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segunda-feira, 11 de maio de 2009

RIO JANEIRO: 17000 ASSASSINATOS EM 24 MESES - 232 POR DIA



A organização não-governamental Rio de Paz voltou a realizar um protesto pacífico contra a violência no Rio de Janeiro, deixando milhares de pedras brancas e areia vermelha na escadaria da Assembleia Legislativa, num alerta para 17 mil assassínios em 24 meses.
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A denúncia é clara segundo o luso-descendente e líder do Movimento Rio de Paz, António Carlos Costa: “Essas pedras representam a morte de 17 mil pessoas no decurso de dois anos e quatro meses, incluindo polícias mortos, pessoas mortas em confronto com a polícia, homícidio doloso, etc...”
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Uma faixa em inglês “Citizen stoned”, estendida na entrada do Palácio Tiradentes, a sede do poder legislativo do Rio de Janeiro, indicava a “cidadania apedrejada”.
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“Estamos em frente à Assembleia a fim de poder contar com o apoio dos nossos deputados. A nossa sociedade está a sangrar, é uma sociedade sofrida e insegura. As propostas são muito óbvias, muito claras, exequíveis, supra-partidárias e dizem respeito aos interesses de 16 milhões de cidadãos que vivem no Estado do Rio”, afirmou António Carlos Costa.
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Segundo o activista luso-descendente, uma carta foi enviada ao governador do Estado, Sérgio Cabral, em Dezembro último, com propostas e reivindicações para uma política de segurança pública e metas de redução de homicídios e pesquisas sobre o paradeiro de desaparecidos.
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“Como não obtivemos resposta”, explicou, “estamos a tentar unir o legislativo em parceria com a sociedade civil para sensibilizar os nossos governantes”.
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António Costa disse que ao longo dos últimos anos que o Rio de Paz tem realizado protestos no Rio de Janeiro e noutras capitais brasileiras, a mobilização social tem ficado “muito aquém da dimensão do problema”.
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“Ainda não vimos mudanças significativas na segurança pública do Brasil. Obtivemos vitórias tímidas”, adiantou, prometendo que o movimento não vai abrir mão "da luta constante, pacífica, criativa, baseada na lei e no direito”.
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A estimativa para 2009 no Rio de Janeiro, segundo dados obtidos pelo movimento, é preocupante. Calcula-se que este ano ocorram mais 10 mil homicídios no Estado, incluindo desaparecimentos, polícias mortos, latrocínios (roubo seguido de morte) e homicídios com dolo.
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Números colhidos do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, entre 2007 e 2008, indicam que quase 12 mil pessoas foram mortas em homicídios com dolo, além de terem havido cerca de 2.200 autos de resistência (mortes em confronto com a polícia).
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António Costa alertou ainda para o desaparecimento de 11 mil pessoas, suspeitando-se que 70 por cento dos casos terminaram em assassínios.
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O estudante de teologia Davi Romer, 25 anos, é um dos 30 voluntários do Rio de Paz e trabalhou de madrugada para ajudar na colocação das 17 mil pedras brancas nas escadas da Assembleia, considerando "urgente” esta causa no Rio de Janeiro: “Não temos uma cultura de protesto, de luta pelos nossos direitos. O que mais impressiona é que os cidadãos estão de braços cruzados, eles não se comovem mais, passam tranquilamente enquanto tem gente morrendo”, declarou.
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Este não é o primeiro protesto em que Davi Romer participa, deixando críticas à falta de mobilização social: “Quatro mil pessoas se unem para lutar pela maconha, na parada gay é a mesma coisa. Pela vida que é uma causa muito mais básica e fundamental há dificuldade da sociedade se mobilizar.”
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Desde a criação em 2007, o Movimento Rio de Paz já realizou mais de trinta acções de protesto em cidades como Recife, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília e usou muitos símbolos para retratar os homicídios como cruzes, rosas, balões e côcos.
FO.
Lusa/Fim

INUNDAÇÕES NO BRASIL



Uma mulher chora durante a tempestade causou 44 mortes e 300.000 pessoas deslocadas no estado depressivo do Piauí no nordeste do Brasil, na semana passada .- REUTERS

REVISTA DA IMPRENSA de 11.05.09
















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JOE BERARD, ECONOMICAMENTE A CAMINHO DAS LONAS?



O Savoy Classic, um dos mais emblemáticos hotéis da Madeira, fechou hoje as portas, deixando 99 trabalhadores no desemprego. No seu lugar vai nascer um novo empreendimento turístico de €170 milhões. Sara Moura, correspondente na Madeira . Expresso

AFRICA DO SUL - O SONHO DE NELSON MANDELA A ESVAIR-SE


Aqui já não estamos seguros. Temos medo porque não sabemos o que vai acontecer depois de 2010 uma empregada moçambicana em Joanesburgo
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Apreensões com eleições sul-africanas
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Imigrantes africanos temem nova vaga de violência xenófoba
Entre as celebrações da vitória decisiva do ANC nas eleições do passado dia 22, há alguma inquietação entre os milhões de imigrantes, principalmente africanos mas não só, que escolheram a África do Sul como segunda pátria.
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“A vida neste momento aqui na África do Sul não é fácil,” disse-me uma imigrante moçambicana, que trabalha, com duas compatriotas suas, no restaurante São Vicente. O dono do restaurante é um imigrante português, que vive em Rosentenville, na parte sul de Joanesburgo. É em Rosentenville onde se concentra grande parte dos negócios dos imigrantes portugueses na capital económica da África do Sul. Aqui já não estamos seguros. Temos medo porque não sabemos o que vai acontecer depois de 2010 disse uma empregada moçambicana em Joanesburgo.
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Há bares, restaurantes, lojas, estúdios fotográficos, clubes desportivos, serralharias e oficinas.
Os empregados são maioritariamente moçambicanos, mas também angolanos e uns poucos sul-africanos. A criminalidade, o trabalho precário, a xenofobia e o dinheiro poupado para mandar para a família são algumas das suas maiores preocupações.
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A violência registada em 2008 contra os imigrantes assusta-os e força-os a tentar passar despercebidos. “Quando houve a xenofobia, entre as pessoas mortas havia muitos moçambicanos. Mas como não há emprego na nossa terra [Moçambique], somos pobres, estamos aqui a trabalhar. Mas não somos bem recebidos,” retorquiu outra empregada de mesa.
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“Estamos a trabalhar e a preparar as malas. Quando acabar o Mundial de 2010 vamos regressar a Moçambique, porque senão volta a acontecer o que aconteceu,” acrescentou.
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“Aqui já não estamos seguros. Temos medo porque não sabemos o que vai acontecer depois de 2010. Agora [os sul-africanos] estão calmos porque querem o dinheiro do Mundial. Mas quando o Mundial acabar...” disse, receosa, a terceira empregada.
Má imagem dos angolanos
Mas, se os moçambicanos são geralmente populares por serem trabalhadores árduos, os angolanos são conhecidos pelo oposto. Jorge Dias, o proprietário da “Mossango”, uma pequena empresa de importação e exportação, chegou a Joanesburgo um ano depois das primeiras eleições multiraciais, realizadas há 15 anos. Disse-me que deixou Luanda porque havia poucas oportunidades e também para fugir do serviço militar obrigatório – numa altura em que a guerra civil angolana conheceu uma dramática intensificação. Depois das eleições, as coisas vão ficar piores porque, apesar de não estarmos ainda a sentir os efeitos da recessão, vamos senti-los muito
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Octávio da Silva, imigrante português em Joanesburgo
“Vim de férias e acabei por ir ficando,” disse.
Jorge Dias diz que os seus compatriotas que imigram para a África do Sul transmitem “uma imagem péssima de Angola e dos angolanos".
“A maior parte do pessoal angolano que está cá não trabalha. Vive de ‘negócios’. É um pessoal muito vaidoso; não aceita fazer certos trabalhos. Não é como a malta moçambicana e cabo-verdiana. A maior parte do pessoal do meu tempo já regressou a Angola.”
Receio dos efeitos da recessão
Entre os imigrantes portugueses há muita inquietação com as eleições de quarta-feira.
Octávio da Silva estabeleceu-se no bairro de Rosentenville com a família há 33 anos, vindo directamente da ilha da Madeira. Ele diz que a vida para os imigrantes portugueses não é fácil: “Temos alguns problemas por causa da criminalidade na África do Sul e achamos que, depois das eleições, as coisas vão ficar piores porque, apesar de não estarmos ainda a sentir os efeitos da recessão, vamos senti-los muito. E com a criminalidade vai haver muita falta de trabalho neste país.”
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Há muitas expectativas entre os imigrantes na África do Sul mas mais ainda entre os 48 milhões de sul-africanos - 23 milhões dos quais registados para as eleições de quarta-feira. Contudo, há entre estes também um grande optimismo e a crença de que a nova África do Sul, agora com apenas 15 anos, aprenderá com os erros do passado para atingir a maioridade de forma exemplar.
Aires Walter dos SantosEnviado especial da BBC, em Joanesburgo


OS BONS E OS MAUS

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Já há mais jornalistas a contas com a justiça por causa do Freeport do que houve acusados por causa da queda da ponte de Entre-os-Rios. Isto diz muito sobre a escala de valores de quem nos governa. Chegar aos 35 anos do 25 de Abril com nove jornalistas processados por notícias ou comentários com que o Chefe do Governo não concorda é um péssimo sinal. O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida.
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Mas pode haver indícios ainda piores. Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de forma referentes a notícias sobre graves indícios de corrupção.
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Se isso acontecer é a prova de que o Estado, através do governo, foi capturado por uma filosofia ditatorial com métodos de condicionamento da opinião pública mais eficazes do que a censura no Estado Novo porque actua sob um disfarce de respeito pelas liberdades essenciais.
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Não havendo legislação censória está a tentar estabelecer-se uma clara distinção entre "bons" e "maus" órgãos de informação com advertências de que os "maus" serão punidos com inclemência. O Primeiro-ministro, nas declarações que transmitiu na TV do Estado, fez isso clara e repetidamente. Pródigo em elogios ad hominem a quem não o critica, crucifica quem transmite notícias que lhe são adversas.
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Estabeleceu, por exemplo, a diferença entre "bons jornalistas", os que ignoram o Freeport, e os "maus jornalistas" ou mesmo apenas só "os maus", os que o têm noticiado. Porque esses "maus" não são sequer jornalistas disse, quando num exercício de absurdo negou ter processado jornalistas e estar a litigar apenas contra os obreiros dos produtos informativos "travestidos" que o estavam a difamar.
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E foi num crescendo ameaçador que, na TV do Estado, o Chefe do Governo admoestou urbi et orbi que, por mais gritantes que sejam as dúvidas que persistem, colocar-lhe questões sobre o Freeport é "insultuoso", rematando com um ameaçador "Não é assim que me vencem".
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Portanto, não estamos face a um processo de apuramento de verdade. Estamos face a um combate entre noticiadores e noticiado, com o noticiado arvorando as armas e o poder que julga ter, a vaticinar uma derrota humilhante e sofrida aos noticiadores.
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Há um elemento que equivale a uma admissão de culpa do Primeiro-Ministro nas tentativas manipulatórias e de condicionamento brutal da opinião pública: a saída extemporânea de Fernanda Câncio de um painel fixo de debate na TVI sobre a actualidade nacional onde o Freeport tem sido discutido com saudável desassombro, apregoa a intolerância ao contraditório.
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Assim, com uma intensa e pouco frequente combinação de arrogância, inabilidade e impreparação, com uma chuva de processos, o Primeiro Ministro do décimo sétimo governo constitucional fica indelevelmente colado à imagem da censura em Portugal, 35 anos depois de ela ter sido abolida no 25 de Abril. Mário Crespo

ISTO É DE UMA TRISTEZA PROFUNDA

Continuamos no cu da Europa... Com tanta mulher linda que temos! Eu até sugeria a Fátima Lopes para ministra da Economia... Tão gira que ela é! Não ficava atrás de nenhuma das "boazonas" da União Europeia

Espanha tem o governo mais feminino de sempre...

Itália tem Mara Carfagna como Ministra da Família...

França tem a Carla Bruni como 1ª dama...


Portugal, tem isto!É triste, muito triste, assim é difícil esquecer a crise...

ELEIÇÕES EUROPEIAS PARTE II - OS POBRES

Os pobres também nos trazem alguns repetentes que galhardamente voltam campanha a campanha com grande espírito desportivo. Outros novos mas sem grandes novidades. A lista para sabermos quem é quem: Carmelinda Pereira (POUS), Frederico Duarte Carvalho (PPM), Laurinda Alves (MEP) Humberto Nuno de Oliveira (PNR), Carlos Gomes (MMS), Orlando Alves (PCTP/MRPP), Luís Filipe Guerra (PH).Quanto às despesas de campanha não as conheço, mas imagino que sejam bem mais baratas. Ai ganha o POUS que apresentou um orçamento de 720 euros.
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Da nossa avença:KAOS

ELEIÇÕES EUROPEIAS PARTE I - OS RICOS


Os ricos, são os suspeitos do costume, PSD (2,2 milhões), PS (1,5 milhões), CDU (1,2 milhões), BE (725 mil) e CDS (477mil). Acrescento ainda lá ao fundo o Pedro Quartin Graça, candidato do pequenino MPT que surge com os surpreendentes 1,5 milhões.
Publicada por Kaos em
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Da nossa avença:KAOS

DANO COLATERAIS


Um ataque aéreo das forças dos EUA no oeste do Afeganistão causou a morte a dezenas de pessoas, entre as quais mulheres e crianças. Segundo a polícia afegã, mais de 100 pessoas - incluindo 70 civis - morreram no ataque na madrugada de segunda-feira para terça-feira.Os EUA já 'lamentaram' a morte de civis no bombardeamento e anunciaram que irão participar na investigação ao incidente. Considerando que 'qualquer perda de vidas inocentes é trágica', as forças norte-americanas anunciaram que vão oferecer assistência humanitária às populações afectadas para se retractarem do incidente. "As vítimas civis são sempre uma possibilidade quando se executa uma actividade contra insurgente". Estamos aqui para proteger a população civil e levamos isto muito a sério”.O ataque foi conhecido no dia em que o presidente dos EUA, Barack Obama, se reúne em Washington com os seus homólogos do Paquistão Asif Ali Zardari, e do Afeganistão, Hamid Karzai. No Paquistão, as forças militares estão a intensificar as operações contra a guerrilha taliban na Província da Fronteira Noroeste, multiplicando os bombardeamentos sobre posições dos rebeldes. Milhares de civis abandonaram a principal cidade no bastião tribal do Vale de Swat. Outros 500 mil permanecem encurralados na malha urbana de Mingora. Entre as dezenas de milhares de habitantes que fugiram e se refugiaram em campos de deslocados, aumentam os relatos que acusam tanto os militares como os talibans de matar civis, especialmente em bombardeamentos indiscriminados.Afinal, para o “Anjo” que diziam ter descido sobre a América, as mortes de civis inocentes continuam a ser danos colaterais, na sua visão politica do mundo. Parece que há coisas que nunca mudam.
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Kaos em 12:31 0 Pastagens Link
Na nossa avença:KAOS

OS BETINHOS E AS PITAS-NOVA GERAÇÃO



Recado da Geração rasca à Geração merda
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"A SIC montou uma gigantesca campanha de promoção para a sua nova série/novela/monte de merda, que dá pelo nome de Rebelde Way.Depois de anos a apanhar bonés, percebeu que a melhor maneira de combater a morangada da TVI era...imitar.
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É lógico(?). Era inevitável.Depois de 20 minutos a ver a nova série (o que me provocou uma crise de cólicas da qual só um dia depois comecei a recuperar) sinto-me agora preparado para uma pequena análise.Bora lá.
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A fórmula é a mesma nos dois canais. Aqui fica a receita: 1 - Pitas boas. Muitas, quanto mais descascadas melhor (as séries de Verão são, naturalmente, as melhores, porque eles vão todos juntos para a praia). 2 - Gajos "estilosos". A coisa divide-se em dois: há aqueles que têm quase 30 anos mas fazem de adolescentes, e depois há os que são mesmo adolescentes.
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Estes últimos são aqueles que se levam a sério enquanto "actores". O requisito essencial para qualquer gajo que entre nestas séries é ter um penteado ridículo.3 - O Rebelde Way tem gajas do norte. Fazem de gajas daqui, Lisboa, mas aquele sotaque é f........ de perder.
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Fica ridículo, mas as gajas são boas.4 - Nos Morangos, a palavra "pessoal" é dita 53 vezes por minuto, normalmente inserida nas frases "Eh pá, pessoal!", no início de cada conversa, ou então "Bora lá, pessoal", antes do início de qualquer actividade.
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Agora vamos à bosta que a SIC acabou de parir, com pompa, circunstância, varejeiras e mau cheiro. Chama-se Rebelde Way. Cool, man! O slogan dos Morangos era "Geração Rebelde", mas a inspiração deve ter vindo de outro lado, de certeza. O que me irrita na poia da SIC é que os gajos são todos betinhos (até os mânfios são todos giros e cool e com uma caracterização ridícula, como se fossem a um baile de máscaras vestidos de agarrados ou arrumadores de carros).
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Mas depois são bué rebeldes. São bué mauzões, man! A brincar com os seus iPhone, com as suas roupinhas fashion, grandes vidas, mas muita mauzões. Se há algo que esta geração de morangada não pode ser, não tem direito a ser, é ser rebelde.
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Rebelde porquê, contra quê? Nunca houve em Portugal geração mais privilegiada do que a actual, à qual esses putos pertencem. Nunca qualquer puto teve tanta liberdade e tanta guita no bolso como esta malta. Nunca as pitas foram tão boas e tão disponíveis para f......... com a turma inteira como agora.
Nunca houve tamanha liberdade de mandar os pais à merda e exigir uma melhor mesada porque é altura dos saldos. Rebelde porquê? Em nome de quê? É claro que isto são pormenores com os quais as novelas não se deparam, nem têm de o fazer.
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O objectivo é simples: para uma geração tão privilegiada como aquela que é retratada, há que criar uma rebeldia fictícia, porque não é cool ser dondoca aos 16 anos. Mas é o que todos eles são.
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Há uns tempos vi, no Largo do Carmo, um bando de uns 15 putos e pitas, vestidos à "dread" com roupinha acabada de comprar (sacar!) na "Pepe Jeans". Um dos putos que ia à frente, não devia ter mais de 16 anos, vem a falar à idiota como se fosse dono da rua, saca duma lata de tinta e escrevinha qualquer coisa de merda na parede.
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Todos se riram, todos adoraram, e ele foi, durante cinco minutos, o maior do bairro. Não fiz nada, mas devia ter-lhe partido a boca toda.Todas as últimas gerações antes desta (incluindo a minha, a Geração Rasca, que se transformou na Geração Crise - bem nos f............ com esta merda) tiveram de furar, de lutar, de fazer algo.
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Havia uma alienação mais ou menos real, que depois se podia traduzir nalguma forma de rebeldia. Não era o 25 de Abril como os nossos pais. A nossa revolução é a dos recibos verdes e da consolidação orçamental. Mas esta morangada sente-se, devido à merda que a televisão lhes serve e aos paizinhos idiotas que (não) a educaram, que é dona do mundo.
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Quando já és dono do mundo, vais revoltar-te contra quem? E por que raio haverias de o fazer?! E assim vamos nós. Com novelas de putos "rebeldes", feitas por "actores" cujo momento de glória é entrar numa boys band ou aparecer de cú ao léu na capa da FHM, ensinando a todos os outros putos que temos que ter cuidado com as drogas (mas o Francisco Adam que se matou e estava pedrado e bêbado, era agarrado, era tão limpinho, e asséptico, sempre com os mesmos penteados ridículos), que a gravidez adolescente é má (mas todas as pitas querem f........... à grande, porque são donas da sua própria vida e os pais não sabem nada, e fazem abortos em Badajoz ou no Brasil que é para ninguém saber etc.) e que, sobretudo, este mundo lhes deve alguma coisa.
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Os tomates!!! A mim e aos meus, o mundo deve alguma coisa? E aos que foram atrás da merda do canudo para trabalhar num call center, e aos que se matam a trabalhar e são forçados a ser adultos antes do tempo? Não a esta cambada de mentecaptos!!!!
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E depois estas séries vão retratando "problemas sociais da juventude", afagando a consciência de quem "escreve" aquela merda, enquanto ao mesmo tempo incentivam esta visão egocêntrica, egoísta e vácua desta geração acabadinha de sair do forno. Talvez eu esteja a ficar velho e a soar como o meu pai. Lamento se não é cool. Mas esta merda enoja-me.»
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Vão ser rebeldes pó caralhete."
Anónimo (senão ainda vou dentro)...
Foi nos enviado. O texto não é nosso.Entenda-se por aí!