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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

DESCULPA AOS MEUS LEITORES

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E porque tenho que me deslocar fora de Banguecoque com convidados meus, de Portugal, que chegaram hoje a minha casa este blogue vai parar por dois dias.
Abraços
José Martins

MARIA DE BELÉM: AS MULHERES TAMBÉM NÃO SE MEDEM AOS PALMOS...!!!

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ESPECTÁCULO DEGRADANTE

Miss Dra

> Foi a figura triste que Maria de Belém fez no 'Frente-a-Frente' do Jornal das 9 (SIC Notícias) com Mário Crespo. A Miss Dra (esta alcunha tem uma longa história) enfrentava Paula Teixeira da Cruz. Mário Crespo começou por dar a palavra a Miss Dra para o seu primeiro minuto. Falou do que lhe apeteceu. Seguidamente foi a vez de Paula Teixeira da Cruz e manifestou a sua solidariedade pelo Mário Crespo em face da censura que foi alvo um texto seu que desmascarava o comportamento indecoroso de José Sócrates. Crespo agradeceu. Miss Dra pediu a palavra para envergonhadamente dizer que também se solidarizava com o jornalista e, acto contínuo, passou toda a intervenção a defender José Sócrates e as suas políticas.

MÁRIO SOARES: "Ó SARAIVA DEIXE-ME VENDER O MEU PEIXE!"

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O Senhor ministro
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Uma das primeiras vezes que vi Jorge Lacão foi em casa de Mário Soares, a quem ia entrevistar. Nessa época (1981 ou 82), eu estava a fazer entrevistas aos líderes dos principais partidos políticos – Francisco Pinto Balsemão (que era também primeiro-ministro), Mário Soares, Freitas do Amaral e Álvaro Cunhal – e cada uma destas entrevistas teve uma história.
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A entrevista com Soares foi marcada para as 10h00 ou 10h30, na sua casa no Campo Grande. Quando cheguei ao prédio, a primeira coisa que estranhei foi estar à porta um polícia fardado. Pensava que só os governantes tinham direito a protecção policial. Mas não: os ex-governantes (ou os líderes partidários) também tinham.

O edifício onde Soares vivia (e vive) é uma daquelas construções típicas dos anos 50, de três andares (os prédios de três andares tinham a prerrogativa legal de poderem dispensar o elevador), de boa construção e alguma qualidade arquitectónica. Soares ocupava um dos andares.
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Toquei à campainha, a porta abriu--se – e para meu espanto, quando esperava ver à minha frente uma empregada, surgiu Jorge Lacão. Foi ele quem veio abrir-me a porta. Reconheci-o de imediato porque, sendo Lacão ainda muito jovem, já era relativamente conhecido. Cumprimentou-me com algum formalismo e disse-me para esperar um pouco numa saleta à entrada. Era uma divisão relativamente pequena, com as paredes repletas de quadros e desenhos. Nalguns havia dedicatórias. Percebi que eram ofertas de amigos políticos a Mário Soares.
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No tempo do Estado Novo, era muito frequente esta forma de manifestar a solidariedade política. Pintores, escultores, músicos, poetas, políticos, escritores – que regra geral eram ‘da oposição’ – trocavam entre si presentes e cumplicidades.
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Nesse dia fiquei com a sensação de que Lacão era uma espécie de ‘impedido’ de Mário Soares. Eu explico o significado da palavra. Na tropa, os oficiais a partir de certa patente tinham direito a ter ‘impedidos’, isto é, soldados que lhes estavam atribuídos e funcionavam como uma espécie de criados. Faziam recados, tratavam disto e daquilo, iam buscar os filhos à escola, chegavam a trabalhar em casa, executando tarefas domésticas.
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O Estado Novo tinha muitas coisas destas: ganhava-se pouco, mas certas classes (como os militares) tinham direito a algumas mordomias que lhes davam um estatuto privilegiado.
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Pois eu pensei que Lacão era ‘impedido’ de Soares. Este não tinha na altura nenhum cargo oficial, era apenas líder do partido, não dispunha de gabinete, nem de pessoal à volta, nem de ajudantes de campo – e o PS, para o ajudar, pusera aquele jovem à sua disposição.
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Esta entrevista com Mário Soares foi muito curiosa e deu para o conhecer melhor. A certa altura ele começou a falar disto e daquilo, de coisas que eu não lhe tinha perguntado, e interrompi-o.
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– Senhor doutor, desculpe, mas sou eu o entrevistador...
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E ele respondeu-me, candidamente:
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– Ó Saraiva, eu sei, mas deixe-me vender o meu peixe!
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Outra coisa que me impressionou foi o excesso de informalidade da empregada, sobretudo tendo em conta a presença de um estranho. A certa altura, Soares pediu-lhe para fazer outro café, porque aqueles que nos trouxera tinham arrefecido. A empregada veio com modos enfastiados, pegou nas chávenas e enquanto se afastava foi dizendo:
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– Outro café? Vou aquecer este!...
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Passados uns anos voltei a encontrar Jorge Lacão numa circunstância muito diferente. Penso que ele era candidato a uma Câmara ou coordenador de uma campanha autárquica do PS. Almoçámos no Pabe, um restaurante de luxo na Rua Duque de Palmela que servia de ‘cantina’ à administração do Expresso e onde eu também ia com alguma frequência quando tinha um convidado para almoçar.
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Os políticos gostavam de ir ao Pabe porque eram vistos: o restaurante funcionava um pouco para eles como uma passerelle. Lá se realizaram durante anos os célebres almoços do Expresso com figuras públicas. Lá iam, com mais ou menos frequência, Dias Loureiro, António Guterres, Marques Mendes, Ferreira do Amaral, Freitas do Amaral, Henrique Granadeiro, Manuel Monteiro, Paulo Portas, Deus Pinheiro, Mira Amaral, Fernando Nogueira, além de Balsemão, que tinha uma mesa sempre reservada e lá almoçava quase todos os dias. Lembro-me ainda que foi no Pabe que tive o primeiro e único encontro com Mota Pinto.
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Nesse almoço com Jorge Lacão falámos de autarquias – e ele defendeu a ideia de que os executivos camarários deveriam ser monocolores. Tal como acontecia nos governos, o partido que ganhava as eleições deveria poder formar executivo – sendo absurdo que as vereações integrassem pessoas de vários partidos, segundo as percentagens eleitorais obtidas. Que sentido faria um Governo nacional com ministros do PSD, PS, PCP e CDS? Seria isso exequível?
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Eu achei que ele estava cheio de razão.
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Depois estive muito tempo sem o ver. Ouvi falar dele através de Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes, aquando da revisão constitucional de 1997, em que ele era o representante do PS. Nessa altura o partido acusou-o de ceder demasiado ao PSD. Mas tempo depois vi muita gente de diferentes partidos a elogiar o seu trabalho nesse processo.
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Dado este percurso, pode dizer-_-se que Jorge Lacão é um homem esforçado, dedicado ao partido, que aceita tarefas difíceis e sem grande visibilidade por espírito de militância. Terá mais qualidades do que muitos políticos com muito maior presença na ribalta. Mas é essa a sua forma de estar.
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Parecendo às vezes um mal amado dentro do PS, tão depressa aparece como desaparece. Na legislatura anterior apareceu à luz do dia, como secretário de Estado da Presidência. E no novo Governo foi promovido a ministro, o que me pareceu justo em função da sua idade, dedicação ao partido e méritos pessoais.
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Dito isto, não posso deixar de sublinhar que muitas pessoas chegam hoje a ministros sem qualquer experiência de vida, tendo sido sempre funcionários partidários, não tendo ligação à vida real, não passando por empresas, não dispondo de uma visão alargada da sociedade, limitando a sua perspectiva às quatro paredes do partido onde militam.

Sem pôr em causa a promoção de Jorge Lacão a ministro, não posso deixar de dizer que a ele e outros faltam experiências diversificadas.

E não digo isto pelo facto de o continuar a ver como o ‘impedido’ de Mário Soares, como o soldado às ordens do general Soares, como o jovem que me abriu a porta da sua casa do Campo Grande, já lá vão quase 30 anos! José António Saraiva

INTERNE-SE E JA O MÁRIO CRESPO NO MANICÓMIO

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Os médicos que sugeriram que o lugar de Mário Crespo era o manicómio...

Da esquerda para a direita: Pedro da Silva Pereira, Mário Crespo e Jorge Lacão

MÁRIO CRESPO: VAI COM DEUS MÁRIO.... É A VIDA!

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Nota da Direcção do Jornal de Notícias
Mário Crespo cessa colaboração no JN
O jornalista Mário Crespo foi até ontem colaborador de opinião do Jornal de
Notícias. Essa colaboração cessou por sua vontade. Acontece que, no domingo à noite, o director do JN o contactou dando-lhe conta das dúvidas que lhe causava o texto que Mário Crespo enviara para publicação no dia seguinte. Basicamente, no entender do director do JN o texto de Mário Crespo não era um simples texto de Opinião mas fazia referências a factos que suscitavam duas ordens de problemas: por um lado necessitavam de confirmação, de que fosse exercido o direito ao contraditório relativamente às pessoas ali citadas; por outro lado, a informação chegara a Mário Crespo por um processo que o JN habitualmente rejeita como prática noticiosa; isto é: o texto era construído a partir de informações que lhe tinham sido fornecidas por alguém que escutara uma conversa num restaurante.
Da conversa entre o director e o colaborador do jornal resultou que este decidiu retirar o texto de publicação e informou que cessava de imediato a sua colaboração com o jornal, o que a Direcção do JN respeita.

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O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Prim
eiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”).
Fui descrito como “um profissional impreparado”.
Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”.
Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo.
É fidedigno.
Confirmei-o.
Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”.
É banal um jornalista cair no desagrado do poder.
Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.
Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar.
Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos.
Isto é mau para qualquer sociedade.
Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta.
Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.
Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência.
Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”.
Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.
O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.
Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”.
Eu.
Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) no 'JN'.

GANSTERS, MEXICANOS, ABATEREM A TIRO 14 JOVENS ESTUDANTES

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Sky News Online
Suspeita de pistoleiros do cartel de drogas mataram 14 estudantes adolescentes em uma festa em Ciudad Juarez, México.
As vítimas eram todas estudantes do ensino médio com idade entre 15 e 20 anos de idade.
Outros 17 ficaram feridos no tiroteio, alguns gravidade,
Os estudantesa estavam a comemorar o aniversário de um colega, quando os atiradores chegaram nas primeiras horas da manhã de domingo.
Não é de imediato claro qual o motivo do massacre e quem foram os atacantes.
A polícia informou que alguns adolescentes têm se envolvido em outros sequestros.
Ano passado 2.650 pessoas foram mortas violentamente com suspeitas de envolvimento em drogas.
Os assassinatos no inicio deste ano incrementaram.
A repressão militar sobre os cartéis rivais no México, tem alimentado uma onda de violência de drogas que já matou mais de 17.000 pessoas nos últimos três anos.
México é a rota, chave, de trânsito de cocaína da América do Sul e um principal fornecedor de maconha e heroína.

HILLARY CLINTON: ACIDENTE, DE PERCURSO, AO CAMINHAR


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Faits divers
"Ontem, a sua chegada ao Eliseu, a responsável americana pelos Negócios Estrangeiros, Hillary Clinton, deixou para trás o seu sapato. O "fait divers" correu o mundo mediático".
Para ler o resto da peça clique a seguir:
http://duas-ou-tres.blogspot.com/2010/01/faits-divers.html

OS FILHOS DE MICHAEL JACKSON NUMA EMOCIONANTE MENSAGEM AO RECEBER O PRÉMIO GRAMMYS

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Paris e Prince
Os Filhos de Michael Jackson proferiram uma emocionante homenagem ao pai ao receberem o prémio Grammys “Lifetime Achievement”.
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Prince, 12, e Paris, 11, anos assemelharam-se a estrelas depois de recolherem o prémio, transmitiram ao Mundo que eles tinham perdido o pai.
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Paris disse: "Meu pai era suposto estar aqui. Meu Pai estava preparando um espectáculo para executar este ano, mas não conseguiu".
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“Obrigado Pai, nós te amamos.
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Prince, também, agradeceu aos fãs, dizendo-lhes que as mensagens, ao Mundo, de seu Pai foi sempre o amor.
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Ele em voz firme: "Nós vamos continuar a espalhar a sua mensagem e ajudar o mundo. Nós te amamos Pai.
Clique abaixo e veja as impressionantes palavras de Prince e Paris

ELES APELARAM


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Apelou Cavaco Silva a um "novo espírito de cidadania".
Mário Soares defende possíveis "consensos".
Jorge Sampaio diz que Portugal precisa de unidade "Grande de propósitos".

NA CADEIA O REMÉDIO É SEPARÁ-LAS

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Uma cadeia só para pessoas transgénero
Por Ana Cristina Pereira
Há quem aplauda o projecto italiano - a pensar nos perigos que enfrenta uma transexual numa cadeia de homens. E quem o repudie
Espinoza tem formas arredondas, cabelos longos, seios fartos e pénis. Uma vez por semana, quem com ela dividia a cela forçava-a a andar com os seios à mostra. Nem só os companheiros de reclusão a sujeitavam a práticas humilhantes. Os guardas prisionais não a deixavam usar soutien na hora de sair da cela para mudar de uniforme - obrigavam-na a sair apenas com uma toalha enrolada na cintura, como faziam com os homens.
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A algazarra num instante se instalava. "Ei, vaca!", gritava um. "Olha este gajo tem tetas!", gritava outro. E riam-se. Riam-se dela.

A CRISE... A CULPADA FOI A ELÁSTICA MUNDIAL...!!!

Orçamento e crise
O grande assunto é o orçamento para 2010.
À volta deste orçamento já muito está dito e muito vai ser dito durante o ano que corre.
Fo
i notícia a pacífica aceitação do orçamento pelos partidos da direita, CDS e PSD. Anunciaram a abstenção. Dias de muita encenação para resultado já esperado.
Este orçamento satisfaz as posições dos partidos à direita do governo. É para esses lados que vai “ o bife do lombo”.
Mais uma vez os sacrificados com este orçamento são os que trabalham, particularmente os da função pública e os reformados.
A pretexto de que em 2009 houve aumentos com ganhos, este ano é sobre esses que caem todos os encargos do défice. Esqueceram que os ligeiros ganhos de 2009 vieram depois de muitos anos a ratar nos salários desses trabalhadores.
Os nossos políticos não encontram outros processos de controlar o défice das contas públicas que não sejam sempre os mesmos a pagar.
O orçamento aperta nos salários, mas anuncia aumento de dinheiro com pessoal. Vai haver muito dinheiro para pagar a consultores jurídicos, para prémios de chefia, para estudos encomendados a gabinetes. E no lote destes bafejados estão aqueles do costume, empresas de advogados de nome, gabinetes de imagem, chefias com cartão, os amigos de sempre. Os mesmos que por lá comem há anos.
E se este orçamento é de restrição, nos próximos anos vamos ter mais do mesmo, porque o défice vai continuar.
Para quem trabalha não há dinheiro.
Os jornais relatam e nós conhecemos quem trabalhe e o ordenado não chega ao fim do mês. Já estamos naquela situação que entre trabalhar ou estar de subsídio dá para ter o mesmo.
Esta globalização, a de trabalhar sem direitos e sem dinheiro, vai dar muito descontentamento social. Um recuar duzentos anos atrás, aos tempos da escravatura.
Cresce a pobreza, mas os bancos continuam na sua saga de muito ganhar. Com crise e sem crise, os bancos continuam com seus avultados lucros. Dois mil milhões, ou seja: 2.000.000.000 euros são os lucros líquidos declarados de alguns bancos da nossa praça. Isto é o mesmo que dizer que esse grupo de bancos foi ao bolso de cada português, criança, idoso, pobre e rico, e sacou 200 euros.
E para acumular à pouca decência, a banca paga de imposto taxa muito inferior à que paga qualquer pequeno comerciante ou pequeno industrial.
E todos os dias ouvimos folhetins dos mercados de capitais. São muitos milhões por dia na compra e venda de acções. E esses negociantes de casino nada pagam pelas transacções de compra e venda, e nada pagam pelos seus lucros, que são escandalosamente avultados, ganhos na especulação.
O primeiro-ministro acusou o Partido Comunista de há muitos anos votar contra todos os orçamentos.
E é verdade. Mas convém recordar que têm sido os orçamentos de há muitos anos a esta parte que nos trouxeram a falência.
As continuadas privatizações de tudo o que dá lucro, a morte da agricultura, a morte das pescas, a destruição de muitas indústrias para abrir ao mercado do que vem de fora, tudo serviu para trazer Portugal à situação da falência que nos ameaça.
O remoque do primeiro-ministro é assim um grande elogio ao partido que quis atacar.
E se a situação mundial de crise justifica a falência do país, então já é tempo de pôr em causa o modelo de sociedade e de economia que estamos a seguir.
Procure-se outro modelo.
Atrás desta crise já vem outra a caminho. As crises até dão lucros aos especuladores.
Os especuladores são os fazedores de crises. E os governos protegem os especuladores nas crises. O que sabemos do BPN e do BPP leva-nos a essa conclusão.
E os governantes sabem que depois de alguns anos de passagem pela política, vão acoitar-se como administradores de bancos ou de grandes empresas, acumulando boas reformas com ordenados abundantes.
Se há moral, todos comem! Manuel Miranda - Coimbra

NO PAÍS DOS "CHOURIÇOS" QUEM TEM UM PORCO É REI...!!!

Judiciária descobre nova megafraude com sucatas
Vereadora de Rui Rio acusada por negócios de família
00h30m
NUNO MIGUEL MAIA
Um grupo de 17 indivíduos vai responder em t
ribunal por ter provocado um gigantesco prejuízo ao Estado, entre 1999 e 2003, mediante um esquema de facturas falsas em negócios de sucata. Entre os arguidos está Guilhermina Rego, vereadora da Câmara do Porto.
Judiciária e Finanças suspeitam de negócios fictícios entre Portugal e várias "empresas fantasma" em Espanha
Na acusação subscrita pelo Ministério Público de Gaia, os valores somam-se e parecem não ter fim. Compilados pela Inspecção Tributária e pela Polícia Judiciária, ultrapassarão, em muito, os 100 milhões de euros e constituem o volume de negócios de pelo menos cinco empresas do Grande Porto, em múltiplas aquisições e vendas entre elas próprias e firmas em Espanha. Mas estas seriam apenas sociedades de fachada, que serviriam para sacar dinheiro à Fazenda Pública, através de reembolsos de IVA por transacções efectuadas na União Europeia.
Os arguidos vão responder por acusações de associação criminosa (até oito anos de prisão) e fraude fiscal agravada e continuada (cinco anos), por alegadas práticas ilícitas durante pelo menos quatro anos - de 1999 a 2003. E vários dos suspeitos continuam a ser investigados, por factos que terão ocorrido a partir de 2004 e também escalpelizados pela Inspecção Tributária.
De acordo com a acusação, o suposto plano destinado a lesar o Estado dividia-se em várias fases. Incluía a utilização de toxicodependentes como "testas-de-ferro" de empresas fictícias, sem actividade real e que serviam apenas para passar facturas. Mas o objectivo final seria possibilitar que duas empresas do Porto tivessem facturas de supostas aquisições de sucata por valores avultados e "revender" o material a sociedades espanholas. De seguida, era pedido ao Estado o reembolso do IVA.
Ao todo, entre 1999 e 2003, o Fisco terá desembolsado 4,8 milhões de euros que nunca deveria ter entregue, por se tratar, na maior parte delas, de falsas transacções.
Guilhermina Rego - professora universitária e desde o ano passado vereadora da Câmara do Porto, líder do pelouro do Conhecimento e Coesão Social - era, a par de dois irmãos, administradora e accionista de duas das empresas investigadas. E é classificada pela acusação como uma das pessoas que montaram o plano para defraudar as Finanças, incluindo a utilização de empresas-fantasmas para facturas falsas.
A investigação do Fisco e da PJ permitiu, ainda, apurar que, nas transacções, existia efectiva movimentação de verbas, através de pagamentos em cheque. Mas, logo após os depósitos, o dinheiro era imediatamente levantado em notas e entregue pelos "testas-de-ferro" aos presumíveis mentores e beneficiários do esquema.
Os arguidos requereram abertura de instrução, para tentar evitar a ida a julgamento.
Acusados contestam no tribunal tributário
Os principais arguidos interpuseram no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto um total de sete processos de impugnação contra as liquidações impostas pelas Finanças.
Esta poderia ser uma forma de travar, por alguns anos, o curso da investigação da Polícia Judiciária e mesmo a acusação pública.
Todavia, o procurador de Gaia optou por não suspender o processo-crime enquanto não fosse decidido o processo tributário, por entender que o Ministério Público não está obrigado a fazê-lo. O argumento centra-se, neste caso, na não existência de relação entre os supostos ilícitos criminais e a discussão sobre impostos.
Isto porque o processo-crime é mais abrangente que a impugnação no tribunal tributário e no processo neste tribunal não pode averiguar a existência, ou não, de crimes.

ORAM TOMEM LÁ! ADERIREM,TAMBÉM, AO ACORDO "ORTO-ERRÁTICO"

Lusa adere ao acordo ortográfico
Agência d
e notícias nacional quer cumprir vocação de ser «uma agência global» onde o português é a língua oficial
Às zero horas de sábado, a Agência Lusa passa a distribuir o noticiário escrito nos termos do Acordo Ortográfico, cumprindo a vocação de ser «uma agência global» nos territórios onde o português é a língua oficial.

Os jornalistas da Lusa vão pôr em prática as regras aprendidas no período de formação iniciado em novembro e contam com o auxílio do corretor ortográfico desenvolvido pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC).

A decisão de adotar em Janeiro de 2010 o Acordo Ortográfico foi tomada pela administração para reforçar a «vocação global» da Agência nos oito países de língua oficial portuguesa, no território de Macau e junto das comunidades espalhadas pelo mundo.

Afonso Camões, presidente do conselho de administração da agência, sublinhou que «em comunicação, a língua é o nosso mercado». Em declarações à Lusa, afirmou-se consciente de que «todas as mudanças levantam problemas» mas disse que esse é «um desafio e uma oportunidade».

«Estamos preparados para isso e estamos aptos a ajudar os nossos parceiros, os nossos clientes, a fazer esse trabalho», acrescentou.

A preparação dos jornalistas começou em novembro de 2009, sublinhou o diretor de informação da Lusa, Luís Miguel Viana: «Fizemos ações de formação com o Ciberdúvidas e com o ILTEC ao longo do mês de novembro, na sede em Lisboa, e também em Coimbra e no Porto».

O Brasil foi o primeiro país a aplicar o Acordo, em Janeiro de 2009. Portugal decidiu a sua entrada em vigor em 1 de Janeiro de 2010, com um período de adaptação até 2016. Só Moçambique e Angola ainda não o ratificaram.

Esta notícia foi escrita ao abrigo do acordo ortográfico.

Capa do Correio da ManhãCorreio da Manhã

Diana e Filipe disputam final do 'Ídolos'
Gordon Brown: Agrediu assessores
Luigi Ferraioli: Mafioso detido
Sintra: Três feridos em despiste
Marcelo Rebelo de Sousa: Aconselha calma

Capa do PúblicoPúblico

Rendimentos das categorias A e H podem ser entregues a partir de hoje em papel
Governos e banqueiros aproveitam Davos para enterrar a proposta de lançamento de uma taxa Tobin mundial
Famílias estão a pagar mais do que deviam pelos seguros nos créditos à habitação

Bolsa de Tóquio fechou em alta ligeira
Sorteio do Joker (5/2010)

Capa do Diário de NotíciasDiário de Notícias

100 dias celebrados com conta de 200 ?????????euros por recém-nascido
35 anos depois da reforma agrária
Agente da Polícia morre a pescar
Almoço com mulheres, à tarde com jovens
Assalto armadoa supermercado

Capa do Jornal de NotíciasJornal de Notícias

Música: Grammy Awards - Beyonce triunfal, Taylor Swift em grande plano
Cultura: Morreu escritor e jornalista argentino Tomas Eloy Martinez
Haiti/Sismo: EUA retomam o transporte aéreo dos haitianos feridos
Haiti/Sismo: "Tinhamos boas intenções", disse Laura Silsby
México: 24 mortos em dois raids contra uma festa e um bar - ministério público

Capa do ii

Crianças: o perigo é bom e recomenda-se
Príncipe Real: moradores mobilizam-se contra Sá Fernandes
Unidose. "Não se pode fazer alterações radicais por portaria", diz bastonário
União e mobilização dominam discursos do Centenário
Ecumenismo. Um casamento sobrevive às diferenças de fé


Capa do Diário EconómicoDiário Económico

Fernando Gomes abandona SAD do Porto
Rendimentos das categorias A e H podem ser entregues a partir de hoje em papel
Bilhetes de comboios Alfa e Intercidades mais caros a partir de hoje
Jorge Lacão reúne-se hoje com PSD
Sócrates preside hoje Conselho de Ministros extraordinário


Capa do Jornal NegóciosJornal Negócios

Petróleo entra em Fevereiro com ligeira subida
Bolsas asiáticas descem e prolongam tendência de quedas de Janeiro
Fernando Gomes demite-se da SAD do Porto
Porto cancela compra de Kleber ao Cruzeiro
Subsídio a trabalhadores pobres fica fora do OE mas avança ainda em 2010

Capa do OjeOje

Sócrates faz balanço de 100 dias de Governo
Agenda de 1 de Fevereiro
Cimpor reavalia oferta da CSN
Desemprego volta a subir em Dezembro
Altavia contesta avaliação ao Tave Tejo por se basear no preço

Capa do DestakDestak

Espectador em estado grave após queda
Concerto dos Metallica transformado em motim
Batalhão de noivas desfilou pelos comboios do Porto sem pagar
A história repetiu-se em Londres com Nani a fazer de Ronaldo
Empresários de diversão ainda não pediram autorização para se manifestarem segunda-feira

Capa do 24 Horas24 Horas


Capa do A BolaA Bola

Ramires volta ao onze
Leões na máxima força no ataque ao dragão
Kléber sem acordo
Tiago Venâncio de ouro na Suíça
Imagens do túnel da Luz confirmam notícia de A BOLA (veja os vídeos)

Capa do Record
Record

Um craque em euforia para atacar os leões
Nuno Gomes recusa proposta do Chievo
Farías fica até final da temporada
Mais sangue a correr no coração do leão
Equilíbrio dominante no clássico

Capa do O Jogo
O Jogo

Amaury Bischoff cedido ao Desportivo das Aves até ao final da época
João Lagos: "É uma honra receber Federer em Portugal"
Ahmed Assan é o melhor jogador da competição
Laurentino Dias recebe Sindicato dos Jogadores Profissionais
Banfield vence River Plate (1-0) na estreia do torneio Clausura