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Uma das principais artérias de Banguecoque nos dias de hoje. Já o era de quando numa das travessa ali me hospedava no “Honey Hotel”, nos anos de 1977.
Só com uma diferença nessa altura as casas não subiam mais de quatro andares.
O mais alto era “Hotel Embaixador”, que mais tarde viria, alargar-se para as traseiras.
Só com uma diferença nessa altura as casas não subiam mais de quatro andares.
O mais alto era “Hotel Embaixador”, que mais tarde viria, alargar-se para as traseiras.
A Sukhumvit principiou a ser famosa de quando da Guerra do Vietname e frequentada pelos soldados americanos, que por dias vinham a Tailândia para refrescarem e aliviarem a depressão. Uns poucos bares na avenida e outros nas travessas (os chamados sois). Na Soi Cowbys o bar com o mesmo nome, cujo o proprietário era um soldado negro americano que depois de ter passado do exército à disponibilidade, abriu um bar decorado, a parte da frente, com cornos de búfalo e cordas, texanas e o negócio foi-lhe correndo.
Aqui não se mexe... O conservadorismo existe!
Os soldados americanos regressaram a casa depois da guerra terminada e o negócio do “Bar do Cowboys” continua a florescer com a chegada do “insurra” ´Oil man´, a trabalhar na área da prospecção do petróleo dos países árabes.
Viria, depois, o “Bar do Cowboys” a sofrer a concorrência com a abertura de outros. O cowboy, começou a perder a clientela e as raparigas, bailarinas, passaram-se para outros bares. Enfrasca-se todos os dias, de álcool e acabou por morrer há uma vintena de anos com uma cirrose e o fígado completamente podre.
O bar continua no soi cowbois. Durante um ano de férias em Banguecoque deambulei pela avenida da Sukhumvit e passei por lá grandes “noitadas” de quando uma cerveja custava 20 baht, durante o dia e 30 pela noite adiante.
Viria, depois, o “Bar do Cowboys” a sofrer a concorrência com a abertura de outros. O cowboy, começou a perder a clientela e as raparigas, bailarinas, passaram-se para outros bares. Enfrasca-se todos os dias, de álcool e acabou por morrer há uma vintena de anos com uma cirrose e o fígado completamente podre.
O bar continua no soi cowbois. Durante um ano de férias em Banguecoque deambulei pela avenida da Sukhumvit e passei por lá grandes “noitadas” de quando uma cerveja custava 20 baht, durante o dia e 30 pela noite adiante.
O canal onde eu vi pescar caramão miúdo. Imagem do lado direito: A "botaria", que ainda está no mesmo sitío que a conheci. Comprei ali umas botas de bico, cano alto texanas. Era a moda! Eu era um homem do petróleo...
Depois conheci minha mulher desde então até hoje passei pela travessa do cowboy uma meia dúzia de vezes.
Raramente vou à avenida da Sukhumvit. A avenida deixou de ter a beleza do meu tempo; os hotéis o carril elevado escureceu a artéria e deixou de ter hortas para além das margens da via e o intenso tráfego, o mercado de passeio acabou com o resto.
Ontem resolvi ir à “Siam Society” pagar a minha quota anual já caducada em 31 do mês passado. Raramente saio de minha casa, aonde ainda vivo, longe da “barafunda” que uma urbe como Banguecoque (outra igual, algures no Mundo, desta dimensão), de sei lá se mais ou menos de 14 milhões de almas no seu quotidiano de labuta.
Raramente vou à avenida da Sukhumvit. A avenida deixou de ter a beleza do meu tempo; os hotéis o carril elevado escureceu a artéria e deixou de ter hortas para além das margens da via e o intenso tráfego, o mercado de passeio acabou com o resto.
Ontem resolvi ir à “Siam Society” pagar a minha quota anual já caducada em 31 do mês passado. Raramente saio de minha casa, aonde ainda vivo, longe da “barafunda” que uma urbe como Banguecoque (outra igual, algures no Mundo, desta dimensão), de sei lá se mais ou menos de 14 milhões de almas no seu quotidiano de labuta.
A “Siam Society” encerrado, assim me informou o guarda e abre hoje dia 5 de Janeiro. Olhei os efeitos que o fogo produziu, há tempos, na loja de vendas de souvenir, livros e onde funcionava a administração do espaço de cultura de excelência na Ásia, fundado em 1905.
Do mal o menos e não atingiu a biblioteca, instalada num edifício de ferro e cimento ao lado do que ardeu de madeira de teca. O caso está resolvido por agora com uma nova construção provisória.
A “Siam Society” está situada a uns escasso metros do local onde conheci a minha mulher Kanda de 30 anos. O Soi Asoke (Sukhumvit 21), na altura que o conheci era uma via mais pequeno, depois seria alargado e o seguimento (que bem se pode chamar) a estrada da circunvalação de Banguecoque que circunda toda a grande cidade.
Do mal o menos e não atingiu a biblioteca, instalada num edifício de ferro e cimento ao lado do que ardeu de madeira de teca. O caso está resolvido por agora com uma nova construção provisória.
A “Siam Society” está situada a uns escasso metros do local onde conheci a minha mulher Kanda de 30 anos. O Soi Asoke (Sukhumvit 21), na altura que o conheci era uma via mais pequeno, depois seria alargado e o seguimento (que bem se pode chamar) a estrada da circunvalação de Banguecoque que circunda toda a grande cidade.
Contrastes. O velho e o novo
Há uma vintena de anos, rodei por ela e o conta quilómetros marcou 90 quilómetros.
Não podendo satisfazer o pagamento, e porque estou num espaço familiar há 30 e mais anos, vou almoçar ao “Honey Hotel” (que nunca mais lá fui desde 1979). Conheci as caras desse tempo, mais velhas como eu.
Perguntei ao empregado de mesa que me serviu: há quantos anos estava ali e respondeu-me: há mais de 30 anos...!!!
Não me enganei era mesmo a pessoa que eu tinha reconhecido. Na caixa do restaurante a mesma rapariga, sempre de sorriso nos lábios que havia conhecido.
Ainda, agora, se sorria só que não era era igual ao que lhe conheci...
Um sorriso com rugas na face é um sorriso velho e com pouco graça.
As outras raparigas, engordaram, como eu e na casa dos mais 50 anos. Não me identifiquei, nem ninguém me conheceu. Saí e continuei a minha curta romagem para matar as saudades dos tempos idos.
Fui visitar a livraria “Ásia Books” que não mudou uma palha que seja do estilo de construção, alem da pintura, ainda fresca, de verde do exterior do edifício. Vence as leis do progresso e está ali, me parece de pedra cal por mais anos e anos à sua frente.
Não podendo satisfazer o pagamento, e porque estou num espaço familiar há 30 e mais anos, vou almoçar ao “Honey Hotel” (que nunca mais lá fui desde 1979). Conheci as caras desse tempo, mais velhas como eu.
Perguntei ao empregado de mesa que me serviu: há quantos anos estava ali e respondeu-me: há mais de 30 anos...!!!
Não me enganei era mesmo a pessoa que eu tinha reconhecido. Na caixa do restaurante a mesma rapariga, sempre de sorriso nos lábios que havia conhecido.
Ainda, agora, se sorria só que não era era igual ao que lhe conheci...
Um sorriso com rugas na face é um sorriso velho e com pouco graça.
As outras raparigas, engordaram, como eu e na casa dos mais 50 anos. Não me identifiquei, nem ninguém me conheceu. Saí e continuei a minha curta romagem para matar as saudades dos tempos idos.
Fui visitar a livraria “Ásia Books” que não mudou uma palha que seja do estilo de construção, alem da pintura, ainda fresca, de verde do exterior do edifício. Vence as leis do progresso e está ali, me parece de pedra cal por mais anos e anos à sua frente.
A velha livraria`...
O “Ásia Books” foi um espaço que sempre visitei, para comprar, parte dos meus livros que hoje tenho (alguns já esgotados) e passei no interior horas a vasculhar o desconhecido. A única livraria, nesse tempo, em Banguecoque. Hoje terá mais de uma centena espalhadas pela cidade onde incluo as grandes superfícies.
Não houve diplomata, professor, gente ligada à cultura e artes, locais ou estrangeiros que não tenha visitado a “Ásia Books”.
Procurei livros dos antigos mas não encontrei um que fosse. Entretanto o sortido é vasto desde o rés-do-chão ao primeiro andar.
Não encontrei nenhum livro que me interessasse, porque sempre comprei obras que me falem da história de Portugal na Tailândia e nos países da Ásia por onde passaram.
Não houve diplomata, professor, gente ligada à cultura e artes, locais ou estrangeiros que não tenha visitado a “Ásia Books”.
Procurei livros dos antigos mas não encontrei um que fosse. Entretanto o sortido é vasto desde o rés-do-chão ao primeiro andar.
Não encontrei nenhum livro que me interessasse, porque sempre comprei obras que me falem da história de Portugal na Tailândia e nos países da Ásia por onde passaram.
Quase à saída encontrei, apenas um, que me interessou: “Singapura a Biography” (1.150 baht) de Mark Ravinder Frost e Yu-Mey Balasingamchow, prefaciado por Lee Chor Lin, Director do Museu Nacional de Singapura. Desfolhei-o para ver se valeria a pena. Conta de facto toda a história desde as raízes do aparecimento de Singapura; os autores embrenham-se na conquista de Malaca, designam (onde foram beber aos seus escritos) o Grande Afonso de Albuquerque, Stamford Raffles, Dr. Jonh Crawfurd, outras individualidades britânicas e chinesas e não falam do Dr. José D´Almeida, português que realizou uma grande obra em Singapura e onde uma rua com o seu nome existe.
Vou lê-lo e depois fazer os meus comentários.
José Martins
Vou lê-lo e depois fazer os meus comentários.
José Martins
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