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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

QUE VÁ,QUE VÁ E QUE VENHA OUTRO MINISTRO DOS ESTRANGEIROS

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Pois que desapareça e que venha outro que conheça diplomacia... Foi um verbo de encher e uma tragédia diplomática!


Remodelação iminente. Crise pode fazer governo encolher
por Ana Sá Lopes e Filipa Martins, Publicado em 26 de Novembro de 2010 Actualizado há 6 horas
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Novos ministros nos Negócios Estrangeiros, no Ambiente e na Saúde
Um novo governo, a qualquer momento e eventualmente mais pequeno. É provável que Sócrates não repita o que fizeram Zapatero, há poucas semanas, e António Guterres, há muitos anos - que remodelaram os respectivos governos no dia da aprovação do Orçamento do Estado, com péssimos efeitos políticos no caso de Guterres. Mas já este fim-de-semana ou, mais provavelmente, no próximo, o país pode acordar com novos rostos em vários ministérios.
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Durante a semana nada acontecerá: as deslocações oficiais do primeiro-ministro à Líbia e à Argentina dificultam a operação, que tem que ter agrément prévio do Presidente da República.
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O ministro dos Negócios Estrangeiros está de saída. As suas já tensas relações com o primeiro-ministro - desde que, em Maio, defendeu a inscrição na Constituição dos limites do défice - agravaram-se com a entrevista ao "Expresso", onde sugeriu a sua própria remodelação, defendeu uma coligação governamental PS/PSD que não está nos planos de Sócrates, e manifestou, pela enésima vez, o seu cansaço com as funções.
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Para substituir Luís Amado tem sido avançado por várias fontes o nome de Basílio Horta, o que o próprio, ontem contactado pelo i, desmente. No entanto, o i sabe que já houve contactos entre o primeiro-ministro e Basílio Horta. Actual presidente da AICEP (Agência para o Investimento), Basílio Horta poderia dar à pasta uma componente mais económica, juntando ao perfil diplomático uma aposta nas relações comerciais externas. Basílio Horta é neste momento também próximo de Cavaco Silva, sendo um dos apoiantes assumidos da recandidatura do Presidente, o que num cenário de instabilidade política é apontado como uma vantagem.
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A saída de Ana Jorge, actual ministra da Saúde, de Dulce Pássaro, ministra do Ambiente, e de António Mendonça, ministro das Obras Públicas, são dadas como fortes possibilidades. Ana Jorge, médica de profissão, poderia vir a ser substituída por Adalberto Campos Fernandes, ex-presidente do conselho de administração do Hospital de Santa Maria, e António Mendonça por Luís Nazaré, ex-presidente dos CTT.
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Teixeira dos Santos mantém- -se à frente da pasta das Finanças, sabe o i. Emanuel dos Santos, o secretário de Estado do Orçamento, gostaria de abandonar o cargo, mas para o governo mexer na equipa das Finanças é tarefa delicada - mesmo que muito contestada dentro e fora do PS -, o que pode levar à sua manutenção. Haverá mudanças na Justiça, embora o ministro, Alberto Martins, não deva ser substituído. João Correia, o secretário de Estado da Justiça, está de saída.
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A possibilidade de colocar Augusto Santos Silva numa pasta mais política é desejada no PS. Quanto ao actual ministro da Economia, Vieira da Silva, que nos últimos tempos tem recuperado alguma intervenção política, só sairá do governo se quiser mesmo muito.
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A remodelação está a ser praticamente "exigida" nos bastidores socialistas. O primeiro a dar sinal público desse desconforto do partido com o governo foi o número dois do PS, António Costa, que lamentou já há meses que a actividade governativa estivesse "muito assente no primeiro-ministro e em alguns ministros", afirmou que havia "muitas áreas a descoberto" e que muitos ministros "não acompanhavam a iniciativa do primeiro-ministro". É agora que Sócrates lhe faz a vontade.

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