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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ANTÓNIO BARRETO SE MANDASSE...


Na semana em que lançou a maior base de dados sobre Portugal contemporâneo, o sociólogo afirma desconfiar de que na magistratura "há pessoas a ganhar fortunas para vender informações em segredo de Justiça"
António Barreto em entrevista ao Expresso

A tramóia

No computador de Rui Pedro Soares, administrador da PT, foi apreendido o contrato que permitiria à PT comprar a Media Capital. Antes já a PJ tinha interceptado um mail em que estava a versão final enviada para a Prisa, em Madrid. O negócio tem vindo a ser desmentido pelos mais altos quadros da empresa de capitais públicos, mas a verdade é que as escutas telefónicas, aliadas aos documentos apreendidos, mostram exactamente o contrário. José Sócrates sabia do negócio desde o início, e o seu desejo ia mais longe. Queria que aquele se fizesse com a aparente capa de legalidade.
Numa primeira fase, deviam ser empresários a adquirir 30% dos capitais da empresa, para assim a PT não aparecer como principal accionista. O objectivo, mais uma vez, era controlar a informação e acabar com o que era considerado o maior entrave à vitória socialista: a permanência de Manuela Moura Guedes e de Eduardo Moniz à frente dos conteúdos da televisão de maior audiência.
Rui Pedro Soares assumiu um papel fundamental no negócio. A 3 de Junho vai a Madrid para negociar com os espanhóis da Prisa. A 19 de Junho pede a Paulo Penedos para enviar a versão definitiva do contrato para um mail para Espanha. Janta depois, segundo o próprio, com José Sócrates, e comenta com Penedos que o 'chefe estava bem-disposto'. Rui Pedro Soares diz depois que Sócrates quer que seja a PT a 'assumir o controlo da operação'.
O CM confrontou a administração da Portugal Telecom com a actuação do administrador executivo, mas fonte oficial da empresa afirmou que 'não há comentários a fazer'.
Entretanto, ouvidos pelo CM, vários accionistas de referência manifestaram-se visivelmente incomodados com a actuação de Rui Pedro Soares e com a sua permanência na comissão executiva da PT. Solicitam a intervenção do presidente do conselho de administração, Henrique Granadeiro, para o seu afastamento. fonte próxima de Rui Pedro Soares adiantou ao Correio da Manhã que o quadro da PT 'está muito indignado' e que 'houve uma manipulação das declarações'.
'CM' DAVA CONTA DE CRIME EM NOVEMBRO
A 14 de Novembro, pouco mais de duas semanas depois de o caso ‘Face Oculta’ ter sido tornado público, o ‘CM’ revelava que os magistrados de Aveiro entendiam haver indícios da prática do crime de atentado contra o Estado de Direito Democrático. Foi com base nesses mesmos indícios que Pinto Monteiro decidiu que não avançava com qualquer investigação, optando por um arquivamento administrativo.
DESPACHO DO PROCURADOR JOÃO MARQUES VIDAL – 23 DE JUNHO DE 2009
'Face à gravidade das suspeitas existe a obrigação de investigar'
'Nas intercepções telefónicas autorizadas e validadas neste inquérito, em diversas conversações surgiram indícios da prática de outros crimes para além dos directamente em investigação nos autos, tendo sido decidido genericamente que se aguardaria pelo desenvolvimento da investigação com vista a garantir o máximo de sigilo e eficácia, excepto se as situações decorrentes destes conhecimentos, pela sua gravidade e circunstâncias, exigissem o desenvolvimento de diligências de investigação autónomas que impusessem a imediata extracção de certidão.
Sucede que do teor das conversações interceptadas aos alvos Paulo Penedos e Armando Vara resultam fortes indícios da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo para interferência no sector da comunicação social visando o afastamento de jornalistas incómodos e o controlo dos meios de comunicação social, nomeadamente o afastamento da jornalista Manuela Moura Guedes, da TVI, o afastamento do marido desta e o controlo da comunicação do grupo TVI, bem como a aquisição do jornal Público com o mesmo objectivo e, por último, mas apenas em consequência das necessidades de negócio, a aquisição do grupo Cofina, proprietário do Correio da Manhã.
Face ao disposto nos artigos 2º e 38º nº 4 da Constituição da República Portuguesa, artigo 10º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem e artigos 4º e 6º da lei da Televisão (Lei 27/2007 de 30 de Julho), que a seguir se transcrevem, o envolvimento de decisores políticos do mais alto nível neste 'esquema' (expressão empregue por Armando Vara em 21--06-2009) de interferência na orientação editorial de órgãos de comunicação social considerados adversos, visando claramente a obtenção de benefícios eleitorais, atinge o cerne do Estado de Direito Democrático e indica a prática do crime de atentado contra o Estado de Direito, previsto e punido no artigo 9º da Lei 34/87 de 16 de Julho – Crimes da Responsabilidade dos Titulares de Cargos Políticos.
Encontram-se preenchidos os dois critérios acima referidos relativos à necessidade de autonomização da investigação, a saber, o da gravidade do ilícito e o de as circunstâncias imporem a realização de diligências de investigação autónomas (diligências que pela sua natureza não possam ser proteladas).
A gravidade do ilícito que na essência consiste na execução de um plano governamental para controlo dos meios de comunicação social visando limitar as liberdades de expressão e informação a fim de condicionar a expressão eleitoral através de uma rede instalada nas grandes empresas e no sistema bancário (referida nas intercepções como composta pelos 'nossos'), não se detendo perante a necessidade da prática de outros ilícitos instrumentais – nomeadamente a circunstância de do negócio poderem resultar prejuízos económicos para a PT (prejuízos que previsivelmente seriam ‘pagos’ com favores do Estado ou no mínimo colocariam os decisores políticos na dependência dos decisores económicos) ou, na 1ª versão do negócio, a prestação de informações falsas às autoridades de supervisão, Autoridade da Concorrência, CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) e ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social), ou mesmo através da manipulação do mercado bolsista (variação das acções da Impresa) – traduz-se numa corrupção dos fundamentos do Estado de Direito Democrático, o que é reconhecido pelos próprios intervenientes.
Como resulta da Constituição da República, da Convenção Europeia dos Direitos do Homem e da lei não é possível construir um Estado de Direito democrático sem meios de comunicação social livres das interferências e dos poderes políticos e económicos.
No que concerne à necessidade de diligência de investigação autónoma, esta decorre da premência da realização de diligências para esclarecimento do 'esquema' relativo ao Público/ Nuno Vasconcelos/ Impresa e Cofina/ Correio da Manhã, e à identificação de todos os participantes no 'esquema' da TVI, diligências que a não serem realizadas de imediato poderão levar a perdas irremediáveis para a actividade de aquisição da prova, sendo certo que existem indicações que o 'esquema' TVI poderá estar concluído até à próxima quinta-feira.
Face à multiplicidade e gravidade das suspeitas, existe a obrigação legal de proceder à correspondente investigação, não podendo a mesma, como vimos, aguardar para momento ulterior à sua autonomização.
O problema da partilha dos alvos que impõe uma estreita colaboração entre as duas investigações e os problemas da segurança e eficácia das investigações podem ser fortemente atenuados se ambas as investigações forem atribuídas ao núcleo da PJ que agora as executa (o que me parece essencial para garantir o êxito das investigações) e se ao nível do Ministério Público existir um entrosamento entre as equipas de direcção da investigação.
Para o efeito, e junta que seja a certidão e cópias dos suportes técnicos que a seguir se referem, será todo o expediente remetido em mão para superior apresentação e instauração do competente procedimento criminal.
Para autorização da investigação, nos termos do artigo 187º nº 1, 7 e 8 do Código de Processo Penal requeiro a extracção de cópia da totalidade das gravações relativas aos alvos, dos correspondentes relatórios e dos doutos despachos judiciais relativos à autorização, manutenção e cessação das intercepções telefónicas.
DESPACHO DO JUIZ DE AVEIRO ANTÓNIO JOAQUIM COSTA GOMES – 29 DE JUNHO de 2009
'Indícios da existência de um plano em que está envolvido o Governo'
Do teor das conversações interceptadas aos alvos Paulo Penedos e Armando Vara resultam indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o senhor primeiro-ministro, visando:
– o controlo da estação de televisão TVI e o afastamento da jornalista Manuela Moura Guedes e do seu marido, José Eduardo Moniz, para dessa forma ser controlado o teor das notícias através da interferência na orientação editorial daquela televisão.
– o controlo do jornal Público para, desse modo, se proceder ao controlo das notícias publicadas com interferência na orientação editorial daquele jornal.
(...) Resultam ainda fortes indícios de que as pessoas envolvidas no plano tentaram condicionar a actuação do senhor presidente da República, procurando evitar que o mesmo fizesse uma apreciação crítica do negócio.
Estes factos poderão, em abstracto, integrar a comissão do crime de atentado contra o Estado de direito, previsto e punido pelo artigo 9º da Lei nº 34/87 de 16 de Julho, conjugado com o disposto nos artigos 2º e 38º da Constituição da República Portuguesa e 10º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem.
O crime de atentado contra o Estado de direito é punível com pena de prisão superior, no seu máximo, a 3 anos.
As conversações a que o Ministério Público alude na promoção que antecede resultaram da intercepção de meios de comunicação utilizados por Paulo Penedos e Armando Vara, os quais, nos presentes autos, assumem a qualidade de suspeitos.
Considerando as pessoas envolvidas e o secretismo que rodeia toda a sua actuação, bem como o facto de a actividade suspeita ser desenvolvida em grande medida comrecurso a conversas telefónicas, afigura-se-nos que as intercepções em causa são essenciais à prova do crime previsto no artigo 9º da lei nº 34/87 de 16 de Julho, uma vez que permitirão perceber as verdadeiras motivações que estão na base dos referidos negócios.
Pelo exposto, em conformidade com o preceituado nos artigos 187º, nº 1-alínea a), 4-alínea a), 7 e 8 do Código de Processo Penal, autorizo a extracção de cópia da totalidade das gravações relativas aos alvos, dos correspondentes relatórios e dos despachos judiciais que fundamentaram as intercepções – autorização, manutenção e cessação – e sua validação.
NOTAS
BALSEMÃO: TESTEMUNHA
Apesar de se bater pela liberdade deexpressão e de ser testemunha de Moura Guedes contra Sócrates, o presidente da SIC não quis comentar este caso
EX-MINISTROS: EM SILÊNCIO
O ex-ministro da Justiça Alberto Costa e o deputado socialista Vera Jardimrecusaram comentar o 'esquema'revelado pelas escutas do ‘Face Oculta’
C.M

FERIDA DE 35 ANOS



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O drama dos portugueses espoliados em Moçambique será lembrado a José Sócrates quando chegar a Maputo, na 4ª feira Será recebido por um grupo que só pede o cumprimento de uma lei de l977: o direito indemnização
De: Marta Curto em Maputo
JOSÉ Sócrates visita Mo­çambique de 3 a 5 de Mar­ço. O gabinete do primeiro-ministro adiantou que o programa ainda está a ser preparado, mas terá uma grande componente económica. O que não está na agenda é o encontro, à chegada, com um grupo de portugueses. Ângela Ser­ras Pires e Luís Oliveira são duas das pessoas que pedirão para ser ouvidas por Sócrates, reabrindo uma ferida com 35 anos: as perdas dos portugueses aquando da independência de Moçambique (em 25 de Junho de 1975).

No aeroporto, erguerão um cartaz e tentarão pedir ao embaixador português, Mário Godinho de Matos, uma audiência com o primeiro-ministro. Ao SOL, poucos quiseram falar. O segredo é a estratégia para não perder tudo, de novo.

«As pessoas ainda têm muito medo, sofreram e perderam muito na in­dependência. Toda a gen­te tentou reaver o que ti­nha, e ninguém conse­guiu», explica Ângela.

«Eu quero que ele dê 50 ou 100 milhões de dóla­res a quem perdeu tudo. Portugal já investiu tan­to aqui, já deu tanto a Moçambique em doa­ções, que, pelo menos, podia dar alguma coisa a quem também construiu este país e perdeu tudo. Já que não fizeram nada, que mostrem alguma di­gnidade e dêem algum di­nheiro a essas pessoas». Ângela não teme dar a cara. Foi a única da família a não ver uma Moçambique, e deve-lhes a coerência de dizer a verda­de até ao fim. Lucinda Fei­jão, sua tia, foi uma das fun­dadoras da Renamo e os Serras Pires têm o pior ca­rimbo para a Frelimo, sem­pre no poder desde a inde­pendência.

Lei impõe indemnização

Ângela chegou a Portugal com 13 anos, em 1975, entre 170 mil oriundos de Mo­çambique na altura da des­colonização. Da cidade da Beira, onde nascera, viu-se num país estranho. Para trás, a família deixava um enorme espólio. Entre em­presas e casas, havia a Quinta do Guro, ao pé da cidade de Tete, com uma estalagem, uma bomba de gasolina, plantações, uma escola. «Nós tínhamos consciência de que iam ficar com tudo, mas achávamos que seriam os criados. As pessoas es­tavam em pânico, dizia-se que os portugueses eram todos uns fascis­tas». Foi tudo nacionaliza­do, menos as cantinas, uma espécie de pequenas lojas que vendiam de tudo no meio do mato. Essas, Ângela viu serem nacio­nalizadas em 1996, quan­do passava férias em Mo­çambique, antes de aqui se radicar em definitivo. «Há uns dez anos, o meu pai foi à quinta do Guro, e estavam lá a viver 60 mil pessoas. As pes­soas fizeram-lhe uma grande festa, pediram-lhe para voltar, mas es­tava tudo destruído. E pensar que tudo come­çara com uma palhota que o meu avô fez». Em 1977, as indemnizações aos ex-titulares de direitos sobre bens na­cionalizados ou expro­priados foram salvaguar­dadas na lei n.° 80/77. Diz que «do direito à pro­priedade privada, re­conhecido pela Consti­tuição, decorre que, fora dos casos expres­samente previstos na Constituição, toda a na­cionalização ou expro­priação apenas poderá ser efectuada mediante o pagamento de justa indemnização».

É aqui que reside a espe­rança de Luís Oliveira, de 39 anos. Numa lei que nun­ca foi posta em prática.

A viver em Moçambi­que há dois anos, está a concretizar um sonho de menino. Já em Portugal, onde chegara com qua­tro anos, passara a in­fância a ouvir histórias deste país, de como era a vida aqui, do que aqui fora deixado. Hoje traba­lha em Maputo como informático.

A sua história começa no século XIX, com a vinda dos bisavós. Oliveira, que trou­xe consigo toda a papelada do que seria seu, mostra a casa da Rua Tchamba que pertencia aos avós mater­nos, a residência da Aveni­da Salvador Allende, dos avós paternos. Pelo cami­nho, conta que a família saiu do país a medo, num tempo em que havia pres­são sobre os brancos para se irem embora. O pai, à pressa, seguiu os conselhos do Governo português e de­positou dinheiro no consu­lado português. «Chamavam-lhes os depósitos consulares. Deixava-se aqui e levantava-se em Portugal. O meu avô aca­bou por receber esse di­nheiro, quase 20 anos mais tarde, através do Mi­nistério dos Negócios Es­trangeiros, mas sem a ac­tualização da moeda. Uma ninharia».

Em Portugal, sem di­nheiro, nem bens, os avós de Luís foram obrigados a viver no lar de Santa Joana, no Lumiar.

«Ainda não tentei rea­ver o que era da minha família, mas essas casas já são de outras pessoas e tenho medo de arranjar problemas com os no­vos donos». Embora já te­nha pedido nacionalidade moçambicana, Luís ainda espera pelos papéis, e, en­quanto estrangeiro, prefe­re não levantar pó. Admi­te que houve quem voltas­se a comprar o que era seu antes da independência, outros que ameaçaram os actuais donos a largarem as casas, mas não tem di­nheiro, nem feitio para isso. «Não espero nada da vinda de Sócrates cá, mas acho isto tudo mui­to injusto, porque nós éramos portugueses e ninguém nos protegeu. Tudo o que o meu avô fez, deixou aqui, foi uma vida inteira...»

Não há lágrimas ou se­quer nostalgia nas palavras de Luís. Mas sentimento de revolta. «A culpa disto tudo é do Governo portu­guês, não temos de pedir seja o que for ao Gover­no moçambicano. Se na altura Portugal negociou Cahora Bassa, podia ter negociado também as propriedades dos portu­gueses. E temos a lei de 1977, Portugal comprometeu-se!». Já antes desta, o decreto-lei n.° 203/74 di­zia que os bens dos repa­triados portugueses se­riam acautelados. Mas os acordos de Lusaca, que marcaram a independên­cia de Moçambique, assi­nados entre o Governo português e a Frelimo, em Setembro de 1974, não pas­saram pela defesa dos inte­resses dos portugueses. Passaram-se 36 anos e a As­sociação de Espoliados de Moçambique já entregou várias petições à Assem­bleia da República portu­guesa, além de ter recorri­do aos tribunais para fazer cumprir a lei. Sem sucesso. Eduardo nasceu na Bei­ra há 51 anos. «Quando eu cheguei a Portugal, tinha 18 anos, estávamos em Novembro de 75. A me­trópole, para mim, não era nada, nunca lá tinha ido, nem um pullover ti­nha». Eduardo conta tudo como se a ferida ainda não tivesse sarado, como se ain­da tivesse 18 anos e sentisse na pele a injustiça cega, e muda. «Tínhamos de sair daqui, não havia condi­ções para criar os filhos. Tínhamos consciência de que tudo tinha acabado».

Em Portugal, Eduardo e os seus irmãos foram obri­gados a largar os estudos e começar a trabalhar. Pela primeira vez, contavam o dinheiro e temiam o futu­ro. «Nostálgico, o meu pai? Não podia, nem ti­nha tempo, havia quatro filhos para criar. Não ar­ranjou um emprego, mas um trabalho. Claro que fica uma enorme mágoa, mas a vida tem de andar para a frente quando te­mos uma família».

O pai de Eduardo, com 45 anos aquando da chegada a Portugal, não quis pedir apoio ao Instituto de Apoio ao Retornado. Também nunca pensou em escolher outra nacionalidade que não a portuguesa, embora, se tivesse optado pelo ale­mã, pudesse ter direito a uma indemnização.

Manter a história viva

Eduardo herdou o carácter do pai. «Nem quero ver Sócrates. Para quê? Vai dizer que está muito preocupado com a si­tuação e que temos ra­zão, e depois não vai fa­zer nada. Eu só quero manter a história viva, para as pessoas não se esquecerem».

Amílcar Dias tem mais de 80 anos, mas anda direi­to como se tivesse 40. É edu­cado e delicado, denun­ciando o carácter galanteador dos homens do seu tempo. Foi administrador das melhores empresas do país, e ao contrário dos ou­tros, nunca saiu de Mo­çambique. Trabalhou an­tes e depois da independência, reconheciam-lhe o saber e não o puseram de lado. Mesmo assim, ainda esteve 18 meses preso na Machava, em 1975. Quando saiu, de tudo o que a famí­lia conseguira construir ao longo da vida, restava-lhe um apartamento. «Há três meses desenvolvi uma teoria: há afro-tribalistas - africanos com um modo de vida tribalista - e há afro-europeus, que são africanos, com uma cultura europeia, que é o meu caso».

Há um ano, assistiu ao leilão dos cinemas que o pai tinha na Beira, o Olím­pia e o Palácio, que ha­viam sido nacionalizados após a independência. «Não há nostalgias, só causam lágrimas e não mudam nada». Amílcar Dias não se vai prestar a encontros com o primeiro-ministro. Diz que Só­crates, como os políticos antes dele, nunca entende­ram as colónias. «Geriam, combatiam, mandavam como se soubessem o que se passava aqui. Se tivessem desenvolvido uma classe média-alta cá, não haveria Frelimo que vencesse. E os polí­ticos do 25 de Abril fize­ram tudo mal». Dias não tem esperança de voltar a ver o que era seu, e do seu pai. O que lá vai, lá vai. È que, apesar de ter nascido e vivido sempre aqui, em Moçambique um branco é sempre estrangeiro. Mulungo é a palavra no dia­lecto changana, usado em Maputo, para branco. Quer dizer branco, patrão, pessoa erudita, uma espé­cie de deus. E mulungo não é moçambicano.

A questão da indemniza­ção não é fácil, já que, des­de Samora Machel, Mo­çambique também pede uma compensação a Por­tugal pelos 500 anos de co­lonização. Se o Governo português indemnizar os espoliados, a presidência moçambicana sentir-se-á, provavelmente, na obriga­ção de pedir satisfações. E não convém a nenhum dos lados voltar ao passado. «Sabe, a politica são ne­gócios. Não são ideais», sentencia. "SOL" Marta Curto em Maputo

MACUA DE MOÇAMBIQUE

A IGNORÂNCIA CONTRIBUI PARA O CAMINHO DO FRACASSO

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Trazer porcelanas e faianças para a Tailândia, com a finalidade de as vender num bazar de caridade é o mesmo que levar de Portugal bananas para a Madeira!
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O Reino da Tailândia possuiu uma indústria poderosa de mais de 500 empresas, na província de Lampang, no norte e a 100 quilómetros, antes de atingir a cidade Chiang Mai. Indústria ali localizada onde existe boa matéria prima o “clay”.
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Em 1997, acompanhei o representante de uma empresa de Leiria “Fornocerâmica”, a essa localidade, para tentarmos colocar fornos para cozedura de peças de cerâmica.
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Mais adiante voltei outra vez, com um representante da “Tecnoteam” (também de Leiria), agora para vendermos linhas de montagem para a indústria ceramista de Lampang e dali partimos para a região de Saraburi (a nordeste de Banguecoque).
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Em Lampang fomos recolher informações à associação dos industriais de cerâmica que nos forneceu uma brochura onde se encontravam cerca de umas cinco centenas de empresas. Durante oito dias de permanência em Lampang, visitamos algumas, de vulto, onde fomos encontrar autênticas maravilhas na arte de trabalhar, cozer o barro e o “clay”.
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Portugal não está à altura de poder vender cerâmicas ou faianças em bazares de caridade, em Banguecoque, mas está em condições de vender: azeite; azeitonas, sardinhas em lata; vinho de mesa e do Porto; deliciosas compotas de frutas e outros produtos desde que haja imaginação para os mandar vir. Os tailandeses gostam de comprar produtos estrangeiros e por vezes pela curiosidade de conhecer novos sabores.
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Um bazar de caridade não é uma feira de vaidades, nem um “showroom” de apresentação, dado que o tempo é curto e o objectivo é vender o mais possível de produtos, já conhecidos, portugueses e oferecer à instituição para a qual é destinado uma boa receita. ´
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As dávidas quando avultadas dão prestígio ao país. Portugal em 2000 ficou listado em 5º lugar, na dávida oferecida à Cruz Vermelha e à frente dos Estados Unidos.
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Um bazar de caridade não pode ser utilizado como imagem de marca pessoal que pretende, balofamente, promover-se. A imagem de marca é do país ali representado e neste caso é Portugal.
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O autor deste curta peça está muito bem dentro do assunto dos bazares de caridade, levados a cabo na cidade de Banguecoque e bem sabe quais os produtos portugueses que devem ser vendidos e promovidos. Um bazar de caridade dá a oportunidade para isso onde vão umas centenas largas de pessoas.
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Termino: “trazer, de Portugal, peças de cerâmica para a Tailândia é igual que levar bananas para a Madeira ou macarrão e esparguete para Itália”.
José Martins
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P.S. : Que não me classifiquem de “viroso” quando apresento verdades nuas e cruas.

ORAM TOMEM LÁ MAIS OUTRA!

Acção de Nulidade da Licenciatura de José Sócrates.

Ainda vai ter de ir para as Novas Oportunidades ....

Qu
e “enormíssima” bronca, se isto for mesmo para a frente!!!.......

só prova q qdo os advogados se empenham, conseguem!!!!!!!!

(do advogado José Maria Martins)

Acção de Nulidade da Licenciatura de José Sócrates

Como todos sabem fui eu que entreguei uma queixa-crime para se
averiguar da veracidade ou falsidade da licenciatura de José Sócrates,
depois da investigação do Prof. António Caldeira, do blogue do "Portugal Profundo"

Apesar de o Ministério Público ter arquivado o processo
(como vem sendo hábito quando se trata de Sócrates), com
argumentos que não nos convencem, decidi intentar acção judicial de
nulidade da licenciatura de José Sócrates.

Entendo que não é verdadeira, nem válida, face a todos os elementos disponíveis.

Desde logo a Universidade Independente não possuía o órgão legalmente
estabelecido para aprovar as equivalências, pelo que o processo está
viciado. Para além de vários outros dados que não posso aqui revelar.

Depois, não se pode dar equivalência a cadeiras que ainda não estavam feitas.

Por fim, a UNI não reunia os requisitos legais necessários.

Assim, logo que o Tribunal de Instrução Criminal me entregue a certidão que já
pedi - na semana passada - será intentada a competente acção de nulidade da
licenciatura em engenharia civil do actual Primeiro Ministro.

Os portugueses necessitam de saber a verdade!

ORA TOMEM LÁ! UM INGLÊS A FALAR BEM DE PORTUGAL.

Um artigo sobre Portugal pelo Embaixador Britânico sobre o nosso país - vale a pena ler



Portugal 2010 visto pelo Embaixador Inglês - não somos só pindéricos... .


Um artigo sobre Portugal pelo Embaixador Britânico sobre o nosso país - vale a pena ler

Dez coisas que melhoraram em Portugal nos últimos 15 anos
Alexander Ellis,
Embaixador Britânico

Chegou a época do espírito natalício. Então, deixemos de lado quaisquer miserabilismos e concentremo-nos nas coisas boas - não como escape mas como realidade. Vivi em Portugal há quinze anos. Agora, de volta, quero sugerir dez coisas, entre muitas outras, que melhoraram em Portugal desde a minha primeira estadia. Não incluo aqui coisas que já eram, e ainda são, fantásticas (desde a forma como acolhem os estrangeiros até à pastelaria).

Aqui ficam algumas sugestões de melhorias:
- Mortalidade nas estradas; as estatísticas não mentem - o número de pessoas que morre em acidentes rodoviários é muito menor, cerca de 2000 em 1993 e de 776 em 2008. A experiência de conduzir na marginal é agora de prazer, não de terror. O tempo do Fiat Uno a 180km/h colado a nós nas auto-estradas está a passar.
- O vinho; já era bom, mas agora a variedade e a inovação são notáveis, com muito mais oferta e experiências agradáveis. Também se pode dizer a mesma coisa sobre o azeite e outros produtos tradicionais.

- O mar; Lisboa, em 1994, era uma cidade virada de costas para o mar; poucos restaurantes ou bares com vista, e pouca gente no mar. Hoje, vemos esplanadas e surfistas em toda a parte. Muita gente a aproveitar melhor um dos recursos naturais mais importantes do país.
- A zona da Expo; era horrível em 1994, cheia de poluição, com as antigas instalações petrolíferas. Agora é uma zona urbana belíssima, com museus e um Oceanário
<

http://www.oceanario.pt/
> entre os melhores que há no Mundo.
- A saúde; muitas das minhas colegas têm feito esta sugestão - a qualidade do tratamento é muito melhor hoje em dia, apesar das dificuldades financeiras, etc. A prova está no aumento da esperança de vida, de cerca de 74 em 1993 para 78 anos em 2008.

- Os parques naturais; viajei muito este ano do Gerês
<
http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007-AP-Geres?res=1280x1024> a Monserrate
<
http://www.parquesdesintra.pt/index.aspx?p=parksIndex&MenuId=9&Menu0Id=9>
; tudo mais limpo, melhor sinalizado, mais agradável. O pequeno jardim está, de facto, mais bem cuidado.
- O cheiro. Sendo por natureza liberal nos costumes sociais, não fui grande fã da proibição de fumar - mas, confesso, a experiência de estar num bar ou num restaurante em Portugal é hoje mais agradável com a ausência de tabagismo. E a minha roupa cheira menos mal no dia seguinte.

- A inovação; talvez seja fruto da minha ignorância do país em 1994, mas fico de boca aberta quando visito algumas das empresas que estão a investir no Reino Unido <
http://ukinportugal.fco.gov.uk/en/doing-business/>; altíssima tecnologia, quadros dinâmicos e - o mais importante de tudo - não há medo. Acreditam que estão entre os melhores do mundo, e vão ao meu país, entre outros, para prová-lo.
- O metro de Lisboa. É limpo, rápido, acessível e tem estações bonitas.
- As cores; Portugal tem e sempre teve cores naturais bonitas. Mas a minha memória de 1994 era o aspecto visual bastante cinzento das cidades, desde a roupa até aos carros. Hoje há mais alegria - recordo um português que me disse, talvez com tristeza, que o país estava a tornar-se mais tropical.

Em termos de imagem, parece-me um elogio!

Esta é a minha lista. E a sua?
Alexander Ellis,

É preciso vir um estrangeiro, dizer bem do meu país.
Já tinha saudades de ouvir dizer bem de Portugal.




EMBRULHEM E APRENDAM!

PROVIDÊNCIA

Posted by António Luís Posted in Posted on 26.2.10


Todo este espectáculo mediático montado à volta da intempérie madeirense caíu como mel na sopa ao sr. Engenheiro Sócrates.
De repente, as atenções antes focadas nos escândalos que o envolvem (ou não...) são passados para segundo e terceiro planos.
E até mesmo Alberto João Jardim declarou paz ao Primeiro-Ministro que, esperto, correu logo para cá, ainda no sábado... Ele há "sentidos de Estado" bem providenciais.
Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara, portanto!
Enquanto isso, o governo e a nação seguem prazenteiros, apalermados e, como convém, "emocionados com a desgraça e o gesto"!
Embrulhem e aprendam.

SARAIVA ABRIU O LIVRO

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QUEM SE ATREVE A DESMENTIR?

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Armando Vara era o administrador do BCP responsável pelo financiamento e pelo processo accionista do 'Sol' quando o jornal passou pelos problemas financeiros há um ano e dificultou a entrada de novos accionistas, afirmou esta manhã o director do semanário na Comissão de Ética.
“Tenho a certeza absoluta, pelo menos na parte final [da negociação de venda da quota do BCP no Sol à Newshold] que foi comandada directamente pelo dr. Armando Vara”, garantiu José António Saraiva. O representante do BCP, Paulo Azevedo, “disse várias vezes que tinha que falar com Armando Vara porque não tinha autonomia para tomar decisões”, acrescentou o director.
Há uma semana, Armando Vara veio à Comissão de Ética negar qualquer responsabilidade no dossier do jornal no BCP, dizendo mesmo que isso estava entregue a outras pessoas e departamentos.
José António Saraiva acusou mesmo: “Ficou claro que o que o BCP queria era decapitar a direcção do Sol e interromper a sua publicação”, ao afirmar, primeiro, que estava vendedor da sua parte no jornal e depois, quando os investidores angolanos quiseram negociar, recuou e disse não estar vendedor mas comprador. E nessa altura, “queria mudar” a cláusula que impõe que quem comprasse se comprometia a manter a direcção.
Tendo o BCP sido “um amigo” e accionista desde o lançamento do jornal, a mudança de atitude foi “coincidente com a entrada da administração Santos Ferreira/Armando Vara”. Aí, “o BCP transformou-se num cavalo de Tróia”, disse José António Saraiva, contando os pedidos ignorados de reuniões, a retirada de um patrocínio do BCP que estava pelo menos “verbalmente” combinado, e os “meses terríveis” de dificuldades financeiras que o jornal passou entre o final de 2008 e os primeiros meses de 2009.
Sobre a situação geral da comunicação, questionado pelo social-democrata Pedro Duarte, Saraiva disse-se “chocado” quando vê “pessoas responsáveis do PS a dizer que não se passa nada”.
“Os factos que têm vindo a público através das escutas são absolutamente chocantes. Faz-me lembrar o Iraque, quando choviam mísseis e o ministro da Informação continuava a dizer que não havia nada”, comparou.
Saraiva salientou que esta Comissão de ética existe porque “as escutas foram reveladas” e mesmo depois disso “as pessoas continuam a dizer que é falso”. “As escutas são a prova cabal e insofismável e a única maneira que tivemos de provar que havia em marcha um plano para controlar a comunicação social.”
In 'Público'

O director do 'Sol' acusou ainda a Cofina de ter tentado mudar a direcção do jornal de forma encapotada para afastar "pessoas incómodas" e disse que o presidente daquele grupo o aconselhou a ser "menos contra o Governo". José António Saraiva também acusou Armando Vara, administrador do Millenium BCP, de ter tentado “decapitar” a direcção do jornal após as manchetes sobre o caso Freeport.

"A Cofina também fez tentativas encapotadas para mudar a direcção", disse José António saraiva, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura sobre alegadas tentativas do Governo para controlar a comunicação social.

A Cofina foi accionista do jornal Sol durante seis meses, tendo vendido, em Novembro de 2008, a sua participação (33 por cento) ao empresário Joaquim Coimbra.

Antes desta venda, a Cofina esteve em negociações com o empresário Alberto do Rosário.

"Quem é Alberto do Rosário? É um colaborador da Cofina", afirmou José António Saraiva, adiantando que o grupo dirigido por Paulo Fernandes queria fazer "uma operação fictícia" para "fazer uma limpeza no jornal".

De acordo com José António Saraiva, "enquanto isto se passava, o dr. Paulo Fernandes dizia-nos que devíamos ser menos contra o Governo".

O que Paulo Fernandes queria, acrescentou o director do Sol, era "comprar o jornal entregando-o a outra pessoa para não ficar com o ónus de fazer o trabalho sujo e depois entregava o jornal já devidamente limpo de pessoas incómodas".

O director do 'Sol' também disse ter a certeza que o BCP, através do administrador Armando Vara, quis "decapitar" o jornal e que a relação com o banco tornou-se "hostil" depois de publicadas notícias sobre o caso Freeport.

"Ficou claro que o BCP queria decapitar a direcção do 'Sol'", referiu José António Saraiva no Parlamento, adiantando ter "a certeza absoluta que esta situação, pelo menos na recta final, foi comandada por Armando Vara".

O BCP, que foi accionista fundador do semanário dirigido por José António Saraiva, "começou por ser nosso amigo, mas transformou-se num cavalo de Tróia", disse o director do 'Sol'.

O director reiterou ainda que depois de ter publicado uma notícia sobre o caso Freeport, um subdirector do jornal "recebeu um telefonema de uma pessoa muito próxima do sr. primeiro ministro" que "disse que a relação do banco com o jornal dependia da próxima manchete".

O director do semanário 'Sol' disse ainda no Parlamento que existe um "encobrimento do poder político pelo poder judicial" e que se as escutas não tivessem sido divulgadas pelo seu jornal o debate de hoje não estaria ser feito.

"Hoje acho que há uma conivência do poder judicial com o poder político. Mas penso que se pode dizer mais, há encobrimento do poder político pelo poder judicial. Há factos suficientes para se poder afirmar que há encobrimento", disse José António Saraiva, que está a ser ouvido pela comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura a propósito de alegadas intervenções do Governo na comunicação social.

A edição de hoje do 'Sol' refere que o Procurador-geral da República foi informado pessoalmente de escutas que estavam a decorrer no âmbito do caso Face Oculta e afirma que "a partir desse dia, as conversas mudam de tom e há troca de telemóveis".

No início deste mês, o semanário 'Sol' transcreveu extractos do despacho do juiz de Aveiro responsável pelo caso Face Oculta em que o magistrado considera haver "indícios muito fortes da existência de um plano", envolvendo o primeiro ministro, José Sócrates, para controlar a estação de televisão TVI e afastar Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz.

Do despacho constam transcrições de escutas telefónicas envolvendo Armando Vara, então administrador do BCP, Paulo Penedos, assessor da PT, e Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT.

O processo 'Face Oculta' investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas.

A comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura está a realizar, desde 17 de Fevereiro, audições a quase 60 pessoas e entidades ligadas ao sector da comunicação social, na sequência de acusações ao Governo por alegadas interferências na comunicação social, nomeadamente na TVI através da PT.

In 'DN'

Raciocínio simplex




Raciocínio simplex


1. Deixem que todos os homens que queiram casar com homens, o façam...


2. Deixem que todas as mulheres que queiram casar com mulheres, o façam...



3. Deixem que todos os que queiram abortar, abortem sem limitações...


4. Em duas gerações, deixarão de existir socialistas...

PRÉMIO FENOMENAL!

DETERGENTE SKIP



MAIL PREMIADO NO CONCURSO INTERNACIONAL DE EMAILS !

REALMENTE O MELHOR QUE VI ATÉ HOJE!!



OI MARQUÊS MENTE LÁ MAIS UMA VEZ!

Marquês de Freeport
[sócrates+marquês.bmp]

O retrato que deixa do seu obscuro mandato é um sem fim de obscuridades e suspeições, a começar nas suas habilitações literárias, até à forma como conduziu a sua vida, e a da sua família e amigos, em negócios ainda mais obscuros do que as licenciaturas ao domingo e os exames feitos por fax.
O Marquês de Freeport, ou o primeiro fax, para além disso só tem para apresentar a tensão social que criou com todas as áreas e classes profissionais e sociais da sociedade. No seu estandarte deveria colocar a divisa:
Eu minto com a naturalidade com que respiro.


SÓCRATES E A CREDIBILIDADE

LEMBRETE 641
Curriculum “trambiqueiro”
Não dá credibilidade...
Sócrates trapaceiro
Tem alergia à verdade!...


LEMBRETE 642
Sócrates, ao falar bem,
Mas sem credibilidade!
Diz só o que lhe convém,
Dentro da banalidade!...


LEMBRETE 643
Sócrates cuida da imagem,
P’ra enganar os parolos...
Esconde a malandragem,
Pensando que somos tolos!...


LEMBRETE 644
Curriculum de mentira
Não dá credibilidade!
Sócrates está na mira,
Pela sua falsidade!...


LEMBRETE 645
Nesta crise tão profunda,
Que estamos a viver,
Sócrates cria barafunda
E sem nada resolver!...


LEMBRETE 646
A Moody’s baixou o “rating”
De empréstimo a Portugal!
É que, afinal, o “marketing”
Do PS corre mal!...


LEMBRETE 647
A incerteza vivida,
Por todo este país,
É fruto da arremetida
De filhos de meretriz!...


DEFINIÇÃO DE PS
Um partido incapaz,
Com gente capaz de tudo,
Liderado por um audaz
Com traficado “canudo”!...

NÃO HÁ COMENTÁRIOS DAQUI

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Governo paga a dentistas com cheques 'carecas'

Estado deve dezenas de milhar de euros a milhares de médicos de todo o país. Há profissionais a passar mal
00h07m
MIGUEL GONÇALVES - JN
Há milhares de dentistas, sobretudo no Norte e Centro do paí
s, a quem o Estado deve dezenas de milhar de euros, desde o ano passado, por serviços prestados no âmbito dos cheques-dentista. Os lesados, indignados, dizem que os cheques do Governo são "carecas".

"Conheço colegas, em início de carreira, que estão a passar muito mal, porque, não tendo ainda clientela, contavam com os cheques-dentista para pagar despesas fixas decorrentes do exercício da actividade. Só que, como o Estado é o primeiro a dar o mau exemplo, é mau pagador, esses colegas não têm, agora, como pagar, até, os materiais usados com os pacientes enviados pelo Ministério da Saúde", assegurou, ao JN, um médico do Porto, a quem a Administração Regional de Saúde do Norte deve cerca de seis mil euros, desde Outubro de 2009.

AFINAL SABIAM TODOS MENOS JOSÉ SÓCRATES

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Publicado por JoaoMiranda em 25 Fevereiro, 2010
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1. A defesa de Sócrates está neste momento na linha de defesa nº7:
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Linha de defesa nº7: Para alem do mais, todos os partidos fazem o mesmo. E se falás
semos do caso BPN?

Só que em vez de discutirem o BPN querem saber se Manuela Ferreira Leite sabia ou não sabia da compra da TVI.

2. Curiosamente, um jornal do amigo Joaquim, que inicialmente achou que não havia nada a noticiar, foi buscar escutas que o Sol já tinha citado, às quais deu uma nova vida, para tentar comprometer a líder da oposição. Estas escutas são posteriores ao dia 25, dia em que os escutados passaram a saber que estavam sob escuta e dia a partir do qual toda a gente já sabia do caso.

3. Se Manuela Ferreira Leite sabia a partir do dia 25 de Junho, é porque não é autista, porque toda a gente sabia. Se soube muito antes do dia 25 de Junho, é porque é uma líder da oposição informada. Se usou a informação para boicotar o negócio, então foi uma líder de oposição genial. Se foi, numa fase inicial, conivente com o plano do PS, então a questão deve ser esclarecida e MFL responsabilizada.

4. Se existem dúvidas sobre o que MFL fez neste caso, se a suspeita de que foi conivente é generalizada, então ela não tem condições de continuar à frente do PSD durante muito mais tempo. O PSD devia escolher um novo líder quanto antes. Sugiro directas no mês de Março para eleger um novo líder.

5. Mas quem tem responsabilidades de governação é José Sócrates. Acho muito bem que se escrutine a líder de oposição, até porque a qualquer momento pode ser governo. Mas muito mais sentido faz escrutinar quem no momento ocupa o cargo de primeiro-ministro. é que o gajo pode ser um aldrabão de primeira. E se existem suspeitas generalizadas de que é, então não tem condições para continuar no cargo. Neste caso não sugiro eleições. Sugiro que se espere que saia pelo próprio pé quando estiver vencido e convencido.

6. Mas então MFL sabia de tudo e o primeiro-ministro não sabia de nada? Escutas feitas a Rui Pedro Soares após 25 de Junho, quando os alvos sabiam que estavam sob escuta, são credíveis para comprometer Ferreira Leite, mas as feitas antes de 25 de Junho não são credíveis para comprometer José Sócrates? José Sócrates tinha uns amigos da onça na PT, que nada lhe diziam, e MFL era informada de tudo? Sócrates era o corno do país enquanto MFL dirigia uma poderosa rede de informadores? Parece-me evidente qual destes dois merece ser primeiro-ministro.

7. Note-se que as escutas que supostamente comprometem MFL envolvem especulações a posteriori de como MFL terá sabido (e nem sequer sugerem que MFL soube muito antes de 25 de Junho). As que comprometem Sócrates envolvem referências em tempo real à vontade do chefe máximo e a conversas com o chefe máximo (antes de 25 de Junho).

8. E depois há o problema da mentira. Se MFL sabia, isso quer dizer que Sócrates não mentiu ao Parlamento? E o problema da responsabilidade. Se MFL sabia, isso quer dizer que Sócrates não é responsável pelos boys que colocou na PT e pelo plano para comprar a TVI? Como é evidente, tudo isto tem que ser esclarecido. Proponho uma comissão de inquérito parlamentar lá para Abril.

9. Gosto muito da tese “não abanem muito a árvore do regime porque ela está toda podre”. Isso só é um problema para quem defende um regime podre.

BAZAR DA CRUZ VERMELHA: TENTAREM TAPAR A HISTÓRIA COM UMA PENEIRA

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A realizar-se, em Banguecoque a 27 e 28 de Fevereiro 2010
(Favor de clicar nas imagens e na lista de receitas, doadas, para as ver em tamanho maior.
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A Cruz Vermelha Internacional da Tailândia foi fundada, em 1893, no reinado do Rei Chulalongkorn e com o patrocínio de Sua Real Esposa a Rainha Sawangvatana.
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Não irei aprofundar-me na história da instituição vocacionada para caridade, dos pobres ou dos ricos.
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Para todos que necessitem do seu bem.
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Bem me lembro de quando vim a primeira vez (1977) à Tailândia, senti-me mal no hotel, um táxi transportou-me ao antigo hospital e sede da organização, na avenida Rama IV, fui atendido por um médico, receitou-me medicamentos que levantei ali e mesmo.
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Preparava-me para pagar, não me foi aceite dinheiro quando de facto poderia satisfazer o pagamento da consulta e medicamentos.
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O Consulado de Portugal em Banguecoque (nos dias de hoje Embaixada) está ligado à Cruz Vermelha Internacional de Banguecoque desde 1916 e, aconteceu, durante a 1ª Guerra Mundial.
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Tenho cópias de ofícios de contribuições do Consulado de Portugal na gerência do cônsul Luís Leopoldo Flores.
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Depois do cônsul ter falecido, não tenho nos meus arquivos outros documentos que me informem que o consulado e depois de ser classificado a missão diplomática tenha estado representada em bazares.
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Viria a estar presente na gerência do Embaixador Mello Gouveia, a partir de 1984 e tem seguido até aos dias presentes.
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Porém as receitas oferecidas para as obras de caridade da Cruz Vermelha Internacional, não foram significaticas.
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No pavilhão de Portugal vendiam-se umas porcelanas, uns souvenirs de cortiças e mais umas ofertas do Turismo de Macau.
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A organização dos bazares pertence às esposas dos diplomatas acreditados no Reino do Sião.
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Cada país, no seu pavilhão, vende o que produz: salsichas, chouriças, salpicões, salmão congelado, vinhos, artesanato, perfumes, pedraria, livros, etc.etc..
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Em força a vender água de colónia, sabonetes de alfazema, vinhos, azeite e azeitonas eram os espanhóis, junto ao pavilhão de Portugal, praticamente, sem nada ter que vender além de umas porcelanas.
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Por umas duas vezes, o pavilhão de Portugal, venderam-se anchovas e sardinhas compradas num supermercado, qualquer, em Lisboa que chegavam por Mala Diplomática, cujo o transporte, custava mais ao Estado Português que a mercadoria no seu todo.
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Mas quando eu via o pavilhão espanhol cheio de gente fora a comprar e uma legião de funcionários a despachar mercadoria isso humilhava-me.
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Dizia para dentro de mim: “não pode ser uma coisa destas...”
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Então Portugal tem o mesmo, para vender, que os espanhóis e nós estamos nos Bazares da Cruz Vermelha às moscas?
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A falecida embaixatriz Maria Luísa de Castello-Branco, partiu para Lisboa depois de terminada a comissão de seu marido e a organização do bazar da Cruz Vermelha foi-me entregue pela Embaixatriz Babett de Brito (ela servia para os actos protocolares e bem os desempenhava sem ter aspirações em me pedir para eu lhe tirar fotos junto a personalidades gradas) e viria a mudar a imagem de Portugal nos bazares com os produtos: azeite, azeitonas, latas de sardinhas, vinhos de mesa e do Porto, cortiças oferecidas pela Corticeira Amorim, compotas de frutas de Alcobaça, mel, chá dieta-limão (um sucessos de vendas).
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O primeiro ano (1996) o Ministério dos Negócios Estrangeiros ainda suportou o transporte de um contentor, por Mala Marítima, de Lisboa ao porto de Banguecoque e depois deixaria de fazer devido à falta de verba.
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Porém, a mercadoria nunca deixou de chegar a Banguecoque, suportando o custo do transporte a venda de mercadoria, nos bazares e entregando-se o lucro à Cruz Vermelha.
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O meu propósito foi o realizar os bazares sem encargos para o Estado Português.
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Todos os artigos vendidos nos bazares eram comprados às empresas portuguesas e só produtos oferecidos eram da Corticeira Amorim (porque vendia cortiças e vende hoje na Tailândia, o Governo de Macau e o seu departamento de turismo quando sob a administração de Portugal e duas viagens da TAP para Portugal, vendidos os bilhetes para sortear os números, quando havia carreira Lisboa para Banguecoque).
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Com a chegada, em 2006, do Embaixador Faria e Maya e a Embaixatriz Maria da Piedade, ainda fiz dois bazares 2007 e 2008.
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Consegui boa receita, mas notei desde logo que algo estaria para mudar.
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Quando chegou a altura (2007) de encomendar a mercadoria de Portugal (sempre uns 4 meses antes da realização dos bazares), dei conta ao Embaixador Faria e Maya dos produtos que iria encomendar e responde-me: "não é só sardinhas que se devem vender nos bazares, mas porcelanas e cristais".
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Assim, viria acontecer no bazar de 2009 e (possivemente) no de 2010, onde vendeu uma ninharias cujo a receita oferecida, o montante, deve ter sido, penso, uma ridicularia.
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Lá se foram as sardinhas, o azeite, as azeitonas, o vinho e outros produtos que já estavam lançados e apreciados entre os visitantes do pavilhão de Portugal.
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Mas já eu retirado da embaixada, chegaram-me “bocas” sujas de gente que penetrou, clandestinamente, na embaixada que “vomitaram” que eu fazia negócio com os bazares da Cruz Vermelha.
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Não deixo de aqui citar, que além de Portugal ter perdido a identidade, adquirida, nos bazares da Cruz Vermelha, com os produtos que temos, para vender, começo a notar o “narcicismo” a elogiar obras “imperfeitas” e colocar estátuas, de pés de barro, num pedestal que bem me dá razão que isso traz muito água no bico.
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Elogios cheios de falsidade digno de um engraixador brilhante na arte de polir os sapatos do poder. Mas a verdade nunca foi “coxinha” e um dia virá ao de cima como o azeite à tona da água.
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Há narcisistas, aventureiros, que além de perigosos, tudo conseguem até um dia e terminam as suas andanças de “rebolões” em procura de benesses, quando a careca lhes for descoberta.
José Martins
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P.S. Comentários para esta peça podem ser enviados através do e-mail: josegomes.martins@gmail.com

AS SUAS NOTÍCIAS DE HOJE 26.02.10

Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Mário Mendes: ACA-M assistente
Berlusconi: Caso Mills prescreveu
Muammar Kadhafi: Guerra à Suíça
Feto dentro de saco de lixo na praia
Marat Izmailov: Rejeita Lokomotiv

Capa do Público Público

Retoma está a perder força em Portugal e no resto da Europa
Reconstrução na Madeira pode demorar dez anos e custar mil milhões
Salários congelados nas empresas públicas mas TAP e CGD podem ser excepção
Estado não tinha poderes para vetar negócio da compra da TVI
Bolsa de Tóquio encerrou com o Nikkei a subir 0,23 por cento

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Profissionais das USF reúnem-se
PSP sem certezas de tiro em fugitivo
Sandro Bala não pode ser detido enquanto estiver no Brasil
Tejo transformou Reguengo em ilha sem qualquer ponte
'Pegada hídrica' no País é elevada

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Futebol: LE - Carvalhal diz que triunfo sobre o Everton é "moralizador e prestigiante"
Bolsa/EUA: Wall Street fecha em baixa após revelação dos números do desemprego
Douro subiu quatro metros na Régua
Futebol: Benfica - "Vamos continuar a ganhar dentro do campo", Rui Costa
Sporting está na próxima fase da Liga Europa

Capa do i i

Hospital obriga doentes a comprar na farmácia remédios que eram dados gratuitamente
Ferreira Leite vende Portugal aos investidores entre alertas
Santana Lopes prepara entrada de leão no congresso do PSD
Taguspark confirma que pagou viagem a Luís Figo
Quem é que sobe ao topo da serra para visitar os velhos das montanhas?

Capa do Diário Económico Diário Económico

“No ‘offshore’ já era tempo de entrarmos na corrida”
Os planos de assassinato mais famosos da história
Tristezas não pagam dívidas
Bolsa regressa às quedas semanais
Não aos produtos estruturados

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Petróleo a caminho de maior ganho mensal desde Outubro
As notícias em foco na edição de hoje, dia 26 de Fevereiro, no Negócios
Lucros da Telefónica sobem 2,4% para os 7,77 mil milhões de euros
Dados económicos do Japão e Coreia do Sul animam bolsas asiáticas
Norte injecta 22 milhões de euros em 13 projectos tecnológicos

Capa do Oje Oje

Tóquio encerra com Nikkei a subir 0,23%
Wall Street fecha em baixa após anúncio dos números do desemprego
Agenda de 26 de Fevereiro
Economia volta a dar sinais de deterioração
Refinação e consumo penalizam Galp

Capa do Destak Destak

Mendes Bota declara apoio a Passos Coelho na corrida à liderança do partido
Carlos Barbosa nega pressões políticas quando era responsável pela publicidade da PT
Passos Coelho recusa comentar declarações de Ferreira Leite
Mães à beira de um ataque de nervos
Governo de jornalistas

Capa do 24 Horas 24 Horas


Capa do A Bola A Bola

FC Porto vai comprar mais 20 por cento de Rúben Micael
Luisão eleito jogador de 2009 na Gala de aniversário
Izmailov deve decidir-se hoje
Portugal volta a ter seis clubes na Europa em 2011/12
Vieira pela «isenção e independência» contra os «ofendidos»

Capa do Record Record

Nuno Gomes: «Como é óbvio não posso estar satisfeito»
Jorge Jesus: «Temos de aceitar»
Nani: «Benfica muito melhor do que em outros anos»
Batuta para Carlos Martins ou Aimar
Nani: «Sporting pode ganhar a Liga Europa»

Capa do O Jogo O Jogo

David Moyes reconhece que o Sporting foi "muito melhor"
Carvalhal diz que foi importante "roubar a bola e quebrar o ritmo" aos ingleses
Jesus diz que Marselha “tem as mesmas ambições do Benfica”
Portugal garantiu seis equipas para 2011/2012
Jogos dos oitavos-de-final