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domingo, 5 de julho de 2009

OS PISTOLEIROS


Pistoleiros urbanos
Dois agentes da PSP baleados na cara às portas do bairro de Santa Filomena, na Amadora (Público)
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Uma chamada para uma ocorrência, hoje à tarde, no bairro de Santa Filomena, na Amadora, acabou com um tiroteio contra os dois agentes da PSP que acorreram ao local. Os agentes, ambos baleados na cara, foram transportados para o Hospital de São José mas o estado de saúde era considerado estável. Os autores dos disparos não foram identificados, o que levou a que a polícia levantasse um cerco ao bairro (in Público)
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À MARGEM: Tiros, roubos, assaltos, violações, pancadaria, nos locais públicos, é o dia-a-dia no Portugal que era pacato no meu tempo.
Hoje um espaço de terror onde todos olham para todos de olhos vesgos.
Não se sabe onde está o ladrão, o pistoleiro e o malfeitor.
Parte de quando, ao rufar dos tambores, Portugal foi inserido, em 1986, num clube chamado União Europeia.
Depois da entrada para vir, no futuro, a ser servo de meia dúzia de membros "os ricaços", chegou a ordem para serem abertas as portas de todos os posto da raia com a Espanha.
Os países "ricaços" da Europa cresceram,cresceram e os "pobretas alegretos" também cresceram alguma coisa.
Portugal também cresceu imenso como, com a neve, os miúdos fazem um boneco, colocam-lhe um chapéu e um penacho e, não tarda, a defazer-se em água.
A Europa necessitava de muita gente para construir, muitos bonecos de neve e, de todos os continentes começou a chegar gente de muitas etnias e pobres, porque só a pobreza emigra!
Não se pense por aí que pela Europa é tudo democracia, que se respeitam os direitos humanos, que nenhum país, da União Europeia, escraviza ninguém e só, por lá, há bondade samaritana.
Reboadas de pessoas, de todos os continentes, do Mundo, chegam aos países da União Europeia: Comerciantes, trabalhadores, moinantes, vigaristas,golpistas e outra ralé, que até fizeram favor ao Governo, do país de suas naturalidades, que fossem urdir problemas noutras paragens.
As bolas de neve que essa gente construiu, na Europa, desfizeram-se dado à crise económica de momento.
Habituram-se por lá e podem sair de uma freguesia e partirem para outra.
Não há trabalho há que fazer pela vida roubando e matando se for necessário.
Portugal, não fugiu à globalização e deixou de ser espaço de paz para os que lá nasceram.
Os que vieram de fora, de índole e costumes violentos, estão a tomar-lhe o lugar e fizeram de Portugal um "país de medos".
Por último e porque já ando há quase meio século acolhido em diversos países não tenho conhecimento que os 500, 100,500 mil portugueses emigrados num país se tenham entregue ao crime, ao roubo em vez de trabalharem, ordeiramente e desenvolver os países onde se instalaram.
Não sei, nem faço a mínima ideia, como será que Portugal se vai livrar da "bandidagem", estrangeira que se movimenta, livremente, a matar, a roubar, atemorizar os naturais.
Evidentemente que em Portugal, há lugar para toda a gente: brancos, pretos, mulatos, amarelos, indianos desde que não sejam vilões.
José Martins

MANUEL ZELAYA - BRINCADEIRAS MUITO PERIGOSAS



À MARGEM: Esta manhã ao ligar para a TVE (televisão espanhola) vejo imagens do aeroporto de Tegucigalpa (Honduras), bloqueado, com carros e camiões, para evitar que o avião, de matrícula venezuelana, que transportava o presidente das Honduras, deposto por um golpe militar, Manuel Zelaya aterrasse.
Uma voz dentro do avião, pelo telefone, informava a televisão espanhola que o o piloto tinha feito o que era humanamente possível para aterrar o que não viria acontecer.
Manuel Zalaya está a brincar com o fogo e pretender que nas Honduras corra muito sangue com a sua teimosia de pretender regressar pela força.
A atitude das forças militares foi razoável, porque permitiram ao Zalaya, regressar ao exílio e não ter a sorte que teve o senador Benigno Aquino de quando, teimosamente, pretendeu do asilo dourado, americano, desembarcar no aeroporto de Manila, em 1983 e, com isto, fazer guerra aberta ao presidente de então Ferdinando Marcos que foi abatido, poucos metros depois da saída do avião, à queima roupa pelos militares das forças armadas filipinas, absolutamente controladas pelo Governo do Marcos.
Caso semelhante, ainda fresco, em Banguecoque, de quando o deposto PM Thaksin Shinawatra, tentou, através de violência de rua, voltar a tomar o Poder que lhe tinha sido retirado, por um golpe militar, moderado, em Setembro de 2006.
José Martins

ELE DISSE QUE ERAM EFICAZES


Polémica
Patrão da Fórmula 1 defende ditaduras e elogia Hitler
por SÍLVIA FRECHESH
Bernie Eclestone criticou os actuais políticos pela sua fraqueza e elogiou as virtudes das lideranças 'fortes'
Hitler "era eficaz, conseguiu que as coisas funcionassem"; A democracia "não fez muito bem a alguns países"; "Eliminar o Sadam Hussein foi uma má ideia". Bernie Ecclestone, patrão da Fórmula 1, aproveitou o momento de tranquilidade na modalidade (após a guerra entre FIA e Associação de Equipas) para criar nova polémica e irritar a comunidade judaica.
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Em entrevista à revista "Time" , Ecclestone, 78 anos, afirmou preferir ditaduras e "líderes fortes" como o presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Max Mosley ( filho de um líder fascista britânico) que foi comparado a um ditador devido à sua implacável gestão. Ecclestone é da opinião de que Mosley seria um "excelente" primeiro-ministro. "Gordon [Brown] e Tony [Blair], tentam agradar a todo mundo, o tempo todo (...) Max faria um super trabalho. É um bom líder", disse.
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Ecclestone lamentou ainda a queda do presidente iraquiano Saddam Hussein, "era o único que podia controlar o país".
As consideração ao "eficaz" Hitler - "foi persuadido a fazer coisas que não sei se queria fazer", pelo que "não foi um ditador muito bom" - foram já condenadas por algumas organizações judaicas e políticos britânicos. "Se Ecclestone pensa que Hitler foi convencido a matar seis milhões de judeus, invadir países europeus e bombardear Londres, então não sabe nada de história", disse o deputado trabalhista Denis MacShane
. TIme/The Sun/Diário de Notícias

A FESTA DA PROPAGANDA DO ZÉ DURÃO PARA MAIS UM TERMO DE 5 ANITOS



Vamos lá óh gente "portuga" ajudar o nosso Zé Durão Barroso. Claro que temos que mesmo simpatizar com as suas aspirações de mais um termo e ser, depois manobrado, o boneco de Santo Aleixo, pelas linhas dos maiorais de países ricos.

NÃO SEI COMO ESTA "CACHA" ME PASSOU!




[Colectânea de documentos de apoio ao blogue "Causa Nossa"]
29 de Junho de 2009
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Discurso de Candidatura à Câmara Municipal de Sintra
Ao longo de quase trinta anos servi Portugal em palcos externos, na diplomacia e no Parlamento Europeu. Nesse percurso pude adquirir uma visão e uma experiência que, fazendo-me assumir como cidadã europeia e do mundo, me levam orgulhosamente a sentir cada vez mais portuguesa. E, também, mais consciente de que é, frequentemente, ao nível local que têm de ser enfrentados, antes de mais, os desafios globais que se deparam à Humanidade.Servidora do Estado ou mulher de Partido, dei de mim o melhor que pude, muitas vezes contrariando ortodoxias ou o politicamente conveniente. Cada qual é conforme à sua natureza e eu - que sou conciliatória por formação, ou deformação, profissional - não faço cedências ou compromissos que tenha por inaceitáveis. Direi e agirei sempre como entender que deva fazer, nunca me esquecendo, todavia, do que sou e de que sou socialista. Uma mulher às direitas, esforço-me por o ser. Mas uma mulher às direitas inequivocamente de esquerda!......Continua se clicarem em cima na na barra vermelha.
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À MARGEM: Bem Ana Gomes está já afiar os dentes para assumir a presidência da câmara de Sintra. O discurso já entrou na "manada" e até ao lavar dos cestos é vindima. Ana Gomes, no seu primeiro discurso, de apresentação afirmou ter servido Portugal nos palcos externos.
Certíssimo só que tenho cá muitas dúvidas quais teriam sido as obras feitas pela senhora diplomata, sem papas na língua, que olha mais para a sua promoção pessoal/interesses do que servir Portugal.
Uma carreira pobríssima de diplomata, apoiada pelo Poder de todas as ocasiões. Não sei, de momento, quem serão os que a vão apoiar durante a campanha se o padre Mílicias de sotaina e o Vital Moreira.
Pode, desde já estar descansado o Prof. Fernando Seara que pela Ana Gomes o gato não vai às filhós.
Daqui boa sorte para a Ana Gomes!
José Martins

AINDA OS "COISOS" DO "COISO"

O Descalabro - quase poema quase pátrio escrito agora mesmo, tarde de 3 de Julho de 2009, no intervalo das notícias e tal
Vale muito a pena ir lendo os livros anteriores a tudo isto.
Isto: esta gente.
Aprender a língua de cá e as outras que por aí andam - vale a pena.
Sair, ir ver o mar, dar uma volta boa pelas cidades outonais que restam, consultar a Primavera possível da luz.
Criar os filhos à imagem e semelhança deles mesmos.
Saber algumas coisas, o porquê dos nomes das ruas, os tipos de árvores que por aqui se dão melhor, guardar os rios da fobia e da avidez suinícola.
Ser eólico, cada um por si a favor do outro.
Estimar o velho que se vê passar aturdido pela pressa do Tempo.
E devolver os cornos a quem no-los põe, em democracia.
Também vale a pena ter pena da pobre gente.
Dessa que não vai ao teatro saber o que fazem as pessoas-personagens.
Dessa que é pobre de BMW por todo o lado.
Dessa que, coitada, nos quer em outra ortografia, outro desespero, outra nova oportunidade perdida.
Vale muito a pena sabermo-la irremediável, triste, bacocazita, suicida defecadora de giletes.
Gosto do nosso descalabro pátrio.
Diverte-me - e é que já vou estando em idade de me não importar doentiamente com a saúde.
Ontem à noite, até interrompi a leitura da poesia de José do Carmo Francisco e de Luís F. Adriano Carlos para ver aquele menino-ministro a fazer aquilo com os dedos na Assembleia "abúlica", como lhe chamou o poeta João Apolinário.
Tenho medo de que não valha muito a pena saber o bom e o mau das coisas.
Sei que vale, mas receio que se não dê valor a saber.
Saber o bom e o mau, o que é uma igreja bem iluminada, um bairro bem ordenado e com árvores e assim.
Conhecer para além do preço das bananas, distinguir a colonização da Nova França de uma caixa de sapatos vazia.
Conhecer que é mais grave a pianista Maria João Pires renunciar à cidadania portuguesa do que as eleições do Benfica.
Também seria bom que nos não pusessem tanto os cornos.
Não espero já que nas escolas a juventude identifique o retrato do senhor Alexandre Herculano.
Espero tão-só que as minhas filhas sejam felizes todos os dias, mesmo quando o dia não for feliz, mesmo quando, sozinhas e por si mesmas, descubram a fundamental infelicidade do País em que nasceram.
Gosto das minhas filhas - como toda a gente gosta dos filhos de que foi capaz.
Não gosto do Brasil-ao-contrário da língua falada nas retretes televisivas.
Quase me ri, quando vi a Bethânia com o Marco Paulo cantando compungidamente em Fátima.
Quase já não tenho tempo senão para ser sincero.
Não tem importância que o Joaquim de Almeida, coitado, ganhe a vida a fazer de Nicolau Breyner em Hollywood.
Importância nenhuma.
Nem que o País quase lacrimeje de orgulho a ver aquele rapaz do nariz chamado João Garcia a subir montanhas em vez de traballhar qualquer coisita para o PNB.
Estas coisas fazem parte, elas existem com o mesmo direito natural à estupidez que nos subjaz a todos.
É como chamarem "escritor" ao Peixoto, coitado.
É como delirar com a puerilidade do Mia Couto, coitado.
É como fingir que o papão nosso de cada dia não há - e que se chama Imbecilidade, o papão.
Não, não tem importância.
Por mim, tenho muita pena de não ser o Prévert.
Eu gostaria muito de ser o Prévert: de já ter morrido, de ter escrito aqueles poemas que faz bem ler com um sorriso cúmplice nos beiços.
Cagar e andar, naturalmente, para o Torga, para o Eugénio, para o Ramos Rosa, para a seita toda que não seja Carlos de Oliveira, António Osório, Ruy Belo, Camões.
Aprender a mudar os fusíveis, ser útil aos vizinhos, amar nos animais a memória profunda do nascimento mais inocente.
Matar as moscas à palmada para poucar nos clorofluorcarbonetos que dão cabo do ozono.
Perdoar o catolicismo ao Graham Greene, ir a Peniche adorar a Nau dos Corvos, ler a senhora Rodoreda e recomendá-la às pessoas que desligam a televisão quando nos convidam para jantar.
O senhor Manuel Pinho já não faz mal nenhum.
Pensando bem, nunca fez, coitado.
Ele é só aquilo, coitado, ele se calhar gosta da mulher e da nossa Pátria.
Se calhar, ele não saberia escolher entre Paul Celan e a Júlia Pinheiro.
Ele, se calhar, gosta da Mariza e da Dulce Pontes e assim.
Ele, se calhar, preferiria - como todos nós, homens - ter nascido Richard Gere e não Manuel Pinho: ou até, por baixo, Joaquim de Almeida, Manuel Pinho é que nunca
mais.
O que me fascina nisto é ter em casa só para mim a edição da Ulisseia de "Bosque Proibido", sim, que o antropólogo Mircea Eliade também foi romancista.
Tendo a edição da Ulisseia de "Bosque Proibido", que é que me interessa que um ministro faça corninhos digitais na Assembleia da Abúlica?
O que me fascina nisto é fazer um quase poema quase pátrio sem falar no Chefe, no menino-de-ouro, no Filho que é Pai à direita do Espírito Santo e
dos outros bancos todos.
Nenhum de nós pode nem deve, assim de repente, chegar às aldeias e dizer às mães que telefonam para as rádios locais que na TSF se fala à americana com hãs no intervalo das sílabas para a informação ser mais, precisamente, americana.
Nenhum de nós pode nem deve, assim de repente, chegar às aldeias e dizer às mães que o ensino técnico-profissional pode produzir gouchas apresentadoras, por assim dizer, significando aqui "gouchas" como aportuguesamento de "esquerdas" a partir do francês "gauches".
Nós temos todos é de ser felizes sempre que possível.
Ele ainda há hipóteses.
Uma delas é aproveitar o sol e a chuva e ainda respirarmos e termos sido amados a ponto de amar sabermos.
De modo que Angola não tem importância, o avião presidencial, a filha presidencial, os diamantes, a conversão católica da senhora Maria Barroso, os saiotes melífluos do sacerdote Melícias, a coluna cor-de-rosa do Carlos Castro no "Correio da Manhã", o cinzentismo obrigatório do "Diário de Notícias", o esquerdismo reformado da "Visão-ex-O-Jornal", o mcdonaldismo alegadamente informativo do "Expresso" de trazer nas manhãs-de-saco dos sábados-de-plástico, a Santa TVI analfabetizando militantemente os cafés rurais da Nação - nem a alegada Educação Nacional.
A Educação Nacional, senhores e senhoras: isto dos exames de cacaracacá, isto tão aborrecido de ensinar & aprender a ler-escrever-contar-e-pensar, isto dos professores, coitados, isto das peregrinações-a-Lurdes, coitados.
A Saúde Nacional, senhoras e senhores: as prenhes a desprenhar-se à pressa nas ambulâncias, os centros de saúde infestados de médicos contrariados e de enfermeiras com a menopausa aos coices e de administrativas que jogam ao solitário e ao imeile dos sáites de encontros amorosos com gajos brasileiros e de administrativos que jogam ao solitário e ao imeile dos sáites de encontros amorosos com gajas brasileiras.
A Justiça Nacional, meninos e meninas, cheia de desprovedores por tudo quanto é canto, e de moitas-flores conselheiros por tudo quanto é praça-da-alegria e assim, e de desembargadores embargados de lágrimas de há-ali-gueitór, e de valentins- e-ou-dias-loureiros.
O Bairro Social Nacional, meninas e meninos, carregadinhos até aos dentes dos restos escoriais do colonialismo, atravancadinhos de rendimentós mínimos de rintintinserção-social e outras merdas às cores.
Se me dessem a escolher entre a Pátria e o Descalabro, eu não escolheria o que não pode ser separado.
Se me dessem a escolher entre dormir sexualmente com uma gaja das boas e ter o nº 117 da Colecção Vampiro, eu escolheria o nº 117 da Colecção Vampiro porque a Pátria já não tem gajas boas para dormir sexualmente, só tem descasadas da 24 de Julho e brasileiras dos restantes 364 dias.
Ao contrário, portanto, do que o senhor Manuel Pinho possa pensar, o senhor Manuel Pinho não tem importância, no que, aliás, a Pátria o imita tremendamente.
Quando posso, leio o suplemento "Babélia" do "El País", claro.
Quando posso, vou à Figueira da Foz comer sardinhas assadas e rever aquele amarelo das casas que é único no meu mundo.
Quando posso, vou a Coimbra entristecer deliciosamente entre o Botânico e a Casa do Sal, permeável à nostalgia dos comboios, à graça pobrezinha do Choupal, à humidade da Adelino Veiga, à pederastia gerontológica da Estação Nova, às porcarias de papelão que os ciganos deixam pela borda do rio, ao perfume a lixívia das divorciadas de Celas e dos Olivais, à devastação da ex-Zona ex-Industrial da minha Pedrulha.
Quando posso, sou português sem dizer nada a ninguém.
Só tenho pena é de já não beber.
Quando bebia, era mais fácil indignar-me depressa e sem consequências.
Quando bebia, também andava por aí a fazer corninhos com os dedos.
Quando bebia, também amava muito a Pátria, mesmo com o Scolari.
Agora, dou-me a Préverts e a Eliades.
Percebo a necessidade de Deus em Graham Greene.
E vou à minha vida em português, certo de ter filhas lindas e portuguesas,
mas lindas.
E um dia vamos todos ter duas datas a seguir ao nome
e nenhuns cornos,
finalmente.