Translator

segunda-feira, 29 de março de 2010

MAS BENTO XVI, DISSE HÁ DIAS, QUE NÃO ACEITA INTIMAÇÕES....

.

i online - 26 de Março de 2010

Cartas entre bispos norte-americanos e o papa, na altura cardeal Ratzinger, revelam abafamento do caso

Responsáveis de topo do Vaticano - incluindo o actual Papa Bento XVI - não destituíram um padre que molestou pelo menos 200 rapazes surdos, embora vários bispos americanos tenham repetidamente avisado a Santa Sé que, ao não actuar, poderia causar embaraço à igreja, segundo documentos agora revelados e incluídos num processo legal.

A correspondência interna de bispos no Wisconsin dirigida ao cardeal Joseph Ratzinger, futuro Papa, mostra que, embora os responsáveis eclesiásticos tivessem discutido a expulsão do padre, a sua prioridade foi proteger a igreja do escândalo. Os documentos vêm a público numa altura em que Bento XVI enfrenta outras acusações de que ele e os seus subordinados directos não alertaram as autoridades ou castigaram padres envolvidos em abusos sexuais quando Ratzinger era arcebispo na Alemanha e tinha a doutrina do Vaticano.

O caso de Wisconsin envolve um padre americano, o reverendo Lawrence C. Murphy, que trabalhou numa renomada escola para crianças surdas de 1950 a 1974. Mas é apenas um dos milhares de casos que os bispos, durante décadas, comunicaram à Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, dirigida de 1981 a 2005 por Ratzinger. É ainda este organismo que decide se os padres acusados devem ser submetidos a um julgamento canónico e destituídos.

Em 1996, Ratzinger não deu resposta a duas cartas relativas ao caso, enviadas por Rembert G. Weakland, arcebispo de Milwaukee. Passados oito meses, o segundo na linha de comando do organismo doutrinário, o cardeal Tarcisio Bertone, agora secretário de Estado do Vaticano, instruiu os bispos de Wisconsin para iniciarem um julgamento canónico secreto que poderia levar à expulsão de Murphy. Porém, Bertone parou o processo depois de Murphy ter escrito a Ratzinger, protestando que não devia ser julgado por que já se tinha arrependido, estava mal de saúde e o caso já teria ultrapassado o prazo de prescrição.

"Quero simplesmente viver o tempo que me resta na dignidade do meu sacerdócio", escreveu Murphy, perto do final da sua vida, a Ratzinger. "Peço a sua bondosa assistência em relação a este assunto." Os ficheiros não contêm qualquer resposta de Ratzinger.

O "New York Times" obteve os documentos, que a igreja lutou para manter secretos, de Jeff Anderson e Mike Finnegan, advogados dos cinco homens que interpuseram quatro processos contra a Arquidiocese de Milwaukee. Os documentos incluem cartas entre bispos e o Vaticano, depoimentos das vítimas, notas escritas à mão por um perito em desordens sexuais que entrevistou Murphy e minutas da reunião final no Vaticano acerca do caso.

Murphy não só nunca foi julgado ou castigado pelo sistema de justiça da igreja como foi deixado em paz pela polícia e pelos promotores de justiça, que ignoraram relatórios das vítimas, segundo documentos e entrevistas com as referidas vítimas. Foi dito, sucessivamente, a três arcebispos do Wisconsin que Murphy abusava sexualmente de crianças, como mostram os documentos, mas o caso nunca foi comunicado às autoridades criminais ou civis. Em vez de castigado, Murphy foi transferido pelo arcebispo de Milwaukee, William E. Cousins, para a Diocese de Superior, no norte do Wisconsin, em 1974, onde passou os seus últimos 24 anos a trabalhar com crianças em paróquias, escolas e num centro de detenção de menores. Morreu em 1998, ainda padre.

Mesmo que o próprio Papa, numa carta recente aos católicos irlandeses, tenha enfatizado a necessidade de cooperar com a justiça civil em casos de abuso, a correspondência indica que a insistência do Vaticano no secretismo tem impedido, com frequência, tal cooperação. Ao mesmo tempo, a relutância dos responsáveis para destituir um criminoso sexual mostra que, ao nível doutrinal, o Vaticano tende a ver a questão mais em termos de pecado e arrependimento do que de crime e castigo.

O porta-voz do Vaticano, reverendo Federico Lombardi, viu os documentos e foi-lhe pedido que respondesse a perguntas sobre o caso. Prestou um depoimento afirmando que Murphy tinha violado crianças "particularmente vulneráveis" e também a lei, e que se tratava de "um caso trágico". Notou, porém, que o Vaticano só teve conhecimento da situação em 1996, anos depois de as autoridades civis terem investigado e deixado cair o caso.

Lombardi ressalva que nem o Código da Lei Canónica nem as normas do Vaticano instituídas em 1962, que instruem os bispos a conduzir investigações canónicas e julgamentos secretos, proíbem os responsáveis eclesiásticos de denunciar o abuso de crianças às autoridades civis. Não diz é porque motivo tal nunca aconteceu neste caso. Quanto à razão pela qual Murphy nunca foi destituído, Lombardi afirma que "o Código da Lei Canónica não prevê castigos automáticos." Diz ainda que o estado de saúde de Murphy e a ausência de acusações recentes contra ele contribuíram para a decisão.

A falta de acção por parte do Vaticano não é invulgar. Apenas 20% dos três mil padres acusados cujos casos chegaram ao organismo doutrinal da igreja, entre 2001 e 2010, tiveram direito a um julgamento completo por parte das autoridades eclesiásticas. Desses apenas alguns foram destituídos, segundo uma entrevista recente do monsenhor Charles J. Scicluna, responsável pela acusação daquele gabinete. 10% foram destituídos imediatamente, outros 10% saíram voluntariamente. Mas a maioria (60%) enfrentou outros "procedimentos administrativos e disciplinares", diz Scicluna, como a proibição de celebrar a missa.

Para muitos, Murphy parecia ser um santo: um homem não-surdo capaz de comunicar em linguagem gestual e eficaz a reunir fundos para causas relacionadas com a surdez. Padre da Arquidiocese de Milwaukee, começou como professor na Escola de St. John's para Surdos, em St. Francis, em 1950. Foi promovido à direcção da escola em 1963, mesmo depois de os alunos terem revelado a responsáveis da igreja, durante os anos 1950, que era um predador.

As vítimas fornecem relatos semelhantes de Murphy a baixar-lhes as calças e a tocá-los no seu gabinete, no carro, na casa de campo da mãe, em excursões, em viagens de recolha de fundos e nas camas do dormitório à noite. Arthur Budzinski diz que foi molestado pela primeira vez quando foi ter com Murphy para se confessar. Tinha 12 anos, em 1960.

"Se ele fosse realmente um tipo mau, eu ter-me-ia mantido longe dele", conta Budzinski, hoje com 61 anos. "Mas ele era tão amigável, afável e compreensivo. Eu sabia que ele estava errado, mas não era capaz de acreditar."

Budzinski e um grupo de outros antigos alunos surdos passaram mais de 30 anos a dar o alarme, incluindo a distribuição de panfletos à porta da catedral de Milwaukee. Gary Smith, amigo de Budzinski, disse numa entrevista que Murphy molestou-o 50 ou 60 vezes, começando quando ele tinha 12 anos. ou o liceu em St. John's, confessou Smith, "Eu era um homem muito, muito revoltado", confessa Smith, ao recordar a altura em que terminou o liceu.

Em 1993, com queixas acerca de Murphy a aterrar na sua secretária, Weakland contratou um assistente social especializado em tratar criminosos sexuais para avaliar o sacerdote. Após quatro dias de entrevistas, o assistente social disse que Murphy admitira os seus actos, tinha provavelmente molestado cerca de 200 rapazes e não sentia qualquer remorso.

No entanto, só em 1996 é que Weakland tentou destituir Murphy. O motivo, escreveu a Ratzinger, era para acalmar a raiva entre os surdos e restaurar a confiança deles na igreja. Escreveu que, desde que teve conhecimento de que "o aliciamento no confessionário podia ser parte da situação", o caso pertencia ao gabinete doutrinal.

Sem obter resposta de Ratzinger, Weakland escreveu a um gabinete diferente no Vaticano em Março de 1997 a dizer que o assunto era urgente porque havia um advogado a preparar-se para processar, o caso podia tornar-se público e antevia-se "um verdadeiro escândalo no futuro."

Recentemente, alguns bispos argumentaram que as normas de 1962 que ditam os procedimentos disciplinares secretos há muito que caíram em desuso. Mas é claro, pela leitura destes documentos, que ainda estavam em vigor em 1997.

Porém, os esforços para destituir Murphy foram subitamente interrompidos depois do padre apelar a Ratzinger por clemência.

Numa entrevista, Weakland afirma recordar-se da reunião final no Vaticano em Maio de 1998, onde não conseguiu convencer Bertone e outros responsáveis doutrinais a autorizar um julgamento canónico para destituir Murphy. (Em 2002, Weakland demitiu-se depois de vir a público que ele tinha um caso com um homem e que utilizara dinheiro da igreja para lhe pagar uma indemnização.)

Weakland revelou esta semana, numa entrevista: "As provas eram tão completas e extensas que eu pensei que ele devia ser exposto, o que traria alguma paz à comunidade de surdos."

Murphy morreu quatro anos depois, aos 72 anos, e foi enterrado com as vestes de sacerdote. Weakland escreveu uma última carta a Bertone a lamentar que a família de Murphy tenha desobedecido às instruções do arcebispo para que o funeral fosse pequeno e privado e com o caixão fechado.

*Exclusivo i, The New York Times

VAMOS LÁ "PIXOAL" AJUDAR A POBREZA (A CHEGAR) DA SUIÇA

.

A maior lavandaria de dinheiro do mundo ameaça falir e poderá arrastar consigo, um país inteiro !!!

União de Bancos Suiços, a coisa está muito feia! Está pegando fogo!

Agoniza o segredo bancário suíço. Artigo de Gilles Lapouge - Paris.

A Suíça tremula. Zurique alarma-se. Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.

A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça - viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para fraudar o fisco. O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente.

Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!

O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
Mas como resistir!

A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.
Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.

Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.
Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe econômica.

Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.
E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira.

O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários. Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros "offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.

Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos. O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um caráter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...

Onde páram as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi? Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe do Zimbabwe e da Mafia Russa?

Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municipios têm chorudas contas na Suiça?

Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?

Porque após a morte de Mobutu, os seus filhos nuncam conseguiram entrar na Suíca?

Tudo lá ficou para sempre e em segredo...

A agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.

Na minicúpula europeia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.

"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.
No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adotadas contra os paraísos fiscais.


Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas eram abortadas.

Hoje, estamos em crise.

Viva a crise!!!
Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido. Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.

Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone.

Sob que pretexto? Fraude fiscal.

Para muito breve, a queda do império financeiro suiço!


O FIO DA NAVALHA DE BERTA BRÁS - NÃO VALESTE NO TEU PAÍS, VAIS PARA BRUXELAS PÁ...!!!

.

Constâncio pirómano

Tenho que pôr a escrita em dia, por exigência da minha amiga, que me traz cotos de jornais, por vezes circunscritos à notícia que lhe deu no goto, por saber a dificuldade que apresento em detectar a notícia exacta do seu descontentamento, tantas elas são na mesma página. As recentes ocupações de trabalho – num virote – obrigam-me a acumular os tais cotos, que estou agora a analisar, enquanto espero pelas “Questions pour un champion” que também nem essas tenho visto com a pontualidade usual, em tragédia da alma de que me recomponho saudosamente, como em despedida de um amigo.

Foi na semana passada – em vésperas da eleição de Constâncio - que me trouxe o coto que li por alto, e mal abordámos o caso, em consequência do meu virote. Falta, assim, ao meu texto, toda a expressividade que ela imprime às suas exaltações, as quais costumo anotar docilmente.

Creio que saiu no Diário de Notícias, se é que não o tirou de algum “Global” ou “Destak” da minha preferência sintética. É de Diana Ramos, tem por título «Constâncio “pirómano”», expressão da eurodeputada do Partido Popular Europeu, Astrid Lulling, “sublinhando que seria comodar barras de dinamite a um pirómano” atribuir-lhe o cargo de vice-presidente do BCE (Banco Central Europeu), após a deficiente supervisão em casos como o BPN, BCP e BPP.

Vejo agora as suas razões, quando, ao passar-me a notícia, comentou que já nós disséramos o mesmo que a Ingrid, cuja fotografia séria, de dedo em riste, aparece na notícia, ao lado de outra fotografia do nosso Víctor, não o sorumbático e moribundo das justificações de cá, no inquérito ao BP, mas uma muito sorridente e de língua exposta, como lambendo-se no seu prazer de viver, agora uma vida de espaços mais variados: “Como se pode explicar que um homem que fracassou no seu país seja responsável pela supervisão na Europa”?

Isto perguntou a Ingrid e ficámos ambas muito contentes e orgulhosas por sermos assim tão esclarecidas como uma eurodeputada luxemburguesa, mas eu generosamente alarguei o esclarecimento a toda a nossa intrigada nação, como coisa perfeitamente evidente e incontestável, quando ele, corrido do BP, passou a ser convidado do BCE.

A minha amiga até já tinha considerado, como algo comum entre nós, muito antes deste caso, que “se derem más provas e tiverem que ser despedidos, logo melhores soluções se fabricam para as suas vidas. Fizeram um mau serviço? Vão para Bruxelas!” como eu escrevi no meu blog, em Agosto passado. Este foi só mais um caso a acrescentar aos casos do nosso conhecimento nacional.

Mas a notícia da Diana Ramos aponta também a resposta do nosso Víctor, não sei se captada em simultâneo com o momento do clic sobre a cara radiante da foto citada: “Tenho muito orgulho no meu desempenho à frente do Banco de Portugal”.

A minha amiga falou em vergonha, mas eu achei que não havia razão para a termos, porque se o escolheram é porque o acharam bom, os estrangeiros têm uma visão melhor que a nossa, não se iam enganar ao convidá-lo, nem acreditam no tal apodo desprestigiante de pirómano, embora ele se chame victor que em latim significa vencedor, e se ele se orgulha tanto do que fez cá, é como victor que o fez. Pronto, pois, para fazer o mesmo lá, pois também se chama constâncio.

Et lux facta est para Constâncio (Víctor), que já foi eleito.

Uma “lux” suave, nada a ver com quaisquer sugestões pirotécnicas, ou sequer pirómanas, tenho a certeza. É preciso acreditar nos sorrisos desafogados, sintoma de consciências tranquilas. E que se dizem detentoras de orgulho, caso da do nosso Víctor.
Berta Brás

CÓDIGO DE HONRA

.
SERES DECENTES
.
Quando cumpria o seu mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.
.
O Texto, impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse “acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência” públicas que viesse receber.
.
Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para qual descontara durante toda a carreira.
.
O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor.
.
Como consequência, foram-lhe disponibilizados as importâncias não pagas catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros.
.
Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados – e não aceitou o dinheiro.
.
Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergentes por todos os lados.
.
As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.
.
Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura) sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe.
.
“Não, não peço. Se o Estado Português entender que a mereço”, justificar-se-ia, ´agradeço-a e aceito-a. Mas pedi-la, não. Nunca!´.
.
O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporto, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.
.
“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá.
.
Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.
.
“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará. “fora dela. Reagi como tímido, liderando”.
.
O acto do antigo Presidente (cujo carácter e proibidade sobreleval a calamidade moral que por aí se tornou comum”, como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repurcussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.
.
Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos – condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser docentes.

Fernando Dacosta

CHINA: ADQUIRE A MONTAGEM DE CARROS VOLVO NO TERRITÓRIO

.
Geely obtém financiamento para a compra da Volvo, para a produção de base na China.
Geely Automobile Holdings Ltd., linha de montagem de automóveis listada na bolsa de Hong Kong, ganhou 1,5 por cento a HK $ 4,16 devido à negociação da montagem dos carros Volvos na China.

O acordo teve efeito ontem incluindo termos referentes aos direitos de propriedade intelectual, abastecimento de mercado bem como pesquisa e desenvolvimento, Geely, disse.
.
A empresa chinesa vai ajudar a Volvo, cuja sede ficará em Gotemburgo, e a linha de montagem na China, informou Li em uma conferência de imprensa conjunta com a Ford.

"Eu vejo como um tigre a Volvo: pertence a uma selva que nao deve ser incluída no zoológico", disse Li, em mandarim. "O coração do tigre está na Suécia e na Bélgica", disse ele, referindo-se aos dois países onde a Volvo tem as suas instalações principais. "Suas patas deve estender para todo o mundo."

A Volvo planeja produzir 390.000 carros este ano, em comparação com 330.000 em 2009, informou o presidente da CEO, Stephen Odell. A Geely vai recuperar a rentabilidade da Volvo, de acordo com Booth Ford.

A Ford continuará a fornecer sobressalentes, estampadas e outros componentes dos automóveis Volvo. Ele também concordou em fornecer suporte de engenharia e tecnologia, e acesso a ferramentas para componentes em comum por um período indeterminado.

O modelo Volvo da linha de montagem. sueca, do S40 é construído sobre a base mecânica do Ford Focus e vendido agora na Europa. A Volvo fornece motores diesel e a programação da Ford Europa.

"Nós vamos continuar a investir na Volvo, tal como fizemos no Jaguar Land Rover, para se certificar de que nossos funcionários e agora os nossos ex-funcionários da Jaguar Land Rover vão trabalhar em um lugar que tem um bom potencial para o futuro, "Booth disse em uma entrevista de 24 de março.

Geely primeiro aproximou Dearborn, Michigan-based Ford sobre a compra da Volvo, em meados de 2008, duas pessoas familiarizadas com as negociações disse. Ford Geely nomeado seu concorrente preferido "em Outubro, e disse em 23 de dezembro que eles tinham acordado os principais termos da transacção.

A parcela em dinheiro do preço de aquisição será ajustado para os défices da Volvo e o capital de fundo de maneio, o que poderia significar uma diminuição "significativa" de receitas para a Ford, a montadora nos E.U. disse.

Volvo Empréstimo
O Banco Europeu de Investimento aprovou um empréstimo de 200 milhões de euros para a Volvo no ano passado, com o aval do Governo sueco.

A Suécia posteriormente tem mantido em suspenso o processo, alegando a posse incerta da Volvo. Ministro da Indústria, Maud Olofsson, disse em entrevista ontem que o governo está disposto a revisar o empréstimo. Geely não decidiu se irá aplicar o crédito, Li disse.

Li, fundador da Geely, disse que pretende ter metade das vendas dos carros Volvo em mercados externos em 2015. Ele pretende vender 200.000 Volvos num ano na China, acima de 22.405 anos atrás, e procurando posições para instalar uma nova fábrica na China.

As vendas, com os cortes de impostos para veículos, menores, combinados com subsídios rurais impulsionou as vendas de automóveis na China 46 por cento no ano passado para 13,6 milhões, ajudando a suplantar os E.U. mercado como o maior do mundo no sector automóvel.

Volvo vendeu 334.808 carros no mundo no ano passado, queda de 11 por cento de 2008 e 27 por cento e em 2007 de cerca de 460.000, segundo a empresa. E.U. as vendas subiram em 9 meses e atingiu 40 por cento este ano, até Fevereiro.

A montadora sueca tem cerca de 20.000 funcionários em todo o mundo, incluindo quase 14.000 na Suécia. Possui cerca de 2.500 distribuidores em 100 países. Perda de impostos da unidade diminuiu para US $ 934 milhões ano passado de R $ 1,7 bilhão em 2008, a Ford disse em 28 de janeiro. Lucro anual da Volvo, o último antes de impostos foi de US $ 377 milhões em 2005.

Ford encerrou há três anos com perdas de lucro líquido de US $ 2,7 bilhões em 2009 e foi a única montadora E.U. importante a evitar a falência. A Ford pagou US $ 6,5 bilhões para a Volvo em 1999.

Citigroup e JPMorgan Chase & Co. estão aconselhando Ford sobre o negócio. N. M. Rothschild & Sons Ltd. e recomendando Geely.
Actualizado às: 29 de março de 2010 09:48 EDT

.
Tradução Google - Revisão imperfeita, mas dá para entender,

COISAS E LOISAS REAIS!

.

Uma preciosidade muito antiga... que deve ser venerada!

Hard to believe Elizabeth has been Queen this long.



cid:image001.gif@01CA94F2.407E0E80
Obama
cid:image002.jpg@01CA94F2.407E0E80

Bush 2

cid:image003.gif@01CA94F2.407E0E80
Clinton
cid:image004.gif@01CA94F2.407E0E80
Bush 1
cid:image005.gif@01CA94F2.407E0E80
Reagan
cid:image006.gif@01CA94F2.407E0E80
Carter
cid:image007.gif@01CA94F2.407E0E80
Ford
cid:image008.gif@01CA94F2.407E0E80
Nixon
cid:image009.jpg@01CA94F2.407E0E80



Kennedy
cid:image010.gif@01CA94F2.407E0E80
Eisenhower
cid:image011.gif@01CA94F2.407E0E80
Truman




AINDA SE ARRISCA A SER CONSIDERADA PATRIMÓNIO MUNDIAL PELA UNESCO

AS SUAS NOTÍCIAS DE HOJE 29.03.10

Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Assassinada à facada por três homens
Tenta matar mulher e filho menor
Rui Pereira: Polícias só em 2011
D. José Horta: Critica ao Estado
China: 153 mineiros soterrados

Capa do Público Público

Governo Regional condiciona liberdade dos jornalistas
PSD/Madeira trava inquérito à liberdade de expressão
Passos Coelho começa hoje a trabalhar na sede da São Caetano
CDS avisa que Portugal vai perder mais dois mil polícias
"Discriminação salarial" leva enfermeiros a fazerem nova greve, a segunda em dois meses

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

'Face Oculta' já fez dois despedimentos na Galp
26 pessoas detidas no distrito de Aveiro
"Não se pode tirar apoios por comportamento"
Português que lidera educação em Miami visita fábrica do 'Magalhães'
Alunos de diferentes credos aceites em colégio católico de Coimbra

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Nova novela da Globo "Caras e Bocas" põe a tónica no humor
Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa à mesma hora na TV
Corte da Estrada Nacional 222 prejudica região do Douro
BD perdeu José Antunes e Dick Giordanno
Assalto a casino rende milhares de francos suíços

Capa do i i

Cyberbullying. Judiciária recebe uma queixa por dia
Misericórdias vão ter de entregar lista de médicos
PSD. Passos Coelho vai forçar o governo a negociar medidas do PEC
Líder sindical dos magistrados queria investigar José Sócrates
Ambulâncias em colisão. A urgência de salvar vidas também provoca acidentes

Capa do Diário Económico Diário Económico

Grécia dá boleia ao euro
60% dos depósitos rendem mais do que os certificados de aforro
Atenas volta a emitir dívida esta semana
Explosões no metro de Moscovo fazem 34 mortos
Estradas de Portugal e PT em guerra por causa da rede fixa


Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Soares da Costa aumenta lucros em 40% em 2009
Acções asiáticas sobem com ganhos na China a compensarem descida no Japão
Petróleo recupera de mínimos de duas semanas
As notícias em foco na edição de hoje, dia 29 de Março, no Negócios
Auditores da EDIA alertam para riscos financeiros

Capa do Oje Oje

Shell vende rede de gasolineiras e participação em refinaria na Nova Zelândia
Brent abre a subir 0,55 dólares
Tóquio encerra com Nikkei em descida ligeira
GES aumenta investimento no Paraguai
S&P alerta para consolidação orçamental

Capa do Destak Destak

Fergie foi ao chão num concerto
Classificação à 24.ª jornada
«Um filho + férias + mais filhos»
Poder vermelho
Transavia.com inicia viagens de baixo custo entre a região e o Porto

Capa do 24 Horas 24 Horas


Capa do A Bola A Bola

Leões de olho em Diego Souza
Quique quer Luisão em Espanha
Miami: Nadal bate Nalbandian e segue para os «oitavos»
Eriksson vai dirigir a Costa do Marfim no Mundial
Benfica «vinga-se» no Sampaense

Capa do Record Record

ATP Miami (EUA): Resultados
Bettencourt: «Levantar a cabeça»
Paulo Barbosa: «Izmailov já pediu desculpa ao clube»
João Pereira reencontrou vocação ofensiva
Hoje é dia de reavaliações

Capa do O Jogo O Jogo

Nadal bate Nabaldian e já está nos oitavos de Miami
António Conceição: "Não conseguimos reagir à desvantagem no marcador"
Eriksson designado seleccionador da Costa do Marfim
Líder Beira-Mar pressionado por Oliveirense, Santa Clara e Portimonense
Pódio português na meia-maratona de Albuquerque