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sábado, 16 de maio de 2009

SOMOS UNS "TI PENICOS"!

Memórias que o correr do tempo não apaga

Hoje recebi um e-mail, entre os numerosos que me chegam todos os dias à minha caixa do correio do computador. Uns apago e outros publico neste blogue.
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Porém o que um meu amigo, de longa data, me enviou do Porto e batido pelas teclas do jornalista Mário Crespo, não me poderia alhear .
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Um dos principais temas era a “cagança” do transportes de alguns dos políticos que governam Portugal, usam e aos quais foi confiado, pelos portugueses, os destinos de Portugal.
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Crespo, no seu brilhante artigo, de intervenção, refere-se ao “Falcon” um “jactozinho”, de muito prestígio (sem saber quantos foram adquiridos pelo Governo de Cavaco Silva) que um desses passarinhos do ar iria ser o transporte, de excelência, do então Ministro dos Estrangeiros João de Deus Pinheiro, durante a primeira Presidência de Portugal do Conselho das Comunidades Europeias” no primeiro semestre do ano de 1992.
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Evidentemente que Portugal teria que mostrar aos seus parceiros da União Europeia que deixou de vestir “fatiotas” de pano de “surrobeco” mas daquele, fino, às risquinhas e manufacturado no estrangeiro e se for de procedência inglesa muito melhor.
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Os portugueses ou são humildes ou “Ti Penicos”!
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O Ti Penico, um pobre diabo e pastor da minha terra, que fez à mulher cerca de 20 filhos, foi vivendo, humildemente, com o seu rebanho de badanas, algumas coxas do mal da “apeira”.
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Nos anos de 1942, com a II Guerra Mundial, chegou a febre dos minérios volfrâmio e do cassiterite às aldeias do distrito da Guarda entraram no autêntico pandemónio em desventrar as terras onde havia batatas, milho, feijões e vinha.
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O Ti Penico, foi um dos “sortudos” por ter sido encontrado um filão de cassiterite numa sua courela. Transformou-lhe a vida, comprou, ouro para a mulher e a sua canalha, relógios quatro para os dois filhos, um para cada pulso e dois para os bolsos do colete.
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A II Guerra Mundial terminou e o Ti Penico já estava na miséria, sem dinheiro sem ouro e as terras desventradas, feitas num areal porque a lavagem do solo levou pela corrente a camada orgânica que produzia a comia para casa e erva para alimentar as badanas..
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A primeira Presidência Portuguesa do Conselho das Comunidades Europeias, foi um acontecimento notável e hoje, sem ponta de dúvida foi o “sonho do Ti Penico” de um Portugal rico e que os dinheiros que vieram (para as primeiras impressões) que seriam depositados num saco onde se lhe iria meter a mão e nunca mais encontrar o fundo.
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Foi isso mesmo e os que governavam Portugal na altura entraram em órbita, deitaram foguetes, fizeram muita festa e gastaram sem fazer contas ao futuro e não pensarem que os países ricos nunca dão um “salpicão” a um pobre sem, mais tarde, receberem um porco de volta..
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O nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros João de Deus Pinheiro, homem imparável nas suas vaidades e “caganças” foi um real “Kissinger”, americano, nas suas viagens pelos países da Europa.
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Um homem novo, de barba preta bem “aparada” e não deu descanso ao “Falcon”, aquirido pelo Governo e entregue à Força Aérea Portuguesa, porque só ela tem pilotos para o fazer voar.
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Foi muito “nice” as grandes passeatas de Deus Pinheiro pelos céus da Europa e o mesmo de um “tipo” deixar o seu Renault R4 e passar para um Lamborgini, que comprou aos soluços para dar largas a vaidades.
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Os “Falcon´s” ainda existem, (velhos e em desuso) mas continuam a voar, já sem prestígio que valha e até, a FAP se queixa que o governo é “caloteiro” que lhe deve não sei quantos milhares de euros de voos procedidos.
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Mas esses dinheiros, os vindos de Bruxelas, não foram só utilizados para compra de Falcon´s, foram para onde calhou!
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Passeatas, pedidos de embaixadas para mudar a face velha e maquilhar outra porque, nós agora somos gente rica e de prestígio porque já não somos “ibéricos” mas europeus...
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Afinal não somos nada europeus, mas uns Ti Penicos o que viveu na minha terra e o conheci muito bem.
José Martins

MÁRIO CRESPO: QUEM FALA ASSIM NÁO É GAGO!

A FOME, A CORRUPÇÃO E OS LUXOS...
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Mario Crespo escreve...Cavaquisses, Sócratisses e Samoradas Portugal precisa de jactos executivos para transporte de governantes???
P
ronto! Finalmente descobrimos aquilo deAdd Image que Portugal realmente precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de governantes.
Afinal, o que é preciso não são os 150 mil empregos que José Sócrates anda a tentar esgravatar nos desertos em que Portugal se vai transformando.
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Tão-pouco precisamos de leis claras que impeçam que propriedade pública transite directamente para o sector privado sem passar pela Partida no soturno jogo do Monopólio de pedintes e espoliadores em que Portugal se tornou.
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Não precisamos de nada disso.Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos porque aviões executivos "assim" como aqueles que temos já não há "nem na Europa nem em África".
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Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo, quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que os nossos governantes se deslocam.Voei uma vez num jacto executivo.
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Em 1984 andei num avião presidencial em Moçambique. Samora Machel, em cuja capital se morria à fome, tinha, também, uma paixão por jactos privados que acabaria por lhe ser fatal.Quando morreu a bordo de um deles tinha três na sua frota.
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Um quadrimotor Ilyushin 62 de longo curso, versão presidencial, o malogrado Antonov-6, e um lindíssimo bimotor a jacto British Aerospace 800B, novinho em folha. Tive a sorte de ter sido nesse que voei com o então Ministro dos Estrangeiros Jaime Gama numa viagem entre Maputo e Cabora Bassa. Era uma aeronave fantástica. Um terço da cabina era uma magnífica casa de banho. O resto era de um requinte de decoração notável. Por exemplo, havia um pequeno armário onde se metia um assistente de bordo magro, muito esguio que, num prodígio de contorcionismo, fez surgir durante o voo minúsculos banquetes de tapas variadíssimas, com sandes de beluga e rolinhos de salmão fumado que deglutimos entre golinhos de Clicquot Ponsardin.
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Depois de nos mimar,como por magia, desaparecia no seu armário. Na altura fiz uma reportagem em que descrevi aquele luxo como "obsceno". Fiz nesse trabalho a comparação com Portugal, que estava numa craveira de desenvolvimento totalmente diferente da de Moçambique, e não tinha jactos executivos do Estado para servir governantes. Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida por impostos.
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Encerram-se maternidades, escolas e serviços de urgência. O Presidente da República inaugura unidades de saúde privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de todos os portugueses a um sistema público de saúde. Numa altura destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias de Samora Machel.

Este irrealismo brutalizado com que os nossos governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão.
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Claro que há alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até, pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares. Há governantes de países em muito melhores condições que o fazem por uma questão de pudor que a classe que dirige Portugal parece não ter.
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Vi o majestático François Miterrand ir sempre a Washington na Air France. Não é uma questão de soberania ter o melhor jacto executivo do Mundo. É só falta de bom senso. E não venham com a história que é mesquinhez falar disto. É de um pato-bravismo intolerável exigir ao país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto executivo.
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Nós granjearíamos muito mais respeito internacional chegando a cimeiras em voos de carreira do que a bordo de um qualquer prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que nãotemos dinheiro.JN - Mário Crespo. Jornalista
Ps: Mas por favor, digam-me em quem votar!! e
u até mudo, pois nego-me a votar em branco ou não votar...

FESTIVAL DA EUROVISÃO - PORTUGAL EM DÉCIMO QUINTO

Flor-de-Lis, esteve bem assim como a vocalista do grupo, Daniela Varela, encantou com a sua actuação. Resta a consolação que ficamos à frente de Espanha!

LISBOA EM FESTA - PORTUGAL TERRA DE FÉ


Faz amanhã 50 anos (17.05.1959) desde a inauguração do monumento ao Cristo Rei, em Almada.
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Neste momento (dizem) mais de 250 mil pessoas estão no Terreiro do Paço para adorar a Senhora de Fátima, vinda a imagem da Cova da Iria,para estar presente nas celebrações de amanhã.
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Portugal é uma terra de fé.
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Sempre o foi desde a fundação e no seguimento de séculos.
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Os portugueses foram lavando as suas misérias, os seus desesperos e as rudezas de vida na fé na virgem e noutros santos.
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Mas ouvi de quando miúdo a frase: "Fia-te na virgem e não corras!".
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Não sei, mas gostaria de saber, se o Prémio Nobel da Literatura, José Saramago, teria sido convidado para estar, entre as figura gradas na celebração de tão importante efeméride.
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José Martins

O ALEGRE QUE SE FEZ TRISTE



O ex-candidato presidencial Manuel Alegre quebrou o “tabu” ao anunciar que não vai integrar as listas de candidatos a deputados do PS nas próximas eleições legislativas. Apesar de sair da Assembleia da República, Alegre garantiu aos seus apoiantes que vai continuar como militante do Partido Socialista.Como sempre o Manuel Alegre continua a sua batalha quixotesca sem se perceber muito bem onde quer chegar. Esta sua posição, ao facilitar a vida ao Engenheiro, por obrigatoriamente acabar por ter de entrar na campanha eleitoral com o argumento de derrotar a direita, só pode indicar a sua vontade de ser candidato às Presidenciais em 2011 pelo PS. Se esse é o seu sonho que o persiga, mas esse sonho que trespassa, as notícias no meu país, esse sonho cala a desgraça, esse sonho nada me diz.
Publicada por Kaos em
12:31 1 Pastagens Link
Da nossa avença:KAOS

DESCOBERTO O "BUSÍLIS"!



Hugo Monteiro, o primo de José Sócrates, como é sabido está na China. O rapaz "cavou", princípio deste ano e de quando o caso do "Freeport" foi despoletado.
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Mas o Hugo segundo afirmou a um jornalista, do Expresso, que o entrevistou, que não sabia que o assunto tinha tomado tão larga dimensão. Parece que o Hugo usou abusivamente o nome do seu primo José Sócrates e quando regressar, fim do ano corrente, vai pedir-lhe desculpa.
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Claro que José Sócrates lhe vai perdoar.
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Que estranho!
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O Hugo deve ser um "gajo" rico para se aguentar um ano na China a aprender "Kung Fu".
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Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ ESPECIAL FREEPORT

(Fotos do video do (Expresso)

SEGUIA INTRIGADO



Seguia mesmo intrigado por ver o Carlos Alberto Moniz, na RTP, ora umas vezes a correr o país e a entrevistar, pessoas em directo, para o programa "Portugal no Coração", do "maricas" João Baião; outras a tocar viola e a cantar umas baladas.
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Há uns meses que apresenta o programa "Portugal Sem Fronteiras" mais a rapariga (artisticamente mediocre) do lado esquerdo da foto aposta acima. de uma pobreza franciscana.
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Estranhava que o Carlos sem qualidade que valha a dirigir um programa direccionado, principalmente, para os imigrantes portugueses no estrangeiro.
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Mas há dias e de quando inseri uma peça relativa à Maçonaria em Portugal (de levantar os cabelos pelos nomes inseridos na loja) verifico que o Carlos também é "maçónico".
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Assim está tudo esclarecido e fora de dúvidas.
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Está perdoado o Carlos!
José Martins

DELIQUESCÊNCIA



Nesta política selvagem
de natureza animalesca,
tamanha é a voragem
desta encenação burlesca.

A deliquescência ética,
que atravessa a sociedade,
exerce uma força magnética,
que nos trucida até à saciedade.

O mexilhão cumpridor
das variadas obrigações,
considera entristecedor
todas estas divagações!


Autor desconhecido