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sexta-feira, 13 de março de 2009

ESCREVER COISAS SÉRIAS - "CARJACKING" DOMINA O CRIME VIOLENTO

Em Portugal cada vez mais o perigo espreita o pacato cidadão e um deles é o "carjacking" que está designado e popularizado numa palavra inglesa. Manuel Francisco (não é o nome verdadeiro), mora nos arredores do Porto e desde há uma vintena de anos que sai de manhã de sua casa; dirige-se para o seu escritório de representações na baixa do Porto.
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Não vem almoçar a casa e toma a refeição num restaurante, cliente desde anos, na Travessa dos Congregados. Toma um café na Brasileira, da rua Sá da Bandeira, até às duas da tarde; discute futebol com os seus amigos de sempre e volta ao seu escritório. Às sete da tarde seus empregados, depois de cumprido o horário despediram-se, do senhor Francisco e foram para suas casas.
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Porém o senhor Francisco, ficou a dar seguimento a umas propostas de negócios que no dia seguinte teria de concretizar com a vinda de um cliente, de Madrid, que iria esperar ao aeroporto de Pedras Rubras.
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Junto às 9 da noite o senhor Francisco prepara-se para sair do escritório, telefona à sua esposa Miquelina para preparar o jantar porque dentro de uma meia hora estaria em casa. Dirigiu-se para a Rodrigues Sampaio, onde o seu automóvel, um BMW, está estacionado durante o dia.
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Acomodou-se no assento, colocou o cinto de segurança e partiu em direcção à Rua de Camões e parou ao sinal vermelho no cruzamento da rua da Constituição. No curto espaço de tempo que aguarda a luz verde surgem uns miúdos, croácios, mal vestidos, um com "ranho" já seco à saída das narinas com um pano na mão e principiam a limpar o pára-brisas do carro.
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Tocou a buzina em sinal de protesto, mas os miúdos não se assustam, continuam a sujar-lhe o vidro. Desce o vidro, da porta e dá-lhes um euro. Continua a sua direcção a casa e já indisposto da canalha lhe ter sujado o vidro da frente e deixado uns riscos. Entrou na estrada da circunvalação, saiu dela e está a meia dúzia de quilómetros de casa na área de Rio Tinto.
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Entretanto deu uma olhadela ao espelho retrovisor e verificou que a uns 100 metros atrás do seu carro, um outro, com os farois no máximo, e lhe pareceu rodar a grande velocidade. Foram segundos para que esse carro o ultrapassa-se e colocou-se à frente do seu e parou depois de uma violenta travagem. Quatro homens, encapuçados, saiem de imediato da viatura com pistolas na mão.
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No meio daquele surpreso terror o senhor Franscisco, sem resistência, sai do carro, um dos ladrões pede-lhe a carteira retirando-a do bolso lhe entregou com umas dezenas de euros e todos os documentos pessoais onde se incluia os cartões de crédito. Tudo se passou em segundos e o roubado do carro e de bens, teve sorte que não foi molestado.
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Um táxi levou-o a casa, assustado contou à esposa o assalto que foi vítima e os dois, noutro carro, foram fazer queixa à esquadra de polícia do bairro. Uma queixa deveras complicada, muitas perguntas e poucas respostas do senhor Francisco porque até não tinha elementos e conhecido a face dos ladrões do seu carro por que estavam de cara tapada.
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Apenas informou o número de matrícula de seu carro, a cor, uns extras que o poderia identificar. Acrescentou ainda que os ladrões não falavam a língua portuguesa correcta, mesmo que fosse em calão, mas lhe parecia que os homens que o assaltaram deveriam ser romenos, croácios, ucranianos, ou daquela gente que chegou de África.
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Ora esta croniqueta que escrevo não tem sentido que se possa considerar-me xenófobo, por que o não sou!
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No mundo onde vivemos há lugar para todos, só que me parece que esta coisa da "globalização" foi um invento mal engendrado por aquele e outros que o levaram à acção.
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Os portugueses, por raízes, são os primeiros emigrantes no mundo e durante cinco séculos fixaram-se, milhões deles pelos cinco continentes do globo. Uns poucos (mesmo uma ninharia) teriam optado pelo mau caminho. Os outros entregaram-se de alma e coração, ao trabalho, para amealhar uns cobres, "botar" figura na sua terra de quando um dia voltassem às suas raíses.
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Os portugueses, gente pacata, nunca esteve sujeita a este tipo de crimes, cuja maioria é praticada por estrangeiros, de mau porte, que se vão movimentando por Portugal, livremente, porque desde a integração de novos países no clube que dá pelo nome União Europeia, as portas foram escancaradas que fez do nosso país: "Portugal País Aberto" onde toda a escumalha e gente baixo estofo tem lugar.
José Martins

DIPLOMATAS PORTUGUESES NÃO CHEGAM PARA AS NECESSIDADES

OS DIPLOMATAS NÃO CHEGAM!

Chegou-me agora às mãos uma peça publicada no jornal o "Público", de Sofia Branco em que se refere aos diplomatas cujo estes não chegam para satisfazer o preenchimento das 133 embaixadas e consulados espalhados pelo globo. Amanhã abre o concurso para o preenchimento de 30 vagas, que só deve terminar em Outubro.
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Pela parte que me toca, mesmo reformado, depois de servir a diplomacia portuguesa por 24 anos, em Banguecoque, creio estar à altura de fazer algumas considerações sobre a matéria. Mais uma vez vêm à baila as declarações de Tadeu Soares que muito bem conheço e servi, com todo o respeito e lealdade, por três anos e dois meses na Embaixada de Portugal em Banguecoque:
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" Há insuficiência de funcionários para as tarefas atribuídas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) que têm aumentado muito nos últimos anos", avalia o embaixador Tadeu Soares, presidente da Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP):
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"É preciso alargar rápidamente o quadro, pensar em abrir já um outro concurso em breve. É preciso outros 30 todos os anos e, mesmo assim, ainda ficariam vagas por preencher", realça.
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O embaixador Carlos Neves Ferreira, presidente do Instituto Diplomático (IDI), concorda: "O MNE é possivelmente o único serviço público onde há gente a menos". E os 30 que entrarão para a carreira diplomática no início do próximo ano "não chegam".
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Seguem, depois outras palavras que não valeu a pena estar a teclá-las.
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Noutro parágrafo: "somos vítimas do sucesso da nossa história, um passado de Descobrimentos, prestígio internacional, uma postura diálogo. Tudo isto resultou numa rede diplomática enorme. A primeira embaixada que abriu na Tailândia foi a nossa!" Realça Miguel Brito Abreu, adjunto da secretária de Estado dos Assuntos Europeus.
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Tadeu Soares remata: "Estamos constantemente a tapar a cabeça destapando os pés."

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Depois há outras tretas, diplomáticas, demagogas que só as engole quem não está dentro do assunto.
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De facto a Embaixada de Portugal em Banguecoque é mais antiga, instalada, no Mundo, só que não nasceu no dia certo e durante 189 de existência, até hoje, foi tendo mais baixas que altas.
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Hoje a embaixada (no que respeita à da Tailândia) não tem escassez de diplomatas mas a necessidade de preenchimento de pessoal administrativo onde não há sequer um funcionário vinculado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.
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Mas se não existem a culpa foi de Tadeu Soares que depois de ter sido acreditado, em Abril de 1999, como embaixador de Portugal na Tailândia, esfrangalhou o pessoal administrativo existente: "Um vice-cônsul, um chanceler e um administrativo que era eu".
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Publicado com opinião no blogue http://pauparatodaaobra.blogspot.com . Clicar na imagem para ler o conteúdo.

O vice-cônsul exonorou-se; o chanceler por ter atingido o limite de idade. Mas para favorecer amigos (lhes concedeu privilégios diplomáticos) inserindo duas pessoas que nunca tinham exercido actividades numa missão diplomática que acabariam de sair na altura que ele deixou (Julho de 2002) a sua comissão de serviço.
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Ora Tadeu Soares foi o culpado que a embaixada de Portugal em Banguecoque não tenha pessoal administrativo e apenas dois contratados (um o contabilista, que nem nacionalidade portuguesa tem) que foi admitido por ele e o único português, admitido em 2006, pelo embaixador Lima Pimentel, excelente, jovem e com vontade de progredir.
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O embaixador Tadeu Soares perdeu, mais uma boa ocasião de estar calado porque as embaixadas não necessitam de mais diplomatas, mas sim os quadros de pessoal administrativos preenchidos.
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E também que não funcione o sistema de capelinhas de favorecimento a amigos que têm os seus meninos que vêm na diplomacia futuro. Onde há muita "palheta" e poucas obras.
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A altura é de contenções e não para serem gastos montantes do erário público à "balda".
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E que os novos diplomatas não se habituem a vícios e se "empenachem" pelo e estatuto.
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Um país conhece-se pelos diplomatas e não pelas vaidades, feudais, de longa data muito comuns na diplomacia portuguesa.
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Para Tadeu Soares não há crise económica (bem lhe conhecemos as suas inclinações de "perdulário" no que respeita a dinheiros públicos) abrir mais concursos para admissão de mais diplomats e haja o não haja dinheiro para lhes pagar os ordenados de excelência, as despesas de representação e ponto final
José Martins