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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

VOTOS A 25 EUROS NO PSD




16 SETEMBRO 2009
O voto num determinado candidato pode custar 25 ou 30 euros. O PSD tem sido marcado por tantas disputas internas nos últimos anos, para a direcção nacional e para a distrital de Lisboa, que para melhorar o resultado eleitoral houve quem comprasse votos a militantes angariados em bairros sociais, denunciam militantes e ex-militantes do partido que aceitaram dar a cara fazendo depoimentos em vídeo para a SÁBADO.
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Entre outros, estas fontes (cujos testemunhos em vídeo pode ver no final do artigo) acusam os deputados António Preto e Helena Lopes da Costa de serem coniventes, dando cobertura a estas práticas, quando tiveram poder ou influência na distrital de Lisboa. Várias fontes da SÁBADO, que trabalharam de perto com António Preto ou Helena Lopes da Costa, confirmaram estas histórias. Refira-se que ambos entraram nas listas do PSD na quota da líder, Manuela Ferreira Leite, debaixo de uma chuva de críticas por estarem acusados em processos judiciais.

Em termos estatísticos, comprova-se que as principais secções do PSD na distrital de Lisboa duplicaram de militantes com quotas pagas entre 2002 e 2008, sendo que a secção “E” até sextuplicou os filiados. Muitas quotas são pagas indiscriminadamente por alguém que não os militantes. Uma das estratégias de angariação de inscritos no PSD passa pela contratação de avençados em juntas de freguesia que, para manterem os empregos, têm de garantir a manutenção do poder ao presidente da sua secção angariando militantes que votarão em quem lhes indicarem.
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Manuela Ferreira Leite não respondeu às questões enviadas pela SÁBADO.
Testemunhos:
- Ana Paula Silva, ex-militante do PSD
- Irene Lopes, militante do PSD
- José Moreira, ex-militante do PSD
- Felismino Vaz, militante do PSD
- Marcelino Figueiredo, ex-militante do PSD
Reacções
- Helena Lopes da Costa, candidata do PSD por Lisboa
- António Preto, candidato do PSD por Lisboa
- Rui Marques, presidente da secção H do PSD de Lisboa
- Ismael Ferreira, presidente da secção oriental do PSD de Lisboa

POLÍTICA DE ONTEM (16.09.09) - NADA DE RELEVO


Foto@EPA/Kai Forsterling
Batalha de tomates
A 'tomatina' já é uma tradição conhecida em todo o mundo. São 110 mil quilos de tomates pelas ruas de uma vila espanhola, localizada perto de Valência. A tradição remonta a 1945 e acontece todos os anos em Agosto. Como noutras batalhas, quem vai à guerra, dá e leva.
Introdução
Não houve nada de interesse para que se lhe deia o relevo merecido, na corrida eleitoral de ontem. Esperamos que a coisa venha aquecer nos próximos dias. Sou contra a violência e não alinho em cenas de "pancadaria" entre as rivalidades políticas. Mas uma cena de arremessos de tomates bem maduros e ovos (não tolero os podres porque cheiram mal) gostaria, para sair da tristeza que me invade a alma pela mediocridade dos nossos políticos, de me rir muito e compartilhar convosco o meu riso.
José Martins


PÚBLICO
Dez minutos de grande confusão
Foi “tudo abaixo” na passagem do PS no Seixal
16.09.2009 - 17h29 Margarida Gomes, Leonete Botelho, com Joana Amaral Cardoso
Foram dez minutos de enorme confusão, com insultos, empurrões e pontapés. A equipa do programa “Vai Tudo Abaixo”, dos vídeos Sapo (ex-Sic Radical) – quatro homens e um megafone -, arrasou esta tarde com a passagem de José Sócrates no Seixal. Não houve arruada e quase ninguém ouviu o discurso mais curto da história desta campanha. E acabou com os actores Nuno (Jel) e Vasco Duarte (a dupla Neto e Falâncio) a caminho da esquadra.
Quando a caravana rosa desembarcou na Avenida Marginal do Seixal, já a equipa televisiva esperava: Neto e Falâncio com ‘look’ revolucionário, estilo anos 70, Neto com um megafone em punho e Falâncio armado com uma perigosa guitarra. Mais afastados, estavam o produtor de rastas e saia, enquanto o discreto operador de câmara se misturava com as televisões.
Rapidamente foram reconhecidos pelos jornalistas, mas não pelo ‘staff’ e seguranças socialistas, que os sinalizaram como factor de risco. A JS recebeu instruções para cercar os dois actores com bandeiras e gritos de de ordem, o corpo de segurança pessoal do primeiro-ministro posicionou-se para os neutralizar e só largos minutos depois chegou o núcleo duro com Sócrates no centro.
Neto e Falâncio estavam preparados. “Olhem as fábricas a fechar. Isto é bom para a luta. O desemprego a aumentar. A luta continua. Obrigada Sócrates pela precariedade”, gritava Neto no megafone, rompendo a barreira de som da JS, que à sua volta gritava “PS!PS!”
A confusão era enorme. Sócrates era levado para o palco e os actores corriam no meio da massa socialista, saltando canteiros, tentando chegar à frente do palco. Mas foram empurrados, insultados e até levaram alguns pontapés. Mas não se renderam.
“Está tudo gravado”, exultava o produtor, enquanto ajudava Neto a trepar para cima de uma paragem de autocarro, partindo-lhe a cobertura. Atirou-lhe o megafone - "a luta continua" -, no momento em que chegava um agente da PSP e quando Sócrates já abandonava o palco e o Seixal. Isto depois de ter elogiado a sua campanha. “Nós não fazemos provocações em lado nenhum, é uma campanha com elevação e tolerância, que não vai fazer provocação a lado nenhum”.
Contactado pelo PÚBLICO, Nuno Duarte (Jel) avisou: "Isto não pára por aqui. Também vamos ao PSD, ao CDS-PP, a todos. A luta é democrática!"

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P.S. Achei muita graça a esta encenação! Espero que as cuecas da gente (dos dois sexos) do PS, não tenham ficado molhadas e enceleiradas de m*******... Política, política, a cabra, tem destas coisas!
José Martins
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CORREIO DA MANHÃ
É urgente e necessário o ordenamento da oferta educativa do Ensino Superior em Portugal, defendeu ontem o reitor da Universidade de Coimbra na cerimónia de abertura das aulas. Seabra Santos diz que há uma "epidemia" de cursos, muitos dos quais com conteúdos que não correspondem às suas designações.
"Há cinco anos existiam 1800 cursos de licenciatura, com 825 designações distintas. Hoje são 1874, tendo entrado na Direcção-Geral de Ensino Superior, no último ano, mais de mil processos para a criação de novos cursos ou adequação dos existentes", disse o também presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas.
"A epidemia está longe de ser controlada. Será esta diversidade uma mais-valia do sistema? Estou em crer que não", afirmou Seabra Santos, considerando que a situação "apenas significa que algumas instituições recorrem a designações mais apelativas com o fim de atrair novos alunos, mesmo que só marginalmente essas designações correspondam ao conteúdo real do curso," e que as escolas "não tenham corpo docente devidamente habilitado para o leccionar".
Sobre o financiamento do Ensino Superior, Seabra Santos apresentou um ‘Caderno de Encargos’ para o futuro Governo, afirmando que "é necessário fechar o actual ciclo de estrangulamento financeiro das universidades iniciado em 1998: "Só nos últimos cinco exercícios, o esforço público de financiamento para funcionamento sofreu uma redução de 30%". A racionalização da rede pública de instituições e o retomar do processo de avaliação foram outras das medidas defendidas pelo reitor.
Jorge Serrote, presidente da Associação Académica, considerou que "o regime jurídico do Ensino Superior veio subverter os princípios da autonomia universitária e da gestão democrática, fruto de alterações radicais nos órgãos de gestão".
20 MILHÕES PARA INSTITUIÇÕES
As universidades e politécnicos com dificuldades financeiras já começaram a receber os vinte milhões de euros para reforço do orçamento de 2009, confirmou ao CM Seabra Santos. "Recebi há dias uma carta do sr. ministro [do Ensino Superior, Mariano Gago] a dizer que as transferências estão a ser processadas e sei que em alguns casos já foram recebidas. O dinheiro estava já a fazer muita falta e permitirá dar algumas condições de estabilidade em matéria de pagamento de salários", afirmou o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, frisando que o montante acordado está "aquém das necessidades".
Cátia Vicente / B.E.
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P.S. - Pois é os conteúdos e as vigarices dos cursos que há em Portugal de pederneira de carregar pela boca. Bato muitas palmas ao Magnifico Reitor da Universidade de Coimbra pela sua coragem!!!
José Martins
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DIÁRIO NOTÍCIAS
António Preto justifica aumento de militantes e nega pagamentos
por DNOntem
António Preto negou as informações prestadas pelos militantes do PSD à revista Sábado, desafiando o jornalista que o entrevistou a provar que tenha feito “algum pagamento em notas”.
António Preto declarou que, “a ser verdadeira”, a duplicação de militantes “é muito fácil de explicar” porque “quando os partidos chegam ao poder crescem”. “Não encontra nenhuma ficha de angariação de militantes assinada por mim”, afirmou.
“Os militantes são propostos nas secções, são as secções que os aprovam e a distrital não tem intervenção absolutamente nenhuma no processo de admissão”, declarou António Preto.
O ex-líder da distrital de Lisboa (cuja inclusão nas listas do PSD tem sido questionado pela oposição e por alguns militantes do PSD, por ser arguido por fraude fiscal num processo) declarou ainda, na gravação telefónica divulgada pela Sábado, que “nunca pagou quotas”.
Preto sugeriu ao jornalista que perguntasse a Carlos Carreira (actual presidente da distrital de Lisboa do PSD), a Paula Teixeira da Cruz (ex-presidente da mesma distrital) ou à distrital do Porto como angariam militantes e voltou a desafiar o jornalista a provar que “os procedimentos adoptados em Lisboa” para angariação de militantes sejam “diferentes das outras secções”.
Carlos Carreira e Paula Teixeira da Cruz foram dois dos militantes do PSD que criticaram as escolhas de Manuela Ferreira Leite para as listas de deputados às eleições legislativas de 27 de Setembro.
Para António Preto, candidato do PSD a deputado da Assembleia da República, os números são explicados porque “qualquer partido que chega ao poder tem um encanto completamente diferente”.
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P.S. - No comments
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EXPRESSO
"Eu sou taxista"
Paulo Portas entrevistado por Ricardo Araújo Pereira, no "Esmiúça os sufrágios". Veja ou reveja as entrevistas de Manuela Ferreira Leite e José Sócrates ao Gato Fedorento.
Depois de José Sócrates e Manuela Ferreira Leite, o presidente do CDS/PP, Paulo Portas foi o entrevistado desta noite do programa humorístico da SIC.
Clique para aceder ao índice do Dossiê Portugal 2009
O humorista dos Gato Ricardo Araújo Pereira lançou várias questões a Portas, como se o líder popular "é contra as pequenas e médias empresas... de sondagens" ou se a proposta de "dar parte do rendimento social de inserção em géneros não é um incentivo à gula".
As coligações também foram referidas, mas de uma forma peculiar. "O CDS é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas em 2002 juntou-se a um partido do mesmo 'género'". Ao que portas, a sorrir, respondeu: "eu estou mais para sozinho e sinto-me assim muito bem".
A segurança é uma bandeira do partido, com direito a cartazes na rua e tudo. O Gato quis saber se o CDS, "que já foi o partido do táxi", não estará a apresentar "propostas que são o ideário dos taxistas".
"Se é um taxista dizer que um sujeito que comete um crime deve ser julgado rapidamente, então eu sou taxista. Se é um taxista dizer não deem cabo da autoridade dos professores nas escolas, então eu sou taxista", rematou Paulo Portas.
Amanhã o convidado do programa é Francisco Louçã, do Bloco de Esquerda.
"Se querer mais autoridade nas escolas e mais segurança é ser taxista, então sou taxista
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P.S. - Muito interessante o Paulo Portas dizer aos "Gatos Fedorentos": "Eu sou taxista". Deixa-me muito confuso se o gato, mal-cheiroso, Ricardo Araújo se referia à taxa da compra dos submarinos e daquele material circulante que está a cair de podre numa mata, junto a instalações militares e que o Portas adquiriu de quando foi ministro da Defesa.
Seria muito lindo ver o Paulo Portas a guiar um taxi pelas ruas de Lisboa... Clientela da "estoira" não lhe faltaria!
Estou mesmo a imaginar que seria conhecido entre os duros: "O Paulinho do Táxi".
O cantor António Calvário (0 que começou apanhar no rabo de pequenino quando não queria comer a sopa o menino), realizou um filme há muitos anos a que lhe deu o título: "Rapazes de Táxis" que viria a contracenar com a "boazona" (na altura) Madalena Iglésias. Caiu mesmo que nem uma luva esta do Portas: "então eu sou taxista". Embrulha gato Ricardo Araújo!
José Martins
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JORNAL DE NOTÍCIAS
Jerónimo de Sousa acusa Sócrates de mudança de personalidade
Ontem
Norberto A. Lopes
Na cidade de Guimarães, Jerónimo de Sousa apelou ao voto da CDU num comício que contou com poucas centenas de pessoas.
O líder comunista disse, esta noite, que “os amores de Verão ficam enterrados na areia”, aludindo que José Sócrates “não está interessado em ajudar os pequenos e médios empresários” e, agora, até se tem mostrado “delicado, arrependido e bonzinho” perante o eleitorado. “Ou como se diz na minha terra, parece que deu o quebrante ao homem”, sublinhou para a gargalhada geral, acusando o primeiro-ministro de ter “mudado de personalidade”.
No terceiro comício consecutivo da CDU, o primeiro no Norte do país, Jerónimo de Sousa também lembrou que foi o primeiro-ministro quem “introduziu o novo código de trabalho e vem agora dizer que o país está no bom caminho”, num quadro muito pouco optimista, apesar de “só a banca ter saído da crise”. No seu entender, “a dinamização da economia não se consegue baixando a taxa social única, mas aumentado a tributação dos lucros da banca, da GALP e da EDP”.
No distrito de Braga, onde há cerca de 60 mil desempregados, Jerónimo de Sousa lembrou as dificuldades que os agricultores estão a passar, sobretudo os que se dedicam à produção leiteira. O líder da CDU também elogiou o trabalho de Agostinho Lopes, cabeça-de-lista da CDU pelo distrito, “um camarada que lutou sem pedir a ninguém o cartão do partido”.
Depois de ter iniciado o dia de ontem em Lisboa e de o ter terminado em Guimarães, o líder da CDU estará hoje no distrito de Leiria e Coimbra. À noite, haverá um comício.
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P.S. No comments
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PÚBLICO
Líder da JSD atira licenciatura de Sócrates para a campanha eleitoral
O caso da licenciatura de José Sócrates saltou esta quarta-feira para a arena. Não pela voz da líder do PSD, mas pela voz do presidente da JSD, Pedro Rodrigues. “Não me esqueço das promessas que José Sócrates fez e sei qual é o resultado. Na educação, o rigor, o mérito e a excelência são mais ou menos parecidos com aqueles que José Sócrates governa e tirou a licenciatura”, atacou, numa alusão clara ao controverso processo do curso de engenharia do primeiro-ministro.
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P.S. Agora aqui está um tópico interessante! Nunca os portugueses chegaram a ver a luz ao fundo do túnel que lhes desse a esperança do obter o mínimo conhecimento se José Sócrates é engenheiro de qualquer coisa (mesmo de obras feitas) ou se foi milagre, dominical, da hóstia de quando o senhor abade, levantava o cálice, na celebração da missa... Ou em outro caso se a Universidade Independente abriu os portões ao Domingo para o nosso (agora, não altura não era) primeiro.ministro fazer a sua licenciatura e obter o canudo.
José Martins
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SOL
António Preto acusado de comprar votos a 25 e 30 euros
O social-democrata António Preto é acusado de comprar votos a 25 e 30 euros junto de habitantes de bairros sociais, cuja filiação no PSD também é paga. Uma militante do partido dá a cara e denuncia o esquema à revista Sábado
A luta pelo controlo da distrital de Lisboa do PSD e até pela liderança nacional do partido passou pela compra de votos a 25 e 30 euros, denunciou a militante Irene Lopes, que dá a cara num vídeo disponível no site da revista Sábado.
Segundo a social-democrata, o esquema de angariação e compra de votos passa pela contratação de avençados em juntas de freguesia. Como contrapartida, estes são obrigados a inscrever os seus familiares no PSD e a recrutar novos militantes, prometendo dinheiro a troco de votos nas eleições internas do partido.
«À porta da secção H e Oriental [de Lisboa] há umas caixinhas com dinheiro e pagam ali às pessoas. As pessoas acabavam de votar, diziam ‘já votei’ e davam-lhes umas notinhas», conta Irene Lopes, que fala de valores de 25 a 30 euros.
A militante confessa que teve «14 militantes» inscritos na sua morada, e adianta que os bairros sociais são um dos principais alvos de angariação de votos.
«São pessoas que não têm nada a ver com o partido nem desejam ser militantes», afirma.
Irene Lopes acusa directamente António Preto e Sérgio Lipari de organizarem a operação, que dura há vários anos. Também Helena Lopes da Costa é implicada na fraude eleitoral por outras fontes do partido.
A Sábado afirma mesmo que o número de militantes com cotas pagas «duplicou» nas principais secções do PSD de Lisboa, tendo o valor «sextuplicado» na secção Os visados desmentem todos os factos à revista. António Preto e Helena Lopes da Costa foram escolhidos por Manuela Ferreira Leite para a lista de Lisboa à Assembleia da República.
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P.S. - De facto em política vale tudo... Menos (dizem) arrancar olhos. Na compra de votos tenho eu conhecimento e a venda em países do terceiro mundo onde o preço era o da uva mijona.
Bem se sabe que durante uma campanha eleitoral para qualquer coisa (mesmo que seja para eleger a direcção de um grupo de 20 amigos) há sempre as difamações virtuais onde a prova da acusação não se acha.
Porque ninguém vai cair na esparrela de passar um recibo pela aquisição do voto. A 20/25 euro a compra do voto lhes digo que o preço está pela hora morte.
José Martins

MÁRIO CRESPO: NA COMUNICAÇÃO SOCIAL O QUE PARECE É

Mário Crespo
Na comunicação social o que parece é
Não se
pode dizer que de Espanha nem boa brisa nem boa Prisa, porque o clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade de José Sócrates.
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35 anos depois da ditadura, digam lá o que disserem, não volta a haver o Jornal de Sexta da TVI e os seus responsáveis foram afastados à força.
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No fim da legislatura, em plena campanha eleitoral, conseguiram acabar com um bloco noticioso que divulgou peças fundamentais do processo Freeport.
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Sem o jornalismo da TVI não se tinha sabido do DVD de Charles Smith, nem do papel de "O Gordo" que é (também) primo de José Sócrates e que a Judiciária fotografou a sair de um balcão do BES com uma mala, depois de uma avultada verba ter sido disponibilizada pelos homens de Londres.
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Sem a pressão pública criada pela TVI o DVD não teria sido incluído na investigação da Procuradoria-geral da República porque Cândida Almeida, que coordena o processo, "não quer saber" do seu conteúdo e o Procurador-geral "está farto do Freeport até aos olhos".
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Com tais responsáveis pela Acção Penal, só resta à sociedade confiar na denúncia pública garantida pela liberdade de expressão que está agora comprometida com o silenciamento da fonte que mais se distinguiu na divulgação de pormenores importantes.
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É preciso ter a consciência de que, provavelmente, sem a TVI, não haveria conclusões do caso. Não as houve durante os anos em que simulacros de investigação e delongas judiciais de tacticismo jurídico-formal garantiram prolongada impunidade aos suspeitos.
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A carta fora do baralho manipulador foi a TVI, que semanalmente imprimiu um ritmo noticioso seguido por quase toda a comunicação social em Portugal. Argumenta-se agora que o estilo do noticiário era incómodo. O que tem que se ter em conta é que os temas que tratou são críticos para o país e não há maneira suave de os relatar.
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O regime que José Sócrates capturou com uma poderosa máquina de relações públicas tentou tudo para silenciar a incómoda fonte de perturbação que semanalmente denunciou a estranha agenda de despachos do seu Ministério do Ambiente, as singularidades do seu curriculum académico e as peculiaridades dos seus invulgares negócios imobiliários.
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Fragilizado pelas denúncias, Sócrates levou o tema ao Congresso do seu partido desferindo um despropositado ataque público aos órgãos de comunicação que o investigam, causando, pelos termos e tom usados, forte embaraço a muitos dos seus camaradas.
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Os impropérios de Sócrates lançados frente a convidados estrangeiros no Congresso internacionalizaram a imagem do desrespeito que o Chefe do Governo português tem pela liberdade de expressão.
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O caso, pela sua mão, passou de nacional a Ibérico. Em pleno período eleitoral, a Ibérica Prisa, ignorante do significado que para este país independente tem a liberdade de expressão, decidiu eliminar o foco de desconforto e transtorno estratégico do candidato socialista.
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É indiferente se agiu por conta própria ou se foi sensível às muitas mensagens de vociferado desagrado que Sócrates foi enviando. Não interessa nada que de Espanha não venha nem boa brisa nem boa Prisa porque a criação do clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade do próprio Sócrates.
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É indiferente se a censura o favorece ou prejudica. O importante é ter em mente que, quem actua assim, não pode estar à frente de um país livre. Para Angola, Chile ou Líbia está bem. Para Portugal não serve.

TVI - A MINHA LEITURA (JOSÉ NIZA)

A Minha Leitura (José Niza) sobre MANUELA M. GUEDES

Fui director de programas da RTP e depois seu administrador. E garanto-vos que, se alguma vez algum apresentador ou jornalista desse uma entrevista a chamar-me "estúpido", a primeira coisa que aconteceria seria o cancelamento imediato do seu programa, independentemente de haver ou não eleições em curso.

Por isso me parece incompreensível que, embora rios de tinta já se tenham escrito sobre o cancelamento do jornal nacional que Manuela Moura Guedes (MMG) apresentava na TVI, todos os analistas e comentadores tenham ignorado a explosiva e provocatória entrevista que MMG deu ao Diário de Notícias dias antes de a administração da TVI lhe ter acabado com o programa.

Em meu entender essa entrevista, realizada com antecedência para ser publicada no dia do regresso de MMG com o seu jornal nacional, foi a gota de água que precipitou a decisão da TVI. É que, o seu conteúdo, de tão explosivo e provocatório que era, começou a ser divulgado dias antes. E se chegou ao meu conhecimento, mais cedo terá chegado à administração da TVI.

Nessa entrevista MMG chama "estúpidos" aos seus superiores. Aliás, as palavras "estúpidos" e "estupidez" aparecem várias vezes sempre que MMG se refere à administração.

É um documento que merece ser analisado, não somente do ângulo jornalístico, mas sobretudo do ponto de vista comportamental. É uma entrevista de uma pessoa claramente perturbada, convicta de que é a maior ("Eu sou a Manuela Moura Guedes"!) e que se sente perseguida por toda a gente. (Em psiquiatria esse tipo de fenómenos são conhecidos por "ideias delirantes", de grandeza ou de perseguição).

MMG diz-se perseguida pela administração da TVI; afirma que os accionistas da PRISA são "ignorantes"; considera-se "um alvo a abater"; acusa José Alberto de Carvalho, José Rodrigues dos Santos e Judite de Sousa de fazerem "fretes ao governo" e de serem "cobardes"; acusa o Sindicato dos Jornalistas de pessoas que "nunca fizeram a ponta de um corno na vida"; diz que o programa da RTP 2, Clube de Jornalistas, é uma "porcaria"; provoca a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social); arrasa Miguel Sousa Tavares e Pacheco Pereira, etc.

E quando o entrevistador lhe pergunta se um pivô de telejornal não deve ser "imparcial", "equidistante", "ponderado", ela responde: "Então metam lá uma boneca insuflável"!

Como é que a uma pessoa que assim "pensa" e assim se comporta, pode ser dado tempo de antena em qualquer televisão minimamente responsável?

Ao contrário do que alguns pretendem fazer crer - e como sublinhou Mário Soares - esta questão não tem nada a ver com liberdade de imprensa ou com a falta dela. Trata-se, simplesmente, de um acto e de uma imperativa decisão administrativa, e de bom senso democrático.

Como é que alguém, ou algum programa, a coberto da liberdade de imprensa, pode impunemente acusar, sem provas, pessoas inocentes? É que a liberdade de imprensa não é um valor absoluto, tem os seus limites, implica também responsabilidades. E quando se pisa esse risco, está tudo caldeirado. Há, no entanto, uma coisa que falta: uma explicação totalmente clara e convincente por parte da administração da TVI, que ainda não foi dada.

Vale também a pena considerar os posicionamentos político-partidários de MMG e do seu marido.

J. E. Moniz tem, desde Mário Soares, um ódio visceral ao PS. Sei do que falo. MMG foi deputada do CDS na AR.Até aqui, nada de especialmente especial.

O que já não está bem - e é criminoso - é que ambos se sirvam de um telejornal para impunemente acusarem pessoas inocentes, sem quaisquer provas, instilando insinuações e induzindo suspeições.

Ainda mais reles é o miserável aproveitamento partidário que, a começar no PSD e em M. F. Leite, e a acabar em Louçã e no BE, está a ser feito. Estes líderes políticos, tal como Paulo Portas e Jerónimo de Sousa, sabem muito bem, que nem Sócrates nem o governo tiveram qualquer influência no caso TVI.

Eles sabem isto. Mas Salazar dizia: "O que parece, é"!

E eles aprenderam.

- 1984. Eu era, então, administrador da RTP. Um dia a minha secretária disse-me que uma das apresentadoras tinha urgência em falar comigo: - "Venho pedir-lhe se me deixa ir para a informação, quero ser jornalista"! Perguntei-lhe se tinha algum curso de jornalismo. Não tinha. Perguntei-lhe se, ao menos, tinha alguma experiência jornalística, num jornal, numa rádio... Não tinha. "O que eu quero é ser jornalista"! Percebi que estava perante uma pessoa tão determinada quanto ignorante. E disse-lhe: "Vá falar com o director de informação; se ele a aceitar, eu passo-lhe a guia de marcha e deixo-a ir". A magricelas conseguiu. Dias depois, na primeira entrevista que fez - no caso, ao presidente do Sporting, João Rocha - a peixeirada foi tão grande que ficou de castigo e sem microfone uma data de tempo.

P.S. - A jovem apresentadora chamava-se Manuela Moura Guedes.

E se eu soubesse o que sei hoje...
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P.S. Limito-me, apenas, publicar a peça que me chegou por e-mail. Não conheço a senhora nem o senhor.

DURÃO BARROSO O ORGULHO MENOS O MEU



Reeleito José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia
O prazo de renovação política de cinco anos, com uma Maioria absoluta que DEVE Garantir uma estabilidade no seu mandato e a entrada em vigor do Tratado de Lisboa
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MISS ANDREU 16/09/2009 Estrasburgo
Durão Barroso promete uma mudança social Reeleição
Enquanto uma Maioria simples foi suficiente para reeleição, hoje uma Maioria absoluta DEVE Garantir obteve uma estabilidade em seu mandato de Durão Barroso até a entrada em vigor do novo Tratado de Lisboa.
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"Queremos agradecer em mim depositada ou grande confiança, uma Câmara tem imediatamente após a votação Barroso, segundo a EFE. "Eu acho que é um sinal de apoio que tenho no Parlamento Europeu para o meu dia", disse o presidente da CE, que comprometeram um trabalhar com "todos os grupos políticos querem uma solidariedade e liberdade na Europa.
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À MARGEM: Já se apregoa por aí que a reeleição de Durão Barroso é um orgulho para Portugal.
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Bem o orgulho que a mim me toca dispenso-o, porque nunca me identidiquei com a União Europeia e, igualmente, com Durão Barroso porque nada haja feito em favor de Portugal.
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Seguiu, no percurso de sua vida, unicamente, em procura de oportunidades e alcançou-as.
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Antes um Durão comunista e depois não sei que mais e acabou, pela bênção de do primeiro-ministro Cavaco Silva dar-lhe a pasta de ministro dos Negócios Estrangeiros em 12.11.1992 até Outubro de 1992.
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Não se lhe conhece obra nenhuma no Palácio das Necessidades. Mas o ter assumido a pasta dos Estrangeiros deveu-se a uma "gaffe" do então ministro João de Deus Pinheiro de quando, inpensadamente, declarou: "era inadmissível terem-se passado dois passaportes ao José Beleza em Banguecoque".
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Não interessa estar aqui a desenrolar o fio do novelo em cima do caso, mas o certo que foi que a "gaffe" viria a irritar o primeiro-ministro Cavaco Silva que viria a exonorar Deus Pinheiro e para minimizar o drama nomeou-o comissário e seguiu para Bruxelas, até hoje.
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Com a posse de António Guterres como chefe do Governo, Durão Barroso perdeu o emprego e seguiu para os Estados Unidos.
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Quando o governo de António Guterres principa a dar sinais de fraqueza, dos Estados Unidos, a RTP faz-lhe um jeito e transmite uma sua mensagem (ao lado do Prof. Cavaco Silva) dizendo que estava pronto a entrar na corrida nas próximas eleições e ganhou-as.
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Ficou famosa a frase "tanga" que era como o PS tinha deixado a administração do Governo.
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Durante a sua curta governação é sabido que não produziu trabalho de relevo.
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Porém ele foi um dos que apoiou de quando PM a invasão do Iraque, juntamente com o presidente dos Estado Unidos George Bush, José Maria Aznar de Espanha e Tony Blair do Reino Unido.
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Usou a base das Lages nos Açores para o Acordo.
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A esposa no dia da vitória das eleições recitou um poema de Alexandre O´Neill :
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Sigamos o cherne, minha Amiga !
Desçamos ao fundo do desejo
Atrás de muito mais que a fantasia
E aceitemos, até, do cherne um beijo,
Senão já com amor, com alegria...
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Em cada um de nós circula o cherne,
Quase sempre mentido e olvidado.
Em água silenciosa do passado
Circula o cherne: traído
Peixe recalcado...
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Sigamos, pois, o cherne, antes que venha,
Já morto, boiar ao lume de água,
Nos olhos raros de água,
Quando, mentido o cherne a vida inteira,
Não somos mais que solidão e mágoa... (a)

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Os portugueses pensaram que iriam ter o homem certo a governá-los e não aconteceu!
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Deixou o trabalho menos que a meio e abandou Portugal de "tanga" como de "tanga" o tinha encontrado e foi para Bruxelas e por lá tem andado e continuará (se Deus o ajudar) até 2014.
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E termino: "não penso que Durão Barroso dormirá na sua cama o sono dos justos!
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Se as almas inocentes que morreram no Iraque, em que ele é um dos seus "carrascos", o deixarão dormir em paz o resto de sua vida.
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Não tenho orgulho nenhum, como português, de Durão Barroso e vejo-o como um criminoso de guerra, como igual a tantos outros que por desgraça surgiram no Mundo por séculos e séculos ámen.
José Martins
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(a) Poemas extraídos de Poesias Completas 1951/1986, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1990

O HOMEM QUE CHAMOU MENTIROSO A OBAMA E RECUSA PEDIR-LHE DESCULPA...!!!


Joe Wilson atende uma conferência junto a sua mulher e dá a conhecer a resolução da Cámara de Representantes- AP

"É tempo de passar a reforma dos cuidados de saúde"
Barack Obama

Wilson, republicano da Carolina do Sul, gritou: "Você está a mentir!

" Obama, quando, durante seu discurso sobre a reforma da saúde para uma sessão conjunta do Congresso, o presidente afirmou que a reforma poderia abranger os imigrantes ilegais.
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Pressionado pelos seus colegas, que viriam a concordar que deveria oferecer um pedido de desculpas ao chefe de gabinete da Casa Branca, Rahm Emmanuel, no mesmo dia, mas Wilson recusou-se a pedir desculpas, publicamente, alegando que era suficiente, oferecido, em privado.
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Sua atitude provocou uma onda de críticas e mesmo acusações de racismo que levou, eventualmente, à desaprovação oficial da Câmara dos Deputados, embora o tipo de resolução é o castigo pelo que a instituição pode dar um dos seus membros.
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A condenação foi promovida pelos democratas, liderados por Africano-americano James Clyburn legislador, considerado, a não condena, a quebra de protocolo e as boas maneiras de Wilson "criar um precedente de má conduta" no Congresso.
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Segundo o líder da maioria democrata na Câmara, Steny Hoyer, "pode-se resolver este problema" se ele tivesse feito as suas desculpas ao Congresso, mas não quis.
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Mas, ao mesmo tempo, Wilson voltou em herói entre grupos xenófobos e racistas.
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De fato, a sua explosão, foi amplamente celebrada no sábado numa manifestação da direita de grupos, apoiantes de Wilson, que protestaram em Washington contra a política de Obama.
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Gritando "mentiroso, mentiroso", os participantes insistiram em apresentar o presidente como um "estrangeiro" nasceu no Quénia ou um comunista "que compromete a implementar de um sistema totalitário, nos Estados Unidos".
Fonte El Pais - Tradução Google

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Cinquenta mil empresas dissolvidas em 12 meses
Mais de 33 mil novas sociedades foram constituídas até Agosto último
00h00m
PEDRO ARAÚJO
A falência atingiu 50 583 empresas entre Agosto último e o igual mês de 2008. No mesmo período, constituíram-se 33 665. Contas feitas, Portugal perdeu 16 918 empresas. Indústrias com custos fixos elevados terão sido as maiores vítimas.
Longe das 15 985 dissoluções registadas em Dezembro de 2008, o mês de Agosto trouxe poucas alterações no tecido empresarial português. "O mês de Agosto é sempre especial. Os tribunais não funcionam e é natural que ocorram menos falências", explica João Carvalho das Neves, economista e professor do ISEG, comentando o barómetro empresarial da consultora D&B. Daí que não espante o facto de a constituição de empresas (1766) ter suplantado a dissolução (1121) no oitavo mês do ano.
Por cada 10 empresas que vêem o seu fim decretado nos tribunais, há 6,7 sociedades que nascem no mercado.
Representando o Norte 31% do tecido empresarial, a região contabilizou, só em Agosto último, 33,5% das constituições de sociedade e 22,2% das falências. A região de Lisboa e Vale do Tejo, com um peso de 33,5% no tecido empresarial, destacou-se no último mês com 33,3% das novas sociedades constituídas e 36,7% das dissoluções.
"Os sectores retalhista e grossista (366 dissoluções em Agosto), bem como as indústrias transformadoras (121), são muito penalizadas. Os grossistas e retalhistas são vítimas do aumento de escala das grandes cadeias. A indústria transformadora compreende-se porque é aquela que tem mais custos fixos, quando comparada com os serviços. Quando as vendas caem, é fácil as indústrias entrarem no prejuízo", afirma João Carvalho das Neves.
"Os governos têm muita preocupação em manter empresas que não tem viabilidade. Só servem para prejudicar a concorrência, praticam preços desvirtuados e entram em atrasos nos pagamentos. A dissolução de empresas tecnicamente falidas é melhor para a economia", considera o professor do ISEG.
"Os credores deviam ter muito mais poder para recuperar os activos. Nós tínhamos um Código de Insolvência muito bom e que os advogados e juízes conheciam bem. Fizeram tudo de novo e só veio trazer mais dificuldades. As alterações foram prejudiciais", critica João Carvalho das Neves, alertando as novas empresas para o facto de os níveis de custos terem de estar adaptados à potencial procura.
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P.S. Ora vejam lá o que veio a dar fundar uma empresa em 24 horas! Lembram-se de quando o José Sócrates apregoou o acto? Mais ou menos, igual, de quando do lançamento do Magalhães...

Correio da Manhã
16 Setembro 2009 - 02h00
Banca: Luís Figo é um dos clientes que têm o dinheiro em risco


Figo tem 2,7 milhões em risco no BPP
Luís Figo tem 2,7 milhões de euros aplicados nos chamados produtos de retorno absoluto comercializados pelo Banco Privado Português (BPP). Estes produtos foram vendidos, durante a presidência de João Rendeiro, pelos gestores de conta do BPP, com garantia de capital e ofereciam uma rentabilidade fixa de cinco por cento ao ano.
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P.S. Mas que grande rendimento o Rendeiro sacou. Lamento!