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terça-feira, 26 de maio de 2009

A POLÍTICA DE POLVO



"Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"por Clara Ferreira Alves [ Expresso]Eis parte do enigma.
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Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.
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A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica.
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A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.
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A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.
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A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
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A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.
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A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
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A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".
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A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.
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A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.
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A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatasinternacionais.
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A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.
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A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.
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A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.
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A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).
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A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).
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A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal.
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A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.
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A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.
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A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.
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A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.
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A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.
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A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.
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A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.
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A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.
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A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.
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A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.
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A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.
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A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares.
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A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.
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A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.
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A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.
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A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.
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A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.
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A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares?
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Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.
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Vai... e não volta mais.

VASCO GRAÇA MOURA - ALGUNS EQUÍVOCOS COM IMPORTÂNCIA

Um mérito de Durão Barroso tem sido o de saber afirmar a Comissão a despeito de tudo para enfraquecê-la
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Estou de acordo com Pacheco Pereira quando, no seu último artigo do Público, correlaciona o reforço dos poderes do Parlamento Europeu e a conversão do Conselho numa espécie de directório com o enfraquecimento da Comissão Europeia e as consequentes desvantagens para os países pequenos e pobres, entre os quais Portugal.
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Isto verifica-se mesmo sem a entrada em vigor do Tratado de Lisboa e afigura-se que, em grande medida, ainda vai piorar se tal acontecer. Basta pensar em que então o número de áreas da competência do Parlamento terá praticamente duplicado.
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A Europa, quer no plano das suas instituições de topo quer no do espaço interno de cada um dos países membros, não costuma discutir estas coisas no tocante aos efeitos de tal situação. Quando muito, inclina-se a pensar - e fá-lo com alguma razão - que são importantes um entendimento concertado e uma aliança entre o Parlamento e a Comissão, face ao Conselho.
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Mas isto também revela um aspecto extensivo a todos aqueles casos em que o Parlamento é suposto exercer poderes de co-decisão: quem acaba por ter a última palavra é o Conselho, por muitas diligências e discussões em que todos, Parlamento, Conselho e Comissão, participem.
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Isto é clamorosamente evidente por ocasião das discussões orçamentais. O Conselho concorda ou não concorda, aceita ou não aceita, dá ou não dá, e pronto. Os pequenos ajustamentos por vezes conseguidos não alteram significativamente este estado de coisas nem esta mentalidade.
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E esse é um dos aspectos mais insidiosos daquilo a que podemos também chamar uma forma de proteccionismo em que cada país, sobretudo se for dos mais ricos e mais fortes, através da sua participação no Conselho, no geral como no particular, puxa a brasa à sua sardinha e considera displicentemente um bodo aos pobres qualquer concessão adicional que faça.
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Talvez porque seja politicamente interessante apresentar às opiniões públicas a ideia de que reforçar os poderes do Parlamento Europeu é reforçar os poderes de cada Estado membro, esse autoproteccionismo, reivindicativo e nacionalista, que é sempre, em última análise, aquilo que está em questão, traduz-se negativamente nas relações com a Comissão e no tratamento das iniciativas desta.
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Ou seja, quanto mais deputados cada país tiver, mais poder ele terá na instituição parlamentar, mas esse peso é visto, evidentemente, não tanto na perspectiva de construir a União Europeia e de apoiar a Comissão como na de defender os seus interesses nacionais específicos pondo-a em cheque por causa disso mesmo, sempre que for preciso.
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Daí à tentação de perspectivar o funcionamento do Parlamento Europeu à imagem e semelhança do funcionamento dos parlamentos nacionais vai uma distância muito curta. Onde o Parlamento Europeu não tem poderes de iniciativa, abre-se a porta a toda uma série de discussões inócuas e absurdas, ou mesmo caricatas, destinadas a permitirem a participação do maior número possível de parlamentares, independentemente da relevância dos assuntos para a construção europeia (e para isso é que eles lá estão).
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Muitas dessas situações representam uma enorme e reiterada perda de tempo em matérias cujas soluções deviam ser do foro técnico: por exemplo, o caso do efeito negativo dos sonares dos submarinos nucleares na preservação das baleias, ou o da caça aos passarinhos em Malta na primavera ou o dos pisca-piscas dos tractores, tudo coisas de que o areópago teve de ocupar-se nesta legislatura…
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Por outro lado, as tomadas de posição do Parlamento Europeu em nome de uma Europa que não consegue falar por direito próprio, sobrepondo a sua voz à dos Estados membros quanto a acontecimentos de política internacional ou de repercussão internacional, esgotam-se num confronto ideológico que termina, as mais das vezes, por um compromisso morno e politicamente correcto, a que o mundo em geral não liga importância nenhuma.
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Um dos méritos de Durão Barroso, enquanto presidente da Comissão Europeia, e não dos menores, tem sido o de saber afirmar-se e afirmar a Comissão a despeito de tudo o que concorre para enfraquecê-la e apesar de maleitas que são outros tantos sintomas de uma doença infantil da construção europeia…
DN - 27.05.09

ELEIÇÕES EUROPEIAS - VOTE NO BURRO


Decorre, entre os partidos de momento, a “peixeirada" e a corrida para as eleições da União Europeia no próximo 6 de Junho.
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Como reformado tenho tido tempo de me inserir na luta de palavras; das bandeirinhas e dos almoços, que a “rapaziada”, convidada participa.
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Para mim e creio para outros milhões de portugueses as eleições da União Europeia nada me dizem e até as caras, políticas, envolvidas muito menos.
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Políticos que não me merecem a mínima credibilidade que vociferam, um paleio que desde logo me salta á vista que seguem nestas andanças não pelo facto de servirem os interesses da nação mas os deles.
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Os portugueses continuam a ser endrominados pela classe política que além de terem destroçado Portugal, no seu todo, por várias vezes têm chegado, vozes à praça pública de actos pouco dignos onde se inclui a corrupação.
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Ora Portugal sem políticos personalizados e de prestígio não vai a lado nenhum.
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Já não se podem contar pelos dedos quantos foram os políticos que passaram por vários executivos do Governo de Portugal desde o 25 de Abril de 1974.
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Os políticos em Portugal são como as lapas de água salgadas que se agarram às rochas e só se despegam pelo gume de objecto cortante.
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A sociedade política portugueses, movimenta-se entre círculos próprios entre o favorecimento para ti favorecimento para mim e o que menos lhe interessa é servir o Povo mas comer-lhe a carne e a medula dos ossos.
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Para terminar: José Sócrates, Vital Moreira; Paulo Rangel,Miguel Portas, Francisco Louçã, Paulo Portas e o Melo, Ilda Figueiredo e Jerónimo de Sousa e os outros, da rectaguarda, nada me dizem e não são os políticos certos para os cargos que desempenham.
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Portugal vai continuar a ser um “forrobodó” nas maõs desta gente.
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E mais a União Europeia encontra-se falida dentro dos princípios para o que foi criada, voltou numa organização onde impera a brejeirice, a ociosidade e o bom viver daqueles que nela foram inseridos cujo o valor e a idoneidade está em causa.
José Martins

DURÃO BARROSO APANHAR BONÉS NA DINAMARCA

CORRUPÇÃO - A GRANDE CADELA!



(1) Nem todas as pessoas querem saber o que se está realmente a passar. Mas saber para quê? Se aqueles que dão o "lamiré" destes actos, crminosos, são perseguidos e afastados pelos que se julgam poderosos que até a corrupção é a coisa mais normal deste mundo e de arredores;
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(2) Algumas pessoas querem estar alinhadas com as pessoas que gravitam à volta delas. Certo que há imbecis que alinham com a corrupção, porque elas também corruptos e vão roubando as miolas da mesa dos verdadeiros corruptos;
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(3) Algumas pessoas querem agradar às pessoas que acreditam possam vir a ajudá-las a chegar a algum lado ou a algum lugar. Absolutamente a imbecibilidade leva a isso e aguardam favores. Movimentam-se como sapos e vão mijando os que os rodeiam, sem o mínimo de escrúpulos porque eles como os corruptos nasceram sem eles:
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(4) Para se chegar a algum lugar, frequentemente é necessário passar a ser adepto de mitologias culturais ou outras e adoptar como discurso TIPO, as histórias oficiais dos acontecimentos. De mitologias:
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(5) Alguns de nós (seres humanos) acham e pensam que olhar para aspectos pessoais da nossa situação é demasiado desconfortável e um mau uso do nosso tempo. Pois é isso a encadernação do corrupto e a posição produz desconforto aos honestos;
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(6) Algumas pessoas conseguem flutuar dentro de uma ou várias das situações acima descritas; só assim a mediocridade consegue passar despercebida. O inteligente é infeliz, o imbecil feliz, os animais também o são;
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(7) Algumas pessoas conseguem flutuar dentro de um ou vários grupos de pessoas das situações acima descritas; só assim conseguem sobreviver, numa vida de sombras, numa “não vida”. A mediocridade, a indolência leva-os a seguir esse caminho para conseguirem sobreviver;
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E à medida que os problemas sociais e económicos se avolumam, o risco de não se querer saber o que se está a passar, apenas aumenta a necessidade de mais corrupção e de mais pessoas a alinharem-se por outras, por mitologias, por histórias oficiais dos acontecimentos, por zonas de “não vida”.
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Parte das sentenças de autor desconhecido. O resto é nosso.
José Martins

O VÔO DOS MILHAFRES



O milhafre é uma ave de rapina que paira nos céus do cinco continentes do globo terra.
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Astuto, vôa a grande altura observando o solo e ataca em vôo picado a vítima.
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Virtualmente o milhafre, com o correr dos tempos, adaptou-se, na gíria do viver do homem, a alcunha.
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Isto vem a propósito do que observamos, esta manhã, nas declarações do ex-banqueiro Dr. José Oliveira e Costa perante os deputados do Parlamento Português.
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Não surpreendeu os portugueses que há tempos na "Grande Entrevistas", conduzida pela Judite de Sousa, que o Dr. Dias Loureiro, em suas declarações´públicas, estava atirar com areia para os olhos à audiência que o via e ouvia através do vidro do televisor.
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As declarações, de ontem, do Dr. José Oliveira e Costa cairam na opinião pública como uma bomba acusando o Dr. Dias Loureira.
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Foi um homem de coragem e não duvidamos da sinceriedade de suas afirmações.
O que ele agora disse já o deveria ter feito há muito...
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Porém, segundo, também, afirmou e ouvimos tinha sido ameaçado pelo Dr. Dias Loureiro.
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O pior de tudo acontecido ontem foi a descrebilização do Presidente da República, Prof. Cavaco Silva que desde o princípo, que foi conhecido o caso, deveria ter-se pronunciado com mais transparência e não ter dado uma no cravo e outra na ferradura e demitir o Dr. Dias Loureiro das personalidades que compõem o seu Conselhor de Estado.
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Este caso ainda vai fazer martelar muita teclas e nos parece que o fim do assunto do BPN ainda está longe para ser resolvido.
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Os milhafres, aves de rapina, vão continuar a voar nos céus de Portugal, onde dia após dia os homens/mulheres com um pouco de Poder rapinam tudo que há para rapinar.
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Estão em todos os céus e invísiveis ´no seu voar.
Voltaremos com mais tempo.
José Martins

ERAMOS O QUE ERAMOS!


Memórias do passado que não nos envergonhou

AS CRENÇAS DO PAULO PORTAS


Crenças
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Parece que o dr. Portas disse hoje que "não acredita na economia especulativa". Claro que não acredita. Não acredita na "economia especulativa", como não acredita no que quer que seja, a não ser na sua própria pessoa e na sua capacidade de promoção pessoal. E o que é mais grave é que até parece ir tendo razões para isso: anos e anos do mais desavergonhado oportunismo, e ainda há gente disposta a depositar a sua confiança no homem.
Posted by Bruno Clique a seguir
11:15 PM
maio 23, 2009

OUTDOORS CÁ DO JARDIM - VITAL MOREIRA


O outdoor de hoje é dedicado ao PS e ao Vital Moreira, que falam de “Nós Europa”, mas esquecem-se de dizer que essa Europa de que falam é uma Europa de segunda classe, a Europa pobre, a Europa dependente, a Europa dos baixos salários e da pobreza, a Europa que se transformou no pastos dos grandes e poderosos. Portugal está em muitos aspectos no “cu” desta Europa e tudo o que nos deixam para podermos oferecer, é o nosso sol e o nosso mar. São os campos de golfe, os resortes de luxo e um povo simpático e obediente para os servir. Estamos a transformar-nos no INATEL da Europa.
Publicada por Kaos em 12:31 3 Pastagens Link
Avença:KAOS

O CHERNE QUE APODRECE E OS SEGUROS



Há quem já tenha comparado a UE a «um daqueles países em vias desenvolvimento a quem o FMI costuma impor um dos seus rígidos programas de estabilização (. . .) sob a tutela de um grupo de funcionários não eleitos» (Andrea Boltho da Universidade de Oxford). O FMI confirma: «No relatório ontem publicado, o FMI critica a forma como as autoridades europeias estão a actuar perante a crise. Para o Fundo, é necessário não só aumentar e reforçar a ajuda dada pelos Estado, como fazê-lo de forma muito mais coordenada» (Sérgio Anibal). Nós avisámos, antes da crise, que a UE não estava preparada.Isto é essencialmente uma questão de regras. De más regras. Walter Munchau, editor do Financial Times, que, segundo o i, comparou o cherne a um caniche da chanceler alemã, escreveu um artigo interessante. Apesar de reconhecer a importância das regras, Munchau afirma, em mais uma metáfora apropriada, que a UE é como um peixe que apodrece pela cabeça. Tudo começa na indisponibilidade do cherne para desafiar o que quer que seja. Regras e poderes. O bloco central europeu, que o cherne serve, tem grandes responsabilidades em todas as questões que contam na UE.Entretanto, nem tudo pode ser atirado para a UE. Os Estados têm alguma margem de manobra e o governo português destaca-se, ainda segundo o FMI, pela sua atitude complacente face à crise: «Os programas de estímulo à economia anunciados pelo Estado português têm um menor peso no PIB do que o registado na média dos países avançados da Europa e são três vezes menores do que os aplicados na vizinha Espanha» (Sérgio Aníbal). A política do «vai trabalhar malandro» e a política do trabalho como mercadoria descartável produzem os resultados esperados: cada vez mais desempregados sem quaisquer apoios. A esquerda socialista avisou a tempo e propôs alternativas para enfrentar a crise.Os desempregados estão cada vez mais inseguros e as exportações também. Vinte anos depois do inicio da predadora onda de privatizações, e a pedido dos empresários, o governo vai propor a compra de uma parte da COSEC, empresa de seguros à exportação. Nacionalização à vista? A crise obriga a deitar para o caixote do lixo todas as obsessões liberais. Espontaneamente, mas muito lentamente. Como que por uma mão invisível…
Publicada por João Rodrigues em
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O VÔO DOS CORVOS




De facto hoje não há por aí grande coisa a contar em relação ao progresso do vôo dos corvos.Continua haver "peixarada" entre o Vitinho e o Rangel.


O Miguel de vermelho a tomar a cor do partido da Ilda. Haverá coligação no futuro? Uma chatice para a Ilda quando proferia o discurso entrou-lhe mosca na boca.

O Nuno Melo, ficou com as costas quente com o patrão junto a ele. Estes dois foram a uma fábrica de aglomerados de madeira do norte a prometer empregos.
Estes meninos que andem por aí a oferecer o que não podem dar... Podem, com mentiras, levar xutos e mais xutos no rabo.
Amanhá há mais se, claro, houver tempo!
Grafia de responsabilidade de José Martins

HISTÓRIAS MUITO TRISTES... OU O PESO DA CABEÇA DO MARIDO REPUDIADO


O hotel "Deira Greek" em Dubai
Uma empresária do Reino Unido sujeita-se a um ano de cadeia dentro de uma acanhada cela de prisão árabe por ter um caso, amoroso, após uma denúncia de seu marido à polícia.
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A policia, de Dubai, prendeu a mãe loira, Sally Antia, de 44, anos ao deixar o hotel de cinco estrelas, com o namorado, de madrugada.
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Na noite passada, ela estava na prisão e enfrenta deportação depois de ter admitido em tribunal: "Sim, eu fiz isso."
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O par de pombos, permaneceu, durante a noite no luxuouso hotel “Deira Creek”.
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Sally, com um matrimónio de 14 anos, vivia em Dubai há 12.
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A policia informou que a Sally suportava as viagens ao seu namorado, provenientes, do Reino Unido para o rigoroso, em leis, emirato muçulmano.
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O caso foi descoberto pelo seu marido Vicente, 48, que teria alertado as autoridades em 2 de Maio do corrente mês.
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A polícia, depois de avisada, pelo repudiado marido, cercou o hotel depois das 2:30 da madrugada cuja hospedagem custa por noite £ 477 (libras) no "Deira Dubai Creek"
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Adultério é punido em Dubai por uma pena máxima de um ano na prisão e deportação depois de cumprir a pena.
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Sally, proprietária de uma empresa associada ao entretenimento, disse que passou uma lua de mel de seis dias com seu namorado antes de ser capturada.
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Uma fonte informou o diário "The Sun": " Que ela tem sido mortificada pelo seu marido que forjou a sua última vingança para, com isto, terminar a carreira de Sally em trapos.
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"Um amigo muito prõximo disse: "ninguém acredita que ela seria capaz de suportar a prisão, tem duas filhas e é extremamente preocupada com o que lhes possa acontecer durante a sua detenção".
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Relatórios não confirmados afirmam Vicente, o marido, está a procurar o divórcio e a guarda de suas filhas, com idades entre 13 e 11.
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Sally, natural de Merseyside, escreveu recentemente a seus amigo: "Viver em Dubai, desfrutando do sol. Feliz e saudável - o que mais pode pedir?
The Sun - tradução livre de José Martins