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segunda-feira, 9 de março de 2009

PARA ANGOLA EM FORÇA

Hoje José Eduardo dos Santos está em Lisboa e segundo lemos num diário vem consolidar os laços, diplomáticos, bilaterais entre Angola e Portugal.
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O sr. Santos de Angola, mais ou menos um presidente para toda a vida (igual a outros de África) vai ser recebido com todas a pompa e a hospitalidade muito característica da "gente" de Estado de Lisboa.
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Com ele uma missão de não sei quantas dezenas de pessoas e muitos negócios de investimentos de Angola em Portugal, onde o seu agente Américo Amorim e sua filha, a empresária, Isabel Santos lhe devem ter agendado.
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O tempo da visita do sr. Santos a Portugal é curto, mas com tempo para um jantar com o seu homólogo Cavaco Silva em Belém, onde estarão presentes além de altas individualidades locais e de Angola, entre eles, se sentarão, além do Américo Amorim outros seus colegas para levar a cabo empreendimentos em Angola, com empréstimos da Caixa Geral de Depósitos, dinheiro do contribuinte português e se este for à vida só perde (aqui os pobres portugueses) quem tem.
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Depois dos negócios do Estado de investimentos de cá e de lá, com os acordos assinados, há outros assuntos a tratar que será (soponho) desenrodilhar a burocracia consular; retirar o empecilho das "bichas" de utentes à porta das embaixadas, acreditadas, nas capitais dos dois países.
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Na agenda do José Sócrates, em conjunto com o Instituto de Camões. está o assinar um acordo para enviar uns milhares de professores, portugueses, para Angola e em força para ensinar a língua de Camões. Professores que de Luanda serão deslocados para a mata e os locais mais remotos e sem contacto com a civilização.
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Depois lá na selva, pouco importa se as escolas são sob o tecto do céu azul, em palhotas ou rudimentares construções de bloco de cimento.
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Bem não me vou adiantar mais em precaridades, dos cães vadios com o virus da raiva que já mataram umas dezenas de crianças em Luanda, das ruas poeirentas, do tráfego caótico, dos assaltos exposto etc.etc e dos aviões russos dos vôos domésticos que caem do céu como tordos.
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Certamente que não vai estar em discussão o caso das centenas de milhares de desalojados que tiveram de fugir, após a independência, para salvar a vida de Angola, nem dos bens que lhe foram roubados, do Porto de Luanda (onde se incluem os automóveis) que foram embarcados para Cuba e, creio, alguns ainda a rodar em Havana.
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Isso não interessa porque até foi gente do Partido Socialista, o que hoje está no Poder, que deu Angola de borla ao Agostinho Neto e ao Santos!
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A esta hora 4 da manhá em Lisboa o sr. Santos ainda voa nos céus de África a dormir no seu luxuoso Boeing, presidencial, com cama de casal, sala de jantar e outros afins, bem dignos de um Presidente dos Estados Unidos.
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Duas horas antes de chegar a Lisboa, o sr. Santos levanta-se da cama, espreguiça-se e vai tomar uma banhoca, fazem-lhe a barba para que desembarque todo "pinocas" ao som da banda da GNR, passar revista às filas dos nossos militares.
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Depois de breves cumprimentos, as senhoras, esposas dos "bens-bens" dos nossos políticos tomam conta da esposa do sr. Santos e mais tarde levam-na a visitar as obras de integração, racial, de Olaias, Amadora e de outros bairros periféricos de Lisboa onde a "malta", da pesada, angolana, anda por lá à porrada e meter "navalhada", no bucho, ao pacato cidadão e a mandar tiros à malta preta e branca. Não vai haver "arrastão" nenhum nas praias, porque a água ainda está fria e não há por lá banhistas nesta altura.
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Para cicerone já foi convidada a Catarina Furtado a filha do Joaquim Furtano o que realizou a série (de merda) para a "patroa" dele a RTP, das "Guerras do Ultramar".
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Daqui os desejos de bons negócios entre José Sócrates e o sr. Santos de Angola e muita gentinha portuguesa que rume para Angola e daqui o meu pesar porque Angola já não é nossa nem é aquela que eu conheci há 47 anos.
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Mas se é ou não é pouco interessa, a José Sócrates, o que vale é a linha política daqueles que mandam mantendo a propaganda muito bem engendrada e apoiada pela RTP, um asilo de uma "malta" que andam por lá aos encontrões uns aos outros e a lapidarem os dinheiros do contribuinte.
José Martins

OS SILVAS DO RESTELO E LELO DOS CHAPÉUS