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domingo, 9 de maio de 2010

FILIPINAS: VIOLÊNCIA NAS ELEIÇÕES GERAIS

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Eleições gerais nas Filipinas esmaltadas com violência
Enquanto 50 milhões de filipinos vão às urnas para eleger o seu presidente - Benigno Aquino, filho do ex-presidente "Cory" Aquino, como o favorito - quatro pessoas morreram em ataques relacionados com as eleições.
Por Telegrama (Texto)
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AFP - Quatro pessoas morreram, esta segunda-feira em dois incidentes distintos relacionados com as eleições nacionais nas Filipinas e designar o sucessor da presidente Gloria Arroyo, disseram autoridades.

Três pessoas foram mortas e dez feridos em um ataque na segunda-feira, contra a sede de um candidato nas eleições locais na província de Zamboanga Sibugay, disse o porta-voz do Exército local, o Capitão Gasalatan Arnold.

As razões do ataque não foram especificadas. O Exército assumiu posições na área sob investigação, disse o capitão.

As eleições gerais são tradicionalmente, uma ocasião, de violência sangrenta no país onde os políticos locais fortemente armados mantêm os seus exércitos particulares.

Também no sul das Filipinas, assolada pela violência separatista, um primo do vice-governador da província de Cotabato do Norte foi morto ontem de manhã, antes do início da votação. O homem foi emboscado provavelmente pelos partidários de um candidato rival, disse a polícia.

Cinco outras pessoas também foram mortas em tiroteios no dia anterior da "eleição" na província.

A campanha eleitoral terminou com um balanço de uma centena de mortos, incluindo 53, durante um massacre, em novembro, em Maguindanao (sul), como pano de fundo de rivalidade política entre duas clãs muçulmanos.

Mais de 50 milhões de filipinos, hoje segunda-feira, vãos às urnas para eleger o sucessor da presidente Gloria Arroyo, que surge como favorito Benigno Aquino. Os filipinos também devem renovar seus 250 deputados, 12 dos 24 senadores e mais de 17.000 locais e provinciais.

O "ABAFADOR" DE GRAVADORES

roubar gravadores

Deputado do PS filmado a furtar gravador a jornalistas.

O deputado Ricardo Rodrigues já tinha dito que não estava a gostar das perguntas feitas durante a entrevista. De repente, levantou-se da cadeira e saiu apressado. Antes, pegou discretamente os gravadores dos jornalistas da SÁBADO e meteu-os nos bolsos das calças.
«Porque a pressão exercida sobre mim constituiu uma violência psicológica insuportável, porque não vislumbrei outra alternativa para preservar o meu bom nome, exerci acção directa e, irreflectidamente, tomei posse de dois equipamentos de gravação digital, os quais hoje são documentos apensos à providência cautelar», explicou Ricardo Rodrigues.
Em causa estariam perguntas relacionadas com «Débora Raposo, condenada em 2008 por burla e falsificação de documentos, num caso que defraudou em vários milhões de euros a Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo, nos Açores. E em que ele próprio chegou a ser arguido, mas não acusado», diz a Sábado. Ricardo Rodrigues recusou ainda abordar, e levantou-se nessa altura, o tema da sua demissão, em 2003, do Governo Regional dos Açores, em que era secretário regional, na sequência de boatos, com repercussão pública, que o ligavam a um escândalo de pedofilia no arquipélago.

PENEDOS: PRIVILÉGIOS DE PAI PARA O FILHO

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Relação diz que Penedos fornecia informação privilegiada ao filho
09.05.2010 - 08:01 Por António Arnaldo Mesquita - Público
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Os desembargadores do Tribunal da Relação do Porto, que indeferiram esta semana o recurso de José Penedos quanto às medidas de coacção que lhe foram impostas no âmbito do inquérito do processo Face Oculta, concordam com o presumível envolvimento em corrupção passiva para acto ilícito do ex-presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN). O acórdão realça que, movendo-se na sombra, prestava informação privilegiada ao filho, o advogado Paulo Penedos, que a traficava com Manuel Godinho, o único arguido do processo em prisão preventiva.

BERTA BRÁS - A CROSTA E EÇA DE QUEIRÓS

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O muito respeitado Senhor Cônsul-Geral Eça de Queirós

A crosta


Recebi por email excertos do texto de Eça de Queirós, escrito em 1871, no primeiro número d’ “As Farpas”, que, todavia, completei, segundo texto procurado na Internet:


«Aproxima-te um pouco de nós, e vê. O país perdeu a inteligência e a consciência moral.

Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há príncipio que não seja desmentido.

Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram.

A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima abaixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada.

O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretárias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece.

A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A agitagem explora o lucro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número das escolas só por si é dramático.

O professor é um empregado de eleições. A população dos campos, vivendo em casebres ignóbeis, sustentando-se de sardinhas e de vinho, trabalhando para o imposto por meio de uma agricultura decadente, puxa uma vida miserável, sacudida pela penhora; a população ignorante, entorpecida, de toda a vitalidade humana conserva unicamente um egoísmo feroz e uma devoção automática. No entanto a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padre-nossos maquinais. Não é uma existência, é uma expiação. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido! Ninguém se ilude.

Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz?

Atesta-se, conversando e jogando o voltarete que de norte a sul, no Estado, na economia, no moral, o país está desorganizado - e pede-se conhaque! Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão! »

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Eça era de facto muito pessimista, adepto do bota-abaixismo de que hoje se enferma também, sobretudo os velhos do Restelo de que é de bom tom falar, para escaparmos à analogia com o povo inerte ou o roedor de sardinhas – no seu tempo ainda não distribuídas às metades por pessoa, senão ele tinha-o dito - e emborcador de vinho que hoje tende a diminuir uma nesga, substituído por outras matérias de consumo mais moderno e potente, como convém, para continuarmos na via da desesperança que encurralou o jovem Eça aos vinte e seis anos e lhe ditou o estro criador, para os anos seguintes da sua criação.

Outras coisas há, no seu texto, desactualizadas, de que o voltarete é a mais arcaica e os casebres ignóbeis também vão sendo substituídos. Para todos os efeitos, o dinheiro das colónias, da emigração ou da União Europeia foram revitalizando a paisagem, mas a devoção insciente continua cada vez mais exuberante, como se prova actualmente com a visita papal extenuante que vai ter a ocasião de observar as marcas do nosso sofrimento devoto no genuflexório ambulante dos nossos peregrinos sem arrimo.

Noutras coisas evoluímos também bastante, e particularmente na exploração dos preços das casas, mais de venda do que de aluguer, que subiram em flecha, na permissividade garantida pelos governos à burguesia, de que eles fazem parte, numa política de construção abrutalhada, para lavagens de dinheiros, diz-se, os tais dinheiros provenientes de furto, droga, trapaça, o costume. E as velhas casas das Lisboas antigas vão aluindo de envelhecimento e corrosão, na inércia dos governos ou das câmaras municipais, a braços com as dívidas avolumadas de governos anteriores e dos seus próprios.

Dívida ao estrangeiro dos empréstimos, cobrança de impostos para pagar aquela, já era assim, e assim continua cada vez mais acirradamente. Mas fez-se obra e quer-se continuar a fazer, traçando os caminhos da nossa modernização e do enriquecimento vil da conveniência e da desonestidade.

O texto lá está a dizê-lo e muito mais. Somos os mesmos trapaceiros de então, com um PM a comandar e um PR a deixar andar, por conveniência própria, para não comprometer o seu futuro nem o da sua família.

Num país onde a família se vai esfacelando em violências de estarrecer, tais sentimentos presidenciais, de apego ao cargo por apego à família são de respeitar. Daí, o seu discurso vazio. Mas na seriedade da preocupação.

Como uma crosta sórdida, mal fechada, de vez em quando deixando escorrer o pus da pústula não curada, aqui estamos, inteiros e vurmosos, como Eça nos descreveu. Sem esperança.

Berta Brás

CARTA CHOCANTE...!!! SEM COMENTÁRIOS DAQUI,

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Domingo, Maio 09, 2010
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MACAU: QUANDO OS MILHÕES DO JOGO NÃO CHEGAM AO HOSPITAL QUE É UMA GRANDE MERDA
A Isabel Abreu enviou uma carta ao director do diário 'Hoje Macau' passados dois meses e meio da morte do seu marido Humberto.

Uma missiva impressionante, chocante e revoltante que espelha bem como em Macau se desprezam todos os valores da vida, excepto os milhões de patacas resultantes dos casinos, mas que não servem para investir na Saúde.
João Severino

Este é para ti, meu amor

Dois meses e meio passaram sobre a morte do Humberto. Não é fácil acordar, viver e deitar na ausência de alguém que partilhou a minha vida durante 12 anos.

O Humberto sempre foi um enigma renovado diariamente, um desafio permanente e um descanso e alegria totais pela filosofia de vida que tinha, pela solidariedade, pela inteligência, pelo inesperado. Quem com ele de perto conviveu, sabe bem a que me refiro.

Estas linhas são a ele dedicadas e a todos quantos possam beneficiar do seu teor. Cada um fará a sua leitura.

Dia 25 de Fevereiro de 2010, entro com o Humberto nas urgências do Centro Hospitalar Conde São Januário, por volta das 11 da manhã. A luta do costume, a espera do costume, a confusão do costume, o barulho ensurdecedor do costume, a desorganização do costume, a porcaria do costume.

Dada a gravidade dos sintomas, tentei interceder junto de um clínico, de nacionalidade portuguesa, que estava nas urgências, mas que me respondeu estar ocupado e que os colegas tratariam do caso.

Finalmente atendido por um qualquer outro clínico de serviço, foi iniciado o processo com o pedido das básicas análises de sangue e urina, bem como RX e Ultra-som. As horas foram passando, os turnos iam mudando, ou assim parecia, e por volta das 5 ou 6 da tarde, depois de muita insistência da minha parte, consigo chegar à fala com um outro qualquer clínico de serviço que, depois de consultar o computador, responde em inglês macarrónico que ainda não tinham chegado os resultados da análise ao sangue.

Não me parecendo normal a situação, exigi que falasse com quem entendesse, mas que queria saber o que se passava. Telefonema para aqui, telefonema para ali, e a resposta sai textualmente «they check again, maybe leukemia». Assim, na bochecha, sem mais delongas.

Reagi como qualquer mortal reagiria a uma tirada destas, assim, a seco, ali no meio da confusão. Alguém, confesso não me lembrar quem, veio pôr água na fervura e aconselhou ir até casa, que depois ligariam com os resultados finais.

Por volta das sete e tal da noite chamaram para regressar ao hospital. A confirmação veio pela voz do clínico que havia recusado assistência de manhã, ali, no meio da confusão. Era leucemia mieloblástica agressiva. Internamento imediato, num quarto isolado adjunto ao SO, dada a falta de defesas do organismo para combater o que quer que fosse. Nunca mais vi esse clínico, nem depois da morte do Humberto. Vi outros, muitos, todos indiferentes à gravidade da situação.

Dia 26 as coisas começam a complicar-se e o estado de saúde do Humberto a decair a olhos vistos. Um inferno, aquele quarto, onde o barulho era uma constante, apesar dos muitos letreiros espalhados pelos corredores a recomendar silêncio. As serventes aos gritos de um lado, a atirar com as arrastadeiras e afins, as enfermeiras aos gritos do outro, um cenário surrealista. Pedi várias vezes, até de joelhos, que se contivessem, mas sem sucesso.

A páginas tantas, entra quarto adentro um amanuense qualquer, dizendo, textualmente, «go up stairs pay money». Perante a debilidade do Humberto, respondo que iria logo que possível. Não era o caso de ele se levantar e fugir do hospital sem pagar, para além de que era residente permanente de Macau, cá vivendo há 28 anos.

Cinco minutos depois, vem outro amanuense, no caso uma senhora, das poucas que sentiu a preocupação dos familiares e que, muito gentilmente, com uma declaração na mão, me informa que o Humberto tem direito a assistência gratuita. Que me dirigisse, na segunda-feira seguinte, ao rés-do-chão, munida do BIR e fotografia para que fosse processado o respectivo cartão.

Nesse mesmo dia, ao fim da tarde, e perante a situação que se agravava a cada minuto, em presença do Jorge, o irmão do Humberto, falei com um hematologista, português, ali, no corredor, sem quaisquer condições, sem qualquer dignidade, que explicou, finalmente, qual o tipo de leucemia que o Humberto tinha, bem como o plano terapêutico a seguir. Olhos nos olhos, perguntei o que podia esperar. Não me foi dada uma resposta concreta. Desapareceu, nunca mais o vi.

Compreendo que os médicos não sejam bruxos. Já não compreendo que, com tantos anos de experiência, não saibam avaliar a gravidade de um caso como o do Humberto. Não compreendo que ninguém estivesse disponível para o acompanhar permanentemente, ininterruptamente.

Quem lá esteve fui eu, e o Jorge, e a Irene, e a Loly, e o Hélder e os amigos, a dar apoio, a apanhar os vómitos, a consolar, a aconchegar. Nem quando os vómitos começaram a ser de sangue, alguém me soube dizer se era assim, se era normal no caso dele. Corri aquele maldito hospital de cima para baixo e de baixo para cima, implorei que me dessem uma resposta. Nada. Ninguém quis saber. Nem o clínico que assistia o Humberto num problema de saúde que o tinha afectado uns anos antes, que abordei no SO, e que me virou as costas sem uma palavra.

Cerca da meia-noite dizem-me que o vão levar para um quarto no segundo andar. Lá fomos e, depois de andar com a cama de elevador em elevador e em diferentes andares, chegamos a uma enfermaria onde estavam já dois pacientes. Refiro a questão do isolamento e da vulnerabilidade do Humberto. Não interessava, porque não há quartos e até dão a entender que é um favor que estão a fazer em tê-lo ali.

Seis, repito seis, entre enfermeiros e ajudantes, demoraram cerca de 10 minutos para o mudarem de uma cama para outra, não antes de me perguntarem se ele não podia passar sozinho. Nem queria acreditar no que estava a ouvir. A passagem foi feita de tal modo que rebentaram com as ligações do soro, provocando uma hemorragia, dado o nível praticamente inexistente de plaquetas no sangue e falta de coagulação. A aflição foi muita e a preocupação era que eu não estivesse a ver, insistindo sempre que esperasse fora da enfermaria. Reposta a parafernália, sempre a mandarem-se sair do quarto, dizem-me que não posso ficar com ele.

Novamente imploro que me deixem ficar, refiro que o médico que tinha estado de serviço até à meia-noite me tinha dito que sim. Pois, mas não assinou o papel que, pelos vistos, ali, é mais importante do que a vida de uma pessoa.

E, menciono a minha angústia, depois de ter passado, na urgência, por cenas caricatas, onde, por exemplo, chegaram a estar cinco urinóis utilizados, alinhados no chão, à espera que alguém os viesse recolher. Onde, por mais que os monitores apitassem, assim ou assado, ninguém ia conferir o que se passava. Onde, até os sacos para vomitar eram racionados, e por aí fora. Resposta pronta, em língua macarrónica, «aqui somos todos profissionais», Viu-se.

Dada a posição de irredutibilidade, e as portas cheias de códigos de segurança, imploro que, à menor alteração, me liguem. E assim foi, ainda não eram sete horas da manhã, dizendo-me, «Sinhor não está bem». Voei para o hospital, mas, o conceito de não estar bem, pelos vistos, naquele hospital, é estar morto. Ainda assisti a uma massagem cardíaca, manual, como se estivéssemos num outro qualquer local, que não num centro hospitalar.

Hoje, à distância de cerca de dois meses e meio, pergunto e exijo que me respondam:

Porque razão não havia um desfibrilador ao pé dele?

Porque razão puseram o Humberto numa enfermaria, pelos vistos sem o mínimo de equipamento de emergência?

Porque não o levaram para os cuidados intensivos?

Porque razão não me deixaram lá ficar?

Porque são desumanos?

Uma coisa é certa. Enquanto for viva, a minha convicção é a de que se alguém lá estivesse, ainda que não fosse eu, e tivesse dado o alarme, o Humberto estaria vivo e a fazer a quimioterapia conforme estava planeado.

Acima de tudo, nunca lhes perdoarei o facto de não ter podido estar com o Humberto nas últimas horas de vida. É uma sombra que os malditos serviços de saúde de Macau colocaram na minha vida, para o resto dos meus dias.

Curiosamente, no dia 29 de Abril de 2010, dois meses e dois dias após a morte do Humberto, recebo, pelo correio, uma carta dos Serviços de Saúde do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, dirigida «ParaP F ABREU, HUMBERTO H Familiar», contendo uma folha de papel A5 dobrada ao meio com os seguintes dizeres:

«ParaP F ABREU, HUMBERTO H Familiar

Desejamos exprimir as nossas mais profundas condolências pela perda do seu ente querido. Possa o tempo aliviar a sua dor e sarar as suas feridas.

Centro Hospitalar C. S. Januario - Unidade Associada»

Sem qualquer assinatura.

Agradeço e não aceito.

Teria agradecido se tivessem sido profissionais.

Teria agradecido se tivessem tratado do Humberto com atenção, com dedicação, com cuidado e com humanidade.

Teria agradecido terem-me chamado quando ainda teria podido confortá-lo na sua passagem.

Teria agradecido se tivessem sido coerentes e não tivessem, mais uma vez, após a morte do Humberto, e para o libertarem do hospital, voltado a insistir no pagamento de uma conta.

Teria agradecido, muitíssimo. Assim, considero esta atitude uma afronta ao Humberto, à sua memória, a mim e aos restantes familiares.

Não posso terminar esta homenagem ao Humberto sem falar do sítio onde ele tenta repousar, o Cemitério de Coloane. Todas as semanas lá vou, em dias diferentes, a horas diferentes. Invariavelmente, sou confrontada com o desrespeito de uma carreira de tiro, ali ao lado. Os disparos são constantes, desde os mais discretos, até aos que parecem de canhão.

Não aceito, de forma alguma, que até na morte não haja paz e descanso. Nem para os que lá estão, nem para os que lá vão prestar a sua homenagem e que tentam passar alguns minutos, ou horas, em reflexão e recolhimento com os seus mortos.

Em Macau, não basta aturar em vida o barulho das intermináveis obras nos prédios de habitação, nos escritórios, nas ruas, nos hospitais. Não basta aturar os pianos, as televisões, os mahjongs, os sistemas de som dos vizinhos, a todas as horas, a qualquer hora.

Em Macau, mesmo na morte, o desassossego continua com rondas de disparos que não são de honra.

Este é para ti, meu amor. Isabel


Por joãoeduardoseverino em 9.5.10 0 pauladas Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas: Macau

A CASA ORDEIRA DE FAMÍLIA BENFIQUISTA!

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POLÍTICA DA TAILÂNDIA: ARTIGO DE NUNO CALDEIRA DA SILVA

9 de Maio de 2010

Domingo


O Domingo nasceu soalheiro depois de uma chuva para limpar a poeira do ar.

Aos domingos o The Nation traz sempre um conjunto de citações ditas durante a semana pelos actores mais evidentes no país e como seria de prever todas elas se referem à presente situação e ao road map de Abhisit para a reconciliação.

Há duas que sobressaem. A do antigo Primeiro Ministro Chuan Leekpai, consultor sénior do partido Democratra considerado, como já referi, o pai político de Abhisit que se declarou contrário á dissolução do Parlamento como o PM avançou no seu plano.

Chuan para além de ser uma figura de prestígio consegue ser escutada em muitos foruns pois, ganhou a confiança dos tailandeses durante a sua governação. Para além disso é uma voz sempre sensata e nunca se ouve o velho, 73 anos, político levantar a voz ou falar de forma rude.

A sua declaração e ausência marcante nas celebrações dos 60 anos da coroação do Rei Rama IX na passada Quarta-feira, são um golpe para o PM que vai tentando navegar nestas águas muito conturbadas de forma a conseguir equilibrar o barco a meter água por muitos porões.

Outra declaração de realce é a do secretário-geral do PAD e do Partido da Nova Política, o braço político do movimento amarelo, Suryasai, que depois de o seu partido se ter manifestado contra o plano do PM e de ter requerido que os militares avançassem para a declaração da Lei Marcial e desalojamento dos vermelhos a qualquer custo, vem agora nada mais nada menos do que pedir a demissão de Abhisit e a sua substituição por outra personalidade embora não avancem com nenhum nome.

No momento em que Abhisit tinha conseguido o acordo minimo com os vermelhos, quer através das declarações proferidas quer através das negociações que continuam a existir nos bastidores, mas por todos conhecidas e por ninguém negadas, elementos do seu campo mais próximo tornam-se nos seus inimigos de momento e a requererem a sua atenção num momento em que o PM gostaria de estar concentrado a 100% no diálogo construtivo com a UDD.

Para além disso os incidentes de Sexta-feira levados a cabo por gente não interessada num processo de paz, sendo fácil de ver quem são embora não mostrem a cara, ainda mais complicam a já tão difícil vida do jovem PM. Só os que não sabem ver é que atribuem, com a costumada ligeireza das suas análises, as culpas para os grupos que estão combatendo na boca de cena.

Acresce a extrema dificuldade que Abhisit continua a ter no diálogo com as várias facções dentro dos militares e da polícia.

Entretanto a UDD reforçou as suas hostes com a chegada de, segundo os vários periódicos, mais de 5.000 simpatizantes vindos da província.

AS SUAS NOTÍCIAS NO DIA 9.05.10

Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Odivelas: Mata homem a tiro
Gang armado faz 3 assaltos em uma hora
Marcelo R. Sousa: Sem convite para a TVI
Paulo Portas: Contra extractos
João Semedo: Espera auditoria

Capa do Público Público

Belenenses despede-se da Liga com triunfo sobre o V. Setúbal
Carvalhal: "Estabilidade pessoal fez com que aguentasse muita coisa até aqui"
Carvalhal despede-se com vitória
Lito: "Jogo foi bem disputado"
José Gomes: "Vencemos o Benfica pelas decisões de Jesualdo Ferreira"

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Discurso Directo com Mário Mendes
Bento XVI enche hotéis de Lisboa e do Porto
Açores sem aviões até às 12:00 de domingo
Bento XVI entrega rosa de ouro ao Santuário
Nuvem de cinzaschega a Itália

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

"Quero clima à Benfica"
Duelo até ao último suspiro
Bis isola Falcao na corrida a rei dos golos
Bento XVI mobiliza 10 mil portugueses directamente
Capelão: "Normalmente dedico cinco a sete minutos por confissão"

Capa do i i

Menezes: Acabar com as empresas municipais "é um hino à imbecilidade"
Bento XVI em Lisboa. Uma cidade sem ecopontos e com o trânsito cortado
Infarmed só investiga rupturas de stock nas farmácias quando houver queixas
Papa 2010. Bandeiras na janela para Bento XVI (falta saber a cor)
Parque Mayer: Carmona Rodrigues e ex-vereadores ilibados

Capa do 24 Horas 24 Horas


Capa do A Bola A Bola

Não passa das 19.45 h
«Levámos a nau a bom porto» - Carlos Carvalhal
«Aconteceu tudo o que podia correr mal» – Castro Santos
«Tentámos sempre dar o melhor» – Miguel Veloso
Sporting vence Leixões na despedida de Carvalhal

Capa do Record Record

Quinta-feira, 9 de maio de 2010
Disputa acesa no miolo para substituir Di María
Cardozo precisa de 2 golos para calçar a bota
Plantel amanhã na Câmara
Os 12 golos de Miguel Veloso

Capa do O Jogo O Jogo

Veloso: "O grupo ficou mais forte"
Castro Santos: "Os erros pontuais custaram golos"
Belenenses fica em penúltimo
Carvalhal: "Não falo sobre o meu futuro"
Alípio Matos responde a André Lima: "Acho graça a esses comentários"