Quase não damos pela nossa passagem no tempo.
Em Agosto do corrente ano faz 29 anos que conheci o Embaixador Mello Gouveia de quando a chancelaria funcionava num salão do rés-do-chão da residência dos embaixadores.
Foi-me apresentado pelo Vice Cônsul José de Souza.
Mas quem seria eu, vestido de calças de ganga, T-Shirt e de chinelos calçados para um embaixador de Portugal para me falar amigavelmente?
Desde essa data, quando vinha da Arábia Saudita descansar duas semanas a Banguecoque, junto a minha mulher, nunca mais deixei de visitar a Embaixada.
Passei tempos felizes naquela casa e entrei, dentro dela, a pintar paredes. Demorei nesse trabalho 27 dias.
Depois, acompanhei toda a Obra que produziu em Banguecoque Embaixador Mello Gouveia, até à sua partida para assumir a gerência da Missão de Tóquio.
Criamos uma amizade até hoje.
Nunca deixou de me contactar até agora.
Poucos dos seus colegas, depois de ter partido, falaram da sua obra e procuraram esconde-la.
É sempre assim o último que partiu foi sempre o melhor dos seus predecessores.
Dos outros, que partiram, já não reza a história.
Fui isto que sempre achei.
José Martins
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