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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

TANTA MERDA FEZ... DIAS CONTADOS À VISTA

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Artigo exclusivo
“O que se passou na TVI lança vergonha sobre Sócrates”
José Eduardo Moniz
09/02/10 00:05
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José Eduardo Moniz apela à intervenção de Cavaco Silva e da ERC no caso das escutas da Face Oculta. Já o Conselheiro de Estado António Capucho apoia o inquérito parlamentar.
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O País anda cheio de ‘stress'. Não é para menos. A juntar à gravíssima crise económica, as revelações sobre a forma como José Sócrates se posiciona perante a Comunicação Social e os jogos de bastidores tendentes a condicionar a livre informação em Portugal justificam só por si que se incremente o consumo de ansiolíticos.
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Este é um momento particularmente difícil da nossa vida colectiva. Depois de anos de venda de ilusões, assente na lógica da demagogia e do eleitoralismo fácil, os portugueses são confrontados com a dureza de uma realidade que nenhum mestre da escrita de ficção consegue disfarçar.
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1. Os acontecimentos dos últimos dias não dão margem a que haja condescendências. O que veio a lume, no pouco que ainda se soube sobre conteúdos de escutas efectuadas no âmbito do caso "Face Oculta", demonstra o enorme desrespeito por princípios elementares da sã convivência democrática. Os cidadãos ficaram a conhecer, surpreendidos e incrédulos, manobras inqualificáveis visando o controlo da actividade de empresas jornalísticas em Portugal, nomeadamente, no que aos seus conteúdos informativos diz respeito. Percebeu-se que valia tudo, desde o afastamento de profissionais incómodos até à suspensão de programas televisivos não alinhados, passando por intervenções no capital de sociedades de comunicação social, utilizando-se, para tal, empresas em que o Estado tem influência directa, ou porque detém acções das mesmas ou porque, perante ele, se revelam dependentes, por qualquer razão.
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2. Os aspectos divulgados permitem concluir que tudo terá sido feito, no mínimo, com a complacência do primeiro-ministro. O processo relacionado com os acontecimentos na TVI lançam a vergonha sobre o Governo e sobre o seu líder, confirmando, no fundo, aquilo que já se sabia: o seu apetite devorador e destruidor relativamente a tudo e todos que não abdicam da liberdade de pensar e exprimir-se de acordo com os ditames da sua consciência, sem amarras nem obediências à suprema vontade do chefe. Ficou, uma vez mais, patente a promiscuidade entre detentores do poder político e alguma gente que, como se vê, impropriamente, se diz empresária de "media".
Fonte: Diãrio Económico. Grafismo: José Martins

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