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terça-feira, 13 de outubro de 2009

BORDEJANDO FRONTEIRAS

Não me foi nada fácil em 4 dias ter percorrido cerca de 3.500 quilómetros por estradas da Tailândia (a maior parte delas secundárias) ao longo das fronteiras do Camboja, Laos e Birmânia.
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Foi, praticamente uma maratona, de rodas com poucas horas de descanso.
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O jornalismo de reportagem foi uma paixão que adquiri já tarde. Há 20 anos de quando pedi ao Director da "Tribuna de Macau", José Rocha Dinis, para ser o correspondente do semanário que dirigia.
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A seguir veio a Agência Lusa, a revista Macau o "Noticias de Gouveia" e um artigo publicado na última página do Jornal de Notícias com o genérico o "Porto da Minha Infância".
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Estive sempre em actividade e em cima da notícia. Procurei usar a deontologia jornalista (apesar de ser amador) sem nunca procurar ofender o nome de Portugal, da Tailândia.
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Nunca entrei na irreverência ou em falsas notícias. Há uns 17 anos o brilhante jornalistas Ferreira Fernandes veio à Tailândia reportar o "Maio Negro", mas o conflito já tinha terminado.
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Para não ir com as mãos abanar da Tailândia para Lisboa leveio-o a Ayuthaya e aos antigos bairros portugueses em Banguecoque.
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Gostei tanto do seu trabalho de jornalista que lhe perguntei-lhe como se desenvolvia uma reportagem e respondeu-me: "Olhamos para o que observamos e reportamo-lo tal qual como é".
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Nunca ganhei dinheiro com a reportagem, mas pela peça que escrevia que nem sempre eram aproveitada.
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Fui honesto como ainda hoje o sou. Fui visto como um conspirador e sei lá que mais me foi acontecendo nestes últimos 20 anos passados. Tive que lidar e bem com Deus e muito difícel manobrar o Diabo e os mediocres.
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Estou vivo e continuarei até que possa dedicar-me à minha verdadeira paixão que é o jornalismo de reportagem.
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Não ganho nada por isso, porque quando se tem paixão por qualquer amor o dinheiro não tem lugar.
José Martins