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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

HOMILIA DE SEXTA-FEIRA (segunda)


Chamou-me à realidade os factos que acontecem em Portugal, uma entrevista feita a António Pedro Ferraz, publicado no jornal Expresso, de hoje, com o genérico “Portugal não tem dimensão para se roubar tanto”.
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Eu acrescento que além de se roubar tanto e mais que muito há também a feira das aldrabices e da pulhice.
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Os roubos, claro está, o entrevistado não se refere aos assaltos, praticados, pelos “bandidos” comuns que no dia-a-dia vão acontecendo por Portugal no seu todo e preocupam os portugueses.
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António Pedro Ferraz refere-se a outros “ladrões” de delitos contra a fazenda do Estado em que os que dirigem uma instituição pública perderam a pouca vergonha que tinham antes de ser guindados a um posto de chefia.
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Mas os ladrões lustrados surgiram em massa após Portugal ter sido integrado no clube chamado União Europeia de onde começou a chover dinheiro como pedradas de granizo caído das nuvens negras.
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Os portugueses serenos e impávidos sabem que a “roubalheira” existe e caladinhos, o que se compreende que quem cala consente.
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Vão aguentando os “gamanços” e passam o tempo a lastimarem-se da má sorte que lhes caiu em cima, não só das desgraças da quotidiana do “pilhando” como as do dia-a-dia.
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Os portugueses não mereciam de ser tão roubados e seria necessário mais respeito pelos homens que os têm governado.
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Como reformado, ultimamente, tenho visto muita televisão e praticamente, durante as horas que me sento na mesa de trabalho, tenho o televisor ligado.
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Desde há uns dois meses a RTP tem corrido Portugal de lés a lés, com uma caravana, apresentando, em várias cidades e vilas o programa “Verão Total” .
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Não vou referir a fraca qualidade dos apresentadores e toda a “chachada” que encerra, mas refiro toda aquela simplicidade e modéstia da gente que se junta numa praça a ver actuar os artistas que temos.
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A simplicidade referida acima é impressionante de gente simples que lhes basta, apenas, mandar “beijinhos” à família a ganhar a vida longe da Pátria que a deles nunca lhes deu a oportunidade de lhes oferecer um viver melhor.
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Os nossos políticos sabem e muito bem que Portugal é habitada por gente credível e fácil de enrolar com mentiras.
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Atrás da mentira de que eles são maus contadores chega-lhes a apetência do apodero de dinheiros que pertence à humilde gente que gosta de enviar “beijinhos” aos seus a viver lá longe.
Ámen
José Martins

NOTÍCIAS DE SEXTA-FEIRA (21.08.09)


Axifia que reverte em medo
Críticas de Ferreira Leite
Governo de Sócrates criou clima de 'asfixia democrática'
Ontem
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A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, disse hoje que o principal problema da sociedade portuguesa é a "asfixia democrática", mas garantiu que esse clima não a intimida nem a condiciona.


A política dos medos
Ferreira Leita acusa Governo de criar clima de "asfixia democrática"
A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, disse hoje que o principal problema da sociedade portuguesa é a "asfixia democrática", mas garantiu que esse clima não a intimida nem a condiciona.

"Horror" ou "Amor com amor se paga" as próximas telenovela de Moita Flores
Moita agracia Sócrates
O presidente da Câmara de Santarém, Moita Flores, vai atribuir a medalha de ouro da cidade a José (...)


Ferreira Leite diz que "asfixia democrática" é o principal problema em Portugal
17 comentários [330 visitas]

Ora isto que dizer que em Portugal não há crise de ladrões.
"Portugal não tem dimensão para se roubar tanto"
86 comentários [4650 visitas]

Gostei de Ferreira Leite lhe dar o nome de engenheiro. Bato palmas
Manuela Ferreira Leite«O Eng. Sócrates já percebeu que vai perder as eleições»
Ontem Em entrevista à RTP, a Presidente do PSD voltou a denunciar um «clima de asfixia democrática», numa referência ao caso das alegadas escutas a Belém, mas evitou falar de António Preto, do BPN e do Freeport. E revelou como prioridades de governo a economia, a solidariedade e a justiça, admitindo ainda baixa impostos

Não tenho simpatia nenhuma por políticos dinossauros..Mas aqui dou razão ao Pereira.
Ferreira Leite acusa Sócrates de alimentar crise com Belém para se vitimizar
Manuela Ferreira Leite acusou José Sócrates de ter interesse em alimentar uma crise institucional com Belém com o único objectivo de se vitimizar, porque já percebeu que vai perder as eleições. “Ele já percebeu que vai perder as eleições e está-se a armar em vítima. A situação do país está desastrada (...). E quando a pessoa está a pretender vitimizar-se [um dia] é a crise, agora é o Presidente da República, qualquer dia não sei o que será. A culpa nunca é do Governo, é sempre de outras entidades”, acusou a líder do PSD, hoje, na Grande Entrevista da RTP1.

Um triste de uma vítima!
Ferreira Leite acusa Sócrates de alimentar crise com Belém para se vitimizar
Manuela Ferreira Leite acusou José Sócrates de ter interesse em alimentar uma crise institucional com Belém com o único objectivo de se vitimizar, porque já percebeu que vai perder as eleições. “Ele já percebeu que vai perder as eleições e está-se a armar em vítima. A situação do país está desastrada (...). E quando a pessoa está a pretender vitimizar-se [um dia] é a crise, agora é o Presidente da República, qualquer dia não sei o que será. A culpa nunca é do Governo, é sempre de outras entidades”, acusou a líder do PSD, hoje, na Grande Entrevista da RTP1.

A GUERRA DAS BANDEIRAS... LONGA VIDA PARA O REI DOM DUARTE DE BRAGANÇA



O presidente da Câmara de Cascais considerou que o hastear das bandeiras na Cidadela foi um "gesto gratuito que em nada favorece a causa monárquica"
À semelhança do que aconteceu na Câmara de Lisboa, foram hasteadas esta madrugada várias bandeiras monárquicas na Cidadela de Cascais. Fonte do blogue 31 da Armada – que reivindicou a acção em Lisboa – já rejeitou a autoria dos acontecimentos de Cascais.Desta vez, a acção ter-se-á ficado a dever ao blogue conjuradosxxi, que mostra várias fotografias e um vídeo onde se vê a bandeira monárquica hasteada na cidadela de Cascais e nos candeeiros em seu redor. Ler o resto clique: http://videos.publico.pt/Default.aspx?Id=a135bc41-7e0b-4fdc-96bc-78ab4480f5f9
Grafismo José Martins

O NEGÓCIO DA SAÚDE...DELES


A redefinição do papel do Estado é um dos conceitos ideológicos do programa eleitoral do PSD. A Saúde é uma das áreas nas quais o PSD admite aumentar a presença do sector privado em detrimento do público. O Estado "não tem que estar em tudo" e que é possível transferir para a iniciativa privada determinadas funções. É o caso de alguns serviços na Saúde".Se já havia muitas razões para não votar no PSD, eles não se cansam de nos dar mais uma todos os dias. O que pretendem não é poupar dinheiro aos contribuintes, mas fazer com que a doença de muitos encha os bolsos de alguns. Mais uma vez servem as suas clientelas, fazendo o estado desresponsabilizar-se das suas obrigações e transferindo o dinheiro dos nossos impostos para os grandes grupos económicos que ganham milhões com a falta de saúde dos cidadãos. Todos sabemos que há muito que os Melos e companhia andam de olho nesta mina e a Manelinha quer dar-lha de mão beijada, matando o Serviço Nacional de Saúde, uma das poucas conquistas de Abril que ainda se mantêm vivas em Portugal. Esta gente não pode chegar ao governo.
Publicada por Kaos em
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ESPIONAGEM POLÍTICA: TINHA DE SER MAÇON

Por mais que a Maçonaria nos queira convencer que nada tem a ver com o secretismo aí está à vista de todos o caso da "espionagem" aos assessores do Presidente da República. Os portugueses tomaram conhecimento que o primeiro-ministro tem um assessor que se introduziu na comitiva da visita de Cavaco Silva à Madeira como acompanhante do ministro Silva Pereira. De sua graça Rui Paulo Figueiredo, a criatura andou durante todo o tempo em território madeirense muito próximo das conversas do Presidente Cavaco e dos seus homens de mão. O "espião" pertence a uma "loja" maçónica que por sinal até sabemos como tem sido financiada. Na sua "loja" existe a obrigação dos seus membros estarem muito bem informados sobre o que de mais importante se passa em Portugal. E nesse sentido, o assessor de Sócrates cumpriu a missão. Passados dias, lá estavam os seus companheiros de "route" a acusar os assessores de Belém de terem participado na feitura do programa eleitoral do PSD...Comentário oportuno de J.R.:
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Uma vez que a maçonaria constitui uma associação de carácter universal, cujos estatutos a impõem como associação iniciática, filosófica, educativa e filantrópica e obrigam os seus membros a cultivar não só a filantropia, justiça social, aclassismo, humanidade, como também os princípios da liberdade, democracia e igualdade, além do aperfeiçoamento intelectual e fraternidade. Como é possível que a sua estrutura dirigente possa pactuar com estes energumenos na sua intimidade?Com todo este tipo de comportamentos nada mais resta ao seu primeiro Grão-Mestre, desembargador Sebastião José de São Paio de Melo e Castro Lusignan - neto do 1.º Marquês de Pombal - cujo nome simbólico era Egas Moniz, que contorcer-se no túmulo.
Por jes em
8/20/2009 10:08:00 AM 5 pauladas Hiperligações para esta mensagem
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POR TIMOR: CROCODILOS,LAGARTOS E SAPOS


Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

O TECER DA TRAMA ANTES DO 11 DE FEVEREIRO DE 2008


(Clicar no manuscrito para o aumentar)
Tradução do original manuscrito, em tétum, em cima reproduzido:
“…recusamos identificarmo-nos porque temos muito medo que pessoas do Governo possam matar-nos ou às nossas famílias, ou desgraçá-las. Nós temos medo porque muitas pessoas importantes do Governo AMP e mesmo da PNTL estão envolvidas e sabem muitas coisas, mas eles é que ficaram com a investigação do caso de 11 de Fevereiro de 2008, sobretudo os PNTL-NID (National Investigation Division) de Dili Arménio Pereira e o seu colega Ivo.” Para ler o resto e comentários clicar a seguir:
http://timorlorosaenacao.blogspot.com/2009/08/o-tecer-da-trama-antes-do-11-de.html

HOMÍLIA DE SEXTA-FEIRA (ANTECIPADA)




HOMÍLIA DE SEXTA-FEIRA (ANTECIPADA)

Estou completamente doido!
Faltava-me mais esta a do Armando Vara, cujo o curriculum vitae chegou à minha caixa do correio.

O Vara é mais novo que eu e claro poderia ser meu filho...
Mas filhos destes nem bastardos os desejaria.
Mas o que me deixa completamente em órbita é como um rapaz deste consegue usufruir um curriculum tão vasto.
Isto dá-me a impressão que os portugueses têm seguido a ser governados por “vigários”.
Qualquer Zé Calcinhas obtém uma licenciatura daquelas de armas de pederneira de carregar a pólvora e o chumbo pela boca.
Já nos chegava a licenciatura de engenheiro, sacada num Domingo, de José Sócrates e agora aparece-me mais outra que tudo indica ser falsa como Judas.
Bem me recorda ter ouvido falar (não vivia em Portugal) que após o 25 de Abril de 1974, os estudantes de certas universidades chegaram a “trancar” os professores nas salas de aulas e, o “maralhal” teria feito a exigência para a licenciatura colectiva.

Aquilo foi um ver se aviar toda a “matulagem” obter o canudo.
Com o canudo enrolado na mão associado a um partido toda a malta (mesmo que tivesse sido luzitos da Mocidade Portuguesa), teve, desde logo. emprego certo no Governo.

Evidentemente que as posições foram oferecidas conforme a cara dos rapazes e os mais jeitosos e artistas para entrarem nos esquemas.
Nessa altura a moda era a da “pêra” de barba nos queixos e dos casacos azuis com botões amarelos e calça cinzenta.

Era a farda dos novos mafioso e da organização que tinham criado.
Por tal e dos estatutos DÊS ÉRRES E ENGÉRRES, falsos, Portugal está hoje como está, economicamente, de pneus recauchutados.
Amem
José Martins



Visão Geral - Orgãos Sociais

Armando António Martins Vara

Dados pessoais:
Data de nascimento: 27 de Março de 1954
Naturalidade: Vinhais - Bragança
Nacionalidade: Portuguesa
Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo
Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008
Mandato em Curso: 2008/2010
Cargos que desempenha em sociedades do Grupo:
Em Portugal:
Vice-Presidente do Conselho de Administração da Fundação Millennium bcp
Presidente do Conselho de Administração do Banco de Investimento Imobiliário, SA
Vice-Presidente do Conselho de Administração do Banco Millennium bcp Investimento, SA
Gerente da BII Internacional, SGPS, Lda.
Gerente da VSC - Aluguer de Viaturas sem Condutor, Lda.
Vice- Presidente do Conselho de Administração da Fundação Millennium bcp
Fora de Portugal:
Presidente do Conselho de Administração do Banco Millennium Angola, S.A
Vice-Presidente do Conselho de Administração do BIM - Banco Internacional de Moçambique, SA
Funções no âmbito do Modelo Organizativo do Grupo:
Comité de Coordenação de Retalho & Empresas
Comité de Coordenação de Corporate & Banca de Investimento
Responsabilidades directas:
Direcção Marketing
Direcção Marketing Empresas
Comunicação
Direcção Corporate I
Direcção Corporate II
Direcção Banca de Investimento
Direcção Crédito Especializado
Direcção Promoção Imobiliária
Gabinete de Prevenção e Segurança
Millennium bim - Millennium Angola
Acções detidas no capital social do Banco Comercial Português, SA a 31 de Dezembro de 2008
10.000
Formação e experiência Académica:
2005 - Licenciatura em Relações Internacionais (UNI)
2004 - Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE)
Experiência Profissional:
De Fevereiro de 2008 a Março de 2009- - Gerente da BCP Internacional II, Sociedade Unipessoal, SGPS, Lda
De Fevereiro de 2008 a Março de 2009- Vice- Presidente do Conselho de Administração do Millennium bcp - Prestação de Serviços, ACE
De Fevereiro a Dezembro de 2008- Gerente da BCP Participações Financeiras, SGPS, Sociedade Unipessoal, Lda
2005/2008 - Administrador da Caixa Geral de Depósitos, SA
2005/2008 - Presidente do Conselho de Administração da IMOCAIXA, SA
2005/2008 - Presidente do Conselho de Administração do SOGRUPO, IV- Gestão de Imóveis, SA
2005/2008 - Vogal do Conselho de Administração da CAIXA PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA
2005/2008 - Vogal do Conselho de Administração da CAIXATEC- Tecnologias de Comunicação, SA
2006/2008 - Vogal do Conselho de Administração da Portugal Telecom, SGPS, SA
2001/2005 - Director e Director Coordenador na Caixa Geral de Depósitos, SA
Setembro 2000/Dezembro 2000 - Ministro da Juventude e do Desporto do XIV Governo Constitucional
Outubro 1999/Setembro 2000 - Ministro-Adjunto do Primeiro Ministro do XIV Governo Constitucional
1997/1999 - Secretário de Estado Adjunto da Administração Interna XIII Governo Constitucional
1995/1997 - Secretário de Estado da Administração Interna XIII Governo Constitucional
Deputado à Assembleia da República nas IV, V, VI e VII Legislaturas
Vice-Presidente das Comissões Parlamentares de Equipamento Social e de Juventude
1987/1991 - Membro da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa
1989/1991 - Membro da Assembleia Parlamentar da UEO
1992/1996 - Presidente do Conselho de Administração da Fundação José Fontana
Vereador da Câmara Municipal da Amadora
Membro da Direcção do Instituto da Imprensa Democrática
Membro dos corpos sociais do Instituto Luso - Árabe de Cooperação
Pretendo

ISTO TÊM QUE LER! É PRECISO CONHECER-SE A RAPAZIADA QUE NOS GOVERNA!


Isto tem de ser lido!
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Assunto: "O Factor Vara"... por Miguel Sousa Tavares (não tirou a licenciatura ao domingo, mas fez a pós-graduação antes da licenciatura)
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POIS, POIS, MAIS UMA... MAS HÁ MUITOS MAIS... AINDA ESTÃO ESCONDIDOS...
Muita desta cambada que estudou e cursou, entre e nos primeiros anos a seguir ao 25 de Abril... faz favor...DEIXEM ZANGAREM-SE AS COMADRES! E veremos as verdades!ENTRETANTO, ASSIM SE VAI VIVENDO NESTE POBRE PAÍS!
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É por isto que temos o país que temos...
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"O Factor Vara"... Miguel Sousa Tavares 08:00 Segunda-feira, 16 de Fev. de 2009
Toda a 'carreira', se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte.
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Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra. Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória.
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Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna - em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de "tachos" a distribuir pela "gente de bem" do costume.
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Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços. E assim acabou - "voluntariamente", como diz o próprio - a sua fase de dedicação à causa pública. Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da "segurança".
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E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica. Poucos dias após a obtenção do "canudo", o agora dr. Armado Vara viu-se promovido - por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente - ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro.
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Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de "sucesso". A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo dr. Vara.
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E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom "leve".Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo.
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Porque, como explicou fonte da "instituição" ao jornal "Público", é prática comum do "grupo" promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores - mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos.
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Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores!Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve. Mas o 'factor Vara' deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido.
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Este país não é para todos. P.S. - Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a correr contra mim uma acção cível em que me pede 250 000 euros de indemnização por "ofensas ao seu bom nome". Porque, algures, eu disse o seguinte: "Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas no passado político dele de que sou altamente crítico".
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Aparentemente, o queixoso pensa que por "passado político" eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado "bom nome" lhe sugerem. Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom nome e que o bom nome se presume. Mas eu cá continuo a acreditar noutros valores: o bom nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série - ou se tem ou não se tem.
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O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso, não estou cativo do "bom nome" do sr. Armando Vara. Era o que faltava! Acabei de confirmar no site e está lá (agora, dia 16/Fev/2009) Isto está no site institucional do BCP Vejam bem os anos de licenciatura e de pós-graduação!!!!!
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Armando António Martins Vara Dados pessoais: Data de nascimento: 27 de Março de 1954 Naturalidade: Vinhais - Bragança Nacionalidade: Portuguesa Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008 Mandato em Curso: 2008/2010 Formação e experiência Académica Formação: 2005 - Licenciatura em Relações Internacionais (UNI)2004 - Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE) http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais//article.jhtml?articleID=217516
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Extraordinário... CV de fazer inveja a qualquer gestor de topo, que nunca tenha perdido tempo em tachos e no PS !
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Conseguiu tirar uma Pós-graduação ANTES da licenciatura...
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Ou a pós-graduação não era pós-graduação ou foi tirada com o mesmo professor da licenciatura, dele e do Eng. Sócrates...
e viva o BCP e o seu "bom nome" !!!