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quinta-feira, 25 de março de 2010

SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI JUNTO À CRUZ PARA SER CRUCIFICADO



De
26 de março de 2010
Papa acusado de ignorar os apelos para retirar o padre que molestou 200 meninos surdos


Pope Benedict XVI


(Alberto Pizzoli / AFP / Getty Images)

Vítimas de abuso Padre Murphy

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O Papa foi responsabilizado, directamente, por ignorar repetidos apelos, por altos clérigos americanos para tomar medidas contra um padre que tinha molestado 200 meninos surdos.
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Padre Lawrence C. Murphy, trabalhou na Escola de S. João para surdos em São Francisco, Wisconsin, de 1950 a 1974, começando como um professor e subindo para director. Alegadamente acusado de molestar dezenas de alunos, em seus dormitórios e em viagens de classe.
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Mas em vez de ser deposto e chamado a polícia, o Padre Murphy evitou a justiça e manteve-se como membro da Igreja depois de uma intervenção-chave do papa - então conhecido o caso de abusos pelo cardeal Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI.

Murphy foi silenciosamente movido para a Diocese como Superior em Wisconsin do norte em 1974 e passou seus últimos 24 anos a trabalhar livremente com as crianças nas paróquias e escolas. Ele morreu em 1998 aos 72 anos, continua a ser um padre.

A CARLA E SARKOZY: O VIVER UM SÓLIDO AMOR

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De
26 de Março de 2010
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Carla Bruni diz que espera que Nicolas Sarkozy não seja apontado para um segundo mandato.

Carla Bruni and Nicolas Sarkozy
(Christophe Ena / AP)Carla Bruni prefere o presidente Sarkozy não se candidatar a um segundo mandato

Carla Bruni disse que não quer que o Presidente Sarkozy se candidate a um segundo mandato em 2012, porque ela teme pela sua saúde, sob a pressão do trabalho.

Em entrevista publicada ontem Carla Bruni, 42, também disse que, desprezou os meios de comunicação que publicou, este mês, rumores infundados sobre seu casamento com o presidente francês.

A cantora e modelo, disse que a mídia "mundo político" foi brutal para o marido. "O equilíbrio, felicidade e saúde de meu homem são assuntos sérios. Estou passando por este momento da vida com muita preocupação ".

Perguntou se ela queria que o Sr. Sarkozy, 55, concorresse à próxima eleição, presidencial, em Abril de 2012, ela disse: "Como mulher, eu realmente não quero. Talvez eu esteja com medo que ele vá deixar a sua saúde ir-se. Talvez eu deseje viver o tempo que nos resta dentro de alguma paz? "


Seu, único, sinal de má saúde, até agora, no entanto, aconteceu no Verão passado, quando ele desmaiou depois de correr. Em sua entrevista em Madame Figaro revista de Carla Bruni, que casou com o presidente em 2008, falou da sua aversão aos jornais que publicaram fofocas na internet sugerindo que eles estavam sendo infieis. "Eu desprezo as notícias dos jornalistas que usam blogs como uma fonte credível", disse ela. "Eu desprezo rumores que vêm de um blog na Internet, assinado Mickey Mouse ou Super-Homem."

Pal Sarkozy, 82, pai do presidente, disse ao The Times que a família tinha sido ferida quando alguns jornais noticiaram os boatos da Internet como um facto. Ele também disse que seu filho ainda não indicou se ele seria candidato em 2012.

Carla Bruni falou de seu amor para o Presidente. "Ele é alguém que me protege do mundo de má língua. Ele é talvez o primeiro homem que me protege ", disse ela. "A parte privada da nossa vida é difícil de descrever, sem falta de modéstia. É a primeira vez que eu dou tanto quanto eu posso. "

Carla Bruni chamou de "casamento original, inesperados em termos de ternura, confiança, comunicação e compreensão".

Ela, também, lançou luz sobre seu hábito de usar sapatilhas, que é frequentemente atribuído aos esforços para minimizar a diferença de altura com o marido, que é cerca de dois centímetros mais curtos.

"Eu não gosto de sapatos de saltos muito altos.

Por 15 anos eu usava sapatos magníficos que estava desconfortável na passarela ", disse ela

Tradução Google com revisão conforme pude.

PORTUGAL NA UNIÃO EUROPEIA E A HISTÓRIA DO TI “PENICO”

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É real e já eu vivia no tempo em que esta história se haja passado na minha aldeia.
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Pouco me recordo da Guerra Civil de Espanha, mas na minha memória, ainda, de quando estoirou a 2ª Guerra Mundial, na idade de 4 anos.
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Me lembro que a notícia correu célere na minha aldeia: “Rebentou a guerra, rebentou a guerra, diziam os homens uns aos outros”.

A notícia havia sido difundida, por um rádio, alimentado a uma bataria (igual às dos automóveis) e com uma antena de uns 100 metros estendida ao longo da rua corrente.
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O único rádio da minha aldeia, Arcozelo da Serra da Estrela. O proprietário o Dr. Pascoal, o médico da freguesia, que dele tenho gratas recordações de amizade.
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A minha aldeia, onde o povo vivia, analfabeto, com fartura de paz e bens produzido na terras de sequeiro ou de regadio lavradas pela junta de bois jungidos à canga.
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Mas com o rebentamento da guerra veio modificar, totalmente, o viver da minha aldeia.
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Razão: no subsolo havia o minério “cassiterite” e surge gente estranha no povoado e toca que toca a escavar aqui e além, lavar a terra em procura do mineral pesado, que seria exportado,depois, para o Reino Unido e Alemanha. Portugal era neutro na guerra.
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A minha aldeia situada na sopé da Serra da Estrela, por milhares de anos as águas, vinda lá do alto da montanha, foram depositando o minério nas terras baixas e por lá ficou, à espera que chegasse a 2ª Guerra Mundial.
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Alguns afortunados descobriram filões nas suas propriedades e, marimbaram-se para o cultivo e há que desventrá-las em procura do ouro preto.
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Mas o dinheiro do minério foi da maldição e de mau agouro para o Ti Penico.
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Ora o Ti Penico, um pastor de ovelhas, humilde, com uma cacheada de 14 filhos que a mulher lhe tinha oferecido, por lá se ia governando conforme Deus queria com as ovelhitas e os filhos a esgaravataram nas terras de cultivo.
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A sorte veria a bafejar o Ti Penico, pois numas courelas do Aljão no subsolo estava uma enorme reserva de minério de cassiterite e de bom peso o quartilho (a medida que era usada para pesar a qualidade do minério), que começou a render-lhe um balúrdio em notas de mil escudos.
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O Ti Penico marimbou-se para as ovelhas e para o cultivo das terras e, não poderia deixar de ser, viver dos lautos rendimentos do minério saído, da lavagem, da terra barrenta, daquelas courelas que serviram antes de pasto e para o cultivo de chicharos, feijões e umas caneiras de milho.
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O dinheiro não dá felicidade guardá-lo, mas, esta, está no gastá-lo.

Assim fez o Ti Penico.
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Quatro relógios com ele, com correntes de ouro nos dois bolsos do colete e mais outros dois um em cada pulso.
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Em casa o pão de centeio negro e uma mão cheia de aeitonas sapateiras tiradas da “talha” de barro, da loja, ficou às teias de aranha e substituído por pão espanhol (chamado da moda); barricas de enguias da Murtosa e mais uns borregos, comprados e esfolados pelo samarreiro à porta de sua casa.
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O Ti Penico, uma alma generosa e modesta, junto a ele, de quando na taberna, ninguém, junto a ele, tinha fome ou sede. A sua modéstia de antes foi cambiada por homem, respeitado e abastada do povo.
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A 2ª Guerra Mundial chegou ao fim e o Ti Penico voltou à estaca zero, sem dinheiro e sem amigos.
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Esta história vem a propósito de quando Portugal entrou para o clube da União Europeia em 1986, voltou num, imaginário, país rico, onde nele surgiu uma riqueza que parecia nunca mais ter fim e uma felicidade enorme que até o “portuga” da mó de baixo exuberante de vaidade, se classificava igual aos europeus nascidos nos países ricos.
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Mas para não me alongar mais de que isto nunca mais terminava, apenas: “depois de tanto orgulho de europeus que fomos, hoje Portugal não vai além, igual, a de um Ti Penico que conheci na minha aldeia, o Arcozelo da Serra da Estrela.
José Martins

PORTUGAL: SUA GENTE DE CINCO ESTRELAS

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A gente abaixo designada, é histórica, depois do 25 de Abril de 1974. Eram os "progressistas" saídos da "caca" dos cueiros. Não tinham cor nenhuma, nem partido que fosse. O ideal deles foi o "umbigo" e assaltarem o Poder. Invadiram a quinta chamada Portugal. Comeram a fruta boa e deixaram a do chão (dos porcos) à arraia-miúda.
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Politica Pós 25 Abril
Quando Durão era o Zé Manel

O 25 de Abril a pode ter apanhado as pessoas desprevenidas ou ocupadas, mas o que foram fazer nos dias, meses e anos seguintes foi já da sua inteira responsabilidade. Ou irresponsabilidade?

A pergunta correcta é "onde é que estava no pós 25 de Abril"?
Durão Barroso, como se vê, era um marxista ferrenho e maoísta fanático; Jorge Coelho foi actor na UDP; Catalina Pestana bloqueou a ponte 25 de Abril.

Texto de Maria Henrique Espada

A 11 de Março de 1975, Catalina Pestana e vários colegas do MES (Movimento de Esquerda Socialista), acharam que o mundo ia acabar e foram para a sede do partido, na Av. D. Carlos, em Lisboa.

Foi lá que Catalina e um camarada receberam a ordem: "Vão invadir a margem sul."

E os dois lá foram, directos à Ponte 25 de Abril, a bordo de um Honda 600 azul.

O colega de aventura guiava e Catalina, que nem megafone tinha, gritava, cabeça fora da janela: "Camaradas, é preciso unirmo-nos, estão a invadir os ralis."

Na ponte, dá-se finalmente o que Catalina designa como "a iluminação".

Um dos dois diz: "Vamos bloquear a ponte." Atravessam a viatura no sentido norte-sul e passaram a pé para o outro lado.

Conseguem parar um camião e pedem ao condutor: "Camarada, atravessa o camião aqui, é preciso impedir que passe a reacção."

"Nós não éramos ninguém, éramos uns mangericos, mas ele atravessou mesmo o camião."

Dez minutos depois havia vários camiões atravessados, estava feito o bloqueio.

Catalina Pestana ainda hoje se ri quando lembra o episódio: "Aquilo era uma festa. Se um génio me desse hoje mais dez anos de vida, em troca daqueles dois que vivi a seguir ao 25 de Abril, eu não trocava."

A ex-Provedora da casa Pia concorreu, pelo MES, às eleições para a Constituinte, em 1975, como número nove por Setúbal, dada a sua ligação à margem sul (não a invasão, mas o facto de ter dado aulas no liceu).

O partido teve um resultado lamentável, não elegendo ninguém, nem sequer o cabeça de lista por Lisboa: Eduardo Ferro Rodrigues.

E percebe-se porquê, como explica o futuro secretário-geral do PS:

"Tínhamos sessões com centenas de pessoas, mas dizíamos que era só para esclarecer e nunca fazíamos apelo ao voto, que votassem em quem quisessem. No final, as pessoas, espantadas, vinham-nos perguntar: "Mas então não querem que a gente vote?!""

Ainda bem que não votaram - o embaixador português junto da OCDE reconhece que, na altura, esteve do lado errado da História: "Vendo à distância, houve forças com que não estávamos que tiveram um papel fundamental para que a coisa não acabasse mal. Soares, Melo Antunes, Eanes, não eram pessoas que admirássemos."

O MES é um bom ponto de partida para detectar activistas políticos com futuro promissor, já que o seu primeiro resultado eleitoral é inversamente proporcional ao sucesso dos seus membros.

Deu dois secretários-gerais do PS (Jorge Sampaio e Ferro Rodrigues), um Presidente da República (Sampaio) e exibe um invejável palmarés de ministros:

Vieira da Silva e Augusto Santos Silva, no actual elenco de José Sócrates,
David Justino,
Alberto Martins,
João Cravinho ou
Augusto Mateus.

Sampaio foi primeiro a sair, assustado com os caminhos do líder Augusto Mateus, que, lembra outro ex-membro, Joel Hasse Ferreira, hoje eurodeputado pelo PS, queria “cavalgar o processo revolucionário a de forma a ultrapassar o PCP”.

O MES foi extinto em 1978, num mega-jantar no Mercado do Povo, em que foi notada a ausência de Mateus.

Apesar dos destinos políticos diferentes, alguma lastro ficou.

Quando, enquanto líder da oposição, foi questionado sobre se se aproveitava alguém do Governo de Durão Barroso, Ferro fez uma ressalva: “Talvez o ministro da Educação, que foi meu camarada.” “Achei-lhe graça”, ri David Justino.

Ser actor, e político, ao mesmo tempo, foi algo que Jorge Coelho não aprendeu no PS, mas na UDP, com passagem anterior pelo CCRML (Comités Comunistas Revolucionários Marxistas-Leninistas).

A que também pertenceu Mariano Gago, actual ministro da Ciência e Ensino Superior, que na altura liderou a Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico.

Os CCRML integram a UDP, em finais de 1974, e o agora CEO da Mota-Engil segue o movimento.

À época, ser actor era importante por outros motivos que não a arte: assim se levava a revolução ao povo.

E Coelho também tentou a sua invasão da margem sul por vias pacíficas, no Barreiro, em Almada, desempenhando peças de Brecht e Luís de Stau Monteiro.
Na peça Sua Excelência, deste último, fez de Sua Excelência.

Na UDP encontrou vários jornalistas com quem mais tarde se cruzaria como político: estiveram lá António Peres Metello ("Isso é uma outra encarnação minha"), José Manuel Fernandes, director do Público, ou
Henrique Monteiro, director do Expresso.
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João Carlos Espada, director do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, colunista do Expresso, agora um liberal convicto, e "besta negra" da esquerda.
Manuel Braga da Cruz, reitor da Católica, por sinal, andou pelo MES.
António Vitorino não andava a longe. Esteve na FSP (Frente Socialista Popular), a cisão do PS protagonizada por Manuel Serra, ele próprio cinde, e junta-se a alguns ex-MES no MSU (Movimento Socialista Unificado), onde também está Braga da Cruz.

Uma testemunha das negociações, Hasse Ferreira, conta que, aos 18 anos, Vitorino marcava pelo discurso e não só: “Era um cabelo... Muito, muito, muito cabelo, comprido, castanho.”

Se Coelho era actor, Nuno Ribeiro da Silva, ex-secretário de Estado da Energia de Cavaco Silva e presidente da Endesa Portugal, era cantor. Cantava no GAC, Grupo de Acção Cultural-Vozes na luta, ligado à UDP, onde dominava a voz de José Mário Branco.

Cantaram por todo o país, em auditórios, em greves e em acções de rua, no estrangeiro (Franco, em Espanha, correu-os a gás lacrimogéneo) e no festival da canção.

O empresário entoava: "A cantiga é uma arma e eu não sabia, tudo depende da bala e da pontaria."

Mas o entusiasmo era maior que a consequência.

José Mário Branco, num espectáculo no centro de reabilitação de Alcoitão, entusiasmou-se fez um discurso, e instou a assistência a cantar a Internacional, "de pé e punho erguido".

Fez-se silêncio: estavam umas centenas de pessoas em cadeiras de rodas a ouvi-lo.

Ribeiro da Silva tem uma "relação cordial com esses tempos."

Quando foi para o Governo e perguntavam "quem era o fedelho", contava também o currículo político: "Andámos, gostámos e foi giríssimo."

Mas nunca militou em nenhum partido, nem no PSD, a cujo governo foi parar por influência do amigo do Técnico Carlos Pimenta, um JSD de primeira hora, que lhe chamava "um marginal esquerdista".

Henrique Monteiro da OCMLP e depois da UDP, “a defender só coisas erradas e parvoíces que ainda hoje estamos a pagar.

“Que mil flores desabrochem”, de Mao, era uma frase levada a sério, demasiado a sério. Henrique não apreciava a falta de sentido de humor. Apresentou um colega baixinho que ia intervir, dizendo “agora vai falar o maior marxista-leninista vivo” e ninguém se riu.

Mas se a OCMLP (Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa), em Lisboa, contava pouco na extrema-esquerda – dominava o animado MRPP – a norte, no Porto, era um peso-pesado. Ao ponto de enxotar a concorrência.

Como sabe Alberto Martins, líder parlamentar do PS, na altura no MES.

Pedro Baptista, o líder da OCMLP na altura (e hoje candidato à distrital socialista do Porto), conta: “Começámos a preparar cerco ao Palácio de Cristal, (onde o CDS de Freitas do Amaral tinha marcado o seu congresso) um mês antes, e marcámos para as quatro da tarde.

Quando chegámos, estava lá o Alberto Martins, mais uns, anteciparam-se e tinham chegado às três.

Mas eram meia dúzia, as pessoas ficaram connosco, fomos nós que fizemos o boicote.”

O ex-líder da OCMLP manteve sempre, apesar disso, uma relação cordial com Alberto Martins.

Também há experiências infelizes.

O advogado Ricardo Sá Fernandes tem algumas boas memórias do MDP-CDE (O Movimento Democrático Português-Comissão Democrática Eleitoral) – chegou a discursar num comício com o Campo Pequeno cheio, e foi o mais jovem candidato à Constituinte, com 21 anos, a idade mínima, feitos dois dias antes do prazo.

Era o número dez da lista por Lisboa, seguido de Artur Jorge, futuro treinador de futebol.

Mas predominam as más memórias.

Quando os trabalhadores do República invadiram o jornal e expulsaram o director, Raul Rego, Ricardo foi à sede.

Na entrada, de um lado, havia os comunicados com a posição oficial do partido, de neutralidade.

Do outro, um molho de caricaturas de Mário Soares, com uma mão no rabo e dizendo: "Ai que me deram no Rego."

Sá Fernandes passou-se: "Disse-lhes, vocês são uns hipócritas". Já tivera pistas anteriores da hipocrisia: “Na direcção estava o Francisco Pereira de Moura, um católico progressista, e José Manuel Tengarrinha, mas quem mandava era o Lino de Carvalho e o Vítor Dias, que eram funcionários do PCP e estavam ali numa espécie de comissão de serviço!" Saiu no início de 1976.

José Lamego também tem histórias desagradáveis para contar do pós-25 de Abril.

Ele, que era um símbolo do partido - tinha 19 anos quando derrubou o pide que atingiu o estudante José António Ribeiro dos Santos, na faculdade de Direito e levou uma bala numa perna e foi submetido a uma das mais longas torturas de sono da Pide, durante 16 dias consecutivos - deixou o MRPP (Movimento Reogarnizativo do Partido do Proletariado) quando chegavam Durão Barroso e Ana Gomes, em finais de 1974.

"O Verão de desse ano já foi um delírio absoluto, de sectarismo, lutas de rua, as brigadas…" Ainda assim, manteve boas relações com o MR, sobretudo com alguns jovens, mas sempre os achou com falta de humor e excesso de “excitabilidade”.

Num café de Coimbra, disse “por piada a uns miúdos do MR", que a sétima esquadra americana estava prestes a desembarcar na praia da Figueirinha, perto de Setúbal. Minúscula, por sinal.

Uns dias depois, viu o general Costa Gomes desmentir na RTP que a Nato estivesse com intenções de intervir em águas territoriais portuguesas.

"Nunca mais disse piadas."
Uns vão, outros vêem.

Ana Gomes estivera nos CAC (Comités de Luta Anticoloniais) antes do 25 de Abril, e chegara a fazer comunicados, na garagem dos pais, com Maria José Morgado, antes do 25 de Abril, "nuns copiadores mal-amanhados", e, em Novembro de 1974, em Novembro, "eles chamaram-me, queriam tomar o poder ao PCP em Direito".

Assistiu à chegada de Durão Barroso: "Numa assembleia geral da faculdade, foi a primeira vez em que ele apareceu, fez um discurso tão empolgante que alguém disse logo, "peguem nesse miúdo".

Acabou na direcção da associação".

Que Ana Gomes também integrou.

Passou a ir nas tais brigadas de que Lamego não apreciava.

Na noite em que morreu Alexandrino de Sousa, afogado no Tejo junto ao Terreiro do Paço, Ana teve sorte: saíram duas brigadas de colagem de cartazes (que às vezes acabavam em batalhas campais com brigadas de outros movimentos).

Ana ia na outra.

Na de Alexandrino, ia uma ex-namorada de Durão: “Estávamos a colar cartazes e chegou um grupo com carrinhas, barras de ferro, da UEC. Foram-nos empurrando até ao rio, à tareia.”

Alexandrino não sabia nadar.

Quanto a Durão, recorda-o assim. “Muito culto, e na faculdade incendiava as audiências. É muito curioso vê-lo agora com um discurso institucional.”

Margarida Sousa Uva, a futura mulher de Durão Barroso, não foi para ao MRPP por afinidade, mas por convicção.

Foi Lamego que lhe aprovou a entrada sem a conhecer, com uma recomendação de Saldanha Sanches: "É linda como uma virgem de Boticelli."

Garcia Pereira foi advogado do caso da morte de Alexandrino de Sousa. Só ele se mantém do MRPP.

Até Fernando Rosas, outro histórico do MRPP, emigrou para outras bandas.

João Soares, que nunca foi do MRPP, era solidário na pancadaria: "Tudo o que era acção directa ele alinhava connosco", recorda Lamego, que o reencontraria no PS.

Como reencontraria Ana Gomes, que criticou a sua ida para o Iraque, como representante português na administração provisória.

Hoje não se falam.

Coisas de família – política, entenda-se.

No início deste ano, a procuradora Maria José Morgado descreveu-se assim ao El País: "Éramos um grupelho de universitários. Eu era uma marrona maoísta, uma criatura absurda".

E ainda: "Arquétipos estúpidos e lunáticos. Queríamos tomar o poder e globalizá-lo. Ainda bem que não o tomámos”

Olhando para a actual classe política, muita gente conheceu muita gente no pós 25 de Abril.

Há duas hipóteses de explicação: ou o país é mesmo pequeno, ou a extrema esquerda foi grande.

E à direita? À direita havia menos gente, menos movimentos e menos animação.

Pedro Santana Lopes fundou o MID (Movimento Independente de Direito), na Faculdade de Direito, onde também esteve Nuno Rogeiro.

Paulo Portas militava, imberbe e sem idade para aventuras, na JSD.
Na direita vista como mais radical, pontuava o MDLP (Movimento Democrático de Libertação de Portugal), que agregou os spinolistas, onde esteve José Miguel Júdice, com vinte e poucos anos, e que já passara pelo MFP (Movimento Federalista Português), que defendeu uma solução federalista para o problema colónia.

Foi preso a 28 de Setembro de 74, e novamente no 11 de Março.

Durante o gonçalvismo, foi para Espanha um ano, e “fazia trabalhos políticos ou jurídicos, consultas” para o movimento.

Não lamenta nada: “Não. O que fiz fi-lo com grande idealismo, se voltasse a ter aquela idade voltava a fazer o mesmo. É bom ser-se radical quando se é novo, é mau é ser-se radical quando se é velho.”
JBA

A UNIÃO EUROPEIA: DE TANGA - OU A HISTÓRIA DO "TI" PENICO PORTUGUÊS

ELPAIS.com

Economia


A crise monetária

Baixa do euro sobre o «câmbio» de Portugal e as dúvidas sobre a Grécia
A moeda única, euro, caiu quase 7% em relação ao dólar este ano
Claudio Perez - Madrid -- 25/03/2010
Mercados, cambiais, no ponto vermelho para vários países durante meses com a deterioração das contas públicas. E a União Europeia, que se comprometeu a resgatar países com problemas financeiros, mas que durante semanas se transformou numa gaiola de grilos. Esses dois factores reverteram, ontem, para um sério golpe para o euro: a moeda européia era negociada a 1,33 dólares por unidade, o mínimo nos últimos 10 meses.

· Sarkozy e Merkel concordam um mecanismo de auxílio à Grécia com o apoio do FMI
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Fitch ameaça para o Governo Português com novos descontos nas eliminatórias
A agência de classificação de crédito Fitch baixou a classificação de Portugal e o suficiente para causar uma convulsão em pequenas economias e o choque em larga escala no mercado de câmbio.
A comunidade de investidores não estagna para esquecer a Grécia, atolada em uma crise fiscal, dura, e muito contagiosa: os problemas vieram a Portugal, mas a Irlanda, Espanha e Itália estão em poços de prever que serão as próximas vítimas.
Fitch reduziu a dívida LSL a um entalhe de AA --, Algo como notavelmente baixo e ameaçam com novas reduções. As três principais agências de câmbio passaram meses a exercer pressão sobre os chamados países periféricos, com maior probabilidade de uma crise fiscal na Grécia.
O pessimismo, usual. de Espanha citado ontem como o próximo alvo das agências, embora nas últimas semanas, não houve nenhuma indicação nesse sentido.
Europa não ajuda. Alemanha leva semanas para fechar mecanismo de emergência para a Grécia, como prometido última cimeira de chefes do Estado, em Bruxelas.
Antes do castelos alemão, o Banco Central Europeu deu um rastro incomum de alerta para a chanceler Angela Merkel: "Se a Grécia caiu, Alemanha e outros países acabam por pagar mais do que se tivessem dado apoio financeiro a título temporário", disse o membro do Conselho do BCE Lorenzo Bini Smaghi em uma entrevista ao semanal Die Zeit.
Enquanto que a Alemanha continua a mostrar sinais de ortodoxia excessiva (ou diretamente da falta de solidariedade), enquanto que a UE lhes dá o direito de todos os críticos que dizem que a União é como um paquiderme ingovernável, os fogos continuam a ser espalhados.
O euro é deixado quase 7% este ano em relação ao dólar: o euro está fraco tanto quanto a economia europeia, que hesita no início da recessão, sobrecarregados pelo risco de crise fiscal, marcada por problemas na tomada de decisões em Bruxelas.
"A falta de clareza sobre os mecanismos de emergência é penalizar o euro, o crescimento da dívida pública também continua a ser uma economia potencial a longo médio prazo.
E a pressão das agências de câmbios/avaliação da economia de países não ajudam", explicou Pablo Guijarro, AFI. A este ritmo ", a Grécia está em seu caminho para a suspensão dos pagamentos da dívida, em algum momento".
O exagero do alarme habitual de mercado chegou ontem minutos depois das onze horas da manhã, no momento em que a Fitch divulgou seu relatório sobre Portugal. "Nas últimas semanas, parecia estar a perder relevância crise fiscal grego e sua exposição potencial, mas o mercado mostra que eles continuam a ser muito sensível a qualquer notícia ruim", disse Juan Luis García Alejo, Inversis. "As declarações dos políticos alemães também aquecer os danos próxima cimeira euro", disse ele. O engraçado é que um país, acima de tudo, os benefícios da depreciação do euro, o que reduz as exportações. Seu nome? Alemanha.
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Atenção: O autor deste blogue não traduziu a peça acima como o faria um técnico . Procurou a melhor forma que dá para perceber.

TEDY BOYS,DE ESTIMAÇÃO, CÁ DO NOSSO JARDIM

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Mais um tacho para outro "boy" !!!!!!!!!!!!!!!!
Sabe quem é António Pinto de Sousa?
Se calhar esta também é notícia falsa, tal como a transcrição daa escutas...
De poleiro em poleiro, cá vamos seguindo a capoeira dos espertos!!!
Sabem quem é António Pinto de Sousa?
Ainda não sabem?
O nome não é nada parecido, mas...suspense, nem vão acreditar nesta
realidade efectiva, ou melhor, vergonha nacional.
Ora esperem....
Pois fiquem a saber que é o novo responsável pelo gabinete de comunicação e
imagem do IDT (Instituto da Droga e Toxicodependência)!
(Os tachos que eles inventam!)
Este aqui é mais um todo poderoso.
Tem competência atribuída para empossar quem quiser, independentemente da
sua qualificação académica e profissional, para os cargos dirigentes do
Instituto, contrariando os próprios estatutos do IDT.
E porquê o "Toni"? Perguntarão.
Perguntam e perguntam muito bem.
Não é irmão dos "maçons" Teixeira dos Santos ou Vítor Constâncio.
É MESMO o irmão de José Sócrates.
Esclarecidos?
Eu também.
SÓ QUE POUCA GENTE SABE QUE ESTE CAVALHEIRO SE TEM DESLOCADO A ESPANHA PARA
TRATAMENTOS DA SUA PRÓPRIA DESINTOXICAÇÃO!.
O Instituto não podia ter melhor imagem!!!!!
ENFIM,..... PORTUGAL ESTÁ "BEM ENTREGUE"!

MULHERES DA GNR A CAVALO...

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De resposta pronta, sim senhor...
O caso foi contado numa carta de um leitor, assinada por Joel Lima, no
jornal ' O Record' e retomada pelo 'Expresso' do dia 17 do mês passado.
À saída de um estádio de futebol em Lisboa, um adepto armou-se em
engraçado com uma mulher-GNR a cavalo:
"Eh, sabe que o seu cavalo está a espumar da boca?"
Rápida como uma seta ela responde-lhe:
"Também você estava, se estivesse seis horas entre as minhas pernas..."

UMA GRANDE AVE

papagaio e pavão

PS: Já repararam como o Francisco Assis ficou, neste boneco, parecido com a cara da Sinistra ex-Ministra da Educação? Que coisa tão feia.

O VATICANO A BRAÇOS COM A PEDOFILIA

O Vaticano recusou a ex-comungar um padre pedófila que abusou de 200 crianças deficientes.



O padre Lawrence C. Murphy, com as mãos juntas, em St. John's School para surdos em 1960.

O GUME DO MACHADO DE JOSÉ MARIA MARTINS

Portugal - Um país cheio de tiranetes, de crápulas que nas suas aldeias e vilas fazem a lei e subvertem a Democracia

Estava agora a ver a televisão e a ouvir Ricardo Rodrigues, deputado do PS, eleito nos Açores, quando ele dizia que a Comissão da Assembleia da República sobre o negócio da PT/TVI nada mais era que uma forma de enxovalhar o Primeiro Ministro "Um dos mais altos magistrados da Nação".

Pasme-se! José Sócrates um dos mais altos magistrados da Nação!

Eu que conheço muito bem, e até pessoalmente , o deputado Ricardo Rodrigues e dei comigo a pensar: "Para onde vai o meu Portugal?".

É vergonhoso que o PS tenha metido nas listas de deputados Ricardo Rodrigues.

Vergonhoso!

Digo-o no âmbito da minha liberdade de expressão e opinião.

Digo-o como cidadão político.

Digo-o na qualidade de irmão de dois açorianos :Victor Manuel Martins, nascido na Horta, Ilha do Faial, e de Maria Isabel Martins, nascida em Vila do Porto, Ilha de Santa Maria.

E lembro-me que Ricardo Rodrigues era advogado do sobrinho do Dr. Mota Amaral e nem soube defendê-lo, tendo sido eu a trabalhar para o libertar, pela incapacidade de Ricardo Rodrigues.

Da mesma maneira que Ricardo Rodrigues deixou condenar, estupidamente, um amigo meu, um homem bom e muito influente em Ponta Delgada, quando Ricardo Rodrigues era apenas advogado e o irmãom dele empregado na Associção Agrícola.

Todos se lembram que Ricardo Rodrigues se demitiu do Governo dos Açores aquando do caso de pedófilia conhecdio como Caso Farfalha.

Agora aparece - depois de fazer mais umas tantas ilegalidades, porcarias, no âmbito de um jornal , do PS, que foi à falência em Ponta Delgada! - como o homem forte do PS!!

Veja-se que pessoas o meu ex-partido tem como arautos!.

Onde está Mário Soares?

Onde está António Arnault?

Onde está Almeida Santos?

Onde está Carlos Candal (já morreu)?

Creio que o deputado Ricardo Rodrigues é o maior defensor , no PS, dos casamentos homossexuais ,quando se sabe que não tem filhos... e que nos Açores é tido como membro do grupo Gay!

Portugal está do avessso!

Sócrates deixa estas pessoas tomarem posições de destaque e afundar Portugal.

Onde estão os milhões de euros desviados da Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo?

Em cujo processo crime Ricardo Rodrigues foi arguido e salvo pelos amigos, contra a posição da Policia Judiciária?

Sei do que falo porque fui advogado desse caso em que Ricardo Rodrigues era arguido, mas alguém se encarregou de o safar...

Se Ricardio Rodrigues me quiser processar que o faça!

Mas temos que saber quem era o procurador gay que o safou!O procurador que tinha um namoradao preso na prisão da Boa Nova , em Ponta Delgada!

Uma miséria este Portugal!

Por outro lado, ao longo do país vamos vendo tiranetes que defendem as suas capelinhas, contra o Povo.

Nas freguesias, nos concelhos, há sempre os "regedores" que vão emporcalhando Portugal e sendo responsáveis pela miséria em que vivemos.

Portugal está nas bocas do Mundo pelas piores razões.

Eu por mim preferia dar um tiro nos cornos de um desses tiranetes a deixar o meu amado, o meu querido, o meu adorado Portugal morrer, o país pelo qual jurei morrer se fosse necessário.

Declaro que se for necessário morrerei por Portugal, de armas na mão, mas há-de haver filhos da puta que vão à minha frente!

Os Povos têm o direito de se revoltar!

Os meus filhos, os teus filhos, os nossos filhos, não podem estar na mão destes biltres.

Os portugueses , se for necessário, devem seguir o exemplo do Povo de Paris, os "sans culottes".que destruíram a Bastilha, que mataram Luis XVI e Maria Antonieta.

Se me quiserem processar, façam-no, porque eu não tolero pedófilos, que não confessam , nem corruptos que destroiem o meu amado Portugal.

Basta, já"! Jose Maria Martins - Lisboa