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sexta-feira, 24 de abril de 2009

35 ANOS DEPOIS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS!!!

A realidade nua e crua de Portugal depois de 35 anos.
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Tantas vozes se levantaram!
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Tanta "bacoquice" de palavras, os arautos da democracia e da liberdade, sopraram de suas bocas.
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É triste ver o país que temos depois de três dúzias de anos menos um nas condições actuais... Desemprego, miséria, futuro incerto dos desempregados e de seus filhos.
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Uma corrupção institucionalizada ao ponto dos que têm algum Poder de a praticarem como um "pândego" come uma mão-cheia de amendoins acompanhado de um copo de cerveja.
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Uma revolução que serviu e deu a liberdade, apenas, a uns poucos.
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Só quem acompanhou a evolução, do desenvolvimento de Portugal, depois da revolução pode entender e avaliar o que foi o 25 de Abril de 1974.
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Eles, alguns, continuam vivos e andar por aí e até sem vergonha que seja pelo mal que fizeram à Pátria Portuguesa.
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Eles não desarmam e continuam a não querer largar os lugares que ainda têm e outros que os perderam voltar a ocupá-los.
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Os criminosos, como o diz o ditado, voltam sempre ao lugar do crime.
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Recomendanos ler os artigos abaixo (parte transcritos) e publicados no Jornal de Notícias.
José Martins


PEDRO ARAÚJO (Jornal de Notícia de 25.04.09)
O desemprego ou o mais ténue temor de perder o posto de trabalho cerceiam as liberdades do indivíduo. A noção de classe esfumou-se. A perda de emprego é, numa sociedade individualista, um falhanço pessoal. A felicidade fica em causa.
200 empresas faliram em apenas quatro meses

25 DE ABRIL. A URGÊNCIA DE O REFAZER DE NOVO



Saudades tão grandes daquele dia lindo que vivi em 1974. O querer voltar a sentir a liberdade e a solidariedade desses tempos. A certeza de nunca desistir de o poder viver de novo. Resistir é possivel, vencer também.
Publicada por Kaos em 00:01 6 Pastagens Link
Da nossa avença.KAOS
Nota nossa: Refaze-lo sim e colocar as coisas más no lugar certo!

O PAÍS PARADO

O artigo abaixo transcrito é obra do académico Miguel Castelo Branco, meu amigo, merece ser inserido neste blogue no dia, de hoje, 25 de Abril de 2009.
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Ora o Miguel, ainda jovem, juntamente com sua família tiveram que abandonar Moçambique, por causa do 25 de Abril de 1974, a terra onde nasceu e teve uma infância feliz.
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Eu também estava em África (Rodésia) onde vivi neste país e em Moçambique a minha juventude.
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O meu Adeus a África viria acontecer em 1976 e mudar o meu destino.
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Ao Miguel e aos seus também lho mudou.
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O drama de centenas de milhares de portugueses que não tiveram culpa, alguma, de Vasco Gama da Gama, em 1498, ter descoberto o Caminho Marítimo para a Índia.
José Martins
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ARTIGO DO MIGUEL
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Evito arreliar-me com as coisinhas da política portuguesa, particularmente quando se abeiram efemérides.
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Estou cansado de louvaminheirices, como me cansam as diatribes a favor e contra o tal 25 que, já velho, teima em ficar, concitar duelos e paixões, tomar posse da agenda, confiscar o presente e reclamar dos portugueses umas quantas velas no altar das devoções profanas.
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O discurso de uns é um não-discurso: apoia-se numa crença salvífica, nas efusões daquele dia distante em que os que hoje contam 70 anos tinham metade da idade, em que os que tinham 50 já os levou a Parca e os que se abeiram dos 40 ainda nem tinham nascido.
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Creio, sinceramente, que é uma perda de tempo; mais, um exercício de nostalgia egoísta, possessiva e exclusivista que nos manda calar, não pensar, não atrever e jamais contestar. O discurso dos outros é um rememorar de recriminações azedas, de lembranças trágicas, medos sublimados, furibundas acusações fulanizadas.
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Os primeiros, fechando os olhos ao que semearam, falam com cândidas cintilações de uma revolução feita à portuguesa, isto é, sem pés nem cabeça, entregue ao Deus dará do improviso, do amadorismo e da irresponsabilidade tantas vezes criminosa.
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Mortos, claro, não os houve, pois quem fez a tal revolução já tinha bens e poupanças no antes da revolução e continuou a tê-los, pois é a mesmíssima gente que governa, que manobra, distribui, paga e retribui favores nesse país há mais de cento e cinquenta anos.
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Os mortos ficaram longe dos olhos e dos corações. Foram dois milhões, milhão e meio ?
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Quem se interessa por estatísticas quando os números se tornam quase incontáveis ?
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Depois, foi um ver-que-te-avias para enriquecer, brincar à Europa e às elites, aos montes alentejanos, às revisões constitucionais, às bancas e às Donas Brancas, aos futebóis e às viagens aos Brasis e às Caraíbas, iludir a desorganização e a turbamulta dos espertos feitos expert em direitos, gestões e marketings, distribuir dinheiro a rodos por amigos, fazer uma ponte aqui e uma auto-estrada ali, deitar abaixo a frota pesqueira e a marinha mercante, pagar aos lavradores para não produzirem, promover generais e brigadeiros, constelar o céu medalhado das notabilidades como manda o cardápio dos regimes latinos, abrir lojas e lóbis em cada esquina, deitar abaixo a Educação, a Justiça, a Defesa, a Segurança e a Cultura, substituindo-as por honorários, progressões na carreira, despachos, contagens de tempo, remunerações extraordinárias, regimes particulares e extraordinários.
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Nós somos assim, um pouco como o arrombador do cofre: um dia de atrevimento dá renda cativa vitalícia. É a esquerda portuguesa, bisavó de si mesma, sem graça e sem lustro, movida pela inveja e ganância de dinheiro e respeitabilidade.
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Quem contra a revolução fala também não fez melhor. Saíu à rua, evitou o que estava escrito antes de acontecer, pôs travão ao assalto do poder pelos meninos ricos brincando às revoluções e acicatando a ralé, deu provas de adaptação inteligente ao novo regime, transformando em votos o descontentamento e o desencanto ?
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Olhando para o discurso dos contra - que não mudou uma linha desde o 28 de Setembro de 74 - parece nada ter acrescentado àquilo que o Diabo, a Rua e o Dia diziam em 1975, 76 ou 77 .
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Soube o contra fazer a dedução à democracia, compreender os sinais do tempo, retemperar argumentos, servir a Nação, manter a dimensão global do "fenómeno português", esquecer as Frelimos e os MPLA's e acreditar numa solução de continuidade, esquecer os Soares, os Otelos e Cunhais, os Vascos Gonçalves e toda a ganga de liliputianos ?
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Não, ficou igual ao que era, com a agravante de ter transmitido a filhos, netos e bisnetos um medo político quase paralisante, um paupérrimo arsenal de escusas e condenações sem sentido, fora de tudo e contra tudo. É a direita portuguesa, sem dúvida a "mais estúpida da Europa".
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Foi há 13.000 dias e o país continua à espera do futuro !
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Para mim, tudo teria sido diferente se tivessem deixado o Palma Carlos no governo - o mal menor, pois o fulano até tinha um ar de cavalheiro e até sabia usar os talheres - mais o Spínola na palácio rosa, mais os Bulhosas e os Champalimauds a manejar as contas, mais a economia a crescer 7% ao ano.
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Mas a esquerda queria distribuir, queria sonante e, sobretudo, queria poder; daí destruirem tudo, despejarem do Estado, das Forças Armadas, da Universidade e da Banca quem do ofício sabia e empurrar os meninos ricos a brincar às revoluções para o poder.
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Foi o que se viu. Quanto à direita, ficou como era e como é e será: absolutamente narcotizada, incapaz de abrir um livro, com sol e touros a debroar as manias de grandeza e pasmar-se perante o passado remoto que não fez ou, mais grave, não soube merecer.



Homenagem" ao 25 de Abril"
As bichas do nosso desconforto
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Quando vim de África, juntamente com as levas de famílias que de lá vieram também, nos aviões solidários dos TAP, que sucessivamente nos iam despejando cá, na debandada provocada pelo momento feliz que estamos todos a festejar pela trigésima quinta vez com o mesmo cravo rubro na botoeira, habituei-me às bichas da documentação necessária para as transferências dos adultos e das crianças – primeiro lá e depois aqui. Bichas longas, entediantes, morosas, vividas na surpresa do caos que sobre nós desabara com a descolonização.
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Muitos são os heróis que promoveram essa surpresa, bem galardoados pelos seus feitos heróicos em promoções, bons ganhos e perpetuidade na glória. Passado tempo, ultrapassadas as bichas da papelada para reorganização material da vida cá, outras bichas surgiram, mais longas e entediantes ainda, pois duravam o dia inteiro, com continuação, por vezes no seguinte, para se receber o vencimento, reduzido a metade, na situação de funcionários adidos. Eram as bichas no B. N. Ultramarino, ao Rossio, inicialmente, posteriormente transpostas para a FIL, com as avalanches em acréscimo imparável.
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Mas, enfim, a Pátria estendera-nos a mão, restava-nos cumprir e adaptar-nos. O sentimento envergonhado de equiparação com outras levas – de animais ou de desterrados Judeus - não ousávamos manifestá-lo, reconhecendo-nos numa posição infinitamente superior à daqueles, mimados nós outros no confronto.
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Adaptámo-nos. As bichas pararam, excepto as das greves aos produtos. Outras vidas se ergueram, na pretensa estabilidade trazida pela ajuda europeia. Mas a democracia por que os bem intencionados ou os fala-baratos lutaram, ruíra, no outro caos dos laxismos, que generalizaram a indisciplina moral e mental, levando à nossa miséria.
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Outras bichas se formaram e estas estão para se manter. Jovens sem futuro, velhos sem arrimo, os telejornais os mostram, maltrajados, infelizes, tristes, os filhos do nosso amor, que a Pátria, esgotada de recursos, porque houve quem os sugasse, não pode mais obter, desde que a prevaricação se institucionalizou. Custa olhar!
Berta Brás
www.aloportugal.org/
Um grupelho destes energúmenos criminosos
EM NOME DE UNS QUANTOS TOSTÕES, DESTRUÍRAM A MAIS ANTIGA NAÇÃO DA EUROPA.
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Conquistada a pulso firme homens de honra e coragem por Heróis sobre as suas vidas, com audácia e coragem, sofrimento e lágimas, sob juramento de lealdade, dedicação e amor na defesa ao serviço da sua Nação.
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Um exército é uma das bases da estabilidade, da confiança, da defesa, do respeito, da dignidade, do prestígio, do orgulho, da honra de qualquer Nação civilizada. Existem situações das quais inaptos não podem participar, mesmo na mais simples situação, os ignorantes não sabem como tratar, pior se torna quando ignorantes têm propensão ao crime organizado.
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No exército de Portugal existiram Heróis, homens com honra, coragem e patriotismo que deram e davam as suas vidas pela defesa da sua Pátria, mas todos nós sentimos como vítimas que nas suas fileiras perfilavam uma espécie de canalha, criminosa apátrida.
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Um grupo de soldados a 25 de Abril de 1974 – destes criminosos –, saíram de um qualquer quartel utilizando abusivamente de forma ilícita material de guerra que se encontra confiado a um exército e atentaram contra a Pátria, em paz (sim, paz !!! porque não se pode chamar guerra a focos de terroristas), utilizando esse material de guerra não para defesa da Pátria, mas, contra a sua própria Pátria (Crime de Lesa-Pátria, só assistido em Portugal como um país da Europa), e civilizado na altura).
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A causa!? Por mais erróneo que seja, por mais que às mentes e compreensão de milhões de portugueses seja repugnante a razão não se encontre uma justificação para tão desprezível e apátrida acto dizem eles: por reivindicação por aumento de salários !!!.
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Não atentaram contra uma entidade particular, utilizaram armas de guerra propriedade de um Estado para a defesa da sua integridade territorial como Nação e a paz dos seus povos.
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Poderemos imaginar fácilmente as consequências se um qualquer empregado para reinvindicar um qualquer status laboral ou aumento no seu salário o fizesse sob coacção pelo terror de uma qualquer arma de fogo,(na hipótese seria morto ou preso e expulso do local de trabalho) essa seria a justiça adequada, para um desequilibrado de índole criminosa.
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Um grupelho destes energúmenos criminosos, que pelo seu comportamento e participação na amputação da Pátria , e pelos consequentes dramas daí resultantes, são impróprios de viver paredes meias com pessoas que se bateram em defesa da mais antiga Nação da Europa.
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Se sem ambiguidades estes monte de excrementos que medraram entre a traição a hipocrisia e a vilania para esta escória da sociedade, o destino será o contentor dos resíduos da Pátria ou a valeta dos detritos da História, tornou-se no carrasco de um povo que foi grande e que desde 1974 definha, por lhe terem destruído a mística, anulado a personalidade e alienado o sentido Pátrio numa democracia imposta pelas prisões arbitrárias, por sevícias a civis e a militares feitas por energúmenos fardados; por esbulhos, por ocupações selvagens, por violação à justica, por espancamentos, por coacções psicológicas, por afrontas a gente humilde e honrada, não se pode dizer que este regime seja límpido e cristalino, como os intitulados pais da pequena pátria pretendem fazer crer.
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Entendemos nós que a democracia genuína não se impõe pela força das armas, nem pela constante mentira.Não foi o povo que se levantou e lutou pelo regime político em que vivemos desde 1974. A democracia que nos oprime psicologicamente emergiu de um golpe militar que teve origem em reivindicações de uns quantos ímprobos insanes malfardados. Enfraquecida a Nação, depauperado o sentido Pátrio, anestesiado o povo as perspectivas que se abrem aos portugueses são muito sombrias, pressagiando um colapso de consequências imprevisíveis.
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Os novos detentores do poder tentam iludir o povo fogem ao esclarecimento dos nefastos acontecimentos que fizeram submergir portugal num turbilhão de angustiados dramas sob constante ameaça vinda de fora da perda da própria nacionalidade.
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O pior que poderia ter acontecido a portugal e aos portugueses é o de terem sido sobrecarregados por um grupo de indivíduos desorientados pela ambição do mando, que à sombra de uma ideologia estranha a Portugal, cujos seguidores se tratavam por camaradas, desprestigiaram, empobreceram e reduziram Portugal a uma dimensão impensável.
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Que se poderá chamar a quantos contribuiram para tamanha tragédia se não Dejectos da sociedade. Cristina da Nóbrega- Monte Estoril Publicado no www.aloportugal.org
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Nota minha: Porque esta foi a realidade e a tragédia do 25 Abril de 1974, tomei a liberdade de transcrever as peças que foram publicada no website acima designado.
José Martins

DESEMPREGO EM ESPANHA


Segundo o diário El País, em Espanha, o desemprego ultrapassa mais de 4 milhões de pessoas com uma taxa de 17,36% e a maior registada em 32 anos. O Governo prevê a possibilidade de atingir os 5 milhões de desempregrados e, considerada, "apocaliptica".

CORRUPÇÃO - PRÓS E CONTRAS




O vice-presidente do Partido Social-democrata (PSD) acusa os partidos, incluindo o PSD, de estarem a seguir o caminho mais fácil ao falarem do combate à corrupção, num ano de eleições.
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Rui Rio lamentou ainda, esta quarta-feira, que o seu partido tenha apanhado o comboio da demagogia. «Estamos a falar de uma matéria muito importante que é a luta contra a corrupção, por um lado, e os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos».
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Confrontada com as críticas de Rui Rio, Manuela Ferreira Leite disse que, se existe alguém que está a usar o combate à corrupção de maneira demagógica, não é com certeza o PSD.
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Porque será que Rui Rio considera que combater a corrupção é demagogia?
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Sabe ele alguma coisa que nós não saibamos?
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Tem ele medo de alguma coisa?
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É verdade que estamos em ano eleitoral, é verdade que quando não o era, os partidos do poder recusaram combate-la, mas não devemos aproveitar este “momento de fraqueza” dos políticos para ganhar alguma coisa?
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Depois das eleições tudo mudará, seja na luta contra a corrupção seja nos “apoios á crise”. Depois vai-nos cair a realidade em cima e lá virão mais impostos e mais ataques às nossas liberdades e direitos.
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Não o direito que fala o Rui Rio de alguém não ter de justificar como ficou subitamente rico, mas os direitos a sermos considerados cidadãos e não simples números fiscais ou resultados de estatísticas.
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Outra questão é saber porque se considera a Manuela Ferreira Leite diferente dos outros se nós, que já a conhecemos bem das vezes em que foi Ministra da Educação e das Finanças sabemos bem aquilo que é e vale. Publicada por Kaos em 12:31 0 Pastagens Link
Da nossa avença:KAOS

MAGNIFICO RÉPTIL - ESPECTACULAR BICHO

Ao não perder!

O (ATÓMICO) SAMARITANO DO DIABO!



Leonel Ferreira, o ex-líder dos "Samaritanos" e da Igreja Kharisma , é suspeito de ter usado dinheiro doado à instituição em proveito próprio, designadamente para financiar negócios de tráfico de urânio, eventualmente destinado a bombas.
Uma organização familiar liderada por Leonel Ferreira
Pifado ao JN

CARTA ATERRADORA PARA SÓCRATES!

(Não conheço o autor...apareceu na minha caixa do correio. Devem ler e repetir a leitura)
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Senhor Primeiro Ministro, Engenheiro José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa
Excelência.
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Tem Vossa Excelência apenas mais um ano de idade do que eu. Permita-me no entanto que lhe diga que não tem a minha idade, no sentido de que não somos da mesma geração e não é pela diferença de calendário.
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Em1974 aderi ao Partido Socialista, fui secretário da Juventude Socialista do Estoril e nesta qualidade passei as estopinhas para que ideias, políticas sociais, fossem implementadas pelo Partido Socialista. Quando Francisco Pinto Balsemão desistiu do "Jornal de Cascais" eu fundei um outro jornal, em Cascais, chamado "Boca do Inferno".
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Aldo Moro tinha sido assassinado. Lembro-me de ter escrito sobre isso, de atribuir a culpa ao PCI. O jornal era um manifesto anti-comunista. Custou-me dezasseis contos o primeiro número de só dois (fiquei teso e o Senhor meu Pai não era o Pai Natal mas quase).Já lá vão 34 anos mas sou o mesmo. Contei com o nobre apoio de AntónioGuterres (UM SENHOR!)
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– Vossa Excelência já ouviu falar ?
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- e José Luís Nunes (OUTRO SENHOR!)
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– Vossa Excelência já ouviu falar ?
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Com quem privei (este último infelizmente partiu). De António Lopes-Cardoso e Manuel Poppe Lopes-Cardoso (a quem desejo uma rápida recuperação e vê-lo em breve). Theutónio-Pereira e outros, como dizia Pessoa, de quem me não quero esquecer porque não me lembro. Nestas andanças, Senhor Primeiro-Ministro, nunca o vi.
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Afinal, onde estava Vossa Excelência no 25 de Abril ?Na FAUL (Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, rua do Alecrim) nem em nenhum outro lado, vi Vossa Excelência. Vossa Excelência era provavelmente, ainda, um bebé. Nem no comício da fonte luminosa em que estive a fazer segurança a Mário Soares, armado até aos dentes com G3, entregues pelo CIAC (de Cascais), armas geridas pelo Sr. Botelho, piloto da barra, primo do José Manuel Casqueiro da CAP (Confederação dos Agricultores Portugueses), gente boa.
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Dispostos a dar a vida contra a tomada de poder vinda de leste, via PCP.
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Vossa Excelência,onde estava ?
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Com certeza que não no berço que não tem. Depois caíu do céu à frente da JS. Foi nessa altura que eu me afastei definitivamente. Anos mais tarde, vim a cruzar-me com Vossa Excelência em Gondomar em1995/96, vi Vossa Excelência ser amigo e próximo do Major ValentimLoureiro (o restaurante 3M é do melhor que há), quando se discutia quem seriam as empresas que iriam tomar conta da “incineração”, com menos preocupações com o ambiente, com mais preocupações pelo negócio,“bindo das Américas”.
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Permita-me Vossa Excelência duvidar das suas intenções.A minha dúvida tem raiz no discurso de Vossa Excelência. Nunca fala a favor do povo português, antes debita argumentos mesquinhos,insultuosos, como se lhe tivéssemos passado um cheque em branco.
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Sempre um discurso de defesa, nunca a favor de ninguém. O discurso deVossa Excelência é o que nos faz desconfiar de Vossa Excelência. Não são os casos esquisitos do Freeport, as cenas indesculpáveis na Beira e outros sítios, os seus tios que compram Maserattis e o seu primo,pessoa de bem e homem de verticalidade inquestionável, que até sepirou para fazer um curso de “karatê” no Nepal ou na China onde ainda anda.
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Não é nada disto. Todos temos Vossa Excelência em boa conta,como um homem honesto. Vossa Excelência falha, quando não abona a seufavor. Quando discursa a promover medidas grosseiras do governo,marketing político para inglês ver (não devia ter dito isto assim, soa a Serious Fraud Office), quando o discurso de Vossa
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Excelência é um discurso de defesa do seu lugar, da sua posição, do seu poder.
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VossaExcelência NUNCA DIRIGIU UMA PALAVRA AO POVO PORTUGUÊS!
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O seu discurso é reactivo, defende-se afanosamente do que é indefensável.O caso, mais um, “computador Magalhães”, seria para mim um caso de polícia, como sempre disse, e penso que Vossa Excelência estará de acordo, não fosse o alto patrocínio do Primeiro Ministro do meu país em quem tenho de confiar, nesta parceria do nosso dinheiro com a empresa J.P. Sá Couto de Matosinhos que é a fossa das Marianas da excelência em matéria de trampa informática.
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Engana-se Vossa Excelência ao tratar o Povo Português como uma hordade idiotas. É só isto que não perdoo a Vossa Excelência e lhe digo decaras. Lá porque o Partido Socialista se transformou numa corja de oportunistas e arrivistas, eu estou em crer que Vossa Excelência écompletamente alheio ao facto.
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Pergunte Vossa Excelência a AntónioGuterres, já que o José Luís Nunes não está entre nós.Sabe, Senhor Primeiro Ministro, houve Homens neste País que deram a vida, a fortuna, sacrificaram a família, para que a Vossa Excelência seja permitido tratar-nos como bestas.
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Houve homens que sofreram aperseguição, a tortura e o exílio. Houve homens assim. É verdade.Não, Vossa Excelência não sabe. Cá para mim, até não sabe de nada.Compreendo no entanto, os aspectos críticos em matéria de defesaNacional, da imagem do País.
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Falta-me é paciência e já não acredito emnada.Senhor Primeiro Ministro, se é homem, se é Português, prove-o de uma forma irrefutável. Nessa tão portuguesa expressão que tem raiz nacoragem e na seriedade, mostre que tem tomates, pare de nos envergonhar.
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Nem lhe pedimos que prove que é sério... o ónus da prova... prove-nos só que é Português. Deve.Demita-se.E desapareça para o Nepal ou para a China. Vá ter lições de Karatê como "sensei" seu primo, que só lhe fazem bem.
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Não conspurque a escola de Funakoshi Guishim, meu Mestre de Shotokan. É um favor que lhe peço.Se assim for, está perdoado.
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Desde que não volte.
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Primo, idem. »

ANTÓNIO BARRETO: SÓCRATES, O DITADOR

Nós os portugueses temos que sair da "sala de mau cheiro"!
O pior que pode acontecer é toda aquela pessoa que entra num espaço e diz: "cheira aqui tão mal...!!!".
Mas se a pessoa se conserva na sala, pouco depois as narinas adaptaram-se ao fedor...
E fica com isto na sala do cheiro a "merda".
Ou se fica com o cheiro da "trampa" ou se sai dela...
O melhor é sair! António Barreto, lúcido como é, bem nos informa da merda de gente que nos tem governado...
Leitura a não perder!
José Martins



'Sócrates, o ditador' por António Barreto
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A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras.Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.Entre estes, está o facto de o candidato à Autarquia se ter afastado do Governo e do Partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro.
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Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder:Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar.Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido.Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
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Onde estão os políticos socialistas?Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?Uns saneados, outros afastados.Uns reformaram-se da política, outros foram encostados.Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão.Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro.Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.
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Manuel Alegre resiste, mas já não conta.Medeiros Ferreira ensina e escreve.Jaime Gama preside sem poderes.João Cravinho emigrou.Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe.António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.Almeida Santos justifica tudo.Freitas do Amaral reformou-se.Alberto Martins apagou-se.Mário Soares ocupa-se da globalização.Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores.João Soares espera.Helena Roseta foi à sua vida independente.
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Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância.O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado.Os sindicalistas quase não existem.O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice.O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista.
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Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos.Sem hesitar, apanhou a onda.Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates.Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento.Mas nada de essencial está em causa.
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Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente.As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino é pura diversão.Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro.É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.«Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente.Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor.Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo.
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Mas nada de semelhante se repetirá.O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado.Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas.Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber.Tem os seus sermões preparados todos os dias.Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação.
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O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra umfuncionário que se exprimiu em privado.O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão.A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa.
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A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação.As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si.Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa.
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Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado.Nomeia e saneia a bel-prazer.Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos.É possível.Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.