Translator

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

ANIVERSÁRIO DE SUA MAJESTADE A RAÍNHA SIRIKIT

.

12. de Agosto de 2010
.
Na auspiciosa real data este blogue, respeitosamente, felicita Sua Majestade a Rainha Sirikit da Tailândia, pelo seu aniversário e lhe deseja longa vida.
.

.

As Minhas Memórias de Banguecoque

NOITE INESQUECÍVEL

Foi no dia 14 de Maio de 1994 um dia muito especial, para mim e para a Embaixada de Portugal em Banguecoque.

No príncipio da noite a Rainha Sirikit a Real consorte de Sua Majestade o Rei da Tailândia, iria ser recebida pelos Embaixadores de Portugal, Sebastião e Luisa de Castello-Branco na histórica residência a “Nobre Casa” para o convite lhe fora feito, para um jantar, pelos Representantes de Portugal e, depois deste assistir a um serão e sarau de arte que se prolongou até junto à meia noite.

Estiveram presentes cerca de 70 convidados entre os quais membros da Família Real e do Conselho Privado de S.M. o Rei e do Corpo Diplomático, acreditado, no Reino da Tailândia.

Nunca imaginaria que quando em 1960 vi através do “ecran” as imagens a preto e branco difundidas pela recente fundada RTP a visita a Portugal dos Reis da Tailândia e que passados 34 anos iria fotografar, a escassos metros de distância, a Rainha Sirikit que foi considerada uma das mulheres mais belas, do Mundo, naquela época.

Preparei a minha Nikon F3. Apesar de estar bastante familiarizado com o seu funcionamento, programei na minha mente a abertura das lentes e intensidade

da luz do “flash”, para que nenhuma foto falhasse e se perdesse imagem daquele e único, especial, evento real.

Uns dias antes e quando a Embaixatriz Castello-Branco me convidou para ser o fotógrafo oficial da Embaixada; recomendou-me para que não usasse demasiadamente o “flash” e que compassadamente premisse o disparador da máquina durante o percurso do serão e sarau de arte.

Com todo o rigor, protocolar,que a ocasião merecia cumpri à risca as ordens recebidas da dinânica embaixatriz que durante várias anos foi a Presidente da

Organização das Esposas dos Diplomatas, em Banguecoque, para os eventos de caridade em favor da Cruz Vermelha Internacional da Tailândia com o patronato de S.M. a Rainha Sirikit.

Ao fim da tarde, sem grandes aparatos de segurança, a Rainha Sirikit acompanhada dos membros da Familia Real e do Conselho Privado de S.M. o Rei da Tailândia chegou à Embaixada de Portugal e esperada na arcada da “Nobre Casa” pelos Embaixador e Embaixatriz Sebastião e Luisa de Castello-Branco.

A soberana antes de receber as boas vindas dos anfitriões caminhou por cima de uma carpete, vermelha, estendida ao longo do centro da arcada da “Nobre Casa” e nos lados, formando duas alas, os Embaixadores e suas esposas acreditados na Tailândia.

Após um curto descanso no Grande Salão do rés-do-chão da “Casa Nobre” e residência dos Embaixadores de Portugal S.M. a Rainha subiu ao primeiro andar para um jantar, cujo a este se associaram todos os convidados.

Senti-me fascinado e como dentro de um sonho quando através do visor da Nikon F3 procurava colher o melhor ângulo de imagem e o sorriso de uma Rainha que durante mais de 20 anos me foi familiar no televisor de minha casa e, por ela tenho uma enorme admiração pela sua Obra em pról da mulher tailandesa o que com isto se tornou um símbola das mesmas.

Rainha de uma elegância incomparável, esmerada na sua forma de vestir, como que a dar o exemplo às mulheres tailandeses que a beleza feminina parte do saber da arte do bem vestir.

Uma dedicação, constante, às sedas tailandesas e desenvolvidos os padrões de desenhos sob sua orientação cuja divulgação as tornou mundialmente famosas quer na alta sociedade ou nos meandros da moda internacional.

Gosta de usar chapéus dentro das digressões que efectua às mais remotas paragens da Tailândia em que os mesmos se caracterizam no estilo campesino do país.

O serão e sarau de arte teve início junto às oito e prolongar-se-ia até próximo da meia noite.

Depois do sarau saí da “Nobre Casa” e fui até junto do paredão do Jardim da Embaixada e olhei o meu Chao Praiá e o rio da minhas paixões.

Umas poucas embarcações navegavam com luz frouxa rio abaixo/acima e para as margens de Banguecoque e Tomburi.

O luar da noite espelhava na ondulação da corrente bonançosa do rio.

Olhei os ponteiros do relógio e deram-me conta que outro dia estava a nascer e, lembrei-me, que teria ainda de fazer a peça para noticiar o evento e enviá-la para a Agência Lusa.

O texto:

Lusa/Banguecoque 15.05.94

Raínha da Tailândia na Embaixada de Portugal

A histórica Residência dos embaixadores de Portugal na Tailândia abriu ontem, dia 14, as suas portas de par em par, para receber Sua Majestade a Raínha Sirikit, que veio jantar a convite de Sebastião e Luisa de Castello-Branco. Insígne distinção Real esta, sem precedentes algum em outras embaixadas na capital tailandesa.

Entre os cerca de setenta convidados, contavam-se membros da Família Real e do Conselho Privado do Rei, e embaixadores, cujas mulheres presentearam a Raínha com uma colecção de 29 bonecas em trajos regionais dos respectivos países. Depois do jantar, houve danças e cantares executados pelos anfitriães, pelos embaixadores e embaixatrizes da Argentina, Espanha, Israel, África do Sul e Peru, e pelos Conselheiros Privados do Rei, com destaque do prestigioso Primeiro Ministro na década passada, General Prem Tinsulanonda.

Foi a segunda vez, este ano, que os Soberanos da Tailândia distinguiram Portugal e is seus representantes. Em Fevereiro, a Exposição do Azulejo Português fora inaugurada pela muito estimada Princesa Real Maha Chacri Sirindhorn, não em nome próprio, como mais habitualmente se vê e constitui já uma grande Honra, mas em representação do rei seu pai e ao som do Hino Real.

José Martins/Correspondente

REPORTAGEM: NAS TERRAS DE LOPBURI - TAILÂNDIA

.
Dois dias fora de Banguecoque e nas terras de Lopburi entre verdura luxuriante e a convivência com as gentes, rurais tailandesas.
.
Visitei, em romagen, o palácio de Constantino Falcão, marido da lusa tailandesa Maria de Pina Guiomar. A senhora que legou à Talândia várias especialidade da doçaria portugesa e bem vivos ainda os fios de ovos, “Foi Thong”. Foi demorada a captação de imagem, pretendi saber mais e ir além das outras vezes que por ali andei.
.
Rodei por Lopburi e arredores, porque nunca me canso de repetir a visita ao lugares de uma das minhas cidades, tailandesas, preferidas.
.
Para viver na estação das chuvas, foi a escolhida pelo Rei Narrai o Grande. Lopburi foi espaço de grandezas, de tragédias e de intriga depois de meados do século XVII.
.
Ao meio dia fui almoçar com o meu velho amigo, de 22 anos, Phuthorn Bhumadorn a quem há anos lhe chamei o “Eremita Cultural”. Falamos de muita coisa e do seu projecto em que estou envolvido, por convite, juntamente com ele e relacionado com a história dos portugueses de 500 anos na Tailândia
.
.
Phutorn Bhumadorn é na Tailândia o maior sabedor das coisas históricas da Tailândia. É uma figura modesta e não dada aos círculos culturais e aos lóbis.
.
É um humanista com uma alma enorme. Desde há um ano, todos os dias, escreve um “script”, de cinco minutos, sobre as raízes da históricas da Tailândia, para o ser transmitido, por um comunicador, no canal 9 de televisão.
.
Durante o dia não pára um minuto que seja. Professor de artes, reformado, com a idade de 60 anos, dedica-se à história e a preservação do meio ambiente da província de Lopburi e incentiva as pessoas que vivem no amanho das terras a preservar a o seu habitat.
.
Não tem receio do poder do dinheiro e enfrenta os senhores dele, corajosamente, quando vê que pretendem entrar nas terras que devem ser protegidas e vai deteriorar o ambiente.
.
Assim foi, uma larga montanha de vários quilómetros quadrados, rica de pedra, dura, argilosa e a matéria prima, indispensável, para uma cimenteira,
.
Phutorn Bumadhorn, arregaçou as mangas da camisa, conseguiu convencer os residentes área do perigo de uma unidade fabril que além da poluição, que a manufactura do cimento produzia na beleza da montanha e o meio ambiente se perderia.
.
Junto à grande montanha, plantam-se árvores e construiu-se um parque onde me daria gosto viver no meia daquela natureza pura.
.
Esta manhã de 11 Agosto, assisti a outro evento a inauguração de um museu de barcos e canoas antigas que navegaram pelo rio, acima e a baixo, Lopburi.
.
Barcos e canoas, muitas delas da era de Ayuthaya, com 200 e mais anos que Phutorn Bhumadorn não desejou que a madeira daqueles objectos, carregados de história, viessem a terminar na fogueira.
Continua
José Martins