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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

POLÍTICA EM PORTUGAL: "ALGUNS ROÇAM A BOÇALIDADE...."


Sexta Feira, 6 de Agosto de 2010
A massa de que são feitos
Perante os factos e situações que vão ocorrendo, talvez se justifique uma pequena pausa, ou antes, uma postura analítica focalizada nos responsáveis pela construção social, económica e politica que configura o actual estado da Nação.
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Por outras palavras.
Quem é esta gente ?
De onde é que veio ?
Que formação têm?
Qual o estatuto familiar ou histórico que transportam ?
O que é que realizaram na vida ?
Em que experiências é que participaram ?
Qual o curricullum de vida que apresentam ?.......
Tudo isto para colocarmos a grande questão.
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Como é que foi possível estarmos a ser enganados durante tantos anos por gente sem qualificação nem créditos adquiridos e só agora começarem a despontar alguns focos de contestação ?
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Se olharmos para os actores que durante 35 anos têm "mexido" nas coordenadas politicas do País sentiremos um vazio quase total na maioria dessa gente !
Teríamos mesmo muitas duvidas em dar-lhes algum lugar de responsabilidade em qualquer das empresas que tivemos.
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Alguns roçam mesmo a boçalidade e não estamos só a referir-nos aos tais Linos, Pinhos ou Pereiras, podíamos mesmo continuar com muitos outros. Às vezes parecem ter sido apanhados de surpresa e colocados num qualquer Ministério, mesmo sem terem conhecimentos ou vocação para tal.
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Numa análise fria, temos mesmo que concluir que o que se tem passado nada mais tem sido que a gestão selectiva de incompetências de forma a nunca porem em causa as estratégias das cúpulas dirigentes dos principais partidos surgidos após 74.
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Nesta sucessão histórica alguns destes personagens são marcantes, pois souberam aproveitar a onda que permitiu mantê-los ao sabor da corrente e da história.
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Souberam sobre tudo usar a estratégia do OMO e do TIDE, ao criarem dois produtos iguais apenas com rótulos diferentes.Embora o marketing se tenha esforçado por explicar as vantagens de cada um, o certo é que a roupa acabou sempre por ficar com as nódoas fosse qual fosse o produto utilizado.Pensamos que a história talvez não tivesse sido a mesma com Francisco Sá Carneiro.
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E isto porque nos parece que muito para lá dos pressupostos ideológicos, a principal riqueza das Nações advêm do carácter e da postura das gentes que a integram. Um Sócrates, um Silva Pereira, um Mesquita e outros que tais, nunca passariam de carregadores de malas se por acaso vivessem na Suécia, ou na Dinamarca, ou na França, ou na Inglaterra, ou....em qualquer outro País da Europa.
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Aqui, pasme-se, um é primeiro ministro, o outro ministro da presidência, o outro já foi ministro da justiça e o rol continuaria se necessário fosse.
E isto é possível porquê ?
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Porque, por infelicidade nossa, somos o povo menos evoluído e educado da Europa.Isso se deve em grande parte á Igreja e aos poderes políticos que ao longo do tempo por aqui têm encontrado campo fértil para as suas práticas.
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Quando "os novos tempos" permitiram outras aberturas, as classes emergentes nada mais precisaram que "instalar a tenda" e fazer a sementeira politica e ideológica que ia ao encontro da vaga geral e que lhes permitiu sobre o mesmo povo manso ir desenhando as estruturas da sua implantação na sociedade, distribuindo tarefas, avenças, colocações, contratos, cargos, criando e duplicando organismos, etc, etc e deslumbrando-se com os milhões que entravam e entram da Europa e as fortunas que iam e vão fazendo e os empregos que se vão estendendo aos filhos, ás mulheres, aos sobrinhos, aos amigos, ás gentes do partido.....etc.
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Com tantos interesses a gerir tinham que se assegurar da impunidade necessária para muitos dos actos "menos lisos" que iam praticando. E foi fácil. Quase por mutuo acordo ou grande maioria, puseram em prática essa ofensa maior á nossa inteligência e que é o chamado Sistema Judicial moldado á protecção de políticos corruptos. E não falha. Veja-se o caso Freeport, apenas um exemplo.
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E quem são os obreiros maiores deste embuste ?
São exactamente aqueles que vemos de novo na praça publica a tentarem justificar e defender os actuais agentes que lhes garantem as benesses já adquiridas. Isto como se vivêssemos num País a dois níveis. O deles e o dos restantes 98% da população.
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Entendem agora que o Estado não deve fazer gastos sociais quando os destinatários podem estar a encobrir rendimentos. E até têm alguma razão, pois vendo bem este é o povo que os gerou e eles sabem bem a massa de que foram feitos. Trata-se apenas de um problema de escala.
Como têm quase a certeza que os mais pequenos são vigaristas ( lá está a tal massa ), mas não dispõem de nenhum sistema de encobrimento, vão exigir acesso ás contas bancárias.
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Tudo bem. Á que respeitar o Erário Publico!
Bom, e os grandes vigaristas e corruptos ? Como é que este mesmo Estado quer resolver o problema ?
Vamos ter acesso ás contas dos políticos sob suspeita ?
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É que o verdadeiro ROUBO não são alguns apoios miseravelmente concedidos.
Os roubos que continuam impunes são aqueles que estão a levar este País á bancarrota e em que estão envolvidas muitas das principais personagens politicas originadas no Abril de 74. Estes são os grandes responsáveis pela situação de miséria que vamos deixar ás próximas gerações..
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Está na altura do POVO exigir a comprovação da proveniência dos rendimentos desta escumalha politica que não tem vergonha e por enquanto ainda nem tem medo.
A ilusão no entanto pode ser passageira.
Isso, se nós quisermos. "José Fuinhas" Alcantara

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