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quarta-feira, 3 de março de 2010

O DOIDO QUE NOS TEM GOVERNADO

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Governo vende Cahora Bassa a portugueses
00h00m
Joana Amorim, em Maputo
O Governo vai vender a participação de 15% que ainda detém na barragem de Cahora Bassa. O an
úncio será feito amanhã, quinta-feira, pelo primeiro-ministro, durante uma visita à hidroeléctrica.

O capital devera ser alienado a um consórcio de empresas portuguesas, ao que tudo indica liderado pela EDP e/ou REN.

Quanto a valores, e tendo por base o vallor da transferência de 82% do capital, em 2006 para Moçambique, deverá rondar os 150 milhoes de euros.
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 MARGEM: José Sócrates já vendeu, a carne e o sangue da Barragem de Cabora Bassa, por dez reis de mel coado ao Guebuza (este gritou, depois, numa visita que fez ao Songo: A BARRAGEM É NOSSA!

Quando o Sócrates era um puto (sem sapatilhas ainda e descalço) eu trabalhei lá como mecânico...

Aquele empreendimento foi realizado com inteligência e por homens que governavam Portugal que não eram ministros "badamecos" sob a direcção do grande português António de Oliveira Salazar.

Nunca em todo território nacional foi levado a cabo uma obra igual.

O "sapatilhas" ofereceu-a de mão beijada sem o respeito por aqueles que a construiram e onde morreram vários portugueses.

Mas já que vendeu a carne e o sangue de Cabora Bassa que venda também os ossos.
José Martins

DEVEMOS E JÁ TER PENA DO JOSÉ SÓCRATES - A MANUELA ESTÁ A ESTRAGAR O ESQUEMA

TVI acusada de fazer gestão política de notícias do Freeport

00h00m

PAULO MARTINS


foto JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

TVI acusada de fazer gestão política de notícias do Freeport

Moura Guedes diz que não são revelados documentos comprometedores para Sócrates



"Há documentos sobre o Freeport que implicam o primeiro-ministro e não são postos em antena", afirmou ontem, quarta-feira, Manuela Moura Guedes na comissão parlamentar de ética. A jornalista acusa a TVI de fazer "gestão política das notícias", após o fim do "Jornal de 6.ª".

A ex-apresentadora do espaço noticioso suspenso pela administração em Setembro de 2009 afirmou perante os deputados que os documentos em causa "dizem respeito a pagamentos e depósitos na empresa Smith & Pedro, que esteve envolvida no caso. "A Direcção de Informação desvaloriza-os", assegurou.

Em comunicado inserido ao final da noite no site da TVI, a Direcção de Informação assegurou que "neste momento não existe qualquer peça pronta sobre o 'caso Freeport', contabilizando oito notícias acerca do assunto, desde que o programa foi suspenso. "Se um dia existir, será emitida no tempo e espaço definidos por quem tem essa responsabilidade", afirmam os quatro membros da Direcção.

Moura Guedes denunciou ainda supostas pressões sobre investigadores do "caso Freeport", através de telefonemas de assessores de José Sócrates. Referiu-se mesmo a uma inspectora da Polícia Judiciária de Setúbal, que é "muito permeável a eles".

Confrontada com as características do "Jornal de 6.ª", disse nunca ter sido objecto de desmentidos ou condenações judiciais, porque tinha a preocupação de cruzar fontes e basear as notícias em documentos. "Não andávamos a fazer perseguição ao primeiro-ministro".

"A ministra da Saúde foi proibida pelo primeiro-ministro de ir à TVI", afirmou a jornalista, dando conta de sistemáticas recusas de José Sócrates em responder a questões colocadas pela equipa do "Jornal de 6.ª", atitude que levava outros membros do Governo a não prestarem declarações, quando solicitados.

Sobre a suspensão do programa, garantiu ter resultado de instruções provenientes da Prisa, o accionista espanhol da Media Capital, proprietária da TVI. Ainda que nunca tenha obtido "qualquer esclarecimento formal da administração", Moura Guedes revelou que o administrador Bernardo Bairrão, anteontem ouvido pela comissão parlamentar, não concordava com a decisão, mas deu-lhe conta de que era irreversível. "Como é óbvio, teve o aval do Governo. Houve imposição do Governo".

Quatro jornalistas convocados

Segundo Manuela Moura Guedes, que chegou a aludir a contactos do Governo português com a Casa Real espanhola sobre o assunto, Juan Luis Cebrián, o "homem forte" da Prisa, terá dito a Pinto Balsemão estar "farto" dos telefonemas do primeiro-ministro. Também ouvido ontem pela comissão parlamentar, o presidente da Impresa não desmentiu esta versão.

A jornalista traçou um paralelismo entre a suspensão do programa e a venda, em 2005, da Media Capital à Prisa, sustentando que esteve em jogo em ambos os casos. Isto porque, afirmou, há cinco anos o seu afastamento "era uma imposição", pelo que foi colocada "na prateleira".

A audição de Moura Guedes suscitou uma forte reacção do deputado socialista Manuel Seabra - que a acusou de "tirar conclusões" e, depois, "polvilhar factos" que as sustentem. Mas justificou um pedido do PSD no sentido de que sejam ouvidas pela comissão mais quatro pessoas. Trata-se dos jornalistas da TVI Júlio Magalhães, Carlos Enes, Vítor Bandarra e Ana Leal.

A CHUVA - SOM AO PIANO DE CHOPIN

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AQUI TÊM PERA DOCE COM VINHO DO PORTO

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Mão amiga enviou-me por e-mail o texto com o "Despacho do PGR".
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A não perder!
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"O Despacho do PGR"
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"Eles" não podiam (ou não queriam) dar a conhecer; mas, da maneira que a justiça - ou o segredo de justiça anda, aqui está...
Portugal é um atoleiro de corrupção, injustiça, mendicidade e atraso.
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Somos a chacota de todo o mundo.
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Temos o que merecemos.
Caminhemos cantando e rindo para o abismo.
Um Viva à República dos Asnos.
Viva Portugal!
Que a queda seja suave e benevolente...
Clique a seguir

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O VITORINO SEMPRE HAJA SIDO UM BOM POMBO CORREIO

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Moura Guedes diz que suspensão do Jornal de Sexta partiu de Vitorino

A jornalista Manuela Moura Guedes afirmou hoje, quarta-feira, no Parlamento que o administrador da TVI lhe disse que a decisão de suspender o "Jornal Nacional de Sexta" da TVI partiu do socialista António Vitorino.

Bernardo Bairrão, na altura director geral interino da Media Capital, "disse-me [dois dias antes da suspensão do jornal] que havia um problema grave porque o jornal estava prestes a ser suspenso" e que a decisão vinha de Espanha - de Manuel Polanco e José Luís Cébrian, responsáveis da Prisa, dona da Media Capital, explicou.

"Disse-lhe que se [a decisão era de] Cébrian e Polanco, isso vinha de [José] Sócrates e ele [Bernardo Bairrão] disse-me que, desta vez não era o Sócrates, era o Vitorino", acrescentou.

"Só há pouco tempo fiquei a saber que tinha sido o escritório do dr. António Vitorino que tinha tratado do negócio da Prisa", empresa espanhola que comprou a Media Capital.

"Ele disse-me que foi o Vitorino [quem intercedeu junto da administração da Prisa, empresa detentora da Media Capital, para suspender o Jornal de Sexta, editado e apresentado pela jornalista]", reiterou Manuela Moura Guedes.

A jornalista revelou ainda que a suspensão do Jornal nunca lhe foi comunicada pela administração da empresa, mas sim pelo então director de informação da estação de Queluz, João Maia Abreu.

A jornalista está a ser ouvida na Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República na sequência de notícias que dão conta de um alegado plano do Governo para controlar a comunicação social.

PENAS ATÉ 16 ANOS DE PRISÃO PARA ENVOLVIDOS NOS ATENTADOS DE 2008

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MSO – Lusa – 03 Março 2010

Díli - O Tribunal de Díli condenou hoje 24 dos 28 arguidos no processo dos atentados de 2008 contra o Presidente e o primeiro ministro timorenses a penas de prisão entre os nove anos e meio e os 16 anos de prisão.
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P.S. Tanto homem condenado por dois tiros ao Ramos Horta! Que coisas estranhas acontecem por Timor-Leste...

Sondagem - A INGENUIDADE E A TOLERÂNCIA CEGA PROTEGE OS FORA-DA-LEI*


(Escrito em 1 de Março, antes da leitura do veredicto no TDD)


Por ANA LORO METAN

Desde que aderi à Fábrica dos Blogs que considerei importante auscultarmos opiniões dos que nos lêem através de pequenos inquéritos a que demos o nome pomposo de sondagens, esse nome por nada mas por assim ter ocorrido.
Fonte: (para ler o resto) http://timorlorosaenacao.blogspot.com

RAMOS HORTA INICIA SEXTA-FEIRA PÉRIPLO POR VÁRIOS PAÍSES

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Diário Digital - Lusa – 03 Março 2010
O presidente timorense, José Ramos-Horta irá efectuar visitas oficiais ao Reino Unido,permanecendo no país entre sexta-feira e domingo, Irlanda, Suíça e Japão,entre 5 e 20 de Março.
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P.S. - Que peça será que o Zé Ramos Horta já tem na forja para moldar... Bem, cá por nós, porque conhecemos o Zé de ginjeira deve estar a preparar-se para dar o "salto" de Timor-Leste e asilar-se, por aí, nas Nações Unidas.
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Vai avistar-se (com o seu bom amigo ex-samaritano) Kofi Anan na Suiça e traz, já, muita aguazinha no bico.
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Pudera...!!! O Zé não querer dar às vila-de-Diogo de Timor-Leste... É que as coisas por lá não caminham em cima de um tapete de pétalas e alimentado a chumbo a coisa não está mesmo nada para flores.
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Daqui boa sorte pró Zé, muitas mordomias, ao Prémio Nobel da Paz; umas boas férias que bem delas estava a precisar. Igualmente uns copos de boa "cervejola" e tenha muito cuidado com o crescimento da barriga.
José Martins

EU NÃO SABIA QUE O RUI ERA SOBRINHO DE MÁRIO SOARES...E VOCÊS SABIAM?

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Afinal há mérito !!!!!!!
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O Sr Ex-Administrador da PT, Dr. Rui Pedro Soares, entre muitos mais predicados tem o inarrancável mérit
o de ser sobrinho de Mário Soares!!!!... e viva o grande pai da democracia, que tais familiares de alto valor tem!!!
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*Pode levar tempo, mas acaba-se por saber todos os podres.*
NB: Bem me parecia ! Já cá andava, há uns dias, a magicar se tudo isto seria uma daquelas "puras coincidências", para as quais os nomes por vezes nos alertam ...
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Realmente, há muitos Silvas neste País, "há muitas Marias na Terra", "chapéus há muitos", etc, etc...
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Mas, agora, o mesmo indivíduo ser portador destes dois apelidos - Barroso + Soares - e estar aos 32 aninhos como super-vogal duma EP com um salario$$$$inho de 10.000,00 € (dez mil, isso mesmo, não é da geração dos 500 euritos ..., é doutra geração certamente) + despesas de representação + etc e tal, SÓ PODIA SER UMA MISTURA DO PIOR QUE AQUELES NOMES NOS DERAM À POLÍTICA PORTUGUESA ... Afinal, e mais uma vez, não foi coincidência... Foi a conjuntura...
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Povo ! Acorda ! Manda as ratazanas borda fora !!!

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Caro Compatriota Carlos Soares
As suas palavras calam bem fundo na alma de muitos milhares de portugueses e um desabafo com tal verdade é digno de um aplauso porque só defende a camarilha traidora quem não tem carácter e sentimenos ou que faz parte da máfia socialista que assaltou PORTUGAL e que se locupletou com a herança de SALAZAR e dos milhões que receberam das negociações com os paises mais ricos da Europa de quem passámos a depender. Perguntem ao Snr. Almeida Santos e Mário Soares que eles sabem bem como decorreu a partilha. Henrique Videira Palmela
Fonte: portugalclub@portugalclub.org

TIMOR: ANGELITA PIRES ABSOLVIDA - ONDE ESTÃO OS ARQUITECTOS DA "TRAMOIA?"

Timor-Leste: Angelita Pires absolvida, mas revoltada com desfecho do processo dos atentados
12h18m
Díli, 03 mar (Lusa) -
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Angelita Pires, a companheira do falecido ex-major Alfredo Reinado, hoje absolvida no processo dos atentados contra o Presidente e o primeiro ministro timorenses, disse estar triste porque foram condenados inocentes e afirmou que vai continuar a lutar pelo Povo.

Angelita Pires, que era acusada pelo Ministério Público de ser a instigadora ou autora moral dos atentados contra o Presidente da República, José Ramos-Horta, e o primeiro ministro, Xanana Gusmão, a 11 de fevereiro de 2008, foi ilibada hoje pelo Tribunal Distrital de Díli.

SÓCRATES: VIAGEM DE NEGÓCIOS A MOÇAMBIQUE

Portugal constrói centrais fotovoltaicas em Moçambique
10h33m
Joana Amorim, em Maputo (Lusa)
Portugal vai construir pequenas centrais fotovoltaicas em Moçambique para abastecimento de escolas, hospitais e aldeias.
O anúncio foi feito, hoje, quarta-feira, pelo primeiro-ministro português, José Sócrates, após um encontro com o presidente moçambicano, Armando Guebuza.
Segundo o JN apurou, o investimento ronda os 10 milhões de euros. A construção das centrais fotovoltaicas insere-se nos vários acordos de cooperação assinados entre Portugal e Moçambique, com destaque para as energias renováveis.
“Temos o maior gosto em partilhar com Moçambique o nosso desenvolvimento tecnológico na área da energia, em particular na solar”, frisou Sócrates. Guebuza, por sua vez, sublinhou que “o investimento português está a fazer a diferença e vai fazer a diferença”, lançando um apelo “aos empresários portugueses, para que invistam mais em Moçambique, criando bases sólidas”.
Portugal e Moçambique acordam cimeira anual
Portugal e Moçambique acordam, hoje, quarta-feira, a realização de cimeiras anuais para aprofundar as relações políticas e económicas entre os dois países. O anúncio foi feito por José Sócrates e Armando Guebuza, após a assinatura de vários acordos de cooperação.
“Esta institucionalização é um passo histórico que só é possível ter sido dado depois de se terem afastado vários problemas, o último dos quais Cahora Bassa”, disse o primeiro-ministro português.
O presidente angolano (!!!!) aproveitou a ocasião para sublinhar o trabalho desenvolvido em Portugal, “que ajuda a cimentar e a reforçar a amizade” existente entre os dois países. (Mas que grande barracada jornalística!)

O PESAR DO HELDER PELA PERDA DE UM AMIGO

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Hoje ao dar uma vista de olhos ao blogue "Jornal do Pau", elaborado pelo amigo, jornalista, João Severino, dou com a peça abaixo, transcrita; teclada por um meu outro amigo, o jornalista Helder Fernando, da Rádio Macau e publicada no jornal "Hoje Macau" que não poderia ficar alheado, à prosa subtil e sentida do Helder pela perda de um amigo. Abraço Helder
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OS AMIGOS NUNCA SE ESQUECEM
O profundo silêncio da revolta

Para Humberto
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Perder um amigo dado à morte é sentirmos fugir, irremediavelmente, o pensamento; é olharmos para o horizonte do infinito e estarmos cegos àquela grandeza.

A primeira vez que um amigo partiu não soube explicar, não acreditei, fiquei confuso, nem sabia se o tinha perdido ou não. O tempo vai passando e alguns dos grandes amigos também. Fico com um medo terrível de ficar sozinho, não quero. Por vezes, a amizade chega de um salto, de um movimento quantas vezes inesperado e descontínuo; a partida definitiva dessa amizade é um disparo mortal, é um roubo gravíssimo de muitos dos nossos melhores momentos de felicidade.

Deste terreno lugar de exílio passageiro onde ainda nos encontramos na louca representação de estarmos vivos, o maior mistério da vida, que é a morte, parece não ser coisa séria suficiente. Continuamos com as nossas sôfregas pressas e as nossas preces aparentemente mudas. Na derradeira despedida de um amigo, só desejamos flores e frutos da árvore que já está nua, mas não vemos.

Perder um amigo dado à morte é sentir um estranho e profundo silêncio; é não querer nem conseguir imaginar o resto da nossa vida sem aquela amizade; é o céu que ficou cinza, são as folhas caídas de todas as árvores do mundo. Sem podermos emendar, sem podermos evitar nada, sem podermos conter o pedaço de nós que também morre.

Como é tudo tão efeméro, Humberto; como tudo passou tão rápido neste quarto de século de amizade cúmplice. Afinal foram breves as nossas longas e curtas viagens de conversa sem fim, de férias passadas juntos, aniversários, passagens de ano, sozinhos e com os nossos amigos ou familiares.

Os teus cozinhados únicos, de luxuosa simplicidade; a tua habilidade genial para consertar ou aperfeiçoar tudo e mais alguma coisa dentro duma casa; a forma gentilmente suave como organizavas todas as etapas num restaurante; a simplicidade sábia com que falavas das coisas da vida e da arte que mais amavas, a fotografia; o teu fabuloso, inteligente e único sentido de humor reflectido pelos jornais, pela rádio, nas tertúlias; a tua ironia certeira, sem mácula. Sempre como um Príncipe.

Vezes sem conta te falei que eras um tipo cheio de virtudes; devia ter ficado escrito antes e não agora, para me sorrir vendo-te um bocado atrapalhado, que era talvez a única coisa que verdadeiramente te confundia, as palavras de louvor. Eras, elegantemente, mas eras mesmo, contra panegíricos viessem eles donde viessem e fosse qual fosse o destinatário.

Depois, Humberto, a tua generosidade elegante e enorme, discreta como tu, confidente como tu, solidária como tu. Foste um homem de amar e morreste, quase de repente, amando – a tua Isabel, os teus filhos, os teus amigos. No domingo, ao fim da tarde, dormias tu, sereno, de sorriso nos lábios, ali na nossa frente, o Marcos e o Zico tocaram e cantaram para ti, que tanto gostavas de os incentivar. Foi tão bonito, Humberto, que emoção.

Ontem não pude ir até Coloane ver onde repousas que bem mereces. Estive na rádio como que à espera que fizesses mais um dos teus imprevistos apontamentos cheios de humanismo,onde também deixavas fluir a tua saborosa ironia, fosse nos simples passatempos ou nas perguntas que gostavas de colocar, pelo telefone, aos convidados em estúdio, ou nas certeiras observações que fazias, retratos que nos contavas sobre o quotidiano de Macau. Tudo com a tua infinita generosidade. Que nunca mais voltaremos a receber.

Brindarei sempre por ti, Humberto! E a ti.

2. É revoltante aquilo em que se transformou o Hospital oficial. Com tantos profissionais competentíssimos, deu-se guarida a gente que nada tem a ver com aquele tipo de serviços. Gentinha impreparada, sem cultura hospitalar, sem organização, sem humanidade, fria, incompetente, arrogante; e com gravíssimos conceitos sobre higiene.

O que se passa? Que Macau é esta? Como deixamos que isto aconteça? Sei bem o que os heróicos profissionais que ali dedicam grande parte da vida, sofrem com o estado de sítio a que alguns sectores chegaram. Os senhores e senhoras dos centros de decisão, mais os seus familiares, em vez de se socorrerem de tratamento hospitalar privado e fora de Macau, deviam experimentar em situação urgente, sem aviso prévio, como cidadãos anónimos, optarem, por uma vez, pelo Hospital oficial. Assim, rigorosamente nesta situação. Sem truques. Por certo que alguma coisa iria mudar.

E como é possível, por entre aquele caos ensurdecedor das urgências, surgirem sujeitinhos a venderem funerais ao “preço mínimo de 31 mil patacas sem direito a caixão”?

Quando é que a cultura de Macau, a boa tradição macaense, a Macau governada pelas nossas gentes, a RAEM resplandecente, exuberante, orgulhosa e rica, dá definitivamente cabo destes malditos abutres dos vivos e dos mortos?

Helder Fernando, in 'Hoje Macau'

O que nos diferencia da Grécia....

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Exercícios filosóficos
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Sōkrátēs Sócrates
Sōkrátēs buscava o Conhecimento. O seu método para alcançá-lo era o diálogo e a humildade de formular todas as perguntas.
Sócrates prefere o Desconhecimento. O seu método para alcançá-lo é o monólogo e a arrogância de calar todas as perguntas.
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Um pensamento de Sōkrátēs - Quatro características deve ter um juiz: ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente.
Um pensamento de Sócrates - Quatro características deve ter um juiz: não ouvir escutas, responder obedientemente, ponderar nos riscos que corre e decidir se quer continuar a ter emprego.
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Sōkrátēs provocou uma ruptura sem precendentes na Filosofia grega.
Sócrates provocou uma ruptura sem precendentes na Auto-Estima portuguesa.
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Sōkrátēs tinha um lema: Só sei que nada sei.
Sócrates tem um lema: Eu é que sei.
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Sōkrátēs auto- intitulava-se "um homem pacífico"
Sócrates auto-intitula-se "um animal feroz".
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Sōkrátēs foi condenado à cicuta.
Sócrates foi condenado pelas escutas.
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Sōkrátēs deixou-nos incontáveis dádivas.
Sócrates deixa-nos incontáveis dívidas.

O BICHO DA MADEIRA


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Nunca tivemos grande simpatia pelo bicho da Madeira.
Um palerma de “cagarola” e um pirata a pedir dinheiro para a ilha.
Porém o bicho é reponsável pelo que aconteceu e acrescentando-lhe as mortes de pessoas.
Há dois anos um professor de
uma universidade da ilha numa entrevista, televisionada, informou que uma catástrofe seria eminente e esta chegou há poucos dias.
O bicho acobardou-se e de Leão que foi sempre transformou-se em sendeiro.
Um carneiro bravo que voltou em cordeiro.
Fez as pazes com José Sócrates e com os seus inimigos figadais.
Na mente do bicho houve sempre o turismo como imagem de marca da ilha, os habitantes classificados como “semelhas” e os do bailinho.
Uma urbanização sem rei nem roque com construções em cima e nas proximidades das linhas, de água, naturais.
O bicho da Madeira nunca se apercebeu que os baixos estão sujeitos aos do alto...
Assim foi e tudo a enxurrada levou e o Funchal desgraçou.
O bicho, segundo, o que lemos ainda pretende outro mandato para reconstruir o que a água estragou.
O bicho da Madeira pretende ser eterno o que não deverá ser assim: “morte (demiti-lo) ao bicho para acabar a peçonha.”
José Martins
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P.S. É que agora vão ser gastos milhões de euros (corrupção ilimitada) para reconstruir o destruído e depois outras centenas de milhares para construir uma linha de água, artificial, para evitar no futuro tragédias semelhantes à acontecida.