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sábado, 5 de setembro de 2009

NÃO VOTE NESTE! NÃO VOTE!

Catarse
Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.
A Grande Porca – Rafael Bordalo Pinheiro
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Este texto está perfeitamente actual. Retrata uma época em que o estado da política pouco ou nada difere do actual.
Cá pelo país está tudo diferente e tudo na mesma. As lutas pelo poder continuam. Os partidos sucedem-se. Ainda há algum tempo em conversa com Rafael falámos sobre isso. E que a política é como uma “grande porca”, ambos concordamos. É na política que todos mamam. E como não chega para todos, parecem bacorinhos que se empurram para ver o que consegue apanhar uma teta.
Ao saberem do nosso regresso já vieram oferecer-lhe novamente o lugar de amanuense na Câmara dos Pares. Rafael tem outros projectos. Não é agora que vai largar as publicações. Ainda para mais já há um capitalista para o ajudar no projecto. Vamos ao trabalho que o primeiro número de António Maria ainda tem que sair este ano.
Ainda é mais cedo do que pensávamos. Pouco barulho que o Rafael já está a fazer a apresentação do jornal:
“Fará todas as diligências para ter razão, empregando ao mesmo tempo esforços titânicos para, de quando em quando ter graça. Possuído destas duas ambições, claro está que o António Maria não tem outro remédio, na maioria dos casos, senão ser oposição declarada e franca aos governos e oposição aberta e sistemática às oposições …”
Os colaboradores dos jornal são gente conhecida, entre eles estão Ramalho, Guilherme Azevedo, Junqueiro e eu, claro! Sim, porque agora nunca nos separamos. Ás vezes parecemos um só. Partilhamos opiniões e vamos tecendo comentários. Ainda para mais temos os mesmo ideais políticos – uma república. É isso que queremos para o nosso país. Que é difícil já o sabemos, pois parece que este país teima em avançar a passo de caracol. Pudera, da forma que as coisas estão… Os políticos discursam sem nada dizer. A Igreja vai vivendo dos rendimentos, e bem bons que eles são. E cá o Zé vai continuando ora com “albarda” às costas, ora a apertar o cinto.
O jornal começa a incomodar. O capitalista que o financia decide cortar as verbas como represália contra o facto de se terem metido com o seu partido. Mas amigos é coisa que não nos falta. Todos juntos conseguem reunir o dinheiro necessário para as despesas. Não é agora que vamos perder a independência.
Em 1885 as coisas complicam-se ainda mais. O governo estabelece medidas censórias. Chamam-lhe a “Lei da Rolha”. Não será esta a única que vez que a instituem.
Aqui os rapazes decidem expressar o seu descontentamento. Rafael sugere que todas as publicações se suspendam por oito dias como medida de protesto. Para alguns a ideia é aceite. Outros não perdem a oportunidade de criticar o meu rapaz: “Ó Bordalo, a ti não te faz diferença. O António Maria só sai uma vez por semana….”
Ora bolas! Ele há coisas que nos ofendem! Pois sim senhor! Para que não haja dúvidas quanto ao que pensamos o António Maria deixará de ser publicado, mas umas palavrinhas terão que ser ditas:
Eu não pertenço ao ajuntamento dos jornalistas, por isso que estou sozinho e não há ajuntamentos só de uma pessoa; eu não pertenço ao grupo monárquico, porque este me chama de revolucionário; eu não pertenço ao partido republicano, porque este me alcunha de vendido. Nestes termos, não podendo ser nem político, nem jornalista vou fazer-me simplesmente operário, o que talvez venha a ser alguma coisa.
In vidaslusófonas

ANA GOMES ENFURECIDA



Ao beija-mão de um terrorista...
Publicado por AG] [Permanent Link]
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Mete nojo que ministros europeus se tenham deslocado à Libia para participar nas celebrações de 40 anos no poder do terrorista Kadhafi.A presença de Luis Amado envergonhou-nos. Não há interesses económicos ou outros que o justifiquem.
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À MARGEM: Estamos de absoluto acordo com a Dra. Ana Gomes!
Mas os homens de governos colocam aos largo os "terroristas" do poder, no fito de colherem interesses,
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Ainda de fresca memória de quando Durão Barroso alinhou na guerra do Iraque com mais três compinchas (que embora terroristas aos quais não se lhe pode chamar pelo nome) e, bem me lembro, que antes de ser dado o início da hecatombe, e mortas centenas de milhares de pessoas Durão Barroso, perante as câmaras de televisão disse: "que empresas portugueses obteriam contratos para reconstruir o Iraque depois das bombas do sr. Bush destruirem pontes, edifícios etc.etc". Como diplomata, que é a Dra. Ana Gomes, lamento que não se tenha lembrado disso.
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Os terroristas também são pessoas para amar... Os que morreram de ataques terroristas são coisas do passado!
Mortos à cova e vivos à mesa! Assim vai a "merda" do mundo onde vivemos Dra. Ana Gomes!
José Martins