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domingo, 24 de maio de 2009

BANDA PARALAMENTAR DA A.R.




Em Portugal, os deputados ganham 3708 euros de salário-base, o que corresponde a 50% do vencimento do presidente da República. Para além das actualizações do vencimento base, 2,9%, há ainda subida em complementos remuneratórios - como o subsídio de refeição, e despesas de transporte em viatura própria, por exemplo. Os titulares de cargos públicos têm ainda direito a um abono mensal para despesas, cujo limite pode chegar a 40% do salário no caso do Presidente, primeiro-ministro e ministros, ou de 25% no caso dos deputados. Como também lhes são pagos abonos de transporte entre a residência e São Bento uma vez por semana, e por cada deslocação semanal ao círculo de eleição, um deputado do Porto, por exemplo, pode receber mais dois mil euros, além do ordenado.A notícia levantou polémica, no Parlamento, quando surgiu a informação de que os administradores do banco, assim como os da Anacom e da Autoridade da Concorrência iam ser aumentados em 5 por cento. Mas depois ficou a saber-se que pelo menos no caso do Banco de Portugal os salários vão ser congelados, o que implica que o mesmo aconteça com a Anacom e a Autoridade da Concorrência, cujos salários estão indexados aos do banco central. A oposição aplaude, mas não se dá por satisfeita. Miguel Fasquilho considera «uma atitude sensata» o congelamento dos salários, mas afirma que houve «por parte do Ministério das Finanças nenhum desmentido, nem nenhuma notícia a dizer que nunca lhes passou pela cabeça que houvesse estes aumentos». O PCP concorda. Honório Novo afirmou que «Registamos esse recuo, mas lançamos um outro desafio: o senhor ministro das Finanças é quem assina estes aumentos, e nós, naturalmente desafiamos a que não aprovasse (…) qualquer aumento dos administradores do Banco de Portugal e das demais entidades reguladoras em 2009. Já Francisco Louçã, do Bloco de Esquerda, pede regras claras para quem ocupa os altos cargos das entidades reguladoras e defende que, no caso do Banco de Portugal, os salários são já muito elevados. «Estamos a falar de salários que em alguns casos são três vezes o do Presidente da República».Aplaudem os deputados o não aumento dos administradores, mas não usam o mesmo critério em causa própria. Nem resolveram não ser aumentados este ano nem os vejo utilizar o seu poder legislativo para criar regras que impeçam a vergonha e a imoralidade de alguns salários de detentores de cargos públicos que existem neste país. Será que é porque sabem que, muitas vezes, é na Assembleia da Republica e no governo que são “recrutados” os próximos senhores a ocupar esses cargos?
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OUTDOOR CÁ DO JARDIM-PAULO RANGEL


Vem ai a campanha eleitoral e lá vamos ouvir os velhos discursos do voto útil, das virtudes próprias e dos defeitos dos outros para tudos acabarem a cantar vitória. Claro que depois teremos ainda um prós e contras e umas quantas entrevistas e debates da "inteligência" nacional a justificar os elevados valores da abstenção e a apontar a necessidade de melhorar os mecanismos democráticos e aproximar os eleitores dos eleitos. Depois, volta tudo ao normal enquanto se prepara já a próxima para depois do verão.Inicio por isso aqui a minha visão de alguns outdoors que vão "forrando" a paisagem deste país.
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CAPATAZ AZEVEDO NO REINO DOS CRISEMINOSOS




O empresário Belmiro de Azevedo afirmou que "estar empregado deve satisfazer praticamente toda a gente neste momento" e garantiu que "não há emprego para quem quer estar a passar os fins-de-semana com os pés na água". Segundo o "patrão" da Sonae, "nos países que têm uma relação com os trabalhadores muito mais transparente, agressiva e pró-desenvolvimento, as pessoas mexem-se mais depressa e a economia começa a trabalhar mais depressa". "Nos países como Portugal e os nórdicos, onde as pessoas têm um discurso muito concentrado nos direitos adquiridos, qualquer dia estão agarradas a um caco muito pequenino no meio do mar e vão ao fundo com o caco", alertou. Para Belmiro, "o direito ao emprego deve existir, mas é preciso ser empregado e é preciso que o empregador exista também. Se o empregador desaparece o barco vai ao fundo".Belíssima essa ideia de que devemos aceitar tudo só para manter o emprego. Provavelmente se o patrão decidir que ao toque do chicote trabalhamos mais devemos até agradecer-lhe. Não se preocupe o Sr. Belmiro que quando formos ao fundo com o caco lhe vamos dar a mão para ir connosco. Esquece o Belmiro que foi em Portugal que ficou rico com o suor dos portugueses. Esta gente enquanto os trabalhadores tiverem um direito que seja, enquanto este país tiver um único sistema social não vão descansar. (Até os países Nórdicos que lhes serviram de modelo são agora vistos como perigosos exemplos pelos direitos que concedem aos seus cidadãos). Aproveitam-se da crise de que são os principais responsáveis para imporem mais precarização, aumentarem os horários de trabalho e baixarem salários. Talvez esteja na hora de lhes darmos uma respostas, exigindo mais direitos e melhores salários em troca de não lhes darmos um pontapé no cú e assumirmos a auto-gestão das suas empresas. Todos os povos têm o poder de fazer revoluções se o poder vigente se mostrar incapaz de lhes garantir uma vida digna. Já não falta muito.
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RUPTURA COM O CONFORMISMO




É preciso orientar as pessoas para as coisas superficiais da vida, como o consumo e a moda. É preciso criar muros artificiais, aprisionar as pessoas, isolá-las umas das outras.A turba tem de ser direccionada para fins inofensivos graças à gigantesca propaganda orquestrada e alimentada pela comunidade de negócios, que consagra uma energia e um capital enormes para transformar as pessoas em consumidores atomizados – isolados uns dos outros, sem a mínima ideia do que poderá ser uma vida decente – e em instrumentos dóceis de produção (quando têm a sorte de encontrar trabalho). É crucial que os comuns sentimentos humanos sejam esmagados; não são compatíveis com uma ideologia ao serviço dos privilégios e do poder, que celebra o lucro individual como valor supremo.Noam Chomsky
Quantos de nós, como eu, sentados em frente do computador ou de uma televisão, não nos revoltamos diariamente com a hipocrisia dos tempos que vivemos, com as mentiras a que somos sujeitos e com a propaganda com que somos bombardeados. Quantas coisas que nunca nos foram importantes se tornam bens sem os quais não podíamos viver, quantas ideias que nos pareciam ilógicas se tornam axiomas de tantas vezes repetidas e afirmadas. Quantos de nós sabemos que é urgente mudar o rumo das coisas e nos sentimos sozinhos e impotentes para o fazer. Quantos de nós, aceitamos a perda de direitos e liberdades, recusamos lutar por aquilo em que acreditamos pelo medo de perdermos o pouco que ainda temos. Quantos de nós temem avançar por medo do desconhecido.
Todos sabemos que esta Europa que nos impõe as suas políticas liberais e nos está a conduzir para a perda de direitos, para uma maior pobreza e uma maior subserviência perante o poder económico das grandes multinacionais. Todos sabemos que esta Europa nos está a destruir o sistema produtivo, forçando fábricas a fechar por serem incapazes de competir no mercado global, retirando-nos direitos laborais em nome da competitividade que temos de ter perante países que tratam os seus trabalhadores como escravos, deslocalizando empresas para aumentar lucros. Todos nós sabemos que os nossos pescadores viram sua capacidade de pesca reduzido para que outros possam vir limpar os nossos mares, que a nossa agricultura está a ser devastada para que outros possam vender cá os seus produtos. Todos nós sabemos isso e que durante séculos sobrevivemos como país independente. Todos nós sabemos tudo isso, mas já nos convenceram que agora só o podemos fazer dentro da União Europeia e nos incutiram o medo de que fora dela não sobreviveríamos. Lá no fundo sabemos que estamos ser vítimas de uma mistificação, mas a solidão e o medo tolhem-nos a acção.Se este medo e este caminho nos estão a conduzir ao desemprego, á pobreza, à descriminação e à perda de todos os direitos que tínhamos não está na hora de mudarmos. Vamos fazer a Ruptura com a União Europeia e determinarmos nós o nosso caminho, proibindo os despedimentos e utilizando o dinheiro que os estado esbanja a pagar o prejuízo dos grandes especuladores e a gastar a subsidiar o desemprego, na manutenção dos postos de trabalho dos portugueses. Vamos perder o medo e ter a coragem de assumir nas nossas mãos o nosso destino, que não tem obrigatoriamente de ser um triste fado.
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MUITAS PALMAS PARA A DRª ANA GOMES

Ana Gomes acusa Santana de "parolice"
A eurodeputada socialista Ana Gomes acusou o candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes de "parolice", "provincianismo abjecto" e despesismo por tentar contratar o arquitecto Frank Gery para remodelar o Parque Mayer em Lisboa, aquando da sua passagem pela edilidade lisboeta.
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As críticas ao ex-presidente da Câmara de Lisboa foram feitas durante um encontro de candidatos socialistas ao Parlamento Europeu com arquitectos da escola do Porto.
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"Senti uma grande fúria quando em Lisboa, por um provincianismo abjecto, se encomendou não se sabe bem o quê ao arquitecto americano [Frank Gery] e quando em Portugal há arquitectos de extraordinária qualidade e reconhecidos internacionalmente", acusou Ana Gomes, que espera que a candidatura de Santana Lopes não tenha “sucesso nas próxima autárquicas”.(CM)
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Nota: Estamos pelo lado da Drª Ana Gomes! Nós até já consideramos que seria a mulher certa para substituir o presidente Cavaco Silva na próxima corrida a Belém.
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A Drª. Ana é uma mulher temível e, bem nota deu disso de quando dos vôos da CIA pelos céus de Portugal.
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Daqui as nossas recomendações ao Dr. Santana que não se meta muito com a senhora diplomata/eurodeputada porque não levará a melhor.
José Martins

TER OU NÃO TER JEITO PARA A POLÍTICA

Ora ontem caiu que nem uma bomba as frase de José Sócrates, num comício, afirmou que Manuela Ferreira Leite não tem jeito para a política.
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Não tenho simpatias nem por fulano ou sicrano que ande envolvido na política e, evidentemente, não a tenho pela Drª Manuela Ferreira Leite ou por outro que ande inserido nos meandros.
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Como eu, igualmente, milhões de portugueses onde, nestes últimos anos, os políticos de Portugal perderam a pouca, havida, credibilidade.
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Desde o 25 de Abril de 1974, Portugal já vai no 17º. Governo Constitucional, com a média de um primeiro ministro, a governar Portugal, por dois anos.
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Mas o tema deste artigo é pelo facto de José Sócrates afirmar e provocar, ontem, politicamente, a Drª Manuela Ferreira Leite declarando que não tinha jeito para se envolver na política.
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Pois se a senhora o não tem, José Sócrates, bem mostras tem dado de ser um ZERO à esquerda e até penso, que dentro dele existe um “Zé esperto” mais do que os milhares de nomes José que em Portugal nasceram.
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Lembro-me de quando era um rapazinho de onze, doze anos e marçano na cidade do Porto, fazia praça de discurso e venda de uma mezinha cujo nome dava ao unguento “ Poma Santa de Giboia”, o Machado, na antiga travessa da “Cancela Velha”, junto aos correios centrais de hoje e a uns 200 metros da Câmara Municipal do Porto.
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Começou a ser conhecido na Cancela Velha e na Praça da Cordoria (junto à Torre do Clérigos) como o “Machado Aldrabão”.
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Nas minhas andanças de marçano a fazer entrega de tabuleiros de queijo pelas ruas e travessas do Porto, o Machado fez-me perder umas boas horas a observar as suas habilidades na venda da pomada de cobra e junto, em seu redor , uma boa quantidade de transeuntes.
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Sabia entreter o pessoal que rodeava, falava com um macaquito, de olhos tristes, sentado na caixa que transportada o animal e lhe dava uns amendoins.
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O Machado quando via que já tinha uma assistência razoável, à sua volta, trocava as brincadeiras com o macaco, o ilusismo de fazer desaparecer um ovo de galinha e anunciava a sua “banha de cobra”.
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A pomada aliviava as dores do reumatismo e recomendava às esposas, para quando seus maridos chegassem a casa e se queixassem de dores nas costas que os esfregassem com a pomada.
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O Machado precisava de governar a vida e sutentar os filhos que várias mulheres que tinha “emprenhado” , nas ruas da Bainharia, Pelames e Escura, lhe deram.
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Para a venda ter mais sucesso nomeava uma farmácia de nome, a “Estácio”, quando estava na Cancela Velha e na Cordoaria a da “Porta do Olival”.
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A pomada do Machado, não era mais nem menos que uma mistura de vaselina e mentol, líquido, que comprava numa drogaria da Mousinho da Silveira que em casa misturava e metia em caixinhas de folha.
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De facto a pomada de cobra, aquecia o corpo, aliviava, por momentos, a dor do reumatismo e depois, óbviamente, voltava.
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Nunca comprei a pomada ao Machado, um rapaz de uns 11/12 anos não sofria reumatismo, mas gozava com o “palavreado” do Machado, que bem poderia ser, se na altura houvesse a democracia em Portugal, um óptimo aliciador de massas.
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Porém o jeito e o sucesso que tinha o Machado na venda da sua pomada não prejudicava os clientes que lha comprassem.
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Mas o jeito que pensa ter o José Sócrates para a política tem sido danoso para Portugal e prejudicado aqueles que confiaram nele de quando começou a vender a sua "banha de cobra" , aos clientes, portugueses.
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Assim não sei aonde estará o JEITO de José Sócrates que foi perdendo dia após dia a pouca credibilidade que começou a usufruir, pouco depois, de assumir a direcção da gente deste país.
José Martins

CORRIDA PARA O NINHO DOS CORVOS


Europeias: Sócrates acusa Ferreira Leite de não ter jeito para a política
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O secretário-geral do PS acusou implicitamente a presidente do PSD de ter um modelo político falido, baseado em ideias retrógadas e sem futuro. José Sócrates com o líder socialista espanhol, José Luis Zapatero (esquerda), e Vital Moreira, cabeça-de-lista do PS às Europeias
José Sócrates discursou logo após o líder socialista espanhol, José Luís Zapatero, e o cabeça de lista do
às europeias, Vital Moreira, num comício que não encheu o pavilhão do União de Coimbra. (Expresso)
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Nota: Apenas se acrescenta que José Sócrates terá que aprender castelhano para não arrear a "giga" e fazer "barracada", como ontem de quando falou a milhares de pessoas, castelhanas, na língua do outro lado da raia de Portugal.
Fazemos votos para que, no futuro, não produza mais "merda" igual à de ontem para não envergonhar os portugueses do Primeiro Ministro que lhes saiu, por azar, na rifa.
Quanto a não ter jeito para a política a "velha senhora, é pelo facto de toda esta especialidade se ter passado, unicamente, para o Sócrates.
Daqui lhe vai uma recomendação para se começar a cuidar!
Isto da escolha do Vital Moreira, para a União Europeia, vai ser o mesmo fracasso de quando nominou o "velho senhor" para a corrida a Belém... Bem, é que o povo português já não vai, mais, em "paleios" de caserna do Sócrates.
José Martins

A CASA DO RENDEIRO EM OFFSHORE



A casa onde mora João Rendeiro, o fundador do Banco Privado Português (BPP), no exclusivo condomínio da Quinta Patino, em Cascais, está registada num sociedade estrangeira, sediada num offshore, que (...) (CM)
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Nota: Onde estará localizada a offshore? Na ilha de Secília? Esta malta dos bancos (cangarús) sabem bem que tarde ou cedo a "marosca" das vigarices é descoberta e há que colocar os bens fora do "poder" judicial português.
José Martins