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sexta-feira, 18 de junho de 2010

BEM FEITO, BEM FEITO...!!! O EMPATE AMARGO DOS "BIFES" COM A ARGÉLIA...

Inglaterra 0 0 Argélia

  • De OLIVER HARVEY, jornalista, no Estádio Green Point

Mas a noite passada, na Inglaterra, fora de sintonia como vuvuzela pisada - e os príncipes William e Harry estremeceram enquanto assistiam nas arquibancadas.

Ao final, muitos dos fãs de Três Leões perambulando fora do magnífico Estádio Green Point foram rapidamente perdendo a fé.

Outros permaneciam em seus lugares caiu muito depois do apito final, o sonho de Inglaterra na Copa do Mundo pendurado em um precipício.

"Completamente à nora, constrangedor", foi o ponto de vista de Leicester City fã Chris Smedley.
Inferior à Argélia ... descrença fã
Inferior à Argélia ... descrença fã

O dono da loja de vídeo de Camberley, Surrey, comemorando seu aniversário de 45 anos, acrescentou: "Todos os jogadores estavam fora de ritmo - e não merecemos a vitória."

Principes William, 27, e Harry, 25, visitou a equipa de Inglaterra no balneário após o empate sem golos contra a Argélia.

A St James's Palace porta-voz disse: "Os Príncipes reuniram-se com os jogadores, em particular, para oferecer seu apoio após o resultado, enquanto se preparam para o jogo-chave nesta quarta-feira. Eles estão totalmente por trás da equipa."

Os fãs - e os reais "- com moderada humor no final do jogo estava em contraste com a atmosfera mais cedo na Cidade do Cabo.

Cerca de 40.000 torcedores dos Três Leões - apoiada por milhares de habitantes - transformou esta bela cidade, costeira, um pouco de uma Inglaterra.

Helicópteros da polícia - a controlar a multidão a entrar no estádio com os holofotes - enviou bandos de gaivotas dispersas no ar da noite, amena, como ventiladores, no estádio.

Na estádio e na linha 20, bloco 117, os torcedores ingleses em torno de mim quebrou logo em um canto de "Você pode manter sua vuvuzela o seu ****" como o jogo começou.

Situado num parque entre a quebra de ondas espuma do Atlântico e na base de 1086 metros da Montanha Mesa, foi construído o estádio "Green Point" de R$ 391 milhõs é um dos espaços mais emblemáticos do desporto.

Careta ... Príncipe Harry
Careta ... Príncipe Harry

Dentro do estádio foi um mar de bandeiras St George esvoaçar na brisa costeira, como ondas do mar sobre um campo de batalha medieval.

Os nomes clube estampada em cruzes vermelhas em letras brancas, muitas vezes não o glamour "Big Four" da Premier League, mas os dos subúrbios alastrando, portos de pesca e de mercado e cidades industriais como os de Inglaterra. Os postos avançados do futebol mundial que são Walsall, Grimsby, Halifax, Yeovil e Chester estavam representados.

Novamente as vuvuzelas, trombetas, cantarolavam como um enxame de milhões de exemplares de abelhas furiosas.

Os torcedores ingleses muitas vezes teve seu reportório do Great Escape e Rule Britannia abafada pelo barulho.

Aficionados da música dizem que o tom gritante das vuvuzelas é o apartamento B abaixo do meio C. Seus detratores simplesmente chamá-lo de uma lamentação racket. O plástico das trombetas como a Inglaterra era ensurdecedor atacando - literalmente.

Os argelinos rufam tambores envolto em suas bandeiras verde e branco ficaram surpresos na exploração superstars da Inglaterra para um empate.

Abachi Mohamed, 30, um executivo de marketing de Argel, insistiu: "Merecemos o empate e, para nós, este é um resultado famoso. O que aconteceu com o seu famoso Rooney e Gerrard?"

Grande experiência ... torcedores argelinos em jogo
Grande experiência ... torcedores argelinos em jogo

Os torcedores ingleses se juntaram no estádio 64.100 capacidade de locals Premier League-loving que adoptaram os homens de Fabio Capello como seu segundo time.

Havia também uma legião da comunidade inglesa, expatriada, na da África do Sul, de 212.000 britânicos.

Muitos fãs usavam o capacete sul africano de futebol, outros tradicionais Makarapa - capacete personalizado do mineiro - e sobre o tamanho de copos de plástico.

Green Point é o local onde há quase 150 anos, soldados britânicos, jogou com as botas de couro pesado para o primeiro jogo de futebol registrados no Sul Africano solo.

Foi em 23 de agosto de 1862, e os opositores da guarnição militar foram os seus compatriotas da administração colonial em um jogo no solo de areia e de relva.

As esperanças são frustradas ... tropas em Camp Bastion, Afeganistão, reagir a perder
As esperanças são frustradas ... tropas em Camp Bastion, Afeganistão, reagir a perder

E ontem uma nova geração de soldados britânicos assistiram na TV milhares de quilômetros de distância no Afeganistão no Campo Sebastião. Em Cape Town, os torcedores ingleses bebendo cerveja "Castle Lager" em bares e restaurantes na na cidade.

Local fã Arsenal Alistair Moses, 39, gerente de uma loja, disse: " os adeptos do futebol é enorme aqui.

"Nós amamos os seus jogadores e seus fãs, mas esta noite foi muito decepcionante."

Ontem à noite adeptos ingleses foram ao rubro e que a sua aventura na África do Sul poderá em breve estar chegando ao fim.

Fonte: The Sun
Tradução livre

CÁ POR MIM VAI TODO MEU APOIO!

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Viva Portugal ! ! !

Acabo de receber esta imagem sagrada de Portugal.

Necessito saber se, de facto, ela e' ainda parente

nossa. Talves vale uma viagem ao Torrao, nao?!

~ ~ ~ Just received this picture from Portugal. I
need to find out if she's still a relative of mine. It
may be worth taking a trip there, right?!
Sempre p'ra frente!

TEMPO DO RONALDO OLHAR PARA "GAJAS" VESTIDAS...!!!

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Nude ... Irina Shayk
Nua... a Irina Shayk

A namorada russa de Cristiano Ronaldo esteve sujeita a algumas dicas que viriam a colocar o namorado na área do chacoteio.

O olhar da Irina, na foto acima vai direito para as "massas" da carteira do crack do Real Madrid .

O modelo Armani IRINA SHAYK esteve ligada, amorosamente. ao Ronaldo o mês passado, quando o par foi descoberto em um iate na costa da Córsega.

Difícil imaginar o que ele vê de bom nela...

Flexível ... Irina Shayk
Flexível ... Irina Shayk

The Sun

JOSÉ SARAMAGO.PORTUGAL DE LUTO...EXAGEROS DO JORNAL ESPANHOL "EL PAÍS"



ELPAIS.com>



Um professor de literatura, a consciência política - relações desiguais com o seu país

Portugal de luto pela perda de um autor desconfortável

O elogio da sua figura em seu país são misturados com o grande controvérsia

RELEA FRANCESC - Lisboa - 19/06/2010

O louvor abundante para o trabalho e a figura José Saramago isso poderia ser ouvido ontem em vários sectores da sociedade portuguesa, não silenciou o debate que o acompanhou até os últimos dias da vida de Nobel de Literatura, cujos restos mortais chegam hoje em Portugal.


Perfil do vencedor do Prêmio Nobel em Português, José Saramago - Anjos OUT / SER CHAIN

Em 1993, exilou-se, por diferenças políticas, em Lanzarote

Defensor da revolução cubana em 2003 pela primeira vez, criticou Castro

No meio de luto nacional o primeiro-ministro, José Sócrates, foi decretado no final de semana, um C-130 da Força Aérea portuguesa, esta manhã, voar para Lanzarote para mover o escritor para Lisboa, cujo salão nobre da Câmara Municipal será a sede da capela. Este será aberto hoje à noite entre 13h30 e meia-noite e entre nove horas e meio-dia de domingo. Horas mais tarde, o Prémio Nobel será cremado, como foi confirmado por fontes próximas do escritor.

O próprio escritor, em que o mundo da cultura e da política em pleno ontem derramou elogios . Ele cultivou a disputa, a última vez que ele enfrenta algumas áreas católicas. Não abordados seu último trabalho, Caim , Saramago, em que reescreveu a Bíblia, deixando a situação, por assim dizer, a figura de Deus. Num debate televisivo em novembro passado, ele enfrentou o teólogo Joaquim Carreira das Neves sobre o romance controverso, negou ser "um provocador livre."

"Há aqueles que me negam o direito de falar de Deus, eu não acho. E eu digo, eu tenho todo o direito do mundo e quero falar sobre Deus, porque é um problema que afecta toda a humanidade. Como a humanidade alimenta e sustenta religiões e não sair do lastro de cada dia ", ele havia dito um mês antes, em Lanzarote no penúltimo dia desta entrevista .

Com a Igreja reuniu-se em outras ocasiões, o mais comentado em novembro de 1991, na sequência da publicação do O Evangelho Segundo Jesus Cristo. O brasileiro da hierarquia Saramago disse que se um católico poderia ser "excomungado". A polêmica veio à tona em abril de 1992, quando o Secretário de Cultura da época, António Sousa Lara, excluído do livro da lista dos candidatos ao Prémio Literário Europeu.

"O livro não representa Portugal ou Português" detido líder político, membro do Governo liderado por Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente da República. Saramago respondeu: "Ele tornou-se a Inquisição." Em 1993, exilou-se em Lanzarote, onde residiu até sua morte.

A maior exaltação de Saramago foi ouvido ontem na sede do Partido Comunista Português (PCP), onde um contrito Jerónimo de Sousa, secretário-geral, fez uma declaração solene em que o escritor lembrou a militância desde 1969, e falou da "perda danos irreparáveis para o comunista todo coletivo. " De Sousa disse que sentiu um pesar profundo "pela morte de alguém que" queria que o PCP era o seu jogo até o fim de sua vida. "

Apesar dos elogios, a coexistência de Saramago nas fileiras comunistas, que, com orgulho, até sua morte, não foi sem atrito. Em 1980, ele assinou uma carta com outros militantes do PCP, Pina Moura, José Luis Judas Barros Moura, que defendeu uma "maior democracia interna" dentro do partido.

Em 1990, renunciou ao cargo de presidente da Assembleia Municipal da Câmara Municipal de Lisboa que foi eleito no ano anterior pelas listas do PCP. Saramago reconheceu que estava "cansado" das críticas da liderança do partido, liderada por Álvaro Cunhal, contra divergentes vozes que pedem a renovação. Em Janeiro de 1996 apoiou a candidatura presidencial do socialista Jorge Sampaio, quando o PCP ainda não tinha declarado a sua posição.

A crítica, por vezes feroz, a ocupação israelita dos territórios palestinianos gerada acusações de anti-semitismo. Durante uma visita a Ramallah, com uma delegação do Parlamento Internacional de Escritores, o desempenho do Governo em comparação com judeus campo de concentração nazista de Auschwitz.

As declarações caíram como uma bomba em Israel, e do escritor Amos Oz foi acusado de "cegueira moral enorme." Esta não foi a única disputa com um nome de renome da literatura. Em Portugal, a sua rivalidade com António Lobo Antunes era evidente.

Defensor da revolução cubana por um longo tempo, em 2003 lançou seu primeira crítica aberta ao regime de Fidel Castro, após a execução dos três autores do sequestro de um navio. "Eu cheguei aqui. Partir de agora, Cuba vai continuar o seu caminho, eu fico." As declarações não passaram despercebidas a favor da união de Portugal e Espanha em um país chamado Ibéria, logicamente, não se sentindo completamente em casa.

O ministro da Cultura, Gabriela Canavilhas confirmou que o funeral será realizado em Lisboa, e tomou para defender a "liberdade dos criadores para avaliar as divergências políticas com diferentes líderes Prémio Nobel Português.

Além disso, muitos políticos e intelectuais falar da figura de Saramago, a partir da perspectiva de respeito e, em muitos casos, o louvor. O cidadão comum apresentaram maior disparidade de opiniões sobre os microfones da rádio e da televisão.

JOSE SARAMAGO ENTRE AS CARÍCIAS DOS ANJOS E ESPETADO NA FORQUILHA DO DIABO


Morreu Saramago. As "elites" não cessam de perorar sobre o Nobel. Enquanto bebia um café e comia um pastel de nata, desfilavam na tv, ao vivo e ao telefone, derramando sobre o dito cujo tanto quanto nunca se derramou sobre escritores maiores do que Saramago como, por exemplo, Jorge de Sena.
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Há uns anos Saramago entrou nos curricula liceais do regime e varreu a possibilidade de os meninos e de as meninas conhecerem literatura portuguesa aproveitável ou sofrível. A "oficialização" cultural de Saramago começou quando, estupidamente, lhe proibiram um livro num concurso qualquer.
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O Nobel, festejado pela paróquia provinciana como uma vitória internacional no futebol, acentuou o carácter quase místico da figura que, daí em diante, passou a tratar abaixo de cão qualquer poder politico que não o bajulasse adequadamente. O que afinal subsistiu em relação a Saramago foi o velhinho temor reverencial de um país com lamentáveis "tradições" culturais que, entre outros, fez de Saramago um "símbolo". E é esse que vai ser exibido por estes dias.
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Poucos ou nenhuns recordarão o pequeno tirano do Diário de Notícias, a seca vaidade vingativa da criatura ou o homem que eliminou de edições posteriores à emergência da afamada Pilar as dedicatórias a Isabel da Nóbrega. "A morte absolve tudo", como ensinavam os latinos, mas nem tudo é absolvível pela morte. Paz à sua alma.

Adenda: O governo vai decretar - mediante conselho de ministros "extraordinário" - luto nacional. Ainda mudam o 10 de Junho de 1580 para o 18 de Junho de 2010. País de pequeninos parolos deslumbrados sem a menor noção da verdadeira grandeza.

SARAMAGO ENTRE AS CARÍCIAS DOS ANJOS E ESPETADO NA FORQUILHA DO DIABO

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Morreu mais um antipatriota
Fomos, hoje, surpreendidos com a morte de mais um antipatriota e um traidor! (a pouco e pouco, eles vão todos desaparecendo)!
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José Saramago foi o português mais antiportuguês que se possa imaginar, por ter sido o português que mais mal tratou Portugal e os Portugueses... mas quando quis chular alguma coisa, foi a Portugal que se encostou!!!
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Chamo-o assim, porque penso que quem enaltece o homem, também não deixa de pensar o mesmo(caso de Mário Soares, José Sócrates, Clara Ferreira Alves, e mais que se lhe juntarão, decerto), e é igual a ele, exactamente!!!
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Um homem como Saramago, com o tipo de postura que se lhe conhecia, não poderia deixar de professar a ideologia comunista, os seus regulamentos, arbitrariedades, e crimes praticados por um regime com o qual, um defensor dos pobres e desfavorecidos, e do ambiente, mas este paradoxo mais me parece o contraste em que Saramago caía, e nem sequer percebia! (ou será que percebia???).
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Saramago era um homem que abominava a Direita, mas endeusava a Esquerda, nunca se percebeu porquê... ele lá teria as suas razões!
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Parecia, efectivamente, ser uma pessoa odienta e rancorosa, porque, a propósito de Cavaco Silva, diz, numa entrevista passada, que aquele era o "campeão das banalidades", e nunca esqueceu (nem perdoou) a atitude de Sousa Lara, aquando de um prémio ao qual não foi candidata uma sua obra, só que é sinónimo de pouca inteligência uma pessoa que se preza de ser inteligente (nunca campeã de banalidades), não respeitar os pontos de vista e as opiniões dos outros!!!
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Saramago foi uma pessoa que, por tudo o que se relata, conviveu muito mal com tudo e com todos, tanto assim é que: casa com uma sra. espanhola, adopta a dupla nacionalidade, está mais em Espanha, do que em Portugal, e disse, sempre, mais mal de Portugal, do que de Espanha!!!
O Estado Português, em contrapartida,o que faz?
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Manda a sra. ministra da Cultura, em plena crise, num avão C-130 (afinal, estamos em crise... ou há dinheiro que chegue ???), buscar os restos mortais do sr., para ter 10h de velório, na Câm.Mun.de Lisboa, e depois se efectuar o funeral, para o cemitério do Alto de S.João.
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Dizia-se originário de famílias humildes, citou os avós como pessoas muito pobres, mas quando começou a escrever as lérias que lhe habitavam a "caixa dos pirolitos", nunca ajudou ninguém... nem sequer os avós!!! Comunista? Ditador?
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Era, efectivamente, e com testemunhas, algumas delas vivas: os 130 jornalistas, do DN, que saneou, quando fazia parte da administração do jornal... prepotência era uma das qualidades que tinha, também!
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Uma última palavra, para pedir ao pres. da Câm.Mun.de Lisboa, um esclarecimento público sobre o que se vai passar com a Casa dos Bicos, património de Lisboa e de Portugal, sede de uma futura Fundação (crescem como cogumelos) de Saramago, o que foi feito dos 30.000€ que António Costa lhe deu para o tal filme (que não sei se chegaremos a ver), em troca do apoio a Costa, para a Câm., os lisboetas, as pessoas, têm o direito de saber o que se passa com coisas que fazem parte do património português, e que não se sabe onde vão parar, a maior parte das vezes!
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Quanto à boa (ou má) representatividade da língua portuguesa e seus agentes, tem tudo muito a ver com o governo português e a sua postura, nesta matéria. Saramago representava,muito bem, a língua portuguesa, no mundo, mas enchiam-lhe os bolsos, com a compra de seus livros, e com a respectiva propaganda.
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Como já se perdeu tanto, em termos linguísticos, por esse mundo afora,e em países que, de certa forma, estiveram sob o nosso domínio, por isso, Saramago ter morrido, é mais ou menos... nunca ninguém se ralou... é porque está tudo bem!!!
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Morreu mais um antipatriota, traidor, e comunista... PAZ À SUA ALMA!!!
Maria Celeste Amado-Miratejo

MISÉRIA, JACOBINA, ESQUERDISTA

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Onde chega a miséria moral da esquerda jacobina que temos
Público, 2010-06-04 José Manuel Fernandes

A arrogância e a insensibilidade do poder político resulta da sua crença na infalibilidade das lideranças iluminadas

Quando José Sócrates, na RTP, afirmou com arrogância que não tinha de pedir desculpas a ninguém pelo aumento de impostos e cortes nas prestações sociais isso não traiu apenas o seu detestável carácter, antes surgiu como uma consequência lógica do posicionamento intelectual da velha esquerda jacobina.
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O nariz levantado do primeiro-ministro apenas torna mais evidentes os pecados de uma cultura política que se julga ungida pela clarividência histórica. A teimosia cega do chefe do Governo é filha da mesma forma de estar na vida pública de todos os que, por se julgarem informados de forma objectiva e "científica", sempre acreditaram que podiam dominar e dirigir a sociedade - se necessário contra a vontade da sociedade.
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É que, ao contrário do que José Sócrates não se cansa de repetir - como se repetindo mil vezes uma mentira dela fizesse uma verdade -, o mundo não mudou em 15 dias. O céu que caiu em cima da moleirinha atrevida do nosso primeiro-ministro há muito que estava carregado de nuvens, há muito que anunciava uma tempestade que os mais avisados tinham visto chegar.
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Não quis reconhecer que ela estava aí, talvez por acreditar genuinamente que as medidas do seu Governo, comprovadamente erradas e eleitoralistas, eram as melhores e as mais geniais. Ao contrário das figuras públicas que não confundem autoconfiança com omnisciência e poder ilimitado, ou dos que acreditam nas virtudes da humildade democrática, os modernos filhos da tradição jacobina nunca estão ou estarão preparados para assumir um erro ou corrigir voluntariamente o seu rumo.
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Sócrates nunca sentirá que deve pedir desculpa, nem admitirá que se enganou: para ele o que corre mal é sempre efeito de conspiradores mal intencionados, como os "especuladores", tudo o que corre bem é fruto da sua inspirada liderança. É também por isso que mente sem vergonha e nunca, ao longo da sua vida pública, e também da sua vida privada, se sentiu ou sentirá tolhido por qualquer escrúpulo ético.
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A sua relação doentia com todos os poderes que limitam o poder do executivo, desde os tribunais ao Parlamento, desde os jornalistas aos sindicalistas, é também filha de uma cultura política em que uns se têm por moralmente superiores, vendo todos os restantes como prisioneiros de interesses particulares. E o pior é que esta forma de estar na vida pública e na política é contagiosa. Vejamos dois bons exemplos de como certas figuras do socratismo se julgam acima de qualquer escrutínio moral e no direito de praticarem todos os abusos.
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O caso porventura mais gritante é o de um dos buldogues do PS, o vice da bancada socialista Ricardo Rodrigues. O deputado roubou, e gabou-se de ter roubado, dois gravadores a jornalistas da Sábado e ainda não os devolveu. Tudo porque não gostou das suas perguntas, como se, a partir do momento em que não colocou qualquer limite à entrevista, tivesse jurisdição sobre aquilo que, bem ou mal, os jornalistas lhe perguntam.
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Infelizmente, por motivos insondáveis, Francisco Assis deu-lhe cobertura. O outro caso é o da deputada Inês de Medeiros que, tal como escreveu neste jornal, entendia que o Parlamento lhe devia pagar as deslocações semanais a Paris não porque aí residisse (candidatou-se apresentando uma morada de Lisboa), mas porque todos sabiam que era lá que moravam os seus filhos.
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Apesar de ser absolutamente inédita a situação de um deputado que solicita o pagamento das viagens não para a sua residência (que terá omitido ao candidatar-se), mas para a morada dos filhos, ainda se indignou com o alegado populismo, sem por um momento meditar sobre o exemplo que, como figura pública, estava a dar ao país, para mais num período de crise e de desemprego galopante.
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De resto, as suas balizas éticas parecem ser muito largas, pois, numa entrevista também à Sábado, disse por entre risadinhas, no que se refere ao comportamento de José Sócrates relativamente ao caso PT-TVI, textualmente o seguinte: "Não sei se mentiu ou não mentiu, mas, se mentiu, nem acho isso muito grave." Infelizmente Francisco Assis também lhe deu cobertura, assim destruindo o capital de crédito que tinha ganho quando, em Felgueiras, enfrentou o PS local e a famosa "passionária" Fátima.
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A velha esquerda jacobina nunca entenderá por que motivo atitudes como estas geram tanta urticária, pois, para essa emproada gente, o simples facto de se proclamarem de esquerda confere-lhes uma espécie de estatuto especial que não autoriza contestações. Ninguém já se atreve a dizer alto o que Álvaro Cunhal proclamava quando se referia à superioridade moral do comunismo, mas no íntimo é o que pensam.
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Substituem é comunismo por esquerda. Entendem, por exemplo, que a defesa dos princípios da solidariedade social - praticada pelo Estado, está bem de ver - os isenta de penas de consciência ou de obrigações de fraternidade pessoal. E depreciam a virtude da caridade, enquanto comemoram a engenharia social dos "avanços civilizacionais" à mesa da Bica do Sapato, nem sequer se lembrando que lhes competia governar para todos.
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Acreditam ser mais inteligentes, mais cultos e mais "abertos" do que os outros, e por isso devedores de apreço e consideração. Se não praticam a probidade, bem pelo contrário, acham que o seu "desinteresse" de princípio os autoriza a reivindicarem regalias extra. E se lhes sai, por engano, uma Carolina Patrocínio a quem as empregadas tiram os caroços às cerejas, assobiam para o lado: afinal, ela é "de esquerda", e aos "de esquerda" perdoa-se tudo.
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Não surpreende por isso que, nos gabinetes ministeriais, sobrem os meios e se multipliquem os lugares. Não surpreende que, em ano de crise, esses gabinetes consumam mais dinheiro e que o maior aumento percentual nos seus gastos tenha sido nas rubricas de suplementos e prémios e nas despesas de representação.
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Como da mesma forma não surpreende que José Sócrates tenha embaraçado a nossa representação no Rio de Janeiro ao preferir ir jantar a um restaurante italiano da moda, deixando de fora dezenas de convidados da área da cultura (para "cultura" bastou-lhe a visita a Chico Buarque, mais uma vez pretextos para mentiras desavergonhadas).
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Como não surpreende que tenha ao serviço do seu gabinete nada menos de 12 motoristas... Desenganem-se também os que julgam que este vírus apenas ataca o socratismo mais empedernido. Ele é contagioso e o primeiro-ministro já tratou de o impor mesmo ao Bloco e ao PCP. Só se assim se compreende, por exemplo, que tenhamos assistido estupefactos à forma como estes dois partidos da velhíssima esquerda radical vieram a terreiro defender a imediata construção do TGV, uma obra que beneficia muito pouco os trabalhadores que dizem defender e muitíssimo empresas como a inevitável Mota-Engil.
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Aqui o que venceu foi o preconceito ideológico, mostrando como até o PCP está hoje desligado do sentimento dos mais aflitos - um preconceito com que José Sócrates jogou de forma habilidosa, ao virar-se para Louçã e Jerónimo, no Parlamento, e dizer-lhes para se lembrarem da ideologia. Faltou explicar que ideologia, mas nos tempos que correm até o keynesianismo de pacotilha do ministro das Obras Públicas já encaixa no marxismo-leninismo-trostkismo do Bloco e do PCP.
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Aparentemente basta que seja o Estado a meter a mão e se crie a ilusão de que os políticos é que estão ao comando e que os "especuladores" estão ao largo. Duarte Pacheco, podes regressar: estás mil vezes perdoado. Jornalista.

JOSÉ SARAMAGO: "DEUS OU DIABO?"

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Espanha que tanto amou...
não se sentia Português...

Porque hoje é o meu aniversário, não gostaria de ficar esta efeméride marcada pela morte de ninguém... por muito que me sinta tentado em considerar não merecer a prenda do desaparecimento de alguém que na sua pequenez foi grande, porque queira-se ou não, a medalha de ouro, o diploma e os trinta mil contos então recebidos como Prémio Nobel da Literatura serviram para prestigiar o País...mesmo que tenham também servido para dar relevo ao Partido onde estava arregimentado...
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José Saramago escrevia conforme pensava e como o pensamento dele era complicado, a escrita regia-se pelos mesmos princípios. Há quem teime em dar ponto sem nó... Saramago teimava em não acentuar aquilo que escrevia... logo não poderia levar-se a escrita muito a sério, porque não seguia as regras gramaticais que ele tanto gabava terem contribuído para a sua atracção pela escrita.
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Nunca se pergunta a um ateu qual o santo da sua devoção, pois não se deve esperar uma resposta muito "católica" a tal provocação. O Zé da Azinhaga comungava não o Corpo e Sangue de Jesus Cristo na Eucaristia, mas os ideais bolcheviques do Camarada Staline, do Patriarca das estepes Joseph Lenine e de todas as personalidades maiores da vida soviética dos tempos da nomenklatura comunistóide.
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Numa "JANGADA DE PEDRA" a humildade de Saramago conseguiu que fossem "LEVANTADOS DO CHÃO" aqueles que se aproveitavam do "MEMORIAL DO CONVENTO" para lançar um "ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA" destinado a descobrir "TODOS OS NOMES" daqueles que se portavam como "CAIM" ao constatarem ter de ler "O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO" antes que seja descoberto "O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS".
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Os 30 jornalistas que ele correu do Diário de Notícias, quando era sub-Director, devem estar todos presentes no funeral, para lhe dizerem o muito obrigado por não terem de o aturar.
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Acho estranho que não pretenda ser cremado e atiradas as cinzas ao mar de Lanzarote, na sua Espanha que tanto amou, uma vez que não se sentia Português... até o disse quando da eleição do actual Presidente da República Portuguesa.
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Vem agora o Mário Bochechas propor que o corpo/cinzas vá para o Panteão, o que até concordo desde que tirem de lá aqueles que não gostarão de se ver acompanhados por tão nefastas companhias, como Aquilino "Regicida" Ribeiro, Humberto Delgado e Cª. E não proporem a ida para o Panteão do Miguel de Vasconcelos, do João Fernandes Andeiro, do Henrique Galvão, do Palma Inácio, do Álvaro Cunhal, do Rosa Coutinho, do Vasco Gonçalves e outras figuras da Ínclita Geração de Moscovo... aproveitem que é mais barato à dúzia!
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Pobre Amália!
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Que companhias te querem arranjar! Sorte teve o Camões, que ninguém sabe onde está sepultado! Já viram se ele tinha de pedir asilo político numa outra dimensão do Além?

Que o D. Jose Saramago del Lanzarote y Azinhaga, muy ilustre hombre de letras e Nobel de la Literatura por la gracia de sus escritos lhenos de inquietud, se quede muchos años
sen nosotros, por Dios!
Um abraço do Victor Elias - Sintra


OS MENTECAPTOS


Os mentecaptos

Quantas vezes nos deparámos com situações tão estúpidas, que merecem o nosso repúdio, e que considerámos que são uma infeliz reserva de mentecaptos. E o que é ser mentecapto?

Na minha vida, feliz ou infelizmente, conheci gente desta estirpe. No meu entender, mentecaptos são pessoas intelectualmente pobres, gente vulgar, gente falsa, gente despersonalizada, gente sem coluna, gente que tanto está virada para norte como para sul.

São hipócritas todos os dias. Dizem-se amigos de toda a gente importante, pessoas de gabarito, e estão sempre presentes em todas as grandes cerimónias, em todos os dias e em todas as horas. É gente feita com o feitio de fabrico de gente.

Todos se consideram pessoas “civilizadas” e por vezes até ocupam lugares de grande destaque nas mais variadas actividades. É gente que aparece nas revistas cor de rosa, sabe enganar e lá vai levando a sua vidinha. E até garantem para si, não se sabendo de que forma, títulos de mestres e de doutores.

Os mentecaptos são incapazes de agir. O caminho que os conduz é aquele que já está aberto. Só se sentem seguros quando encontram alguém que lhes aponte a estrada a seguir, que lhes dê protecção e que se responsabilize por eles. O projecto de vida dos mentecaptos resume-se à posse de bens, à manutenção de um posto, de viver à custa de privilégios. Toda a dignidade dos mentecaptos acaba nisso: carro, casa, conta bancária, privilégios.

Os mentecaptos vêem todas as pessoas capazes e com personalidade com muita desconfiança. É que as pessoas de acção demonstram-lhes como eles são ridículos, o quanto são inconsistentes, o quanto fazem mal ao mundo.

Os mentecaptos são isto tudo. E nem se envergonham.

Alfredo Fontinha

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O MELHOR QUE ENCONTREI PARA HOMENAGEAR JOSÉ SARAMAGO A POUCAS HORAS DE SUA MORTE

José Saramago

José Saramago e Pilar del Rio

José Saramago, um exemplo de vida e de escritor. Parabéns!

O cidadão português José de Sousa Saramago é um daqueles casos nada comuns de alguém que, já na idade madura, deu uma guinada radical na vida. Vinte anos atrás, estava ele, cinqüentão, solidamente estabelecido em Lisboa e num segundo casamento; vivia de traduções e tinha atrás de si uma breve experiência como jornalista. Nas horas vagas, administrava uma discreta carreira literária, iniciada na juventude com o romance Terra do Pecado, interrompida em seguida por quase duas décadas e desdobrada, a partir de 1966, numa dezena de livros que não chegaram a fazer barulho, a maioria deles coletâneas de poemas e de escritos jornalísticos. Nada permitia supor que José Saramago viria a se tornar quem hoje é: às vésperas de completar (no mês que vem) 76 anos de idade, um romancista lido e admirado em todo o mundo, traduzido para 21 idiomas e insistentemente apontado, desde 1994, como um dos favoritos para ganhar Prêmio Nobel de Literatura, tradicionalmente anunciado no mês de outubro e que seria o primeiro concedido a um autor de língua portuguesa. Pois foi aí, já quase sexagenário, que a vida de José Saramago – menino pobre que não teve um livro antes dos 19 anos e que na juventude trabalhou como mecânico de automóveis (embora não saiba dirigir) – se pôs a trepidar, num benfazejo terremoto que em pouco mais de uma década haveria de redesenhar a sua paisagem existencial.

Aos 57 anos, para começar, ele finalmente decolou como escritor ao publicar o romance Levantado do Chão. Aos 64, encontrou o que acredita ser o seu definitivo amor em alguém 28 anos mais jovem, a jornalista sevilhana María del Pilar del Río Sánchez. Aos 70, transplantou-se das margens do Tejo para uma ressequida ilha vulcânica espanhola onde não corre um ribeirão sequer e toda a água tem que ser tirada do mar, Lanzarote, a mais oriental das sete Canárias, com 50 000 habitantes e 805 quilômetros quadrados.

Ali, numa casa que vem a ser a primeira e até agora única propriedade desse persistente militante comunista, foram escritos seus livros mais recentes, Ensaio sobre a Cegueira e Todos os Nomes, além dos diários intitulados Cadernos de Lanzarote, encorpando uma obra na qual já se destacavam os romances Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, A Jangada de Pedra e O Evangelho Segundo Jesus Cristo. No Brasil, onde o melhor de Saramago já foi publicado, apenas este último título vendeu 85 000 exemplares.

A virada na vida do escritor foi engatilhada de maneira acidental, em 1975, quando, demitido do cargo de diretor-adjunto do Diário de Notícias ele decidiu não procurar emprego, abrindo assim espaço para que a sua criação literária deslanchasse em regime de dedicação exclusiva.

José Saramago, que tem uma filha, Violante, bióloga, de seu primeiro casamento, e dois netos, Ana e Tiago, já era autor consagrado em 1992, quando o ateísmo contundente de O Evangelho Segundo Jesus Cristo desaguou num episódio de censura que acabou determinando a sua mudança para Lanzarote, onde se instalou em fevereiro de 1993. O editor sênior Humberto Werneck, de PLAYBOY, lá esteve para entrevistar o escritor e conta:

“Branca, com dois pavimentos, a casa de José Saramago se chama exatamente isso, ‘A Casa’, conforme se lê junto ao portão de entrada. Fica no número 3 da Rua Los Topes, numa esquina da minúscula cidade de Tías, mas pode ser que o visitante tenha dificuldade em encontrá-la, pois o dono de A Casa, tendo lido sobre a história do lugar, decidiu restabelecer a sua antiga denominação, hoje inteiramente esquecida, Las Tías de Fajardo.

“Os carteiros de Lanzarote já se conformaram com a esquisitice, e não é impossível que o mesmo acabe acontecendo com os demais lanzarotenhos, sobretudo se o ilustre forasteiro vier a ganhar o Prêmio Nobel. Já são provavelmente maioria os nativos capazes de reconhecer aquele senhor alto, desempenado e sobrancelhudo, com óculos grandes demais para o seu rosto e cabelos grisalhos que escasseiam no alto e abundam, um tanto alvoroçados, na parte de trás da cabeça. Saramago ganhou faz um ano o título de ‘filho adotivo’ da ilha e só não é ‘o’ escritor de Lanzarote porque lá vive o romancista espanhol Alberto Vásquez-Figueroa, com quem fez camaradagem.

“Reservado, porém afável, de pouco riso mas longe de merecer a fama de mal-humorado que o persegue, José Saramago acumula as características a princípio excludentes de homem a um tempo caseiro e viajador: duas vezes por mês, em média, ele abandona a paisagem lunar de Lanzarote para atender a compromissos profissionais, sempre em companhia de Pilar del Río, hoje a sua tradutora para o espanhol e revisora das antigas traduções.

“Quando está na ilha, o escritor pouco sai de sua casa, plantada num jardim atapetado de picón, cascalho fino de origem vulcânica de cor preta ou tijolo escuro. A vegetação esparsa inclui duas oliveiras que o escritor quis ter ali por serem as árvores de sua infância na Azinhaga, povoado da região portuguesa de Ribatejo onde nasceu, filho de pais camponeses muito pobres, e onde viveu até mudar-se para Lisboa, aos 2 anos de idade.

“Num dos cantos do jardim há uma piscina (coberta, por causa do vento forte) com 7 metros e meio de comprimento, que o escritor atravessa pelo menos trinta vezes todos os dias – uma das explicações para a excelente forma física em que se encontra a apenas quatro anos de tornar-se octogenário. O mesmo se diga, aliás, da bela e simpática Pilar del Río, que aos 47 anos, mãe de um rapaz de 21, Juan José, que mora com o pai em Sevilha, não aparenta mais que 35.

“Marido e mulher têm, cada qual, seu escritório, e o de Saramago, no segundo piso, deixa ver o mar. As edições portuguesas e estrangeiras de seus livros espremem-se numa estante com quatro prateleiras e bom metro e meio de comprimento. Numa fotografia, uma tabuleta em francês provoca o ateu empedernido: “Dieu te cherche” – Deus te procura. Nesse escritório (onde foram gravadas, em três rodadas, as 7 horas desta entrevista), usando um laptop Canon acoplado a um monitor Samsung, Saramago escreve pela manhã e no final da tarde a sua quota diária de literatura, nunca mais de duas páginas, ao som de Mozart, Bach ou Beethoven, e responde a algumas das cartas, cerca de 100, em média, que lhe chegam todos os meses de vários cantos do mundo.

“Depois do almoço, já embarcado no hábito espanhol da siesta, ele cochila ou apenas relaxa na sala, no andar térreo. Nesses momentos nunca lhe falta a companhia da fauna canina doméstica: o cão d’água português (espécie de poodle) Camões, a yorkshire Greta e o poodle Pepe. À noite, na cozinha, vai repetir-se um ritual: sentam-se os três diante de seu dono, que, faca na mão, distribui rodelas de banana. Pepe foi batizado pelo escritor na esperança de que não sobrasse para ele próprio esse apelido a que, na Espanha, praticamente todos os Josés se acham condenados. Camões assim se chama porque apareceu na casa no dia de 1995 em que Saramago ganhou o Prêmio Camões, concedido anualmente pelos governos de Lisboa e Brasília a um escritor de língua portuguesa e que já distinguiu os brasileiros Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz e Antonio Candido. Camões adora livros: comeu duas biografias do presidente sul-africano Nelson Mandela, em diferentes línguas, e ultimamente se dedicava a roer as bordas de um grosso álbum de pinturas de Goya.

“Ao contrário de outros autores lusitanos, Saramago exige que seus livros sejam publicados no Brasil exatamente como saíram em Portugal, sem concessões destinadas a facilitar o entendimento do leitor brasileiro. Na transcrição desta entrevista, PLAYBOY não chega a adotar a ortografia vigente em Lisboa, mas busca não abrasileirar a fala do escritor. Como, ó pá, ninguém é de ferro, algumas palavras ganharam ‘tradução’ entre colchetes.”

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“Ser-se comunista é um estado de espírito. (…) Sou comunista. (…)
[Mas] São os fatos que mostram:
setenta anos de construção do socialismo
na União Soviética não chegaram para fazer comunistas.”

“Meu avô, analfabeto, homem simples,
sem nenhuma das sofisticações da civilização,
foi de árvore em árvore, abraçou-se a cada uma delas,
chorando. Ele adivinhava que não voltaria.”

“Não escrevo mais que duas páginas por dia.
Ao fim da segunda, paro, mesmo que pudesse continuar.
Parece pouco, mas duas páginas por dia,
todos os dias, ao fim do ano são quase oitocentas.”

Texto retirado da Net, Jornal de Poesia – Brasil.

A DESGRAÇA DA DESVALORIZAÇÃO DE EURO ATINGE OS REFORMADOS E FUNCIONÁRIOS, SEDIADOS, NO ESTRANGEIROS




A desvalorização, do euro, rompante, atinge milhares que recebem seus ordenados e reformas que se encontram no exterior e pagos, não só pelo Estado Português, como de outros países inseridos na União Europeia e na zona do euro.

No caso da Tailândia o euro, num ano teve uma desvalorização de cerca de 20%. O que quer dizer que um funcionário ou um reformado se auferir um salário ou reforma de 1000 euros passa a receber só 800 euros.

Mas depois de tanta desgraça que se fique por aqui... E Deus nos acuda que daqui a um ano o euro não esteja devalorizado em 40% em relação à moeda tailandesa e o país onde vivo.
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Porém, dada a baixa quotização do euro volta mais díficil aos europeus fazer turismo na região da ásia e de outros países.

José Martins

LIMÕES AMARGOS DO LUXEMBURGO -


UM E-MAIL XENÓFOBO CIRCULA NA INTERNET

Luxemburgo

Um e-mail de teor xenófobo dirigido contra os emigrantes portugueses no Luxemburgo, e que terá tido origem na polícia luxemburguesa, está a indignar a comunidade portuguesa, tendo o Governo luxemburguês instaurado um inquérito.

No e-mail, os autores desafiam os luxemburgueses a partir “ilegalmente para o Paquistão, Afeganistão, Iraque, Nigéria, Turquia ou PORTUGAL”.“Quando entrarem no país exija às autoridades locais assistência médica gratuita para si e para toda a sua família”, “Insista para que todos os funcionários da Caixa de Saúde falem luxemburguês”, “Pendure uma bandeira do seu pais ocidental na janela” e “Conduza sem carta de condução” são outros dos desafios propostos no e-mail.

Para terminar, os autores do texto afirmam que “No Luxemburgo TUDO ISTO é POSSÍVEL porque somos governados por idiotas politicamente corretos”.

Na quarta feira, o deputado de "Os Verdes" luxemburgueses Camille Gira interpelou o Governo sobre este texto, que terá tido origem e sido distribuído por elementos da polícia luxemburguesa, tendo o Executivo do Luxemburgo decidido abrir um inquérito.

Entretanto, o deputado do PS português pela Europa Paulo Pisco já escreveu uma carta ao embaixador do Luxemburgo em Lisboa, a quem pede para “transmitir ao Governo do Grão-Ducado" a sua "indignação e repúdio pelas palavras ofensivas” do e-mail.

“Os portugueses no Luxemburgo são um elemento essencial da sociedade luxemburguesa. Estão bem integrados e são um contributo decisivo para a criação de riqueza” no país, disse à Lusa.Entretanto, o dirigente associativo no Luxemburgo Coimbra de Matos classificou o e-mail como uma “brincadeira de mau gosto que não deveria ser executada por pessoas de responsabilidade”.

Afirmando ter um conteúdo “ofensivo para os portugueses”, Coimbra de Matos acrescentou que esta é “uma situação muito grave que não deveria acontecer num país de direito”.Contactada pela Lusa, fonte do gabinete do ministro do Interior do Luxemburgo, Jean-Marie Halsdorf, confirmou a interpelação escrita que o deputado luxemburguês dos Verdes Camille Gira fez quarta feira ao governante sobre o e-mail.

No entanto, a conselheira do ministro do Interior Andrée Colas explicou que o e-mail que “foi reencaminhado por, pelos menos, dois elementos da polícia luxemburguesa, não era propriamente um texto xenófobo ou racista”.“O texto desafia os luxemburgueses a irem viver em outros países [entre os quais Portugal] para perceber se também seriam tão bem tratados e acolhidos como o são as comunidades imigrantes no Luxemburgo nesta condições”, explicou a responsável.
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Andrée Colas adiantou que o ministro do Interior do Luxemburgo “reagiu de imediato à interpelação e já falou com o diretor da polícia luxemburguesa”, tendo-lhe pedido uma “investigação interna do caso”, uma vez que há suspeitas de que o e-mail poderá ter tido origem na própria polícia do Luxemburgo.O Ministério Público do Luxemburgo também já foi contactado e está a desenvolver as diligências necessárias, acrescentou a mesma fonte.



PEDOFILIA: UM VELHO COM IDADE DE TER JUIZO

Americano preso por acusação de prática de pedofilia com criança do sexo feminino no norte da Tailândia

CHIANG MAI: - A Divisão da Polícia Anti-Tráfico Humano, com sucesso, prendeu um cidadão americano acusado de pedofilia na quarta-feira. Além disso, um outro agente de tráfico humano transnacional foi detido enquanto tentava regressar ao seu país.

Tailândia, a 17 de junho, 2010 [PDN]: Um homem norte-americano foi preso no norte da Tailândia, na província de Chiang Mai, na quarta-feira. Ele foi detido depois de acusações tinha-se envolvido em actos sexuais com uma criança do sexo feminino de 10 anos de idade.

Segundo a polícia provincial do turismo, o Sr. Wilbert Willis Holley [72] havia sido acusado de interferir, sexualmente, com um estudante de 10 anos de idade em uma pousada da província de Chiang Mai.

Mr. Holley foi preso depois dos investigadores receberam um relatório da suposta vítima que tinha sido molestado várias vezes em uma pousada local.

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Actualmente, o suspeito negou todas as acusações sendo feitas contra ele, enquanto os investigadores continuam a manter que têm provas contundentes contra ele.

Uma pesquisa da residência do senhor Holley será realizado esta semana na tentativa de descobrir novas provas do envolvimento do suspeito em actos pedófilos.

A história continua:
pattayadailynews.com

PATTAYA DAILY NEWS
- 18/06/2010




Read more: American Arrested On Child Sex Charges In Chiang Mai - Thailand Forum http://www.thaivisa.com/forum/American-Arrested-On-Child-Sex-t376028.html#ixzz0rBoG5Pyb

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P.S. - As penas aplicadas pela prática de pedofilia na Tailândia são pesadas. Neste caso o cidadão americano poderá estar sujeito a uma pena de 20 anos de prisão.

VOLTA MANUELA, DEPRESSA, À TVI

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Última Hora

Moura Guedes: Volta em Setembro
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Manuela Moura Guedes garantiu ao CM que pretende “voltar à TVI e gostava que fosse em Setembro”. A ex-subdirectora está de baixa médica desde 28 de Setembro de 2009.
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P.S. - Vem Manuela quanto antes... És vitoriosa! Malha depois no Zézito sem dó nem piedade. Minha querida mais vale tarde do que nunca. O Zézito já está completamente na MERDA. Vem depressa, depressa Manuela.

AS SUAS NOTÍCIAS NO DIA 18.06.10

Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

V. N. Gaia: Ciclista atropelado
V. Verde: Arrastada por carro
Condenados 54 por burla e falsificação
Moura Guedes: Volta em Setembro
Zeinal Bava: Entre os melhores

Capa do Público Público

Cavaco Silva e família passam mini-férias nos Açores
Banco de Portugal admite divulgar testes aos bancos nacionais
Wall Street fecha em alta ligeira apesar de indicadores negativos
Caso TVI: PS critica líder do PSD por permitir viabilização do relatório final
Transportes públicos vão aumentar 1,2 por cento

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Preços em Lisboa e no Porto aumentam a partir de Julho
Paralisação nacional de enfermeiros divide sindicatos
Espanhol quase a apanhar Inglês
Estado assina 'concordata' histórica com ismaelitas
Só 33 licenciados entram na Ordem dos Advogados

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Estado arrecadou mais 6% de receita fiscal até Maio
Douro já é marca prioritária no turismo
Pensões do Estado já sentiram corte mensal do IRS
Ministério insiste que não há corte de meios
Valongo perde 100 mil euros por ano com os parcómetros

Capa do i i

Estudo vence. Eles sabem que a bola não lhes sobe a média
Tribunal reduz multa ao BCP no caso dos créditos a filho de Jardim Gonçalves
Jerónimo de Sousa. "Sair do euro, como medida isolada, não!
PT/TVI. Passos Coelho desiste da moção de censura
Repetição de julgamento deixa em liberdade gangue das picaretas

Capa do Diário Económico Diário Económico

Preço dos transportes urbanos de Lisboa e Porto sobe 1,2%
Europa avança com novo imposto para tributar a banca
Zapatero convidou FMI, Sócrates não achou necessário
Redução das deduções fiscais será aplicada já em 2010
Mais de 1,3 milhões de pensionistas em risco de perder apoios na saúde

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Governo cria linha de apoio à construção de centros de congresso
BP Portugal acumula prejuízos
REN e EDP lançam infra-estruturas para energia das ondas
"A JCDecaux vai ser pró-activa junto dos anunciantes"
Governo enfrenta centenas de credores na falência do BPP

Capa do Destak Destak

Juiz defende criação de "brigadas" para resolverem "processos atrasados"
Ana Malhoa dá show no Canadá
Não nos venham roubar as «pontes»
O caruncho
Oprah Winfrey, uma chefe generosa

Capa do 24 Horas 24 Horas


Capa do A Bola A Bola

Homem do Jogo: confira a lista
Wimbledon: Irmãs Williams são principais candidatas à vitória
México vence (2-0) e deixa França em maus lençóis
Carlos Galambas renova pelo Sporting
Diogo Carreira prolonga contrato com o Benfica

Capa do Record Record

Pauleta promove Açores em teste fora de estrada
Obikwelu, Jessica e Naide favoritos nas suas provas
Estreia azarada
Dragões adiam Ventura e André Pinto
Uma dúvida chamada Bruno

Capa do O Jogo O Jogo

Quatro jogadores da Coreia do Norte desaparecidos
Responsáveis exigem compensação por Kléber
Zidane: "A França não criou uma oportunidade"
Evra frustrado com derrota
Javier