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domingo, 14 de fevereiro de 2010

HENRIQUE GRANADEIRO: "SEMPRE ASSIM FOI... O CORNO É ÚLTIMO A SABER!"

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Granadeiro sentiu-se "encornado"
Granadeiro diz que foi o último a sab
er do envolvimento da PT no alegado plano do Governo para controlar os media.
E revela um e-mail onde o advogado João Carlos Silva diz que as escutas são "falsas".
LEIA A TROCA DE E-MAILS
Clara Teixeira - VISÃO
18:02 Sexta-feira, 12 de Fev de 2010
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Henrique Granadeiro, presidente não executivo da Portugal Telecom, sente-se "encornado" com a descoberta de que a PT fazia parte de um alegado plano do Governo de José Sócrates para controlar a Comunicação Social, revelado nas escutas publicadas pelo semanário "Sol". Granadeiro "não sabia nem desconfiava" do envolvimento da empresa nesse plano, mas admite: "Pode ter acontecido, à minha revelia". À pergunta da VISÃO online sobre o que sentiu depois de ter tomado conhecimento dos factos divulgados pelo "Sol", respondeu: "Encornado!". E, de seguida, riu-se.
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Granadeiro disse já ter falado sobre o assunto com Zeinal Bava, presidente executivo da PT, mas escusou-se a revelar o teor da conversa. Garantiu que "ninguém se demitiu, mas também ninguém é arguido". As restantes explicações reservou-as, em primeiro lugar, para a própria empresa e, de seguida, para o Parlamento, caso venha a ser chamado pelos deputados para prestar esclarecimentos. Recordou ainda que sempre se mostrou contra o envolvimento da PT na compra da TVI, por discordar do regresso da empresa ao negócio dos conteúdos. O gestor chegou a ser presidente da Lusomundo Media, que consistiu na primeira incursão da PT nos conteúdos.
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Henrique Granadeiro referiu ainda um e-mail recebido do advogado e ex-presidente da RTP, João Carlos Silva, às 12h31m da manhã de hoje, onde este garante ao chairman da PT que a parte das escutas onde os nomes de ambos são citados é "falsa". A VISÃO transcreve de seguida a troca de e-mails:
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TROCA DE EMAILS
From: Henrique Manuel Fusco Granadeiro
Sent: sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010 16:53
To: 'João Carlos Silva'
Subject: RE: Para entrega ao Sr. Dr. Henrique Granadeiro
Sr. João Carlos Silva,
Agradeço a sua informação. De facto, achei muito estranho que V.Exa. se tivesse referido a mim em tais termos, quando não houve nunca entre nós qualquer contacto nem sobre este, nem sobre outro qualquer assunto.
Tendo tal falsidade que lhe é atribuída sido publicada, agradeço-lhe que torne público o seu desmentido.
Com os melhores cumprimentos,
Henrique Granadeiro

MAS AFINAL COMO É? NÃO HÁ FISCALIZAÇÃO AOS "PÂNDEGOS" QUE VIAJAM DE AVIÃO DO AEROPORTO DE ÉVORA?

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Tires: Pára-quedistas foram obrigados a saltar por ex-militar suicida
O ex-militar ,que sexta-feira tentou desviar um avião ,forçou os dois pára-quedistas da aeronave a saltarem.
Lusa
14:16 Domingo, 14 de Fev de 2010
O ex-militar terá atingido a tiro um ex-vizinho
Miguel A. Lopes/Lusa
Um instrutor de para-quedismo confirmou hoje ter sido obrigado, com um colega, a saltarem do avião junto ao aeródromo de Tires por um homem armado, antes de o aparelho se ter despenhado, num caso em investigação pela PJ.
Hélder Sousa recordou hoje, em declarações à agência Lusa, a viagem de sexta feira entre o aeródromo de Évora e o de Tires, em Cascais, onde o homem que empunhava a arma acabou por se suicidar com um tiro na cabeça após a queda do avião.
Forçados a saltar, depois de o homem, alegadamente um ex-militar do Exército, lhes ter ordenado que "ou saltam já ou dou um tiro em cada um", os dois instrutores de para-quedismo "tentaram" a sua "sorte", apesar de não terem "altitude suficiente".
"Temos de saltar que ele vai dar-nos um tiro", disse Hélder de Sousa para o seu colega, o romeno Marius Duta.
(Expresso)
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À margem: Imperdoável que no aeroporto de Évora, não sejam fiscalizados os passageiros, pelas autoridades, que entram nos aviões (mesmo de recreio), o que nos faz crer que os "pândegos" a ser transportados, tanto podem levar armas como cocaína e mesmo bombas. Bem é que um avião não pode ser fiscalizado no ar como são as viaturas nas estradas.

BASÍLIO HORTA: ESTRANHAVA O SILÊNCIO DO "CRACK"...

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Por Tânia Ferreira e Frederico Pinheiro

Excerto do artigo


Ontem A qualidade da magistratura não está em causa. Mas o ‘calcanhar de Aquiles’ na hora de ‘vender’ Portugal a investidores é a complexidade do sistema judicial. Em plena crise política e económica, Basílio Horta conta as dificuldades e os desafios que tem tido como presidente da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio ExternoLer Mais Clique a trás e leia o resto da peça.
Fórum199 comentários / 2441 visitas

ACUDAM-NOS, ACUDAM-NOS!!! ISTO È DEMAIS!


Para um país com dez milhões de pessoas, um Presidente, um primeiro-ministro e respectivas cortes, um governo e um parlamento nacionais, dois governos e dois parlamentos regionais, mais de trezentos presidentes de câmara e correspondentes vereadores, mais de quatro mil presidentes de junta de freguesia… é demais. (Não perca clicar a seguir, ligue o som e regale-se)

http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=128&did=91285

TAILÂNDIA: A LEI DO REINO NÃO PERMITE CASAMENTOS ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO

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Funcionários, do Registro Civil recusaram o registro de casamento a duas mulheres em Pathum Thani
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O casal tentou, em vão, registrar seu casamento no Dia dos Namorados, ontem (14.02.10), Domingo.

Juthamanee Kungwol e Kamolchanok Yaemsung foram para registrar seu casamento no Concelho de Bang Tambon Kadi, mas Sawangul Pitthaya, secretário do município , informou as nubentes, que a Lei do Reino, não permitia o registro de casamento de duas pessoas de igual sexo.

The Nation

À MARGEM: Embora na Tailândia aceite e tolere as mulheres e homens homossexuais, na sociedade não permite casamentos registrados no papel.
Os tailandeses divertem-se e chacoteiam os gestos e acções desta gente e não raros os programas, nos canais de televisão, exibidos, que produzem hilaridade perante os que a eles assistem cujos papeis são desempenhados por actores sem tendências homosexuais.

NINGUÉM QUER TOMAR CONTA DE UMA CASA FALIDA!

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Oposição recusa-se a derrubar Sócrates
por RUI PEDRO ANTUNESOntem
A "conjuntura económica" é o principal motivo invocado pelos partidos da oposição para se recusarem a apresentar uma moção de censura ao Governo no Parlamento.
Apesar das duras críticas que têm dirigido ao primeiro-ministro no âmbito das escutas sobre um alegado plano de controlo dos media, os partidos da oposição recusam--se a forçar a demissão do Governo através da apresentação de uma moção de censura na Assembleia da República (AR). Contactados pelo DN, PSD, CDS e Bloco apontam a "conjuntura económica" como o principal motivo para não aceitarem o desafio que já havia sido feito pelo número dois do PS, António Costa. E que ontem voltou a ser sugerido por Capoulas Santos, vice-presidente da Comissão Política socialista.
Estando o Presidente da República impedido de dissolver a AR até Abril, uma das formas para a queda do Governo é a apresentação de uma moção de censura que terá de ser viabilizada por uma "coligação negativa". No entanto, os três maiores partidos da oposição (que juntos atingem a maioria - 118 deputados) querem evitar a queda do Governo.
PSD, CDS e BE sabem que o "poder" de demitir Sócrates - que possuem desde o início da legislatura - pode ser altamente prejudicial. É isso que diz a história: quando, em 1987, Cavaco Silva foi demitido na sequência da moção de censura do PRD, acabou por ganhar com maioria nas eleições seguintes. Um cenário que a oposição quer, a todo o custo, evitar. O DN tentou contactar o PCP, o que não o foi possível em tempo.
Fonte: Diário de Notícias
Grafia: José Martins

NA ROTA DA SAGRES

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Recife - Brasil
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Clique a seguir

SEGUREM-ME SENÃO SALTO. NÃO, NÃO SALTES PÁ...AINDA

 não saltes

Todos estão fartos dele, todos o querem ver cair, mas ninguém parece interessado que isso aconteça agora. Ninguém pensa colocar uma “Moção de censura que inevitavelmente levaria à queda do governo e até teme que seja o governo a suicidar-se com a apresentação de uma de confiança. Andam todos muito preocupados com a governabilidade, com o vazio que existe em redor do Engenheiro. Triste Portugal.

O DIA DOS NAMORADOS

 dia dos namorados

Bem procurei eu, entre os nossos políticos, um parzinho com que pudesse assinalar a passagem de mais um Dia dos Namorados. O Sócrates está todos zangado com todos, as oposições porque finalmente lhe acertaram no calcanhar de Aquiles e estão a adorar vê-lo rabear, o seu próprio partido que já deve andar a pensar quem podia sentar-se na sua cadeira, e até os seus comparsas pois há sempre muito rato a fugir de um navio que se afunda. Nos laranjinhas, não é o aroma do “amor” que não anda no ar, mas sim o do poder, da liderança e, muito provavelmente, de governo. O Portas, esse sempre se amou mais a si e ao poder que outra coisa qualquer, quando o poder cai do pedestal só fica mesmo ele. Dos partidos mais vermelhos, esses continuam a não amar nem serem amados por ninguém. O Cupido parece que anda com falta de pontaria para os nossos políticos.

A "CHICALHADA" QUE TEM GOVERNADO PORTUGAL

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A "chicalhada" que tem governado Portugal, já a fugir à frente dos cornos do boi para não ser encornada.


E conforme o recebi assim o reenvio
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R E E N V I O ... com os comentários abaixo.
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Desculpem os que dizem que já não têm paciência. Não vou deixar de espalhar estas coisas o mais possível! Infelizmente continua a haver gente que acredita ser Sócrates inocente, e tudo não passar de invenções.
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Estão aí as reproduções de escutas sobre os negócios sujos de controlo da Comunicação Social. Tudo assinado e pronto a responder em tribunal.
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Quem tiver pachorra ... ou dúvidas ... é só ler !
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De qualquer modo, repassem. Tudo o mundo precisa saber disto.
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O preço do asfalto
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O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, tinha sido absolutamente claro: só avançavam as auto-estradas já adjudicadas. As outras ficavam para ocasião mais abonada.
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E ficavam auto-estradas por fazer da mesma forma que os funcionários públicos ficavam com os salários congelados.
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Acontece que, uns dias depois, em pezinhos de lã, lá veio o ministro das Obras Públicas corrigir o discurso para uma versão diferente e "ligeiramente" mais cara. .
Segundo António Mendonça, além das auto-estradas já adjudicadas, o Orçamento do Estado ainda tem fôlego para algumas das que estão em fase final de concurso.
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Nem por acaso, um desses pacotes é o das Auto-Estradas do Centro. Uma obra que vai custar entre 1418 e 1701 milhões de euros, consoante a obra seja entregue à Mota-Engil ou à Soares da Costa.
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Na verdade, seria uma injustiça deixar de fora este projecto por questões administrativas de pormenor. A obra só não está ainda adjudicada porque o concurso tinha sido anulado, à conta do preço excessivo que os consórcios pretendiam cobrar ao Estado.
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Há uns meses, imagine-se, a Mota-Engil subiu a sua proposta de 535 milhões para 1100 milhões. Um preço inaceitável.
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Felizmente houve bom senso e promoveu-se um novo concurso. Agora só vai custar 1418 ou 1701 milhões… [Só para o caso de algum leitor notar alguma incongruência, os números são mesmo estes]
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Face Oculta
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Escutas revelam o ‘esquema’ e os negócios
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Por Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita
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Pode parecer ficção, mas o que ressalta das conversas telefónicas interceptadas no inquérito ‘Face Oculta’ é que um plano dominava a cabeça do primeiro-ministro e de um conjunto de homens da sua confiança ao longo de 2009: controlar a principal comunicação social do país
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O plano envolveu directamente alguns dos principais gestores da PT e de outros grandes grupos económicos, mas também de bancos – todos qualificados como «os nossos».
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O primeiro alvo que surge é a TVI e percebe-se que o «esquema» estava em marcha há quase um ano. Manuela Moura Guedes, que à sexta-feira abria o Jornal Nacional com notícias sobre o ‘caso Freeport’, era uma das vozes a silenciar. Mas para isso tinham de afastar da estação o director, José Eduardo Moniz. Armando Vara, quando a estratégia sofreu o primeiro revés, disse a frase certa numa das várias conversas interceptadas: «Esta operação era para tomar conta da TVI e limpar o gajo».
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As primeiras escutas com relevância criminal são de Maio de 2009, com Paulo Penedos (advogado, dirigente do PS, assessor na PT e pivô para vários negócios) e Armando Vara (ex-dirigente do PS, muito próximo de Sócrates, e vice-presidente do BCP) a falarem do assunto com vários interlocutores.
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No dia 26 de Maio, Penedos recebe um telefonema do administrador executivo da PT para quem trabalha: Rui Pedro Soares (ver biografia na pág. 9), o homem escolhido para ultimar o contrato com o grupo de media espanhol Prisa, que há muito se sabia estar vendedor de 30% da portuguesa Media Capital, dona da TVI.
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Rui Pedro pede-lhe para ligar para a secretária de Manuel Polanco (líder da Prisa) na TVI, para «marcar a reunião para a semana, conforme combinado».
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PT compra através de fundos
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No dia seguinte, 27, Paulo Penedos dá conta dos seus receios a Américo Thomati (presidente executivo do Tagus Park, em representação da PT, a cujo quadro pertence). É que Zeinal Bava, presidente executivo da PT, não queria envolver o nome da empresa na compra e optara por engenharias participadas pelos bancos para a ocultar.
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«O Zeinal já arranjou maneira de, não dizendo que não ao Sócrates, fazer a operação de forma que ele nunca aparece» – conta Penedos, explicando que vão «passar uns fundos para Londres». Thomati diz que «então são os fundos que aparecem a comprar». Paulo diz que não está disposto a ficar mal visto no mercado e o outro remata: «Não é conveniente para nenhum».
30% por 90 milhões
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No dia 29 de Maio, Rui Pedro Soares diz que esteve «com o Júdice» (o advogado José Miguel Júdice, cujo nome é apenas referido, não existindo escutas de conversas com ele), que pensou outra solução. A Media Capital, empresa-mãe da TVI, detém outras participadas. Se a PT, aliada a parceiros de confiança, dividisse esse ‘bolo’ em fatias, conseguiriam dominar a holding através dos administradores lá colocados pelos vários compradores. Rui Pedro conta como se «inventou uma solução de antologia»: em vez de comprarem 30% da holding, «compram activos em baixo, o que permite que a PT, directamente, possa comprar a internet e a produtora de novelas, e que outras entidades mais inócuas vão comprar 30% da televisão».
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Rui Pedro Soares e Paulo Penedos convocam para os ajudar João Carlos Silva (vogal da comissão executiva do Tagus Park e ex--presidente da RTP nomeado por Armando Vara, quando este foi ministro-adjunto de Guterres e tinha o pelouro da Comunicação Social).
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No dia 2 de Junho, Rui pede a Paulo para fazer «aquele périplo pelos empresários do Porto, pessoas de confiança». Rui esclarece as contas: vão «comprar 30% por 90 milhões» e «era importante que o João Carlos conseguisse, pelo menos, uma participação de 9 milhões. Em dinheiro seriam 3 milhões, no máximo».
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No dia 3 de Junho, Rui Pedro vai a Madrid, negociar com o patrão da Prisa, Manuel Polanco.
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Manuela sai, para o entretenimento
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No dia 5 de Junho, Penedos fala com um homem não identificado, mas que parece bem informado. Comunica-lhe que, na segunda-feira a seguir, vai ter «um dia lindo, que começa com Zeinal», às 8h45. Ao saber que, na reunião, o tema na mesa é a TVI, o interlocutor diz que «tem-se rido» com o assunto, pois tem «informação privilegiada».
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Penedos revela que, quanto a «ela, Manuela Moura Guedes, vai ser anunciado já que vai sair» – «vai para o entretenimento». Moniz é um problema nesta altura ainda não resolvido: «Ele deve ser muito bom porque os espanhóis querem fazer a transição com tranquilidade». Têm medo de, «se o hostilizarem, perderem uma boa operação em Portugal» e afectarem os activos da Media Capital. O que Moniz «não sabe é que já não estão a pedir a cabeça dele». Ou seja, há outras formas de resolver a questão.
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A 17 de Junho, Paulo Penedos não tem dúvidas sobre o desfecho do negócio e avisa um certo Luís (alguém que vive fora do país e que não surge identificado) de que «vai haver alterações imprevisíveis na comunicação social». Daí a dois dias, segundo as suas contas, a TVI «vai deixar de ser controlada por Moniz e Manuela».
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O tal Luís quer saber se a Media Capital vai mudar de dono. Penedos garante o plano inicial, que apenas compram 30% à Prisa. Mas também poderão comprar o Correio da Manhã a Paulo Fernandes – já que o dono da Cofina, com a quebra das receitas de publicidade, admite desfazer-se do diário se não entrar no negócio da TVI. Pediu «140 milhões, para começar a conversar».
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Impresa na mira
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A Impresa, grupo de Francisco Pinto Balsemão, também é envolvida. Foram então comunicadas à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) duas operações, fora de Bolsa, de compra e venda de acções da holding do fundador do Expresso. A Ongoing, de Nuno Vasconcelos e Rafael Mora (accionistas da PT), compra mais 1,88% da Impresa. O BCP vendeu também a sua participação na Impresa, quase na mesma percentagem.
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Paulo Penedos explica ainda ao incógnito Luís: «A confirmar-se a operação da TVI», esta «terá algum fôlego na reorganização da comunicação social, da qual apenas lhe dá um lamiré» – as «transacções do grupo Impresa nas últimas horas». «Está tudo ligado».
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A encenação e o jogo psicológico noutras esferas de poder também não são descurados. Entre os sócios do Benfica opositores a Luís Filipe Vieira, surgira o movimento ‘Vencer, Vencer’ que convida Moniz para se candidatar à presidência do clube. O director da TVI admite estar a pensar seriamente no assunto – e Paulo Penedos vê logo aí «um sinal», uma «saída» mesmo.
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Em conferência de imprensa, Moniz anuncia que afinal desiste, pois não tem tempo para preparar convenientemente a candidatura.
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Paulo Penedos lamenta, mas acha que isso até «foi bom»: acabou por ser uma excelente «cortina de fumo», que já deixou às pessoas a ideia de que o próprio Moniz até está disponível, tem vontade em sair da direcção da TVI sem dramas e conotações políticas.
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O negócio com a Prisa está quase fechado. A 19 de Junho, Rui Pedro Soares manda Paulo Penedos tratar de enviar a Manuel Polanco «um documento», por email. Penedos fala com a secretária do líder da Prisa em Madrid, diz-lhe que «é a versão definitiva».
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Jantar com Sócrates: ‘é tudo ou nada’
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Estava-se a 19 de Junho e Rui Pedro comenta com Penedos que está «tudo a seguir o seu caminho» e que vai «jantar com o 1.º». Telefona três horas depois e conta que «o chefe estava bem disposto».
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No dia seguinte, 20 de Junho, Moniz dá uma conferência de imprensa e Paulo faz o relato a Rui: «Não tem nada de pessoal contra o primeiro--ministro» e «terá dito que, se não o ouvirem na alteração ao projecto, sai sem fazer barulho».
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Então, conclui Rui, «a abordagem está a correr bem». Mas avisa que há uma alteração de última hora: Sócrates diz que «tem de ser a PT, especificamente, a fazer a operação». Penedos pergunta-lhe se o documento que foi para a Prisa já reflecte isso e a resposta é afirmativa. Rui, aliás, tem viagem marcada para Madrid daí a três dias para fechar o negócio. Penedos desabafa que «é uma situação de risco» e que tem «mais medo do lado interno».
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Internamente, porém, a situação parecia salvaguardada. A PT assumia o negócio e Rui seria o substituto de Moniz. Para isso, teria de fazer uma espécie de comissão de serviço na Prisa. Sócrates – que é apelidado pelos seus como o «chefe» ou «chefe maior» – dissera-lhe que tinha de ir para a Prisa «durante três meses». O que ele acata: «O chefe diz que é tudo ou nada e que não pode ficar com a fama e sem o proveito».
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Rui Pedro adianta que também «já está escolhido o homem da informação, o Paulo Baldaia» (director da TSF, rádio do grupo Controlinveste, de Joaquim Oliveira, que inclui o DN e o JN).
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Notícias colocadas nos jornais
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Mas o caso Benfica/Moniz, causara interrogações nos jornalistas e começam a circular informações de que a PT estava na corrida à TVI. Além disso, a súbita mudança de planos obriga a acções rápidas.
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A 23 de Junho, terça-feira, Rui Pedro Soares parte para Madrid, num avião a jacto, para ultimar o negócio com a Prisa. Pelo telefone, comenta com Penedos a manchete do Diário Económico (da Ongoing) que satisfaz os seus objectivos. O jornal dá conta de que não apenas a PT, mas também a Telefónica estão na guerra pela Media Capital.
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Nesse mesmo dia, a PT é obrigada a fazer um comunicado à CMVM em que admite o interesse estratégico na Media Capital – mas nega ter sido concretizado qualquer acordo.
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Rui e Paulo esfregam as mãos: ambos concordam que, dada a forma como as coisas foram feitas, só uma teoria da conspiração anularia a ideia de que se tratou de uma «guerra entre empresas». «Ao menos a notícia já não sai de chofre».
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O ego dos dois é enorme e Rui Pedro Soares festeja o rasgo intelectual de ambos: «Podemos escrever um livro e ser pagos a peso de ouro». Com a campanha eleitoral à porta, comenta que merece mesmo ser recompensado pelos seus feitos – depois disto, espera «obter do chefe ‘luz verde’ para lhe tratar da comunicação durante três meses».
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Rui telefona para Armando Vara: «O que lhe está a parecer a comunicação?». O homem do BCP não vacila: «Boa».
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Mas a rápida inversão de estratégia deixa os mais próximos preocupados. José Penedos (presidente da REN) não percebe, mas o filho explica-lhe que se trata de «uma cortina de fumo para dar a ideia de que há mais interessados e que se trata de algo com mero interesse empresarial para justificar a operação».
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‘Isto é que é uma tristeza total’
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Conta ainda ao pai como Rui voara para Madrid num jacto particular, com as minutas do contrato na mão, que já lhes tinha enviado por email. Os bancos com que a Prisa trabalha «não estavam a aceitar as condições financeiras» e, «por isso, estão agora a negociar». E adianta: «As minutas não foram feitas por mim mas pelo Bes Investimentos». José Penedos ri-se: «Isto é que é uma tristeza total».
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Aos primeiros minutos do dia 24, Paulo Penedos reporta a Rui Pedro Soares as manchetes dos jornais da manhã seguinte, que está a ver nas televisões. Mas Rui, em Madrid, ainda está preocupado com outros imbróglios do negócio. Estão a terminar «um novo documento para o Moniz assinar». Vai mandar-lhe, para Penedos o ler.
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A notícia correcta já está em alguns jornais, que não engoliram a história do interesse da Telefónica: o diário i tem como manchete «PT compra 30% da Media Capital». Os comentários sobre Moniz e as más relações com o Governo multiplicam-se e o ambiente começa a ficar tenso.
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Rui Pedro Soares e Paulo Penedos apostam que houve fuga de informação. Paulo recebe os ecos da PT, que está dividida. Agora «está toda a gente contra» – «o chairman (Henrique Granadeiro) está contra», «o Zeinal faz isto porque é um profissional, mas está-se a torcer».
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Rui Pedro Soares sabe que vai receber ataques, mas continua mais preocupado com José Eduardo Moniz, que ainda não saiu de cena: «Se o Moniz é corrido sem nós entrarmos, é melhor para a PT», mas «é pior para o ‘chefe máximo’».
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Um contrato para Moniz
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Paulo não tem dúvidas que «os gajos que trabalharam ali espalharam» informações. Por seu lado, Rui já informara quem de direito: «Disse ao Sócrates que tem a noção que andam nisto há dez meses e que só nos últimos dias é que…». Mas o primeiro-ministro tinha uma ideia fixa: «O Sócrates perguntou-me se não era melhor correr com o Moniz antes da PT entrar». Rui garantiu-lhe que não, porque «tem uma grande pára-choques para ele» (o ‘chefe’).
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E Penedos: «Custe o que custar em termos de dinheiro, por muito que um gajo possa pensar que o crime compensa ou vamos beneficiar o gajo, o Moniz devia sair confortável para estar calado».
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Mas o que os deixa mais moídos são os comentários do socialista Arons de Carvalho no i, ao dizer que teme que a entrada da PT na TVI possa ser vista como tentativa de pressão do Governo: «Parece que põe cá a história toda e, ainda por cima, burro, dá como certa a entrada da PT».
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Dia 24 é dia de debate na Assembleia da República, entre Governo e oposição e os homens do plano adivinham que vem aí um ataque a Sócrates.
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Ainda em Madrid, com ordens para manter o plano, Rui aguarda a todo o momento a hora em que irá falar com a Prisa. Dá então instruções a Penedos para meter de imediato uma pessoa num avião, para lhe levar o seu computador a Madrid.
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Entretanto, pede-lhe que vá ao seu gabinete e entre no seu email – «a password é ‘Sócrates2009». O contrato de Moniz está concluído e tem de ser «entregue a Zeinal».
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Falta um minuto para as 11 horas da manhã, quando Fernando Soares Carneiro (outro administrador executivo da PT) telefona a Armando Vara. Recorda-lhe o almoço em que falaram «das perpétuas» (acções de direito perpétuo, que também pode significar golden share) e pergunta ao vice-presidente do BCP quando «termina o prazo». Este responde que «precisam de tomar uma decisão hoje». Fernando diz-lhe que «interessa que esteja a ser analisado o pacote da PT» – Vara responde apenas que «está» e «o outro está mas não é para já».
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À mesma hora, Paulo Penedos lê um documento a Rui Pedro Soares. Trata-se de um contrato de prestação de serviços para «consultor» do grupo PT na área dos audiovisuais. Pela conversa de ambos, deduz-se que seria um contrato para Moniz assinar.
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Sócrates já falou com Zapatero
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Paulo Penedos diz a Rui que Soares Carneiro lhe «disse que o negócio estava feito», pois «ontem à noite o Zapatero (chefe do Governo espanhol) tinha falado com Sócrates».
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São três horas da tarde (ainda do dia 24) e Rui Pedro Soares pergunta a Penedos «se a Mediapro já disparou» (trata-se de outro grupo de media espanhol, dono da cadeia La Sexta, que em Maio de 2009 os jornais espanhóis diziam ser alvo do interesse da Prisa, que estudaria uma fusão). Penedos responde: «A informação que há aqui é que dispararam; a Mediapro e as acções da Prisa dispararam 9%».
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Como condicionar Cavaco
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Ainda na mesma conversa, Rui Pedro Soares equaciona mais uma ideia: «As rádios (da Media Capital) vão ser compradas pela Ongoing e pelo genro de Cavaco» (o empresário Luís Montez).
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Penedos comenta que «isso é bom» e pergunta--lhe se é «o autor desta patifaria». Rui Pedro acrescenta, referindo-se a Cavaco, que «é o preço da paz e que esse cala-se logo, fica a cuidar dos netos».
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O debate no Parlamento começa por essa altura e Penedos vai relatando o que se passa a Rui Pedro Soares. Diogo Feio, deputado do CDS, pergunta a Sócrates se o Governo está a par do negócio da PT/TVI. E o primeiro-ministro perde a calma, mas nega: «O Governo não dá orientações nem recebe informações da PT».
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Rui Pedro pede então a Paulo que vá aos estatutos da PT ver em que circunstâncias a golden share do Estado na empresa tem de dar parecer. Penedos pergunta se o negócio «está fechado ou não». Rui diz que sim, mas, como a questão «Moniz não está fechada», ele também «não fecha» – não quer «cair do cavalo abaixo, deixando a questão do Moniz por assinar antes de assinarmos». «Os gajos estão debaixo de uma pressão terrível pois as acções da Prisa cresceram hoje 14%», acrescenta. Mas chegam à conclusão que «está tudo feito em fanicos».
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À noite, Armando Vara recebe um telefonema de outro arguido no ‘Face Oculta’, o empresário Fernando Lopes Barreira, que lhe pergunta se viu «a entrevista da ‘bruxa’» à SIC Notícias (referindo-se a Manuela Ferreira Leite, líder do PSD). Vara responde que não e o amigo comenta que «saiu-se bem».
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Vara diz que já ouviu dizer que ela disse que Sócrates mentiu, ao dizer que não sabia de nada. Comentam que «não se dizia uma coisa dessas». Vara diz que «ninguém acredita que não soubesse», diria antes que «foi um erro trágico», «ele tinha de ter dito que não foi oficialmente informado, mas tinha conhecimento disso». Termina a dizer que as cisas vão correr mal e Lopes Barreira responde que não tem a mínima dúvida. No dia seguinte, 25, Cavaco Silva desafia publicamente a PT a esclarecer o que se passa. Zeinal Bava, presidente executivo da PT, vai à RTP dizer que não havia negócio nenhum, apenas uma disponibilidade de ambas as partes. Nos bastidores discute-se: avança-se ou não se avança. Até que Sócrates anuncia que, se a PT prosseguir, o Estado usará a golden share para vetar o negócio.
O plano sofre assim um sério revés, mas não ficaria por aqui.

paula.azevedo@sol.pt

felicia.cabrita@sol.pt

OS ENCORNADOS


Sentir-se "encornado" !
O PS anda ENCORNANDO os Portugueses
António Gedeão escreveu um poema no qual , a dado passo, escreveu: "Como será estar contente?".
Agora Henrique Granadeiro, o alentejano que dirige a PT, veio dizer que se sentiu "encornado"! Disse isto a propósito dos esquemas com a PT e José Sócrates.
A brincar , a brincar, uma pessoa amiga disse-me ontém:
Granadeiro sentiu-se encornado?
Qual o problema , está habituado!
Perguntei-lhe: Porquê?
Disse-me : A Margarida Marante é que sabe!
Ela, a coca, e o tipo da SIC.
Não percebi nada!
Coca?
SIC?
Cornos?
PT?
Sócrates?
Não percebo, mas estou a pensar:
Como será um tipo sentir-se "encornado?
E se for o PS a "encornar" todo o Povo Português?
Como se sente o Povo Português?
A mando de um individuo próximo dos "Helders" , ou seja, das testemunhas de Jéová?
Se for verdade que a PT pagou a campanha , ou parte dela, de Sócrates
- campanha do PS para as legislativas - e que Figo foi pago com 750.000,00 € para dizer que apoiava Sócrates, estaremos perante uma fraude enorme.
Além de fraude, e de eventual prática de crimes, estaremos perante um tipo de gente que envergonha a União Europeia.
Um grupo organizado para enganar o Povo Português e servir interesses pessoais, que nada têm a ver com o serviço e interesse público.
Está na hora de afastar esta gente do Poder e devolver a Portugal dignidade.
O caso "Face Oculta" é apenas mais um.
Portugal está transformado num couto do PS. Um país onde só há um dado seguro: derrapa a uma velocidade estonteante para o abismo em todos os domínios.
Sem Justiça forte e independente, com sete cães agarrados ao mesmo osso, com um PM acossado e que tenta manter o Poder a todo o custo para se proteger da Justiça, os portugueses vivem momentos de grande incerteza, de grande apreensão e de vergonha.
O que se passa em Portugal não seria possivel em qualquer outro estado da União Europeia.
Cada vez há mais gente que só tem um emprego: mamar no Estado, comer os subsídos vindos da União Europeia, usar os milhões de euros diários que os emigrantes enviam.
O País que em 1974 era uma "Albânia" do Ocidente, tornou-se num enorme pantanal, com a Maçonaria a destruir tudo e a explorar o Povo, a tornar impossível uma vida digna em Portugal.
As Forças Armadas têm de tomar uma posição.
Agora! Já!
Os tempos próximos serão mais dificeis.
A União Europeia perderá força e poder no Mundo Global, com a perda de força dos EUA e o gigantismo da Federação Russa que manobrará as fontes de energia como quiser, já que a União Europeia depende do exterior, da Rússia e da Argélia, para ter gás natural e petróleo, pois na UE só a Roménia e o Reino Unido têm poços de petróleo .
O poder político, militar e económico deslocou-se para o Oriente, para a Ásia.A União Europeia dentro de 15 a 20 anos estilhaça-se.
Penso que é necessário a União Europeia nomear gente para governar Portugal.
Seria bom que de fora fosse imposto um novo modelo de Administração da Justiça pois o actual está gasto.
José Maria Martins - Advogado \ Lisboa

PORTUGAL CAIU NUM PÂNTANO...

Mas hoje também em Portugal se justifica a pergunta «Como foi possível?»
Sim. Que estranho conjunto de circunstâncias conduziu o País ao desastre que o atinge? Como explicar que o povo que foi sujeito da Revolução de Abril tenha hoje como Primeiro-ministro, transcorridos 35 anos, uma criatura como José Sócrates?

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Como podem os portugueses suportar passivamente há mais de cinco anos a humilhação de uma política autocrática, semeada de escândalos, que ofende a razão e arruína e ridiculariza o Pais perante o Mundo?
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O descalabro ético socrático justifica outra pergunta: como pode um Partido que se chama Socialista (embora seja neoliberal) ter desde o início apoiado maciçamente com servilismo, por vezes com entusiasmo, e continuar a apoiar, o desgoverno e despautérios do seu líder, o cidadão Primeiro-ministro?
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Portugal caiu num pântano e não há resposta satisfatória para a permanência no poder do homem que insiste em apresentar um panorama triunfalista da política reaccionária responsável pela transformação acelerada do país numa sociedade parasita, super endividada, que consome muito mais do que produz.
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Pode muita gente concluir que exagero ao atribuir tanta responsabilidade pelo desastre a um indivíduo. Isso porque Sócrates é, afinal, um instrumento do grande capital que o colocou à frente do Executivo e do imperialismo que o tem apoiado. Mas não creio neste caso empolar o factor subjectivo.
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Não conheço precedente na nossa História para a cadeia de escândalos maiúsculos em que surge envolvido o actual Primeiro-ministro. Ela é tão alarmante que os primeiros, desde o mistério do seu diploma de engenheiro, obtido numa universidade fantasmática (já encerrada), aparecem já como coisa banal quando comparados com os mais recentes.
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O último é nestes dias tema de manchetes na Comunicação Social e já dele se fala além fronteiras. É afinal um escândalo velho, que o Presidente do Supremo Tribunal e o Procurador-geral da República tentaram abafar, mas que retomou actualidade quando um semanário divulgou excertos de escutas do caso Face Oculta.
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Alguns despachos do procurador de Aveiro e do juiz de instrução criminal do Tribunal da mesma comarca com transcrições de conversas telefónicas valem por uma demolidora peça acusatória reveladora da vocação liberticida do governo de Sócrates para amordaçar a Comunicação Social.
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Desta vez o Primeiro-ministro ficou exposto sem defesa. As vozes de gente sua articulando projectos de controlo de uma emissora de televisão e de afastamento de jornalistas incómodos estão gravadas. Não há desmentidos que possam apagar a conspiração.
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Um mar de lama escorre dessas conversas, envolvendo o Primeiro-ministro. A agressiva tentativa de defesa deste afunda-o mais no pântano. Impossibilitado de negar os factos, qualifica de «infame» a divulgação daquilo a que chama «conversas privadas».
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Basta recordar que todas as gravações dos diálogos telefónicos de Sócrates com o banqueiro Vara, seu ex-ministro foram mandadas destruir por decisão (lamentável) do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, para se ter a certeza de que seriam muitíssimo mais comprometedoras para ele do que as «conversas privadas» que tanto o indignam agora, divulgadas aliás dias depois de, num restaurante, ter defendido, em amena «conversa» com dois ministros seus, a necessidade de silenciar o jornalista Mário Crespo da SIC Noticias.
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Não é apenas por serem indesmentíveis os factos que este escândalo difere dos anteriores que colocaram José Sócrates no banco dos réus do Tribunal da opinião pública. Desta vez a hipótese da sua demissão é levantada em editoriais de diários que o apoiaram nos primeiros anos e personalidades políticas de múltiplos quadrantes afirmam sem rodeios que não tem mais condições para exercer o cargo.
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O cidadão José Sócrates tem mentido repetidamente ao País, com desfaçatez e arrogância, exibindo não apenas a sua incompetência e mediocridade, mas, o que é mais grave, uma debilidade de carácter incompatível com a chefia do Executivo.
Repito: como pode tal criatura permanecer como Primeiro-ministro?
Até quando, Sócrates, teremos de te suportar?.
Miguel Urbano Rodrigues - Lisboa

O MEU DIA DE SÃO VALENTIM

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Só em casa há dois dias! Minha mulher, e minha filha Maria, partiram para as suas orígens e com os irmãos, festejarem o Ano Novo Chinês e visitarem os túmulos dos pais.
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Pela parte da manhã envolvi-me nas "desgraças" políticas que vão pelo meu país. Os políticos não se entendem e tantos "buracos" escavados pelo PM José Sócrates que de momento se encontra "acossado" pelos seus inimigos.
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Passei a imprensa a pente fino e publiquei algo que me pareceu de interesse e inseri neste modesto blogue. Espero que não me enviem uma "providência cautelar" para me calarem o martelar das teclas do computador.

Junto a minha casa tenho papaias e mangos. Para lá o verde, selvagem, habitam, os meus vizinhos: cobras, lagartos e sapos. A uns 300 metros as traseiras do gigante Central.

Na minha casa onde já vivo há 20 anos, no sossego pleno, quando a comprei, com o "dinheirinho" que ganhei no desertos dos arábias, a área para além de minha casa eram campos agrícolas, de batata doce e vegetais.
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Nunca me aclimatei aos centros populacionais e, por isso isolei-me, a 17 quilómetros, da Embaixada de Portugal onde exerci funções por 24 anos. Pouco, junto a minha casa, se haja desenvolvido, e as construções situam-se a 300 metros de onde vivo e à estrada principal.
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Fico assim em liberdade plena, juntos aos meus vizinhos, do melhor que há, tailandeses, e no puro meio ambiente, com capim, verde alto,com as cobras os lagartos e os sapos.
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Tenho uma excelente vizinhança com estes animais da minha estimação, porque nunca me molestaram. Porém outros "reptéis", sapos e lagartos, de duas pernas, alguns são animais venenosos, que embora não matem, amolecem um "pândego" se não se souber defender.



Dia de São Valentim~, na Tailândia, ano após anos, volta venerado e sem ponta de dúvidas, o dia do amor.

Pois foi o dia São Valentim coincidiu com o Ano Novo Chinês e o do Tigre. Ouro sobre o azul! Só em casa e com preguiça de cozer uma posta de bacalhau com uma duas batatas, que minha mulher deixou aposta já demolhada, na geleira, tive preguiça e destinei ir almoçar ao "shopping" centro Central Rama II (o maior de toda a Ásia) e situam-se as traseiras a uns 200 metros de minha casa.
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O gigante Central pertence a uma família, tradicional, chinesa/tailandesa que em 30 anos, de dois pequenos "Centrais" (um no centro de Banguecoque e outro em Thomburi, junto ao bairro português de Santa Cruz), hoje é um império que com várias sucursais em Banguecoque.
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Fui um felizardo porque tenho tudo junto a minha casa e mandei às malvas o centro de Banguecoque; poupo uma "pipa de massa" em conbustível.
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Não necessito mesmo nada de me deslocar à baixa de Banguecoque, nem mesmo no Dia de Camões à Embaixada de Portugal, porque a minha casa já há muitos anos que é uma representação de Portugal na Tailândia, onde na parede que divide o jardim e a rua, tem um suporte para três bandeiras: a de Sua Majestade o Rei, a administrativa do Reino e a de Portugal, de um pano cada.
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Chego ao Central não tenho lugar para estacionar o carro em qualquer dos vários andares para arrumar a viatura e acabei por ir arrumá-lo numa travessa a uns 300 metros.
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Mais teria valido ir pelo pé. Entro no enorme complexo para almoçar, não tenho a oportunidade, porque à entrada de todos os restaurantes, havia uma bicha de pessoas à porta à espera que uma mesa vagasse. Para matar a fome há vários remédios ali e enganei o estômago com quatro donuts e um sumo de laranja.

As empresas que organizam casamentos, não tiveram mãos a medir... Com contratos de casamentos. No ano corrente, só da República da China, estão encomendados 10 mil uniões na Tailândia...!!! Voltou moda os casamentos na Tailândia, não só pelo preço, como pela forma do cerimonial como são efectuados. Voltarei, mais tarde a este assunto.

O Central encontrava-se abarrotado de gente de todas as idade e de posses. Mas junto a celebração do Ano Novo Chinês, havia casamentos e uniram-se, legalmente, nos papeis, umas centenas de casais.
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Algumas esposas já se apresentaram de "barriguinha avançada" e ainda outros com filhos. Pouco importa a "barriguinha" ou filhos que haja do casal, mas o casamento no Dia de São Valentim dá felecidade e por isso mesmo ali estão os nubentos.
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Na Tailândia os casamentos não estã em crise, nem a economia que cresce a olhos vistos. Também, igualmente, não há crise de nascimentos, porque por cada sete pessoas que morrem nascem 14.
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Claro tudo isto contribui a economia deste Reino, onde pela graça do Lorde Buda há muito comida e trabalho para toda a gente.


Olhei para esta noiva, sem ela dar conta tirei-lhe várias fotografias... Que beleza de mulher! Depois de me retirar lastimei-me: "que pouca sorte eu tive en nascer numa data errada! São as saudade de todos os velhos e de mim também. As mulheres de agora estão cada vez mais lindas
!

Mas vou aos casamentos no Central. Os casamentos do dia de São Valentim, voltaram famosos na Tailândia. Há uns anos fiz uma (2004) reportagem de casamentos em "massa" celebrados na Silom Road, numa enorme torre "Joalharia Centro", que poderá ser lida depois de um clique: www.aquimaria.com/html/aboutth-valentine.html , cuja as cerimónias foram mistas, onde se incluiram "farangues" (estrangeiros na Tailândia) que se uniram a noivas tailandesas. Foi uma festa linda e suportada pela junta de freguesia de Bangrak e a esquadra de polícia da área.
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Creio que se devem ter realizado outros casamentos de São Valentim, em outras áreas, de Banguecoque. Na estância de turismos de Pattaya, tive conhecimento que houve e uniões de umas centenas largas de nubentos.

Depois de casados os nubentos sobem a um palco improvisado onde recebem presentes pferecidos pelo grupo Central.
Coisa facílima para contrair matrimónio. Oficias do registo cível, presentes, após a apresentação do bilhete de identidade, a conservadora perguntar aos noivos se os dois estão estão de acordo, em poucos minutos estão casados. E muitas felicidades de nós
Mas agora e depois da cerimónias dos casamentos, à distribuição de presentes aos clientes. Montes de mãos esperam que lhe chegue um... E chegou para toda a gente
Agora o dragão chinês, com mais de 50 metros, entrou na grande superfície. Dançou para que o ano do Trigue traga saúde e progesso para todos.
Saí do Central, caia a noite. Lá dentro ficou, ainda, cheio de gente. A crise na Tailândia mora distante. Os casamentos igual. A crise reside na Europa!
José Martins

AS SUAS NOTÍCIAS DE HOJE 14.02.10

Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Dupla armada assalta loja com clientes
Superdragões: Carga policial
Pedro Mota Soares: Questiona "derrube"
Francisco Assis: Moção de censura
Pedro Passos Coelho: Golpe de misericórdia

Capa do Público Público

Jesualdo aponta o dedo ao árbitro e Castro Santos elogia os seus jogadores
Taizé reza no Porto a pensar nas "grandes mudanças" que o mundo precisa
FC Porto desperdiça muitos golos e dois pontos na deslocação a Matosinhos
Sorteio do Totoloto (7/2010)
Belenenses, Benfica e Sporting vencem

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Jantares de solteiros e campanhas anti-S.Valentim assinalam a efeméride
Discurso Directo com Aguiar-Branco
"Alberto João Jardim dá muito ânimo ao desfile de Carnaval"
Sambar muito para suportar o frio
Ruas temáticas resistem à evolução

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Saara Ocidental: Aminetu Haidar recebe prémio Jovellanos "Resistência e Liberdade"
Olímpicos: Vancouver2010: Quadro de medalhas no final do primeiro dia
Afeganistão: Obama mantido informado sobre ofensiva - Casa Branca
Haiti: Primeiro-ministro apela para reconstrução do país
Endeavour: Tripulação realiza segunda caminhada espacial

Capa do i i

Proença de Carvalho: "Não li as escutas. Seria cúmplice com a prática de um crime"
"Sou favorável ao fim da golden share na PT"
Escutas falsas? João Carlos Silva diz que sim, Paulo Penedos não confirma
Lost: Avião cai em Tires. Homem morre com tiro na cabeça - vídeo
Carlos Anjos sai do sindicato da Polícia Judiciária. Garcia na frente

Capa do 24 Horas 24 Horas


Capa do A Bola A Bola

Joana Ramos de bronze em Budapeste
Juventude Viana derrota Benfica
«Queremos somar pontinhos» - Fernando Castro Santos
«Superámos mais uma batalha» – Hugo Morais
Jesualdo queixa-se de anti-jogo e de penalty

Capa do Record Record

Dois reforços em Lisboa
David Luiz: «Tenho os pés assentes no chão»
Entre os grandes europeus
FC Porto muito perto do título feminino
Ramires: «Garra ajuda-nos a superar o cansaço»

Capa do O Jogo O Jogo

Jesualdo Ferreira: "Sentimo-nos prejudicados"
Fernando Castro Santos satisfeito com empate
Leixões alarga distância entre líder e FC Porto com empate a zero
Bruno Alves mostrou-se desiludido com resultado e criticou arbitragem
Torneio de Roterdão: Youzhny encontra Soderling na grande final depois de vencer Djokovic