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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

OS GOSTOS DO CARLOS

AS NAÇÕES TÊM O O CHEFE QUE MERECEM


O "pacóvio", o cigano e o burro

O dia do juízo final está aí! Não se sabe quem ficará a comandar os destinos de Portugal nos próximos quatro anos se Pedro, Paulo ou Pilatos.
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Nada de concreto foi encontrada nas palavras faladas ao público, durante a campanha e pouco mais de que uma lavagem de roupa suja; o despedimento do Fernando Lima como assessor de imprensa do Presidente da República Cavaco Silva.
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Assim sem palavras com substância e construtivas que conseguissem chamar a si as massas que porventura as ouvissem não vai haver acção nenhuma, no futuro, em melhoria da governação de Portugal.
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Os portugueses desde há vários anos têm sido governando, mais ou menos como órfãos de pai e vivendo aos Deus-dará. Os pais que tiveram a governá-los (maus pais) foram envelhecendo, ficando caducos e senis e, embora vivos mas já mortos, teimam que ainda são capazes de os governar e não desarmam como o “garanhão” que foi nos tempos que se lhes foram e, velho, agora mete no “buxo” dois comprimidos azuis de VIAGRA e acaba por dar o berro.
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É isso que temos observado na campanha que termina hoje. Têm surgido uns velhos e outros, crónicos, que os portugueses já estão cansados de lhes ver as caras, que para mim são iguais como o “aldrabão”, da Travessa da Cancela Velha, do Porto que vendia banha de cobra, que eu via (cansado de assistir às suas aldrabices) de quando fui marçano na cidade do Porto, nos anos de 1946.
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Não sou adepto de nenhum dos que andam enfiados na política, porque até coloco em dúvida se são pessoas honesta e sãs nas palavras.
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Acho que não são nada disso... Vêm os portugueses como uma enorme clientela que será necessário impingir-lhe mercadoria falsa, dar-lhe uns miolos de boroa de Avintes e eles comerem o pão-trigo com queijo amanteigado da Serra da Estrela.
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Mas os portugueses são pessoas que acreditam no “paleio” dos aldrabões iguais aos ciganos que antigamente vendiam burros cegos nas feiras, como se fossem de boa vista e desde logo que o cigano recebesse as notas de mil reis, colocava-se na “alheta” e nunca mais ninguém o topava.
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Que ao menos para aqueles crentes comecem desde já a fazer promessas de caminhar a pé, numa acção de graças, à Cova da Iria e ajoelhados aos pés da virgem lhes agradeçam que mesmo sem esperança de melhorias de governação no futuro que a cadeira de José Sócrates no Palácio de S.Bento foi ocupada por outro
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José Martins

O MUNDO BIZARRO DOS CÃES


Justiça
Tribunal penhorou cão
Por Sara Felizardo
Helena parou diante de uma Cocker Spaniel com quatro anos, que tremia de frio e mal se mexia – e decidiu, logo ali, que era aquele o cão que queria adoptar. Mas qual não foi o seu espanto quando o funcionário de Canil Municipal de Lisboa lhe disse que o animal estava à guarda do Tribunal e não poderia sair dali
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Julieta (o nome actual da cadela) já estava retida no canil há um ano meio e ainda teve de esperar mais seis meses, até Helena conseguir adoptá-la.
A cadela fora entregue ao canil por ordem judicial na sequência de um despejo forçado. Durante a acção de penhora, Julieta estava em casa da proprietária cujos bens foram confiscados – e também ela foi penhorada.
No canil não podiam dar destino ao animal enquanto não houvesse uma autorização do Tribunal ou da dona da cadela, que acabou por nunca a reclamar.
Face a este impasse, Helena Silva e o marido contactaram uma advogada para desbloquear a situação do animal. Fizeram então um requerimento ao Tribunal para solicitar a guarda da cadela. Passados cerca de seis meses, o Tribunal proferiu um despacho favorável, possibilitando, por fim, a adopção de Julieta – que «é hoje muito feliz e fiel aos donos», adianta Helena.
sara.felizardo@sol.pt - SOL

NUM PAÍS DE CEGOS...O CHOURIÇO COM UM OLHO É REI!

Será que representa o raciocínio do povo português????? em caso afirmativo...triste. muito triste mesmo!!!!

NEGAÇÃO AO DIREITO`À VIDA... OU O DE NASCER

Vai cruzar os braços perante este genocídio em PORTUGAL ?
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Ou vai tomar uma atitude e solidarizar-se com a Vida ?
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Chamo-me Luís Botelho Ribeiro, sou professor universitário em Guimarães e responsável-geral pelo movimento Portugal pro Vida que dia 27 se apresenta pela primeira vez a eleições. Escrevo-lhe para relembrar a importância de ir votar no próximo Domingo - e votar em consciência, especialmente se, em virtude da confissão cristã ou simples opção ético-filosófica, se identifica com os Valores da Vida e da Família.
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Na próxima legislatura, além da revisão constitucional, querem alguns partidos promover legislação atentatória destes Valores, perante a confusa situação interna de outros. Como é sabido, a actual cabeça de lista do CDS por Lisboa confessa-se abertamente favorável ao aborto e à eutanásia. No PSD, foram 21 os deputados que na Assembleia da República - e porventura abusando do seu mandato - apoiaram com o seu voto a Lei do Aborto em 2007.
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Na dita esquerda, tanto a CDU como o BE e o PS confundem a sua natural vocação de «defesa dos fracos e oprimidos» com as novas tendências fracturantes da «cultura de morte» que deturpam e degradam o ideal socialista e humanista que tantos portugueses abraçaram nos anos 70.
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Pode um cidadão, cristão ou não, mas defensor dos valores humanistas da Vida e da Família, contribuir com o seu voto para a eleição de deputados contrários à sua consciência? A resposta terá de ser um claro "não", especialmente depois de milhares de mulheres e homens de todas as regiões do nosso país se terem empenhado para levar até ao seu boletim de voto uma opção "pro Vida" e "pro Família". Estamos a falar do PPV, Portugal pro Vida, o mais jovem partido português e que já concorre em 18 círculos - figurando em primeiro lugar no distrito de Santarém e em último lugar (14º) no Porto (vd. lista).
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Pense bem. Nas últimas semanas, alguns políticos falaram do "voto útil". Mas algum Voto pode ser mais útil e solidário do que um voto para salvar Vidas Humanas? Eis a utilidade primeira de um voto no PPV: na primeira oportunidade, faremos aprovar um estatuto de personalidade jurídica para o embrião humano, um estatuto tal que coloque os nossos irmãos mais pequenos a salvo quer da experimentação e manipulação destrutiva quer do aborto a pedido, independentemente do tempo de gestação.
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Não se deixe confundir! A actual lei do aborto já ceifou 40.000 vidas inocentes no nosso país, banalizou e tornou o aborto um método contraceptivo de facto, e contribui já para a aceleração do envelhecimento populacional e o possível colapso da Segurança Social. A cada dia que passa, há 67 novos Pedros, Marianas, Antónios, Sofias que ninguém quis amar, cujas mães também Portugal abandonou.
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Vai cruzar os braços perante este genocídio ?
Ou vai tomar uma atitude e solidarizar-se com a Vida ?
Não se abstenha!
Vote no seu futuro, vote Portugal pro Vida.
Cordiais saudações,
Luís Botelho Ribeiro

A "BACOCONICE" DA RTP


A estação de televisão que os portugueses pagam, hoje por várias vezes, noticiou a morte de homem, que até não se finou pela contágio da gripe A, mas de outras complicações que sofria.
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Me dá a impressão que a RTP está a desviar a atenção dos portugueses para outros caminhos em vez de se aprofundar na campanha eleitoral para as legislativas.
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Não tem sido tão alarmante, a gripe A, que mereça o destaque e alarmismo que lhe tem dado a RTP.
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A montanha pariu um rato!
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No entanto milhões de caixas de Tami Flu foram adquiridas ao laboratório, pelas nações do mundo que mais dia, menos dias, serão atiradas para o lixo, depois de entrarem fora do prazo.
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Foi, pelo que tem sido divulgado um grande negócio para os Estados Unidos, que criou uma paranoia entre a população do mundo.
José Martins

RENASCER DAS CINZAS - MUITO BONITO!



Eleições 2009 em Portugal – Aproveitemos para renascer das cinzas como o Fénix
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É altura de sabermos zelar pelos nossos interesses e direitos, e de fazermos notar que - tal como se passa nos outros países - são os Portugueses que têm a prioridade de decisão nos assuntos que dizem directamente respeito ao seu país. Se não formos nós a defender a nossa Pátria, quem o fará por nós? Ou será que a Pátria portuguesa tende a desaparecer porque a maior parte dos Portugueses já não sabem o que é patriotismo? A não confundir com “nacionalismo”, palavra tão do gosto de certos demagogos que se servem da ignorância dos outros para poderem continuar a proliferar...
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O momento chegou para uma grande reflexão sobre o que temos feito no passado, para que esses erros não se repitam no futuro. E quanto aos nossos governantes, será bom que compreendam que foram eleitos para servir o país e o seu povo, não para se servirem a si próprios.
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A crise que atravessamos (e também o resto do mundo) é económica, mas é sobretudo social e cultural, moral e espiritual. E no que nos diz respeito a nós, Portugueses, não é de hoje, mas sim de há muito... Em Portugal, gerações houve de filósofos, de sábios, de artistas... Mas a elas sucedeu uma “tribo” vulgar de eruditos sem poder crítico, de académicos de mangas de alpaca, de imitadores sem criatividade, de oportunistas hipócritas.
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Comprazemo-nos na contemplação das misérias que a comunicação social nos faz engolir... No compadrio de intrigas estéreis e invejosas... No uso de expedientes como modo de vida. Elegemos a ignorância como sabedoria... E deixámos que o vício tomasse o lugar, pouco a pouco, do vazio deixado pela moral e a dignidade... Estamos confortavelmente instalados na mediocridade. Segundo o princípio de causa e efeito, estamos a colher o que semeámos.
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O povo português é contraditório e, sobretudo, paradoxal. É um povo que fala mais com o coração do que com a cabeça, pelo que não é um povo racional. Daí o não saber eleger os seus governantes – aqueles que teve no passado e aqueles que tem no presente. Como os nossos govenantes têm sido mediocres, o país não pode avançar. “Em terra de cegos quem tem um olho é rei”, lá diz a sabedoria popular. E como, geralmente, para compensar terem um só olho, têm também uma ambição e uma hipocrisia desmesuradas, facilmente se desembaraçam dos que têm dois olhos, normalmente honestos e demasiado ingénuos para acreditarem que os outros podem ser diferentes.
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O povo português é um povo nobre e generoso e um povo de génio quando o coração é comandado por uma cabeça que pensa. A sua natureza inconstante, porém, leva-o a recorrer a todo o tipo de expedientes para sobreviver e, se não for sustido por uma força superior que o mantenha nesse estado superior, deixa-se imediatamente levar de novo pela mediocridade. É o que tem sucedido, precisávamos de ter de novo a comandar-nos um Dom Afonso Henriques ou um Dom João I, sem dúvida duas das personagens mais extraordinárias da nossa gloriosa História.
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Temos de acordar! Temos de renascer das cinzas como o Fénix... Não com idealogias utópicas mas sim com realidades concretas saídas da acção... Acção que depende de cada um de nós, pois um povo é constituído por todos aqueles que o amam e que dele fazem parte... intelectuais ou artesãos... baixos ou altos... gordos ou magros... bonitos ou feios. Todos nós somos filhos dum mesmo país, não o podemos deixar morrer – sob pena de desaparecermos também, não só como povo, mas também como indivíduos!
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Aproveitemos estas eleições para nos desembaraçarmos de tudo o que não presta. Claro que a escolha não é fácil, porque nenhum dos candidatos está à altura das responsabilidades que vai assumir, mas, como se costuma dizer e parece ter sido a opção tomada por Norte-Americanos e Franceses durante as últimos eleições “entre dois males, escolhamos o menos mal”. E pior do que o que temos tido, já não é possível, por isso, qualquer outro governo que possa vir será sempre melhor do que o que temos tido. Pior seria impossível.
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Dulce Rodrigues
www.dulcerodrigues.info
www.barry4kids.net
P.S. Grafia de José Martins

ASSIM A COMPREI ASSIM A VENDO

Não garanto a autenticidade e envio sem alterações ao email recebido !
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De: Luciano Alvarez
Enviado: quarta-feira, 23 de Abril de 2008 14:18
Para: José Tolentino Nóbrega
Assunto: Lê
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Caro Tolentino
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Vou fazer esta conversa por e-mail e não por telefone porque a situação é tão grave que é melhor não correr riscos de ser escutado.
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Como verás mais à frente nem os homens do Presidente da República arriscam a falar dela por telefone. Pode ser paranóia da parte deles, mas a verdade é que é melhor não correr riscos.
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Primeira advertência: lê este mail sentado. Secunda advertência: a história não vai ser fácil de fazer, mas se a conseguir-mos pode ser a bomba atómica.
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Vamos por partes
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1- Na noite de terça-feira o Fernando Lima, do PR, telefonou-me a dizer que precisava de falar comigo hoje de manhã num local discreto.
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Encontramo-nos hoje às 9 horas da manhã num café discreto na avenida de Roma e foi logo direito ao assunto, estava ali a falar comigo a pedido do presidente da república, que o assunto era grave e que tinha escolhido falar comigo porque me achava um jornalista sério (isto seria a dar-me graxa) e porque o acha a presidência da república que o PÚBLICO é o único jornal português que não está vendido ao poder.
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2- O assunto era o seguinte (estás sentado?): o presidente da república acha que o gabinete do primeiro-ministro o anda espiar e que a prova grande disso tinha sido dada na Madeira onde o primeiro-ministro tinha enviado um tipo que trabalha para o MAI só para espiar os passos do Presidente e dos homens do seu gabinete. (mesmo que seja mentira o que não passe de uma paranóia do PR estás a ver a gravidade do facto do o presidente pensar que o PM o anda a espiar). Está a ver como estarão as relações entre eles e a opinião que o PR tem do PM)

3- Depois entregou-me um dossier sobre um Rui Paulo da Silva Figueiredo que é adjunto jurídico do PM, trabalha para o MAI, já passou pelos gabinetes de diversos ministro e, segundo o Fernando Lima, terá tentado entrar para o SIS mas chumbou.

4- Este tal Rui Paulo acompanhou a visita do PR, não se sabe como e e segundo o Lima “procurou observar”, o mais por dentro possível, os passos da visita do Presidente e o modo de funcionamento interno do satff presidencial”. Ao satff do PR terá percebido isso bastante cedo e redobrou os cuidados.

5- Estou a contactar-te porque esta história, que pode ser uma bomba ou não dar em nada, tem de começar pela Madeira com todo o cuidado e porque sei que posso contar com a tua discrição e habitual profissionalismo (isto não é graxa).

6- O Lima garantiu-me que Esta tal Rui Paulo foi colocado na mesa dos assessores do PR no jantar oferecido pelo Representante da República no Palácio da São Lourenço e foi também convidado para o jantar que o Jardim ofereceu no último dia na Quinta da Velga. Isto é verdade e facilmente confirmável.

7- O Lima sugere e eu acho bem duas perguntas para inicio do trabalho (até porque a eles também lhe interessa que isto começa na Madeira para não parecer que foi Belém que passou esta informação , mas sim alguém ligado ao Jardim)

8- Perguntas sugeridas pelo Lima: Perguntar à dr. Helena Borges, chefe do gabinete do representante da república se o conhece e se é verdade que, no jantar oferecido pelo representante no Palácio de São Lourenço ele ficou na mesa dos assessores do PR (a gente já sabe que é verdade mas vamos fingir que não sabemos) e Porque ficou ele neste mesa sem antes ser dado conhecimento ao staff do PR. 2 Pergunta: Perguntar a Paulo pereira, responsável pela informação do gabinete do Jardim, em que qualidade o tal Rui Paulo foi convidado para o jantar que Jardim ofereceu no último dia na Quinta de Veiga.

9- Agora digo eu: quem meteu este tipo na visita e em que comitiva é que ele entrou.

10- Como já te disse isto tudo pode ser paranóia dos do PR e do Lima, mas, mesmo sendo paranóia, não deixe de ser grave que o PR pense isto e que ande a passar a informação ao PÚBLICO manifestando uma grande vontade de a história vir ao público (estás a ver a bronca). Acho também que se nós conseguirmos que houve um tipo do MAI e do gabinete do PM metido à sucapa na visita do PR já é um inicio da história.

11- O Lima sugeriu-me que tratasse com ele (Lima) desta história por e-mail porque estão com medo das escutas.

12- Esta história só é do conhecimento do PR, do Lima, minha, do Zé Manuel Fernandes (que me pediu para não a contar a ninguém por enquento, mas que eu tenho que ta contar para tu te pores em campo com o conhecimento total do que estamos a falar). Peço-te por isso toda a discrição.

13- O Lima passou-me um dossier completo sobre este Rui Paulo.

14- Eu estou de folga, vim só ao jornal tratar disto e vou para casa. Estou sem computador em casa (a minha mulher levou-mo para o trabalho). Quando acabares de ler o e-mail pudemos falar por telefone.

Um abraço e vai-te a eles
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Eurico Luz
TM: +351 967610464

E A FESTA CONTINUA...É UM FARTAR DE VILANAGEM

Diferenças

Assistir ao duríssimo questionamento da comissão de inquérito senatorial nos Estados Unidos para a nomeação da juíza Sónia Sottomayor para o Supremo Tribunal é ver um magnífico exercício de cidadania avançada.
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Não temos em Portugal nada que se lhe compare. Se os nossos parlamentares tivessem a independência dos congressistas americanos, Cavaco Silva nunca teria sido presidente, Sócrates primeiro-ministro, Dias Loureiro Conselheiro de Estado, Lopes da Mota representante de Portugal ou Alberto Costa ministro da Justiça.
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O impiedoso exame de comportamentos, curricula e carácter teria posto um fim às respectivas carreiras públicas antes delas poderem causar danos.
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Se a Assembleia da República tivesse a força política do Senado, os negócios do cidadão Aníbal Cavaco Silva e família, com as acções do grupo do BPN, por legais que fossem, levantariam questões éticas que impediriam o exercício de um cargo público.
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Se o Parlamento em Portugal tivesse a vitalidade democrática da Câmara dos Representantes, o acidentado percurso universitário de José Sócrates teria feito abortar a carreira política. Não por insuficiência de qualificação académica, que essa é irrelevante, mas pelo facilitismo de actuação, esse sim, definidor de carácter.
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Do mesmo modo, uma Comissão de Negócios Estrangeiros no Senado nunca aprovaria Lopes da Mota para um cargo em que representasse todo o país num órgão estrangeiro, por causa das reservas que se levantaram com o seu comportamento em Felgueiras, que denotou a falta de entendimento do procurador do que é político e do que é justiça.
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Também por isto, numa audição da Comissão Judicial do Senado, Alberto Costa, com os seus antecedentes em Macau no caso Emaudio, nunca teria conseguido ser ministro da Justiça, por pura e simplesmente não inspirar confiança ao Estado.
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Assim, se houvesse um Congresso como nos Estados Unidos, com o seu papel fiscalizador da vida pública, por muito forte que fosse a cumplicidade dos afectos entre Dias Loureiro e Cavaco Silva, o executivo da Sociedade Lusa de Negócios nunca teria sido conselheiro presidencial, porque o presidente teria tido medo das cargas que uma tal nomeação inevitavelmente acarretaria num sistema político mais transparente.
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Mas nem Cavaco teve medo, nem Sócrates se inibiu de ir buscar diplomas a uma universidade que, se não tivesse sido fechada, provavelmente já lhe teria dado um doutoramento, nem Dias Loureiro contou tudo o que sabia aos parlamentares, nem Lopes da Mota achou mal tentar forçar o sistema judicial a proteger o camarada primeiro-ministro, nem Alberto Costa se sentiu impedido de ser o administrador da justiça nacional em nome do Estado lá porque tinha sido considerado culpado de pressionar um juiz em Macau num caso de promiscuidade política e financeira.
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Nenhum destes actores do nosso quotidiano tinha passado nas audições para o casting de papéis relevantes na vida pública nos Estados Unidos. Aqui nem se franziram sobrolhos nem houve interrogações. Não houve ninguém para fazer perguntas a tempo e, pior ainda, não houve sequer medo ou pudor que elas pudessem ser feitas. É que essa cidadania avançada que regula a democracia americana ainda não chegou cá

O MAGALHÃES: A PROVERBIAL ALDRABICE

Uma história mal contada?
Vasco M. Barreto

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A suspensão do programa de distribuição do computador Magalhães só pode ser entendida recorrendo à "suspensão da descrença".
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O programa de distribuição do computador Magalhães está suspenso e ninguém sabe se é para continuar. Haverá seguramente esclarecimentos ao longo do dia, mas discutir este cenário nesta altura já é, em si, incompreensível. Os portugueses foram informados dos méritos do programa de distribuição do Magalhães pelas escolas com um afinco próximo da lavagem cerebral.
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Aliás, por causa do Magalhães, o próprio Sócrates foi o primeiro político a transformar uma intervenção numa cimeira internacional num número de vendedor, ao qual não faltou sequer a proverbial aldrabice. Não avalio os méritos ou deméritos do programa.
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Mas se o símbolo do "choque tecnológico" deixou efectivamente de ser entregue, não conheço melhor exemplo do traço de subdesenvolvimento que é não dar continuidade a medidas anunciadas com grande espalhafato.
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Há um aviso de vastíssimo alcance, útil à estabilidade das relações passionais, como ao asseio das fachadas dos edifícios públicos: o difícil não é o arranque, é a manutenção. Lançar o Magalhães encheu a vista, mas só a manutenção do programa poderá - presume-se - vir a encher as cabeças.
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As crianças não merecem isto. E o Fernão Magalhães também não. Recordo que o navegador só não terminou a viagem de circum-navegação porque morreu nas Filipinas - e não foi suicído. Ainda assim, cumpriu as etapas mais difíceis da sua missão. O computador ainda não cumpriu nada e o que o seu curtíssimo currículo acusa já é a atribuição de um contrato de fabrico sem concurso público, algo que se perceberia melhor se a Mota-Engil não se dedicasse apenas à construção civil.
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A "suspensão da descrença" é um contrato que o leitor estabelece com o escritor. O primeiro aceita adiar o seu cepticismo perante o que é à partida inverosímil ou fantástico, mediante uma promessa de entretenimento. Aplicada à história do Magalhães, a suspensão da descrença é um mau contrato, pois não há entretenimento em perspectiva que não seja o daqueles que nos fazem passar por parvos. Isto, claro, se a notícia for mesmo verdadeira, pois suspender a descrença nos media em período de campanha eleitoral também não é nada avisado.

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À MARGEM: No meu dia a dia dentro da meu retiramento, compulsivo, das minhas obrigações de muitos anos (nunca fiz mais nada na vida que trabalhar), tenho-me enfronhado nas notícias que vão sendo noticiadas em Portugal e no Estrangeiro.
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Nunca fui por aí além um especialista na política portuguesa e por anos alheie-me a ela. Entendia os políticos como aldrabões, oportunistas que olhavam mais para a barriga deles do que a barriga vazia dos portugueses.
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Nunca pensei que no percurso do meu viver seria envolvido em "baldrocas" políticas e quando dentro delas já não me poderia safar das mesmas.
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Tive que (heroicamente) aguentar-me até que fui atingido, mais tarde, pelos malefícios.
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Isso aconteceu-me no princípio do ano de 1990 e de quando me apareceu, em Banguecoque, o José Beleza, irmão de Leonor Beleza (Ministra da Saúde) e irmão de Miguel Beleza (Ministro das Finanças), que como os santos inocentes o ajudei.
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Longe estaria de saber que ele estava metido dentro de uma "alhada" política em cima da construção de um hospital que a irmã Leonor Beleza, ministra da Saúde o tinha mandado construir, em Lisboa.
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Só depois de seis meses passados (Junho de 1990) viria a ter conhecimento estar metido numa camisa de "sete varas", inocentemente, que acabei por me silenciar do que dar à língua que o José Beleza estava em Banguecoque e a residir num apartamento meu em Banguecoque. Que se entenda eu não era cúmplice nenhum do caso do hospital, nem dele sabia.
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Mas (não necessito dos Belezas para nada, nem lambo "rabos" a ninguém) por mais estranho que possa parecer, eles continua na "melhor" a subir os degraus da riqueza e da fama enquanto eu o "pacóvio" esquecido.
É esta a ingratidão dos políticos em quem eu deixar de confiar.
José Martins