mesmo para preservar a língua portuguesa e cultura lusa na Ásia ou se uma "cambalachada" em vista da passagem da administração portuguesa de Macau para a China no final do ano de 1999.
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Na altura teria sido aventado que para presidente da Fundação Oriente deveria ser o "tio Patinhas", só que PM Cavaco Silva não foi no "paleio" e declarou que não autorizaria a velha ave, a tomar a presidência da fundação porque o dinheiro que tinha ganho não tinha sido pelos meios honestos.
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Aqui o PM português foi demasiadamente criterioso, porque deveria entender que todos os "tios Patinhos" que andam envolvidos em negócios de casinos, nenhum usa a honestidade e manda esta colher urtigas.
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Já vou com muita treta para chegar ao ponto aonde quero ir que é a passagem do Dr. Monjardino em Banguecoque. Ora é que o Dr. Monjardino, também queria dar nas vistas na Tailândia e não sei se para satisfazer umas "raivinhas" de rivalidades, encobertas, que existiam em relação à obra da Fundação Calouste Gulbekian que tinha levado a efeito no "Ban Portuguete", em Ayuthaya, na velha capital do Reino do Sião.
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Naquele ano eu tinha dado o "lamiré", com uma peça que enviei para a Agência Lusa, informando que o velho forte português de Pom Phet em Ayuthaya estava a ser escavado.
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Talvez eu me tenha exagerado demasiadamente mas isto seria para activar e alertar as consciência das pessoas divulgando a passagem, histórica, dos portugueses na Tailândia.
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O certo foi que pouco depois uma jornalista "freelance", portuguesa, muito interessada em matéria de fortes portugueses no mundo, ter lido a minha peça que a Lusa meteu na linha, contactou-me informando-me se a ajudaria aqui na Tailândia porque queria fazer um trabalho sobre a descoberta.
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Claro que sim que a ajudaria a Fernanda, uma mulher esbelta na ternura dos 40. Transportei a senhora a Ayuthaya no meu velho Volvo 244 (a bater lata por toda a carroceria), levei-a a todos os sitios por onde os portugueses tinham passado.
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Além do mais forneci-lhe os slides (grátis entenda-se por aí) à Fernando e partiu de Banguecoque.
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Foi ao Expresso oferecer o seu, interessante, trabalho e publicado no suplemento, em grande plano e aquilo deu brado!
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O forte, português, de Pom Phet ficou famoso em Portugal e passado, pouco tempo estava a Fernanda e o Dr. Monjardino em Banguecoque. A jornalista chegou primeiro de Portugal a Banguecoque e esperou um dia que o Dr. Monjardino chegasse de Macau.
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Na altura a Secção Cultural da Embaixada de Portugal em Banguecoque era gerida pela Ermelinda Galamba de Oliveira. Mas não esteve envolvida na visita tão-pouco no forte português.
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Lá parti eu, guiando o "bate latas" do Volvo, para Ayuthaya transportando o Dr. Monjardino e a jornalista Fernanda.
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Iam munidos com uma fita métrica, de manivela, de 100 metros de extensão.
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Mediram o forte de Pom Phet de comprimento e largura, vasculharam os túneis de armas e aquilo que já lá tinha sido feito.
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Assisti a toda aquela cena patética da medição do forte antes de, protocolarmente, ter sido contactado o "Fine Arts Department" da Tailândia.
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Mas depois das medições todas fui apresentar o Dr. Monjardino ao "Director do Fine Arts Department" de Ayuthya.
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Preliminarmente, apresentado o plano da Fundação Oriente reconstruir o forte. Depois de uns cerca de 10 minutos de conversa e da despedida do director, passamos pelo "Ban Portuguete" e mostrei-lho e contei-lhe a história.
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Fomos os três almoçar comida tailandesa e regressamos a Banguecoque. Fiquei encalhado no tráfego, da cidade e avariou, por mais desgraça, ao "bate latas", do Volvo o aircondiconado.
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Metia-me dó o Dr. Monjardino a suar por todos os poros entre o martírio do calor e dos fumos expelidos pelas viaturas.
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Mais dó me meteu, depois, que o Dr. Monjardino partiu para Lisboa, mandei-lhe várias fotografias, de plantas como era o forte de Pom Phet, séculos atrás, nunca me deu resposta.
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Igualmente não mais lhe coloquei a vista em cima e o forte de facto foi reconstruído, mas a expensas do Governo da Tailândia através do "Fine Arts Department".
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Da jornalista, tive um contacto, depois de chegar a Lisboa, por um fax para minha casa, que eu lhe tinha roubado a fita métrica....
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É que ela tinha-a deixado no assento de atrás,do carro e ficou entalada num canto...
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Eu, não, sabia disso!
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Mandei-lhe o objecto por Mala Diplomático dirigido à Fundação Oriente. Para dentro mim... Mas que grande p......... (fora a mãe), que não se pode ser bom para ninguém!
José Martins

AS NACIONALIZAÇÕES DE HUGO CHAVEZ CONTINUAM...


Hugo Chavez vai continuar imparável nas nacionalizações. Ontem foi a empresa arrozeira "Cargill"; hoje a fábrica irlandesa de papel "Smurfit" que ocupa uma área de 1500 hectares de terreno.
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Entretanto já correm rumores que a multinacional "Polar" a maior empresa produtora e distribuidora de produtos alimentares está na mira de Hugo Chaves para a nacionalizar.
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Os emigrantes portugueses, grandes empresários, que se vão prevenindo que poderão, em futuro próximo, ficar sem as propriedades; as suas empresas e o fruto de muitos anos de trabalho e sacrifício.
José Martins
Fonte: (El País)

IMAGENS DO DIA

O senhor professor (do futebol) Carlos Queirós falou muito benzinho no programa "Pontapé de Saída".
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Pois é professor, enquanto o pau vai e vem descansam as costas.
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Está visto em Portugal o futeból e os Magalhães é que "inducam"!
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Derrapagens? Nem vale a pena a gente falar nisso.
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Derrapagens há-as por Portugal todos os dias!

A BONECADA DE QUINTA