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sábado, 2 de janeiro de 2010

DO RIO KWAI DE VOLTA A BANGUECOQUE

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Sempre a minha estadia no Rio Kwai, na província de Kanchanaburi, sabe a pouco.
Oito dias passaram num ápice!
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Quando me meto à estrada, a caminho de Banguecoque, ja dentro de mim vai a saudade para voltar passados 30 dias.
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A cidade a sede da província de Kanchanaburi é calma e boa gente lá vive.
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O rio, largo, bonacheirão, calmo na corrente não tem pressa de a verter no Golfo do Sião.
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Quando me encontro hospedado no “Jolly Frog”, sinto dentro de mim uma certa liberdade e sossego que em Banguecoque a não provo.
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Este ano, embora um amigo me tenha advertido, para não sair de Banguecoque, na quadra do Natal e Ano Novo, dado ao tráfego automóvel nas estradas de toda a Tailândia ser intenso, resolvi não acatar o conselho e parti para ali passar a passagem do ano velho para o novo.
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Há sempre horas para partir e regressar, escolhendo as certas para não ficar embutido, pelo menos, nos meios populacionais que os há ao longo do percurso.
Nas duas viagens demorei pouco mais de duas horas a percorrer os 140 quilómetros de e para minha casa.
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Mas voltando a falar na liberdade que disfruto junto ao Rio Rwai é que quando me enfado do “bengalow” que ocupo por 295 baht o dia, com arcondiconado, zarpo dali e vou rodar entre a verdura para além da margem direita do rio.
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Encafuo-me entre as pequenas propriedades, agrícolas, e fico engolfado entre a verdura das plantações de cana de açúcar, de milho, tapioca e arvores de diversos frutos.
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Ontem sábado dei um passeio matinal entre pequenos aldeamentos onde as gentes se misturam dentro de duas religiões: a budista e a muçulmana.
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Vivem em perfeita harmonia como a corrente do rio com as margens.
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Há sempre uma pequena estrada que não conhecia e
lá vou eu sem destino e onde vou encontrar a saída. Uma pequena bússola no mostrador do carro ajuda-me para regressar ao ponto de partida.
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Saio entre as terras cultivadas e sigo em direcção à alta cordinheira, onde os picos, cónicos, tenta desafiar o zul do céu.
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A estrada, coberta, com caramanchão de verdura pelas árvores de tamarindeiro e algumas seculares.
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Nos vales, a cana de açúcar está madura e máquinas, mecânicas a cortam e carregam em camiões para a levar para a fábrica onde será triturada, cozida em largas caldeiras onde sairá o produto, doce, castanho.
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No ar a atmosfera está empestada, de quando a cozedora, de cheiro a doce. As minha narinas dão por isso. É agradável.
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Centenas de turista de mochila às costas,
vêm-se por todos os lados junto à margem. Por cima da ponte do Rio Kwai, passeiam dezenas, centenas e milhares de pessoas de todas as nacionalidades, durante o dia.
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Tiram fotos para levarem com eles uma lembrança.
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Nas lojas de “souvenirs” entram turistas, mesmo locais, para comprarem, uma peça de bijuteria ou mais que não seja um T-Shirt onde no tecido está designada a ponte.
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Turistas que alugam uma bicicleta e
pedalam descontraidamente pelas ruas junto via do Rio Kwai. Outros mais afoitos alugam a motorizada, por 150 baht ao dia e afoitam-se para “vasculhar” os arredores.
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Durante o dia a área turística é calma, mas logo que o sol se esconda, os restaurantes “tipo barracas”, acendem a feérica iluminação que encobre a modéstia durante o dia.
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Colocam um painel à entrada com os menus. Chega a clientela de mochila às costa, sentam-se dentro ou fora e beberricam golos de cerveja. São de muitas nacionalidades. Pela meia noite encerram. Numa curva, raparigas jovens, a transbordar alegria pelos poros, entretêm os últimos clientes, no ultimo copo de cerveja.
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Na rua há duas simpáticas lojas Sevem Elevem (7/11) abertas as 24 horas do ponteiro do relógio, onde nelas, apesar de minúsculas, há produtos de primeira necessidade onde se inclui o “spray” anti-repelente para borrifar as carnes brancas e apetitosas, dos turistas, do ataque de algum mosquito.
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Estes insectozinhos, chatos e até dão prazer de coçar a picadela dos atacados, são raros e infectados do micróbio das maleitas.
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Mas não abundam junto rio, porque à cuidado dos serviços sanitários lhe tratarem da saúde os eliminando.
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Há um ano Kanchaburi e o Rio Kwai quedava-se vazio de turista, mas pouco depois eles voltaram. Nesta altura escassez de há um ano é coisa do passado. O turismo reviveu na Tailândia.
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Turistas por todo lado. Os preços, a paz e o acolhimento dos residentes o River Kwai e Kanchanburi voltou num espaço apetecível, tanto como os outros da Tailândia do Sul ao Norte.
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Regressei à momentos a casa e já dentro de mim existe a saudade de voltar.
José Martins

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