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sábado, 10 de outubro de 2009

BORDEJANDO FRONTEIRAS (3ª PERNA)


Ao fim da segunda perna estamos numa localidade, ribeirinha, da província de Nong Kae de nome Brungrand.
Chegamos junto às 9 da noite e necessitávamos de comer uma "mastiga" dado que o almoço foi comido cerca da uma tarde. Para enganarmos o estômago valeu-nos os amendoins que levávamos como farnel, uns copos de coca-cola e água fresca.
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Ora os amendoins em casca, e torrados num toldo pela luminosidade do sol. Nada de torrefação. Eram amendoins orgânicos- Quando se principia a comer amendoins nunca mais se pára e são uns atrás de outros.
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Revelei, por graça, ao meu companheiro, do lado, que os amendoins produziam incitamente sexual.
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-Olha para mim com olhos a reluzirem-lhe e retorquiu: "Não sabia que os amendoins substituíam os comprimidos Viagra..."
-E continuou: "É mesmo verdade ?
-Respondi-lhe: "Claro que sim...
-Continuando: "Quando debulhas os amendoins e estás sentado as cascas caiem-te na braguilha das calças e quando as sacudes chega-te o tal incitamento que te revelei..."
Soltou uma gargalhada e deu para sair do marasmo que a malta seguia.



Depois de uma longa viagem ficamos a pernoitar neste motel

Fizemos o "check inn" num simpático motel pelo preço do quarto de 400 bates. Absolutamente confortável e com aircondicionado. Arrumada a "tralha" nos quartos fomos à procura de um restaurante. Encontramos vários daqueles de rua, mas dado à hora tardia o pessoal arrumava as mesas, cadeiras e lavavam a louça.

Junto à marginal do grande rio Mekong encontramos um a funcionar e ceamos numa das várias mesas colocadas no passeio não muito distante do curso do rio. Na outra margem, a esquerda, está o Laos e chegava até nós os sons, ruidosos, de música que deveriam ser de algum espaço de divertimento nocturno.

O ar fresco do rio chegava até nós e dava vontade de se ficar por ali até mais tarde. Há que ir para o hotel e dormir, pelos menos umas 5 horas porque ao outro dia outra lufa-lufa de viagem está para vir.

A disciplina existe e não há contemplações para ninguém se falhar à hora estipulada de partida, junto à "Roadstone". Evidentemente que não vai ser abandonado, no caminho, mas arrancado da cama.

Os noviços budistas, depois de ver a tragédia do rio, dirigem-se para o templo

O grupo vai tomar o pequeno almoço a um restaurante junto ao rio Mekong. http://en.wikipedia.org/wiki/Mekong

Enquanto a ordem da comida não chega da cozinha à mesa, caminhei ao longo do passeio marginal para jusante daquele enorme rio que nasce no Tibete e depois de percorrer mais de quatro mil quilómetros despeja as águas no Mar do Sul da China.

Vejo uma fila, horizontal, de pessoas junto à margem do rio; umas que caminhavam para lá e outras que voltavam. A seguir e já a subir para o passeio, vindos do local, três noviços budistas que pela primeira vez na vida estão a cumprir a sua obrigação, religiosa de umas três semana ou mais dias no templo budista que está a dois passos.

Houve tragédia no rio, um corpo humano sem vida flutuou ao sabor da corrente , não se sabe de onde a montante do rio e um homem que por ali pescava puxou, aquela massa inerte e encostou-a à margem. Fiquei pelo passeio a captar umas poucas imagens de pessoas sem interesse que fosse de observar um homem que o Mekong a vida lhe ceifou. No passeio, um homem, arranhando a língua inglesa informou-me do facto. Não fui lá, porque me impressiono ver estas coisas


A curisosidade é igaul é todo o mundo... Gente que vai e vem do rio para ver uma tragédia humana
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No restaurante de um pequeno motel à beira da grande avenida vazia de gente e de carros, o grupo tomou o pequeno almoço de dieta "farang" torradas, café e ovos mexidos. Por norma os tailandesas tomam a sua primeira refeição de colher: sopa de arroz com pedaços de galinha, peixe ou marisco. Junto a nós sentados noutra mesa pessoas, turistas, de Singapura que como nós vinham conhecer o Isarn. Trocamos dois dois dedos de conversa.

Não tardou a partirmos para outra longa jornada em direcção, mais ao norte do Isarn e do Mekong. O rio em Brungran corre mansamente. Na outra margem do Mekong está o Laos onde por lá não se avista vida nenhuma a não ser o fumo que saía das casas de madeira entre o verde dos coqueiros e outras árvores tropicais.




A malta sentada depois de comer o mata-bicho à "farangue". O meu amigo Chaiyuth posa para a recordação da passagem.

O meu amigo Chaiyuth tem uma certa paixão de ficar na fotografia, junto à sua "Roadstone" em qualquer lugar que passe. São lembranças para o futuro para certamente pendurar nas paredes de sua casa, muito ao sabor dos tailandeses e chineses e memórias de vida.

Na avenida onde nos encontramos, um comprido passeio junto à margem do Mekong invejei-o de na cidade Banguecoque não possuir espaços iguais a este nas duas margens do Chao Prya e onde pela fim da tarde e noite adiante as pessoas desfrutassem a frescura do rio.

Ao fim da tarde no passeio ribeirinho da pequena localidade de Brungran o passeio é ocupado de mesas, cadeiras e a gente local toma ali a sua ceia. Depois e quando o povo jantou e partiu o passeio volta à normalidade assim estava, na manhã, como se apresenta as duas imagens.


Duas imagens da comprida avenida com um passeio marginal que gostava de ver em Banguecoque

O Isarn da Tailândia como outros territórios do país, são uma poesia de verdura, onde os habitantes vivem em constante harmonia e sem preocupações. Eles mexem, outros despreocupadamente, sentam-se nos estrados de esteiras, em frente a suas casas, à sombra de árvores.

São pacíficos, cumprimentam os "farangues" e se estiverem a comer oferecem-lhe a comida do seu prato. Segundo informações recebidos no Isarn vivem, de momento, muitos "farangues" (estrangeiros na Tailândia) casados com mulheres tailandesas e absolutamente integrados na comunidade que os rodeia.

A experiência que acabei de viver, de ter vivido e viajado durante cinco dias com 6 pessoas tailandesas bem conta me dão de afirmar que os tailandeses são pessoas afáveis e de fácil integração os "farangues" na sua comunidade.

Pode viajar-se pelas estradas que sejam secundárias o primárias, com perfeita tranquilidade sem rodar ser perturbado. Mas o tailandês não aceita do "farangue" use a voz mais alta do que a dele. Raramente se ouve o buzinar de um carro (se não for usado avisando sinal de perigo) é considerada uma atitude ofensiva.


Antenas, pratos satélites e um táxi de Brungran

Chama-me à atenção que raro se vê uma casa, seja modesta de construção de madeira ou de concreto que não tenha, arvorada, uma antena de satélite. O exemplo e a prova está numa imagem acima aposta com pratos expostos. São quatro empresas de comunicações que vendem sinais de televisão que apresentam os modelos de pratos que vende a diversos preços.

Poderemos encontrar nos pontos mais remotos da Tailândia emissões de programas e noticiários em língua inglesa, onde se inclui a CNN, a BBC, a Fox notícias e outras. A política, como o disse anteriormente não é facto para os tailandeses que vivem longe da capital se preocupem.

A politica deles é o seu dia-a-dia e continuam adorar o seu Rei e vamos assim encontrar grandes painéis, com a imagem de Suas Majestades o Rei e a Rainha, em todas cidades, vilas e aldeias por onde a "Roadstone" roda.

Os templos budistas continuam erigidos e outros em construção, os monges antes do nascer do sol a caminharem, descalços, pelas ruas a recolherem as esmolas de arroz cozido, bolos e flores que depois levam para os templo.

Poderão aparecer profetas a pretenderem cambiar o rumo político da Tailândia, cujo efeito não seguirá em frente. O rumo político desta Tailândia imensa não muda da noite para o dia!


Os telefones móveis sempre aviar!!! Uma saudação À tailandesa à entrada de um posto de abastecimento de combustíveis

Na continuação do nosso percurso, sob um calor e humidade intenso parámos numa mas dezenas de pequenas localidades para almoçarmos. Voltas daqui outros por ali, não encontramos nenhum restaurante à maneira. Entretanto o meu amigo Chaiyuth aproveitou para mandar lavar à pressão "Roadstone" cheia de lama pelos maus trajectos que rodou.

As estações de serviço da Tailândia são as melhores que se possam topar. Amplas, funcionais e equipadas com urinóis, retretes, instalações higienicamente, bem tratadas onde o viajante despeja as suas necessidades fisiológicas. Mas a suspensão da "Roadstone" estava em mísero estado da porrado que levou nos quase dois mil quilómetros já percorridos.

Ora o meu amigo Chaiyuth, pau para toda a colher, depois de ver uma pequena oficina, dirigiu-se para lá e foi ele mesmo que deu instruções a um mecânico como deveria substituir as borrachas da suspensão. O grupo senta-se, em frente à garagem, à sombra de de uma "maçaniqueira" (Macieira brava, assim conhecida em Moçambique, na região de Tete que produz frutos, pequenos e parecidos à mação) à espera que a "Roadstone" ficasse com borrachas novas e se deixassem de ouvir as pancadas secas de ferro a bater em ferro.

Agora os telefones, móveis, não dão os seus toques e música dentro da "Roadstone" mas fora dela, e lá está a "Daninha" e mais um acompanhante a dirigir seus negócios a 700 ou mais quilómetros de Banguecoque.



O meu amigo Chaiyuth debaixo da "Roadstone" enquando a malta se senta à sombra da maçaniqueira.

Encontrado um restaurante de rua e o pessoal encomenda comida e prepara-se para abancar à mesa tosca sob a sombra de toldos. Os tailandeses adoram comprar comida nos milhares restaurante de rua, pelo país fora e levam-na, em sacos plásticos, para suas casas.

A comida é tão barata neste país que até não lhes vale o trabalho e a preocupação de a cozinhar em casa. Na região do Isarn um prato de comida (de encher o estômago) não vai além de pouco mais de meio euro. É incrível como os preços aqui são praticados.

A população gosta de saladas de papaia e mango verde, moída num almofariz, cavado na pedra ou de madeira, com piripiri em pó ou verde. Uma autêntica bomba de picante e difícil de ser tragada pelo "farangue" se a este condimento alimentar não estiver preparado. Já referido em outras pernas da viagem que uma refeição é composta de vários pratos.

Raramente entra alcoól na refeição, mas Coca-Cola ou água fresca.

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O pessoal mata a fome ao almoço. Ao lado um poster com a foto de um membro do grupo rock "Carabao" (Bufalo) o mais famoso da Tailândia.

As construções de casas no Isarn, a maior parte delas, tradicionalmente, continuam a ser construídas de madeira de teca, embora conforme as possibilidades financeiras poderão ter outro estilo, que darão o sinal de abastança do seu proprietário.

São bonitas, não têm divisões e toda a família dorme numa sala só. As famílias tailandesas são muito chegadas e sempre juntinhas no viver do dia-a-dia ou mesmo depois de um filho ou filha casar.

De quando a modernidade, ocidental, chegou a Banguecoque e depois estendida às províncias, do interior, da Tailândia aconteceram situações dramáticas, dado que os filhos começaram a desviarem das raízes tradicionais e principiaram a sair à noite, coisa que antes não o faziam. Os pais com estas acções sentiram-se abandonados pelos filhos e aconteceram situações de suicídio.

Duas construções de casas de madeira. A do homem rico e a do homem pobre
Depois de mais um dia intenso a correr a região do Isarn pernoitamos num motel um dos melhores que observei. Ficamos alí a pernoitar a terceira noite.


Um belo motel que imagens sairão na próxima perna (4ª)

Para mais saber sobre a Tailândia clique em baixo no site oficial do Governo da Tailândia.
http://www.tourismthailand.org/destination-guide/